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Rsilva
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“Greve” dos caminhoneiros é locaute para beneficiar patrões, afirma socióloga

Mensagem por Rsilva » 24 Mai 2018, 15:20

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A socióloga e escritora Marília Moschkovich postou diversas informações no Twitter sobre a verdadeira natureza da “greve” dos caminhoneiros. A pesquisadora defende, na verdade, que trata-se de um locaute, paralisação de empregados pelas organizações patronais da categoria.

Os tuítes dela viralizaram nessa madrugada. Leia:

A greve de caminhoneiros NÃO É em prol do seu bolso, gente. É um factoide político sendo criado diante de nossos olhos e nós certamente não seremos os beneficiados. Explico e dou fatos p/ quem quiser, aqui. THREAD:


1) Em 2013 teve também uma “greve” de caminhoneiros – a gente chama de LOCAUTE quando é um monte de trabalhador parando para beneficiar os empregadores/patrões, e não de greve, ok? Pois é bem por aí a história.

2) Na época, eu me dei ao trabalho de fazer uma breve investigaçãozinha sobre quem era, afinal o tal Movimento União Brasil Caminhoneiro. Descobri um MONTE de mutretas ligadas ao “líder” Nélio Botelho.

3) Pois qual não é minha surpresa #sqn ao ver nos noticiários o mesmo Nélio Botelho, do mesmo Movimento União Brasil Caminhoneiro, falando as principais reivindicações dos caminhoneiros:

4) A primeira é que a regulamentação com obrigatoriedade de descanso seria ruim (oi? para quem descansa ou para quem vai ter que pagar o descanso do outro?), pois NÃO HÁ ESTRUTURA PARA ISSO.

5) Como acabei de mostrar pra vocês nos prints e no meu post de Facebook, o cara está com a construção de uma área de descanso embargada, por problemas com o Estado já que a área é DOAÇÃO DE ÁREA PÚBLICA para isso (licitação? concurso? oi?)

6) Então alguém se surpreenderia se deste locaute o bonito saísse com acordo para fazer uma rede de áreas de descanso no modelo da primeira que teve a construção embargada (em áreas públicas sem licitação, claro, como na época da ditadura)? Eu não. Mas tem mais.

7) A segunda reivindicação do Movimento União Brasil Caminhoneiro está sim ligada ao preço do combustível. Mas não o que vai para o seu bolso, a gasolina do seu carro, etc. Nananinanão. Tampouco querem que o preço volte a ser controlado pelo Estado, de forma nenhuma.

8) A reivindicação ligada ao preço do combustível é a de que… O governo federal subsidie o custo do Diesel para ficar mais barato – mais barato para quem? Quem paga o custo desse Diesel? Caminhão não é carro de passeio, caras. O custo do Diesel é das grandes empresas pô

9) Se a gente entende que o combustível aumentou porque Temer MUDOU O MODELO DE PRECIFICAÇÃO DESTA COMMODITY, tirando a regulamentação estatal; se a gente lembra que logo na época do impeachment a questão de permitir petrolíferas gringas estava em pauta (e foi aprovada)…

10) e se a gente lembra que tem todo um pedaço da Lava-Jato que é justamente ligado à Petrobras… Não é muito difícil entender que o que eles querem e o preço sem regulamentação estatal, mas ao mesmo tempo que DINHEIRO PÚBLICO cubra os gastos das grandes empresas c/ combustivel

12) Como eu disse em 2013, “Se fosse um protesto de autônomos, por que não exigir o aumento proporcional no valor do frete, em vez de redução de custo (diesel e pedágio)?”

13) Se fosse um protesto por melhorias nas condições de trabalho, por que não exigir então LEIS TRABALHISTAS responsabilizando as empresas que contratam os serviços? Colocando o custo do descanso para elas, etc.?

14) Se fosse um protesto para redução de preço de combustível, por que não exigir o retorno ao modelo anterior de regulamentação do preço, e o banimento das petroleiras estrangeiras?

15) Por isso, gente: locaute. Tem nada de “greve” nisso aí não. O desabastecimento é pra causar um factoide político e todo mundo achar lindo e justo quando o governo anunciar que vai subsidiar o diesel e deixar a cooperativa construir seus parques de descanso. ACORDEM

16) Ah, acrescentando mais uma informação fresquinha: os petroleiros estão APOIANDO os caminhoneiros em seu LOCAUTE. sim.

17) adicionando agora pois: há outras entidades e uma variedade doida de pautas nesse locaute-greve de caminhoneiros, inclusive deve ter várias pessoas não-organizadas indo “na onda” do que quer que lhes pareça interessante, enfim, 2018 is the new 2013.

18) adicionando agora de manhã, porque o exemplo me veio na cabeça: falta de combustível nos postos não é pq um caminhoneiro autônomo está parado querendo ganhar melhor ou poder cobrar mais justo o frete... Nenhum caminhoneiro autônomo tem caminhão de transporte d diesel/gasolina

19) os caminhões de grandes cargas/combustível, das grandes empresas/marcas, etc. são OU das próprias empresas OU de gigantes do ramo de logística (minha avó trampava c/ armazéns gerais, tenho um tio que é agricultor e outro que é caminhoneiros, enfim, tô ligada como funciona)

20) Então se não estão abastecendo os postos de gasolina... Bem, não é porque os motoristas de caminhão de transporte de combustível decidiram parar - esse é um setor que não tem caminhoneiro autônomo, até pelas especificidades técnicas e de segurança dos caminhões, etc



https://twitter.com/MariliaMoscou/statu ... 4029299712



Aquela Que Sacou Tudo Já em Junho de 2013

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Neste programa, Ivan Mizanzuk entrevista Marília Moschkovich, socióloga que ficou famosa na internet em 2013 após a viralização de seus textos sobre as jornadas de junho. No que ela estava pensando na época para ter visualizado a possibilidade de um golpe? Como ela analisa a atuação do PT no governo nas gestões Lula e Dilma? E o que esperar de 2018? Será que vai ter eleição? Ou estamos entrando cada vez mais em um estado de exceção?

https://soundcloud.com/anticastdesign/a ... ho-de-2013

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O colapso do sistema de transporte do Brasil, que é 60% dependente de caminhões

Mensagem por Rsilva » 25 Mai 2018, 15:39

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A crise no sistema de transporte brasileiro já vem sendo prevista há muito tempo pela maior parte dos especialistas. Um sistema nacional que confia mais de 60% do transporte de cargas a um único modal, com tantas fragilidades, mais cedo ou mais tarde iria falhar.

Ao longo dos anos 1980-90, uma série de decisões políticas levou o nosso país a priorizar os investimentos nas rodovias, em um movimento contrário ao de décadas anteriores, quando foram feitos massivos investimentos na malha ferroviária – um modal mais adequado para longas distâncias, em um país continental como o Brasil.

A priorização dos investimentos públicos em infraestrutura rodoviária aliada, em um segundo momento, ao movimento das privatizações, com a concessão da administração das rodovias mais importantes do país para empresas privadas, contribuiu para que chegássemos até o caos instaurado essa semana.

A greve dos caminhoneiros que se iniciou na última segunda-feira (21) tem afetado todo o país. Em muitas cidades, além das estradas congestionadas, há um incômodo em relação ao abastecimento de combustíveis, peças e alimentos.

Num primeiro momento, o abastecimento de combustíveis se mostra fragilizado: no Rio de Janeiro o transporte urbano de passageiros chegou a ser reduzido em 40% devido à falta de combustíveis para se operar com a frota completa; a Infraero já divulgou que em alguns aeroportos haverá a falta de combustíveis e, portanto, alguns voos serão prejudicados; os correios cancelaram os serviços com entrega agendada; o abastecimento de itens hortifrutigranjeiros do Ceasa está comprometido no Ceará e em Sergipe e as estimativas são de que, se a greve persistir, alguns produtos alimentícios têm estoques para atender a população somente até sexta-feira; além do atraso na entrega de peças que estão prejudicando a produção de diversas fábricas no Brasil.

A paralisação tem como principal pauta os elevados preços do óleo diesel e sua tributação, o pagamento pelo eixo suspenso e por melhores condições de trabalho.

A reivindicação com relação ao preço do óleo diesel tem de ser negociada com a Petrobras. Só nesse ano o aumento acumulado do preço do óleo diesel é de 8%, contra uma inflação acumulada de 0,92% no mesmo período. A conta não fecha! Embora a Petrobras já tenha feito uma oferta de redução no litro do óleo diesel da ordem de 10% pelos próximos 15 dias, expressando uma redução da ordem de R$0,20 no preço do litro, os caminhoneiros lutam por uma redução da ordem de R$0,60 a R$0,80.

Sabemos que o óleo diesel representa uma forte influência no valor do frete. Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Economia e da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp demonstra que a cada 1% de aumento no valor do óleo diesel representará um aumento de 2,4% no valor do frete de soja e milho.

Além disso, em meados de 2015 se deu início à cobrança pelo eixo suspenso do caminhão, ou seja, quando o caminhão estava vazio havia a possibilidade de trafegar com um eixo erguido, pois não havia peso sobre o caminhão para que houvesse a necessidade de todos os eixos no chão. Então, além de economizar a vida útil daqueles pneus e sua manutenção, o motorista não pagava o pedágio pelo eixo que estava suspenso, pagava apenas pelos eixos que estavam no chão.

https://veltec.com.br/tira-duvidas-lei-13-103/

Apesar da cobrança do eixo suspenso, de acordo com a pesquisa CNT de transportes, em 2017, 61,8% da extensão das rodovias tiveram o estado geral considerado regular, ruim ou péssimo; no ano de 2016, 58,2% foram classificadas nessas condições, ou seja, os motoristas de caminhão pagam a tarifa de pedágio adicional (pelo eixo suspenso), mas a qualidade das vias tem piorado.

http://pesquisarodovias.cnt.org.br/

Algumas vezes ocorre de o motorista ter a possibilidade de pegar uma rota alternativa onde ele não pague a tarifa de pedágio, mas essas rodovias em geral são pouco movimentadas por veículos de passeio, o que aumenta o perigo de assalto. Além disso, essas vias não recebem a devida manutenção por parte do governo, já que não são concessionadas, e, por conta das más condições, facilitam a ocorrência de acidentes.

Adicionalmente a essas duas pautas, os motoristas também lutam por melhores condições de trabalho, que teve um avanço com a lei do motorista, também em 2015. Contudo, as grandes empresas levam em consideração o custo de capital e em pleno 2018 dificilmente possuem frota própria, devido ao alto custo do capital imobilizado.

A alternativa para as empresas é terceirizar. Existem os motoristas que já possuem o caminhão e estão em busca de cargas para transportar e existem as empresas que não possuem frota mas precisam do serviço de transporte. A “lei da procura e oferta” faz com que os caminhoneiros lutem para conseguir fluxo de trabalho. O contrato se faz por carga e o caminhoneiro fica com uma porcentagem do valor do frete contratado (normalmente 70%) enquanto a empresa fica com o restante. Mas esse tipo terceirização é muito frágil, o caminhoneiro assume grande parte dos riscos (e isso envolve os riscos de preços do óleo diesel) além de pagar pela manutenção do seu veículo (que é próprio) sem garantias de fluxo de trabalho e com essa taxa sobre o serviço de quem o contratou.

A parte positiva disso tudo é que há um grande apoio da população pela causa dos caminhoneiros. Embora haja algumas incertezas sobre o abastecimento das cidades, a população tem consciência sobre quem é que move esse país sobre as rodas e está demonstrando apreço por essa classe trabalhadora (até agora).

Para finalizar, quero reforçar a importância da luta por melhores direitos trabalhistas para uma classe que está abaixo da linha da terceirização, que tenta trabalhar sem nenhuma garantia: sem garantia de que haverá um fluxo de trabalho contínuo, sem garantia sobre os preços do óleo diesel, além da exposição a riscos que nem sempre são cobertos pelo adicional de periculosidade (quando ele existe). A luta tem de continuar. Se não agora, quando?

http://brasildebate.com.br/crise-sobre- ... anunciada/


Jamile de Campos Coleti - Graduada em Gestão do Agronegócio e Administração (Unicamp), mestre e doutoranda em Desenvolvimento Econômico (Unicamp), pesquisadora do Núcleo de Economia Agrícola (IE-Unicamp)



Alta no preço da gasolina e diesel vai além da bomba; veja outros impactos
https://g1.globo.com/economia/noticia/a ... ctos.ghtml

O problema dos transportadores rodoviários de carga é só o custo e a variação do preço do Diesel?
http://www.guiadotrc.com.br/noticias/no ... p?id=34250

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Criança que trabalha tem três vezes mais risco de morrer e adoecer do que o adulto

Mensagem por Rsilva » 26 Mai 2018, 22:25

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Durante evento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o procurador do Trabalho, Rafael Dias Marques, condenou o trabalho infantil. Ele afirmou que o trabalho precoce é porta para o desrespeito a inúmeros outros direitos fundamentais.
Criança que trabalha adoece e morre três vezes mais do que adultos, se afasta da escola, se afasta do convívio familiar. É uma grave violação que precisa estar na ordem do dia dos órgãos responsáveis pela proteção à infância, que, de forma coletiva, buscam aqui aprimorar o combate a essa prática.
, alerta.

O procurador Rafael Marques também destacou que o trabalho infantil é uma das maiores tragédias e perversidades na vida de uma criança e é um problema de causas complexas, que não se resolve apenas com a proibição, mas exige políticas públicas e oportunidades, como as experiências relatadas no seminário, de educação e profissionalização.

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http://www.chegadetrabalhoinfantil.org. ... -infantil/

O problema é um tragédia do capitalismo brasileiro. Vale lembrar, que uma das primeiras medidas do governo Temer foi congelar investimento em saúde e educação por 20 anos, por meio de uma PEC, que ficou conhecida como PEC da Morte. Este ano, o Brasil já constatou o aumento de mortes de recém-nascidos após queda constante nos governos Lula e Dilma.

https://www.cartacapital.com.br/politic ... leiros201d

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 70746.html

Realizado pela Comissão de Planejamento Estratégico (CPE/CNMP), a Comissão da Infância e Juventude (CIJ/CNMP) e a Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância) do MP do Trabalho (MPT), o evento “Enfrentamento ao trabalho infantil: educação, profissionalização e políticas públicas” resultou na redação do projeto de Ação Nacional que servirá de base para ações concretas a serem realizadas de forma articulada a partir das boas práticas apresentadas.

http://portal.mpt.mp.br/wps/portal/port ... e8a3399ccd

Ação Nacional

A Ação Nacional é instrumento da Resolução CNMP nº 147/2016, que se desenvolve com base em iniciativas das comissões permanentes do Conselho, sob a coordenação da CPE/CNMP. Destina-se, por meio de adesão voluntária dos ramos e das unidades do MP, a contribuir na elaboração e consecução de projetos e iniciativas que permitam o atingimento dos objetivos estratégicos traçados no Planejamento Estratégico Nacional do Ministério Público.

Resolução CNMP nº 147/2016: http://www.cnmp.mp.br/portal/images/Res ... 3o-147.pdf

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Escolhas que matam

Mensagem por Rsilva » 27 Mai 2018, 13:36

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Médico cubano em atendimento a comunidade do litoral do RN. Cortes nos programas Rede Cegonha, alimentação escolar, Mais Médicos e Bolsa Família são causas do aumento das mortes de crianças brasileiras. Estudo divulgado pela Fundação Abrinq mostra que de 2015 a 2016 o óbito de crianças entre 1 e 4 anos aumentou 11%.

As crises econômicas e as recessões são fenômenos que atormentam as sociedades nesses dois séculos de capitalismo. Causas diversas estão na origem de cada crise e podem ser tratadas de formas diferentes, conforme as distintas correntes de pensamento econômico. O debate acompanha as escolhas de políticas econômicas dos governos e as decisões de empresas, investidores, bancos, entre outros. As sociedades assistem, às vezes participam, mas sempre sofrem as consequências das crises e das medidas tomadas para enfrentá-las. Desdobramentos assombrosos, como guerras, conflitos sociais, empobrecimento e miséria, desemprego, arrocho salarial e fome tecem a teia de mazelas que une cada contexto histórico específico.

Para poucos, quer dizer, para os mais ricos, as crises são oportunidade para enriquecerem ainda mais, comprando ativos baratos, ganhando com juros, arrochando devedores e garimpando oportunidades. Com as crises, esses poucos ganham com o sofrimento de muitos!

As crises criam os derrotados pelo desemprego, destituídos de capacidade para gerar a renda para o consumo da família, muitos perdem casa e bens, e outros veem a família se desagregar. O desespero abate e adquire faces perversas que destroem o horizonte das pessoas e as perspectivas de futuro de uma nação.

Mais dramático ainda é o destino daqueles que não têm autonomia para lutar e se defender, como as crianças. Estudo divulgado pela Fundação Abrinq (http://fadc.org.br) mostra que a mortalidade infantil voltou a crescer no Brasil, depois de uma década de contínua redução. O número de óbitos de crianças entre 1 e 4 anos passou de 5.595, em 2015, para 6.212, em 2016, aumento de 11% no período. No caso das crianças com entre 1 mês e 1 ano de idade, o número de mortes subiu 2%, de 11.001 para 11.214.

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Os dados foram tabulados pela Fundação Abrinq, a partir de informações do Ministério da Saúde/DataSUS, IBGE e outras fontes oficiais. Seguindo as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), a mortalidade na infância caiu de 30,1/para cada mil nascidos vivos, no ano 2000, para 14,3, em 2015.

"O enfrentamento foi significativo e o Brasil se tornou referência. As taxas vinham decrescendo, com exceção à mortalidade materna, com taxas ainda distantes (em relação aos ODS). A partir de 2015 há um declínio nas taxas de redução e, em 2016, uma tendência de crescimento, uma sinalização concreta de que estamos quebrando esse padrão de declínio com a perspectiva de aumento", diz a gerente-executiva da Fundação Abrinq, Denise Cesário.


http://www.redebrasilatual.com.br/revis ... de-reducao

Qual o motivo? O desemprego faz os estragos conhecidos, mas as decisões governamentais são ainda mais perversas, porque quando a crise afeta a receita fiscal do Estado, os gastos sociais são cortados. Diante de uma crise, o governo cobra mais impostos de quem pode – dos ricos – ou faz cortes. E os cortes deveriam atingir quem pode aguentar o tranco da recessão. Os gastos com a manutenção do atendimento social e destinados a financiar a saída da crise deveriam ser mantidos.

O pior corte é aquele que fragiliza ainda mais as condições dos mais fracos, quer dizer, de crianças e pobres. A própria Fundação Abrinq mostra onde acontecem cortes nos programas sociais. Um exemplo é o programa Rede Cegonha, cuja atenção é voltada à mãe no pré-natal, ao parto e à criança, do nascimento até os dois anos, em que o governo aplica hoje somente pouco mais de 10% dos recursos que deveria aplicar. Os cortes se espalham pelos programas de alimentação, educação, saúde, saneamento, Mais Médicos, entre tantos outros. As consequências são graves, e podem levar a óbito pessoas que dependem desses serviços ou ainda acarretar sequelas, muitas vezes, irreversíveis a outras.

Por isso é sempre bom falar da importância da escolha de parlamentares e governantes por meio do voto. Eles decidem como arrecadar impostos e como aplicá-los. Os trabalhadores são a maioria da população, mas se tornam minoria porque dão poder, pelo voto, àqueles que decidem contra seus interesses.

São decisões que podem desempregar, arrochar salários, tirar direitos e matar. Há caminhos para fazer a economia crescer, gerar empregos, proteger direitos e garantir a vida diante das adversidades. Por isso, atenção às escolhas faz muita diferença!

http://brasildebate.com.br/escolhas-que-matam/


Clemente Ganz Lúcio - Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. É colunista do Brasil Debate

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Em conferência, entidades alertam para desmonte da educação pública

Mensagem por Rsilva » 27 Mai 2018, 20:32

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Reunidos em Belo Horizonte de 24 a 26 de maio, educadores preparam manifesto para sensibilizar a população e influenciar o debate eleitoral.

Diversas entidades de profissionais da educação preparam um manifesto, a ser divulgado nos próximos dias, em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade para todos os brasileiros. A “Carta de Belo Horizonte”, como a iniciativa foi batizada, é o resultado de três dias de intensos debates travados na primeira edição da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape), realizada de 24 a 26 de maio na capital mineira. Com o documento, a categoria pretende influenciar o debate eleitoral deste ano.

https://twitter.com/hashtag/Conape2018? ... frame.html

Os educadores buscam formas de resistir ao desmonte promovido pelo governo de Michel Temer, após sucessivos cortes orçamentários e a aprovação da Emenda 95, que congelou os gastos públicos por 20 anos, incluídos os investimentos em educação, saúde e assistência social.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/co ... /emc95.htm
Não por acaso, passamos a chamar esse encontro de ‘conferência da resistência’.
, comenta o professor Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).

O cenário é realmente desalentador. O orçamento do Ministério da Educação (MEC) para 2018 possui praticamente o mesmo valor do reservado no ano anterior: 107,5 bilhões de reais. O Congresso Nacional chegou a aprovar um recurso adicional de 1,5 bilhão de reais ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), mas esse foi único item vetado por Temer ao sancionar a Lei Anual Orçamentária (LOA) no início do ano.

O congelamento inviabiliza o cumprimento das metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, como o compromisso de universalizar o atendimento de crianças e adolescentes em idade escolar. Na contramão do que se pretendia, as matrículas do ensino médio tiveram queda de 2,5% no ano passado, embora existam cerca de 1,5 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola, segundo o Censo da Educação Básica de 2017, divulgado pelo MEC no fim de janeiro.

http://www.observatoriodopne.org.br/upl ... rencia.pdf

https://www.correiobraziliense.com.br/a ... sica.shtml
Em 2016, todos os brasileiros de 4 a 17 anos deveriam estar matriculados. Chegamos em 2018 com 3,2 milhões deles fora da escola e temos 80 milhões de adultos que não concluíram a educação básica.
, resume Araújo, da CNTE.
Para economizar, o governo federal mudou a base nacional curricular, autorizando os estados a aplicar parte do orçamento em ensino à distância.
Na verdade, a equipe de Temer cogitou liberar até 40% da carga horária total do ensino médio para ser feita na modalidade EAD, inclusive em plataformas privadas.

Entre 2000 e 2014, as despesas públicas em todos os níveis de ensino aumentaram de 4,6% para 6% do PIB, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao governo federal. O PNE previa a elevação gradativa dos gastos até alcançar 10% do PIB em 2020. Agora, ninguém mais acredita na viabilidade do compromisso. O Brasil está preso a um baixíssimo patamar de investimentos até 2037, quando termina a vigência da Emenda 95.

http://www.conteudojuridico.com.br/arti ... 90562.html

http://documents.worldbank.org/curated/ ... evised.pdf
Com o congelamento dos recursos destinados à educação por duas décadas, não há como cumprir a maior parte das metas do PNE.
, lamenta Gilson Reis, coordenador da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee).
Por isso, decidimos criar o Fórum Nacional Popular de Educação e convocar essa conferência. Queremos mostrar ao país a gravidade da situação. Estão aqui 78 entidades nacionais e centenas de organizações estaduais.
Na avaliação de Reis, o desmonte é um projeto político.
Desde o golpe, observamos que um dos alvos é a educação. Há um conjunto de medidas do governo nesse sentido, como a alienação de recursos, a articulação com setores fundamentalistas, o tal ‘Escola Sem Partido’, levando para dentro da escola um debate conservador, autoritário.
, lamenta.

A Conape é, por sinal, uma resposta à desarticulação, pelo atual governo, do Fórum Nacional de Educação (FNE), que desde a sua instituição, no segundo governo Lula, realizou três grandes encontros educacionais: a Conferência Nacional de Educação Básica (Coneb), em 2008, e duas edições da Conferência Nacional de Educação (Conae), em 2010 e 2014. Entre os resultados desses fóruns, figura a construção coletiva do PNE, com 20 metas para o desenvolvimento da educação no Brasil.
Havia uma lei que previa uma conferência nacional a cada quatro anos. Depois de muito protelar, o novo governo mudou o decreto de convocação da Conae. Reduziram drasticamente a participação da sociedade civil, de 42 entidades para 18, e aumentaram o número de representantes do Ministério da Educação, que passou a ter maioria, uma aberração.
, diz Gilson Reis.
Entramos com várias ações contra esta medida e não conseguimos derrubar. Então decidimos romper a farsa, criando um fórum popular e convocando uma conferência popular.
A Conape iniciou-se com uma marcha até a Praça da Estação, palco tradicional de manifestações em Belo Horizonte. Nos dois dias que se seguiram, mesas de discussão encheram o pavilhão de exposições do Parque da Gameleira, com mais de 4,3 mil inscritos. Na próxima semana, os resultados da conferência serão sintetizados em um documento denominado “Plano de Luta”, com 14 tópicos que dominaram os debates. Além disso, também será divulgada a “Carta de Belo Horizonte”, com a qual os educadores pretendem alertar a população nas eleições de 2018.

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Contraditório, Bolsonaro é autor de projeto que pune quem obstrui vias

Mensagem por Rsilva » 28 Mai 2018, 21:27

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Presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) é autor de projeto que pune com até quatro anos de cadeia quem impedir ou dificultar o trânsito de veículos e pedestres nas vias públicas; mas o contraditório é que o parlamentar prometeu revogar qualquer multa aplicada a caminhoneiros pelo governo Michel Temer.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) é autor de projeto que pune com até quatro anos de cadeia quem impedir ou dificultar o trânsito de veículos e pedestres nas vias públicas. O projeto foi apresentado em agosto de 2016 na Câmara dos Deputados. Mas a contradição é que o parlamentar prometeu revogar qualquer multa aplicada a caminhoneiros pelo governo Michel Temer.

Na justificativa do projeto sobre punição para quem obstruir vias, o congressista afirmou que a proposta "é pautada na necessária preservação dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos, vítimas de ações irresponsáveis daqueles que desprezam as liberdades do outro, quando da busca de suas demandas sociais".

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb ... ao=2095044

De acordo com o texto, "impedir ou dificultar o trânsito de veículos e pedestres, sem autorização prévia da autoridade competente" resulta em "reclusão, de um a três anos", pena agravada em um terço caso o ato prejudique o funcionamento de serviços de emergência.

A contradição do pré-candidato ao Planalto está no apoio dele à obstrução de vias.
Caminhoneiros, parabéns, vocês estão fazendo algo muito mais importante até do que uma eleição. Só peço uma coisa, não bloqueiem a estrada. Com toda a certeza, onde por ventura esteja havendo bloqueio tem algum infiltrado do PT, do MST, da CUT.
, afirmou em vídeo divulgado na sexta (25).



O governo federal, através do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, informou que a greve dos caminhoneiros é um locaute (greve das empresas) e que será aplicada multa de R$ 100 mil por hora aos donos de transportadoras que não voltarem ao trabalho. Afirmou ainda que foram pedidos mandados de prisão em alguns casos onde as investigações comprovaram esse tipo de comportamento dos empresários.

Jair Bolsonaro, no entanto, no último domingo, publicou em sua conta no Twitter:
Qualquer multa, confisco ou prisão imposta aos caminhoneiros por Temer/Jungmann será revogada por um futuro presidente honesto/patriota.
https://twitter.com/jairbolsonaro/statu ... 9164232704


http://www.valor.com.br/politica/555498 ... i-estradas

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JoaoBragaCRVG
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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por JoaoBragaCRVG » 28 Mai 2018, 22:13

Rsilva mito!!
:pos: :pos:

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Caminhoneiros são agora reféns e ‘ameaçados’ por grupos de extrema-direita, avalia Abcam

Mensagem por Rsilva » 29 Mai 2018, 12:39

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O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirmou ontem (28) que cerca de 250 mil caminhões são mantidos reféns em pontos de paralisação em diversas regiões do país, como Bahia, Pernambuco e São Paulo.

Esse número representa cerca de 30% do total que ficou parado ao longo do últimos dias da greve.

Segundo ele, está havendo uso político do movimento para derrubar o governo de Michel Temer.
Vou fazer uma denúncia bastante séria: não é o caminhoneiro mais que está fazendo greve. Tem um grupo muito forte de intervencionistas (golpistas de extrema-direita) nisso aí, eu vi isso agora em Brasília na parte da manhã. Eles estão prendendo caminhão em tudo quanto é lugar. São pessoas que querem derrubar o governo. Eu não tenho nada a ver com essas pessoas e nem nossos caminhoneiros autônomos têm, mas eles estão sendo usados para isso.
, afirmou, durante coletiva de imprensa, em Brasília.

De acordo com o presidente de ABCam, intervencionistas seriam grupos políticos defensores da intervenção militar no país. Ele pediu apoio do governo federal para desmobilizar esses bloqueios remanescentes.
Tem muitas lideranças que se se dizem lideranças, mas que estão envolvidas com partido político e são presidentes de diretórios municipal e estadual. Estou levantando nomes, lugares onde está acontecendo isso e vou entregar na mão do governo, que é ele [governo] que tem que resolver isso.
Questionado por jornalistas, Fonseca não quis dar nomes de pessoas ou partidos que poderiam estar envolvidos nos bloqueios. Ainda de acordo com o dirigente da associação, os caminhoneiros que permanecem em pontos de paralisação estão sofrendo ameaças.
Estão sendo ameaçados de forma violenta. Não mostram arma, mas levantam a camisa.
Para a ABCam, os pontos de de paralisação não falam em nome da entidade.
Estão usando o caminhoneiro como bode expiatório. Nossa missão foi cumprida, 60% do país está sem movimento nenhum.
, garantiu.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politic ... -diz-abcam


Por que não acabou? O que dá fôlego à greve dos caminhoneiros

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-44284548

Extrema-direita e extrema-esquerda se beneficiam de greve dos caminhoneiros, diz Meirelles

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-44285413

Por que os protestos continuam? Entenda a paralisação dos caminhoneiros

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2 ... iros.shtml

Governo investiga infiltração de três movimentos políticos na paralisação dos caminhoneiros

https://economia.estadao.com.br/noticia ... 0002328211

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Irresponsável atrelar país ao preço internacional do petróleo, diz professora da USP

Mensagem por Rsilva » 29 Mai 2018, 21:09

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Na avaliação de Leda Paulani, os grandes blocos de capital em torno do petróleo querem é que o Brasil exporte o petróleo bruto e importe derivados, e é essa a política posta em prática pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente.

A greve dos caminhoneiros e das outras categorias que têm aderido aos protestos contra a alta dos preços dos combustíveis mostra os problemas na decisão do atual governo em mudar a política de atuação da Petrobras.

Na avaliação da professora da Universidade de São Paulo (USP) Leda Paulani, “os grandes blocos de capital em torno do petróleo querem é que a gente exporte o petróleo bruto e importe em produtos finais que são o óleo diesel, o óleo combustível e a gasolina”.

Doutora em Teoria Econômica, ela avalia que “quando você importa o produto final, naturalmente, o seu preço fica atrelado ao preço internacional”.

Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, ela explica que “se você possui capacidade interna de refino tem um mínimo de garantia, um colchão de segurança, para amenizar essas oscilações tão fortes como as que essas commodities têm. Como estamos com turbulências muito grandes geopolíticas e econômicas fora do país é natural que os preços oscilem. Agora você colocar 200 milhões de pessoas na dependência de dois e três preços que não são determinados pela nossa economia é uma irresponsabilidade”, avalia. Acompanhe a entrevista na íntegra:

Um assunto que tem gerado, e é um dos causadores dessa crise é o fato de o Pedro Parente ter atrelado o mercado nacional ao mercado internacional. Podemos começar por aí, o que isso sugere?

Leda Paulani: Na realidade, antes disso, é preciso falar de uma outra coisa. O Brasil ele tinha…, tinha não, tem uma capacidade de refino de petróleo bastante importante que está ociosa, porque a política deste governo para a Petrobras é de que a gente exporte – que é o que eles querem, os grandes blocos de capital em torno do petróleo – em bruto e importe os produtos finais, que são o óleo diesel, óleo combustível e a gasolina.

Ao importar isso você, naturalmente, necessariamente, o seu preço fica atrelado ao preço internacional, porque são comodities. Então, se a Petrobras, para poder distribuir a gasolina, ela tem que comprar fora do país o preço vai ficar atrelado ao internacional. Não tem como desvincular uma coisa da outra.

O que está errado, portanto, é mudar a política….Fazer com que o País apenas produza o petróleo bruto, estamos regredindo, voltando pra trás em várias áreas na questão da indústria, e também nessa área em que o Brasil tinha avançado muito, por conta até da própria expertise da Petrobras.

Agora a gente volta pra trás e coloca um setor estratégico para o País, como nós estamos vendo – o País para – absolutamente nas mãos do mercado.

Se você tem capacidade interna de refino, você tem um mínimo de garantia, de um colchão de segurança, para amenizar essas oscilações tão fortes que essas comodities têm. Como a gente está com turbulências muito grandes também geopolíticas e econômicas fora do País, é natural que os preços oscilem.

Agora colocar 200 milhões de pessoas na dependência de dois ou três preços que não são determinados pela nossa economia, mas internacionalmente, é sim uma irresponsabilidade.


Queria que você comentasse um pouco…vendo a grande mídia, parece que essa crise é gerada por uma “ineficiência” da Petrobras. Os movimentos populares e a oposição ao governo o que estão dizendo é que é uma crise gerada. Não é uma ineficiência, mas sim uma gestão que visa o desmonte e a futura privatização da Petrobras. É possível dizer isso?

Leda Paulani: Não precisaria nem ter, dígamos, esse evento agora, nesse momento essa greve, tudo que isso está causando, para a gente poder afirmar isso. Acho que a própria [Operação] Lava Jato, hoje estão ficando cada vez mais claras as vinculações com interesses externos ao País, e é evidente que se se pretende, no médio prazo, privatizar a Petrobras quanto mais desvalorizada ela estiver tanto melhor, não? Esse ativo vai ficar muito barato e na hora de vender isso vai valer muito menos, sorte de quem comprar…E é um ativo valiosíssimo do ponto de vista real, independentemente do preço que ele alcance, em cada momento da conjuntura.

Então o que a Lava Jato fez foi destruir o valor de mercado da Petrobras, com tudo isso que aconteceu.

Sob o pretexto de punir a corrupção e etc, você destrói a principal empresa de um País. Todo mundo sabe que a Petrobras é responsável por 10% dos investimentos do País. Os investimentos do País já era muito baixo em relação ao produto, mas sempre a Petrobras teve um peso importante. Por que? Pelo seu tamanho, por todas as grandes estruturas que ela mobiliza na sua operação e também ainda pela descoberta do Pré-sal e tudo mais… Aí você dá uma cacetada nisso, com o álibi de reduzir a corrupção, e ninguém em sã consciência é a favor da corrupção, mas você não precisar destruir uma indústria, uma empresa tão importante, para combater a corrupção. Inclusive se a Lava Jato fosse, de fato, apenas uma operação contra a corrupção, existem mecanismos de preservar as instituições. Você pune pessoas físicas que têm culpa no cartório e preserva a instituição. Não foi o que foi feito no Brasil.

Então, esse episódio agora, eu acho que dizer que foi arquitetado, talvez seja teoria conspiratória demais, mas que muita gente está pegando carona agora. Inclusive, aqueles que pensam que intervenção militar é saída para o País. Não é esse episódio que estaria nessa chave de reduzir o valor da Petrobras. Isso vem de muito antes.


A Repórter Brasil publicou uma reportagem investigando um pouco as reuniões, o lobby que as grandes petroleiras internacionais fizeram com o Executivo, com o Temer e o Ministério de Minas e Indústria; e está havendo uma apropriação do Pré-sal e de outras partes da Petrobras, e no mesmo movimento há um discurso de ineficiência. Gostaria que você comentasse um pouco quais são os riscos para o povo em geral, de um avanço dessa privatização?

Leda Paulani: Como combustível é um insumo estratégico para qualquer economia. Como a gente está vendo agora, se há qualquer problema na distribuição do combustível você para o País em três dias. Portanto, ter uma empresa estatal poderosa e que tenha o mínimo controle, além das agências de regulação, é um elemento que nenhum país sério do mundo pode abrir mão. Assim como banco público. Moeda também é um insumo, dígamos, fundamental. Não é bem um insumo, é muito mais que isso, mas enfim, qualquer problema bancário com a moeda também paralisa o país imediatamente.

Essas coisas são coisas sobre as quais a sociedade como um todo, através do Estado, de empresas estatais, tem que ter o mínimo controle para não ficar refém do que acontece no mercado. O mercado tem os seus humores, tem seus vai-e-vens, seus ciclos, subidas e descidas de preços, de ativo, de fluxo, de rendimento, de tudo.

Então, o mínimo de salvaguardas para que um país inteiro não fique refém disto, dessa coisa aleatória [mercado], é algo que todo mundo deveria apoiar. Quem tiver o mínimo de amor ao país; eu não sou nacionalista, acho inclusive o nacionalismo algo perigoso, mas em determinados momentos um mínimo de nacionalismo nesse sentido. Salvaguardar, preservar os instrumentos que permitem comandar melhor o País e não causar tantos tumultos.

Na questão dos combustíveis propriamente o que se delineia, no médio prazo, é a continuidade de uma alta de preços, porque há uma questão geopolítica que está muito encrencada, enfim. Houve uma subida violenta dos preços dos petróleo a alguns anos, depois houve uma queda bastante forte e agora está havendo uma certa retomada, mas também por conta da questão geopolítica que se complicou internacionalmente. Então, a perspectiva é de continuar esse movimento subida de preços.

A questão da greve propriamente para a gente voltar, é que os caminhoneiros estavam pedindo desde o início é que mudasse a política. Mudasse a política de atrelamento imediato – que é o que a Petrobras vem fazendo – do preço do combustível ao preço internacional. Eles querem estabilidade. Não importa se mais alto ou mais baixo, mas um mínimo de estabilidade. O que está corretíssimo, perfeitamente compreensível que estejam pedindo isso.

Só que eu duvido que…pelo menos o Pedro Parente vá fazer essa mudança, a visão dele é que o mercado deve comandar. Acho que essa greve tá muito longe de ter sido resolvida.

De qualquer forma, com isso ou sem isso, você abrir mão de ter uma empresa estatal sobre a qual você tenha controle e que possa, justamente, nos momentos de alta de preço internacional, mesmo que você mantenha atrelado, você ter um colchão interno, uma salvaguarda para minorar os efeitos desses problemas dentro do país, é um despautério…

A Petrobras é uma joia, o mundo inteiro quer a Petrobras, aí o governo brasileiro dá de bandeja para o primeiro que aparecer.


Sobre as medidas que o governo está apresentando para sair da crise, talvez a principal delas é, talvez a principal, que é zerar os impostos federais sobre os combustíveis, que a oposição já está criticando. Isso pode ter algum impacto real nesta crise? Isso pode ter outras externalidades sobre a economia do Brasil em geral?

Leda Paulani: De imediato a gente tem uma redução, porque se você tira o tributo de dentro do preço, terá uma redução do preço do combustível, mas eu acho que não é uma solução permanente, porque a questão deles é de reduzir o preço, mas não é fundamentalmente esta. Eles querem que a política de preços se altere e, é lógico, que mais uma vez você vai retirar impostos que sustentam setores importantes, como o setor de saúde, por exemplo. As políticas sociais já tem teto de gastos e uma série de outros constrangimentos e ainda você vai ainda reduzir os tributos que podem financiar políticas sociais.

Então, há um efeito negativo e que não compensa esse pequeno ganho que teria no preço. E, segundo, esta não é a principal questão.

A principal questão que eu entendi de tudo que li é que eles não querem mais ficar nessa gangorra, principalmente os autônomos, eles fecham uma carga, por exemplo, com alguém daqui [São Paulo] até Natal e põe um xis de combustível que vão gastar e cobram por isso, e aí quando forem encher o tanque pra voltar vão pagar 50% a mais. Não dá. Esse atrelamento é o problema. Eles queriam a mudança da política de preços da Petrobras, que eu acho que dificilmente esse governo que está aí não vai ceder, então acho que essa tensão ficará um bom tempo. E só retirar o tributo trará outras consequências que talvez não compense.


https://www.brasildefato.com.br/2018/05 ... ra-da-usp/

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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por natanaelfm » 30 Mai 2018, 15:24

Eurico e seus familiares presos por corrupção ativa e apropriação indébita.

Agente Carlos Leite indiciado por corrupção passiva e sonegação de impostos.

Justiça após examinar HD contendo dados do Vasco realiza intimações de diversas pessoas para que comprovem dados.

Brants finalmente assume presidência do Vasco e com apoio dos torcedores anuncia o novo projeto do estádio de são januário e por intermédio de iniciativa privada realiza aquisições de diversas promessas no mercado Sul-americano.

SERIA MUITO BIZARRO MESMO QUE ALGUMA DESSA NOTÍCIA FOSSE VERDADE...

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DIEESE: OS MAIS POBRES VÃO PAGAR A CONTA

Mensagem por Rsilva » 30 Mai 2018, 16:17

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Se cumprido, o acordo acordo anunciado pelo governo Temer para resolver a situação dos caminhoneiros terá um custo social que se refletirá diretamente na saúde das crianças pobres, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese; para conseguir bancar o pacote de medidas prometido aos caminhoneiros, o governo informa que precisará "cortar benefícios"; benefícios, tais como Bolsa Família e Farmácia Popular, são para toda a sociedade e não só para os caminhoneiros. Dessa forma, quem vai pagar a conta no final é toda a sociedade; especialmente os mais pobres.

O acordo anunciado pelo governo Temer para resolver a situação dos caminhoneiros não cola. O desgaste do presidente é tanto, que não existe confiança nas negociações. Se cumprido, o acordo terá um custo social que se refletirá diretamente na saúde das crianças pobres. É o que afirma Clemente Ganz Lúcio, diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a Maria Cristina Trevisan, do Portal Vermelho.

A lógica que embasa essa afirmação é a seguinte: para conseguir bancar o pacote de medidas prometido aos caminhoneiros, o governo informa que precisará "cortar benefícios". Esses benefícios, tais como Bolsa Família e Farmácia Popular, são para toda a sociedade e não só para os caminhoneiros. Dessa forma, quem vai pagar a conta no final é toda a sociedade; especialmente os mais pobres.

Ganz Lúcio vai além:
A redução do gasto social do Estado num país com o nível de desigualdade que nós temos pode ressuscitar rapidamente a situação de miséria e pobreza.
, alerta.
O resultado é que nós voltaremos a ter aumento da mortalidade infantil, das doenças evitáveis, do desemprego e da violência. São as consequências da reversão de um padrão civilizatório que vínhamos conquistando a duras penas.
Um estudo recente publicado na prestigiada revista científica Plos Medicine, com analistas ingleses e brasileiros, revelou que políticas de austeridade fiscal - como a Emenda Constitucional 95, o "teto de gastos" - terão impacto direto na mortalidade das crianças brasileiras. De acordo com a pesquisa, se os programas de proteção social como Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família tivessem investimentos mantidos até 2030, 19.732 mortes de crianças de até cinco anos seriam evitadas, em comparação com um cenário de ajuste fiscal, como o atual. Também poderiam ser evitadas até 124 mil hospitalizações por doenças passíveis de prevenção, como desnutrição e diarreias. O estudo demonstra também que a limitação de orçamento nessas áreas fez com que a extrema pobreza no Brasil aumentasse 11% entre 2016 e 2017.

http://journals.plos.org/plosmedicine/a ... ed.1002570
Quando um governo decide fazer cortes e escolhe cortar dos mais pobres, que são aqueles que não conseguem manifestar sua contrariedade, está cometendo um crime muito grave.
, afirma Ganz Lúcio.
É como se um pai cortasse o leite de uma criança, o que não quer dizer que não tenha que fazer economia. Vai cortar outra coisa.
Para ele, o governo poderia anunciar, por exemplo, a ampliação da carga tributária sem aumento de impostos, taxar heranças e aumentar o imposto de renda sobre riquezas. Mas é preciso coragem para tomar medidas como essa - e um Congresso alinhado com políticas de proteção social.

Imagem

Para sair da greve
É difícil entrar numa greve. Mas é cem vezes mais difícil sair de uma greve.
, avalia Ganz Lúcio.

Segundo o diretor do Dieese, é preciso ter organização, lideranças capazes de chamar a base, explicar o acordo e dizer que a greve precisa terminar. Mas é ainda mais imprescindível que quem negocia tenha credibilidade. No nono dia de greve, depois de tentar dois acordos e do que o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) chamou de "diálogo", os caminhoneiros seguem parados.

O desgaste do governo Temer cria mais dificuldades, especialmente porque não conseguiu entregar o crescimento econômico que propôs. A Petrobras é um ator estratégico para a economia brasileira. Desde junho de 2016, o presidente da empresa, Pedro Parente, imprimiu uma nova política de preços de derivados de petróleo no Brasil: adotou a paridade internacional. Os preços passaram a sofrer variações frequentes e, a partir de julho de 2017, as correções se tornaram diárias. Ao mesmo tempo, houve a redução da produção nas refinarias e o anúncio da venda de quatro delas no Brasil, priorizando empresas privadas em busca da entrada de capital estrangeiro. O governo também reajustou o PIS/Cofins de 9 para 14%, o que incidiu diretamente no preço.

O resultado foi que nos últimos 30 dias os derivados do petróleo foram reajustados 16 vezes. No bolso do consumidor, a gasolina teve alta de 47% e o diesel de 38,4%, como informa a nota técnica do Dieese. Para se ter uma ideia do tamanho da mudança, entre 2003 e 2016, quando a Petrobras manteve os preços mais estáveis, houve apenas 15 reajustes no total.
Com uma economia do tamanho da brasileira, com a importância que o setor de petróleo tem para a atividade econômica, pela ausência de transporte ferroviário e concentração no rodoviário, com 85% da população morando nas cidades, o petróleo tem um papel estratégico, com uma empresa de ponta que é a Petrobras. O que o governo fez foi uma verdadeira alucinação, uma insanidade do ponto de vista das pessoas e das empresas.
, afirma Ganz Lúcio.

Para diminuir a crise

O impacto da crise é mais sentido pelo consumidor final, em especial pelas camadas médias e pobres da sociedade. E resulta no aumento da mortalidade infantil, em última instância. Diminuir impostos é claramente um paliativo de alcance limitado, que será pago pela própria sociedade. O problema é que um Estado fraco e desacreditado como o governo Temer, não consegue operar no cenário internacional do mercado de petróleo.

Entrará na conta do próximo Presidente da República resolver a equação deixada pelo governo atual. Na visão do Dieese, qualquer um que assuma o Palácio do Planalto terá que tomar duas medidas principais: recuar da política de paridade internacional nos preços dos derivados, principalmente diesel, gás de cozinha e gasolina, considerando também outros fatores, como a produção de petróleo e refino no país, custos para essas produções, câmbio, demanda por derivados; e aumentar o volume de petróleo refinado em refinarias próprias - que atualmente utilizam apenas 68% da capacidade total -, dependendo menos do mercado internacional.

Mas enquanto isso, o presidente Temer (MDB) declara "absoluta convicção" no fim da "chamada" greve.
Tenho certeza que tudo isso [a proposta do governo aos caminhoneiros] trará muita tranquilidade.
Sim, está tudo bem no país desabastecido e paralisado, onde até oficiais superiores das Forças Armadas temem a simpatia dos caminhoneiros à tropa de militares. Dizem que não se preocupam (ainda) com um golpe militar, mas com mais uma desmoralização (a primeira é o fracasso da intervenção federal no Rio), o que enfraqueceria a confiança no Exército.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php? ... cia=311530

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No meio do caos, ministro do apagão do combustível decide aumentar o preço da gasolina

Mensagem por Rsilva » 31 Mai 2018, 12:37

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O ministro do apagão elétrico no governo de FHC, Pedro Parente, e agora presidente da Petrobras na greve dos caminhoneiros, voltou a aumentar o preço da gasolina.

A partir de hoje (31), o preço nas refinarias sobe 0,74% e passa a ser de R$ 1,9671 por litro. O consumidor de gasolina deve pagar a conta da redução do preço do diesel. O valor deve ficar em torno de R$ 5,00 o litro.

Em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 9,42%, já que em 28 de abril o litro custava R$ 1,7977.

Imagem

https://g1.globo.com/economia/noticia/p ... idas.ghtml

Esse é o aumento número 240 desde a queda da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A greve dos caminhoneiros parecia que iria estancar a loucura dos reajustes de preços diários praticados pelo governo que assumiu após o golpe parlamentar de 2016, mas deve continuar.

A Petrobras adotou novo formato na política de ajuste de preços em 3 de julho do ano passado. Segundo a nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. Desde o início do formato, o preço da gasolina comercializado nas refinarias acumula alta de 49,71% e o do diesel, valorização de 55,09% segundo o Valor Online.

http://www.valor.com.br/empresas/556034 ... refinarias



Temer diz agora que vai preservar política de preços da Petrobras

http://www.valor.com.br/empresas/556056 ... -petrobras

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Brasil entra na lista dos piores países do mundo para o trabalhador, ao lado do Haiti e Camboja

Mensagem por Rsilva » 01 Jun 2018, 13:59

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O golpe parlamentar de 2016 não provocou apenas uma avalanche do aumento nos preços dos combustíveis e a convulsão social dos caminhoneiros também fez o Brasil se tornar um dos piores países do mundo para o trabalhador. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluiu o Brasil na lista de países acusados de descumprir as normas internacionais de proteção dos trabalhadores.

A decisão foi divulgada oficialmente nesta terça-feira (29), em sessão da Comissão de Normas da 107ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, que foi acompanhada pelo procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury e pelo procurador e assessor internacional da instituição, Thiago Gurjão.

https://www.anamatra.org.br/imprensa/no ... s-pela-oit

O Brasil entrou no grupo de 24 países, ao lado de Haiti e Camboja, depois de consultas feitas pelo Ministério Público do Trabalho e denúncias de sindicatos contra a reforma trabalhista. A OIT integra o sistema das Nações Unidas e possui um comitê que irá analisar a denúncia de violação de convenções internacionais ratificadas pelo Brasil. No ano passado, antes da aprovação da reforma trabalhista, o Brasil chegou a ser incluído na lista mais ampla e preliminar, mas acabou de fora da lista definitiva.

http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public ... 617065.pdf

Ronaldo Fleury diz que a inclusão expõe o Brasil internacionalmente e é fruto da aprovação, de forma açodada, de uma reforma que torna precárias as relações de trabalho no país.
É uma pena o Brasil ser exposto internacionalmente, entretanto isso é resultado da reforma trabalhista, que só visou a precarização das relações de trabalho, criando formas alternativas e precarizantes de contratação e, principalmente, visando o enfraquecimento da estrutura sindical.
, afirma.

Segundo o procurador-geral do MPT, o movimento dos caminhoneiros mostra como entidades com baixa representatividade entre suas categorias têm dificuldade de negociar:
O Brasil inteiro sente o enfraquecimento da estrutura sindical com o movimento dos caminhoneiros, das empresas, que tem trazido o grande drama de se fazer um movimento muito rapidamente, entretanto não ter como sair dele pela falta de legitimidade, pela falta de representatividade das entidades sindicais dos trabalhadores. Essa situação vai com certeza se refletir nas outras categorias, com a ampla pejotização.
, acrescenta Fleury.

O assessor internacional do MPT, procurador Thiago Gurjão, acrescenta :
A inclusão do Brasil na lista de casos vai ao encontro do que o MPT já vinha alertando quanto aos riscos de insegurança jurídica e prejuízos no cenário internacional decorrentes do descumprimento de convenções ratificadas pelo país, com prejuízos para as instituições públicas, trabalhadores, empregadores e a sociedade como um todo.
ALERTAS – No início desse ano, o Comitê de Peritos da OIT pediu ao governo brasileiro a revisão dos pontos da reforma trabalhista que permitem a prevalência de negociações coletivas sobre a lei. O Comitê confirmou o entendimento de que a reforma trabalhista viola a Convenção nº 98, sobre direito de sindicalização e de negociação coletiva, ratificada pelo Brasil. Foi pedida ainda a revisão da possibilidade de contratos individuais de trabalho estabelecerem condições menos favoráveis do que o previsto na lei. A reforma trabalhista estabelece a possibilidade do negociado prevalecer sobre o legislado, inclusive para redução de direitos. Prevê também a livre negociação entre empregador e empregado com diploma de nível superior e que receba salário igual ou superior a duas vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

http://www.trtsp.jus.br/geral/tribunal2 ... T_098.html

Antes da aprovação e sanção da reforma trabalhista, o MPT alertou o Congresso Nacional e o governo federal que ela violava a Constituição Federal e normas internacionais ratificadas pelo Brasil.

Imagem
A tramitação do projeto de "reforma" trabalhista no Senado "foi extremamente acelerada", segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, afirmando que essa rapidez "com certeza não permitiu um aprofundamento da matéria".

Para a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Delaíde Alves Miranda, o PLC 38 representa "brutal retrocesso à ordem liberal do século 19". Entre outros problemas, afasta responsabilidades do grupo econômico e viola o direito de acesso à Justiça. Ela disse ser favorável a reformas, desde que seja resultado de um amplo debate nacional. A juíza integra grupo de 17 magistrados do TST, de um total de 27, contrário à proposta de reforma.


http://www.redebrasilatual.com.br/traba ... rnacionais



MPT elaborou norma técnica na qual aponta diversas inconstitucionalidades no texto

http://portal.mpt.mp.br/wps/wcm/connect ... OD=AJPERES


OIT classifica reforma trabalhista brasileira como violadora de direitos

https://www.conjur.com.br/2018-mai-29/b ... rabalhista


Por reforma trabalhista, OIT coloca Brasil em 'lista suja' de violações

https://economia.estadao.com.br/noticia ... 0002327317

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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por Ragnify » 01 Jun 2018, 14:50

Podiam encerrar esse forum hein...

Preferia qdo as noticias eram essas:

http://kasadaeskina.blogspot.com/2010/0 ... to-de.html


Num tem um tópico de noticias da esquerda aqui não?

Chatão... ninguem lê essa merda

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PCC USA DOLEIROS E JÁ FATURA MAIS DE R$ 400 MILHÕES

Mensagem por Rsilva » 03 Jun 2018, 15:52

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Documentos encontrados pela polícia após a morte do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, revelaram parte da estrutura montada pelos líderes do PCC para o tráfico internacional de drogas; negócios particulares dos líderes e da própria facção têm um faturamento estimado pela inteligência policial em, no mínimo, R$ 400 milhões por ano.

Documentos encontrados pela polícia após a morte do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, revelaram parte da estrutura montada pelos líderes do PCC para o tráfico internacional de drogas.

Os negócios particulares dos líderes e da própria facção têm um faturamento estimado pela inteligência policial em, no mínimo, R$ 400 milhões por ano. Alguns policiais acreditam que esse número pode chegar a cerca de R$ 800 milhões, o que colocaria o PCC entre as 500 maiores empresas do País.

Estimativas conservadoras fixam em 1 tonelada por mês, enquanto analistas policiais consideram que esse número corresponde apenas ao movimento de uma semana.

Entre as descobertas feitas pela inteligência policial estão remessas da facção para um doleiro da capital paulista. Em 9 de dezembro de 2017, um dos grupos responsáveis pelo tráfico internacional de drogas entregou R$ 1.464.118,00 ao doleiro. Em 16 de dezembro, foram enviados mais R$ 1.522.374,00 e no dia 21, R$ 1.105.651,00. Em duas semanas, a soma chega a mais de R$ 4 milhões.

https://brasil.estadao.com.br/noticias/ ... 0002335331

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Para dar desconto de R$ 0,46 no diesel, Temer tira R$ 9,5 bi de Saúde, Educação e… Transportes

Mensagem por Rsilva » 05 Jun 2018, 11:11

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Horas depois de o presidente Michel Temer afirmar que foi “iluminado por Deus” para dar fim à greve dos caminhoneiros, em encontro com pastores evangélicos, parte de sua equipe ministerial explicou os termos do subsídio de R$ 9,5 bilhões à comercialização do diesel e a renúncia fiscal de R$ 4 bilhões que permitirão o tão prometido desconto de R$ 0,46 no litro do combustível por dois meses.

Quanto custou diminuir 46 centavos no litro do óleo diesel nas refinarias, valor que deveria ser repassado ao grande público nas bombas de combustível dos postos? Senta que vai começar uma grande lição sobre o nosso país, com informações de O Globo.

https://oglobo.globo.com/economia/2018/ ... =O%20Globo

Nada é de graça, a gente sabe. Mas… Este descontinho de R$ 0,46 por litro custou R$ 9,5 bilhões. E saiu de outras áreas do governo de Michel Temer. O corte acabou comprometendo o orçamento de 19 ministérios. Ironicamente, um dos mais afetados foi o Ministério dos Transportes, com perda de R$ 1,4 bilhão.

Imagem

http://www.jb.com.br/economia/noticias/ ... -o-diesel/

Mas tem coisa mais grave.

Foram descontados R$ 55,1 milhões no orçamento do Ministério da Educação. Entre os programas afetados estão o financiamento estudantil e a grana para fortalecer o ensino superior. Mas… Quem precisa de faculdade? (ironia)

O Ministério da Saúde foi outro dos afetados, com R$ 34 milhões a menos no programa Mais Médicos e R$ 11,8 milhões no Farmácia Popular. Isso sem contar os R$ 38,9 milhões da verba destinada à manutenção das unidades de saúde, que já sabemos que estão incríveis (ironia).

O Meio Ambiente também sofreu, com cortes milionários na fiscalização ambiental e nas unidades de conservação. Mas… Quem liga para o meio ambiente, não é mesmo? (ironia)

A Segurança também recebeu mordidas doídas em seu orçamento, logo esta porção que tanto interessa ao cidadão de bem, que somos todos nós, não é mesmo? R$ 1,5 milhão saiu do “policiamento ostensivo nas rodovias e estradas federais” (que combate o tráfico de drogas) e R$ 4,1 milhões destinados ao combate ao tráfico de drogas (que… bem… já está escrito aí) viraram diesel barato.

Isto, e também verba destinada para o combate ao tráfico de seres humanos, à exploração sexual infanto-juvenil e à pedofilia.

E aí? Gostou da solução final? Ficou feliz com o desconto no diesel?

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Preço do gás aumenta queimaduras por álcool

Mensagem por Rsilva » 05 Jun 2018, 15:00

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O número de acidentes com álcool explodiu nos últimos quatro meses em Recife. A unidade de queimados do Hospital da Restauração de Recife atendeu, só no fim de semana, sete casos graves de queimaduras causadas por álcool usado na cozinha.

De acordo com o médico Marcos Barreto, que chefia a unidade,
Ninguém consegue mais comprar botijão de gás, que na Zona da Mata custa R$ 150. Buscam alternativas e correm risco de vida.
, diz.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo. Segundo o médico, 65% dos leitos para mulheres do hospital estão ocupados por vítimas de acidentes na cozinha.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/m ... aves.shtml

O médico conta ainda que uma senhora chegou aos gritos no hospital, na última sexta-feira (1), “queimada da cintura para cima, com a pele saindo do rosto. O marido, agarrado com ela para apagar o incêndio, também se queimou”. Os dois estão internados para tratamento.
Quanto o estado está gastando com o tratamento de pessoas que vão ter sequelas e jamais poderão voltar ao trabalho?
, questiona.

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Biólogos acusam Coca-Cola de secar nascentes em Minas Gerais

Mensagem por Rsilva » 06 Jun 2018, 10:56

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Associação ambiental afirma que, em três anos, fábrica na Grande Belo Horizonte afetou vazão de nascentes e lençóis freáticos
Secou tudo, olha só. Que tristeza.
, lamenta Sebastião Gomes de Laia enquanto caminha pelo lamaçal coberto de capim às margens da rodovia BR-040, em Minas Gerais.
Tudo o que você está vendo aqui era água, onde o pessoal pescava traíra.
, recorda o pintor de 65 anos, um dos primeiros a ocupar os terrenos do bairro Água Limpa, perto de Itabirito, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Laia chegou ali, na encosta da Serra da Moeda, em 2008. Sete anos depois, em 2015, foi inaugurado o projeto de um novo empreendimento em Itabirito: a Fábrica da Coca-Cola FEMSA, aclamada pelo então governador, Antonio Anastasia (PSDB), como unidade geradora de renda e empregos para a região.

No entanto, com a inauguração da fábrica, a água da região parece ter começado a sumir. Os moradores, que antes a carregavam em vasilhames dos mananciais, começaram a improvisar bombas d'água – já que, ainda à espera de regularização, o bairro não conta com sistema de esgoto, abastecimento de água nem fornecimento de energia formalizados.

A Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) afirma que os poços artesanais implantados pela concessionária de abastecimento de Itabirito para a unidade da Coca-Cola (apelidada de "Fábrica da Felicidade") estão secando nascentes dos rios Paraopeba e das Velhas – responsáveis por quase toda a água de Belo Horizonte. Os poços também estariam colocando em xeque o rico ecossistema do monumento natural da Serra da Moeda.

"Há uma redução significativa na vazão das nascentes em toda a região", explica Francisco Mourão, biólogo da AMDA. Ele diz que, desde que a fábrica começou as atividades, várias comunidades, principalmente do lado de Brumadinho e de Moeda, tiveram seus lençóis freáticos rebaixados. Há locais que inclusive são abastecidos por caminhões-pipa, e "alguns [dos caminhões] são enviados pela própria Coca-Cola", diz Mourão.

"Estudos inconclusivos"

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a outorga para o uso da água na região foi concedida antes da instalação da Coca-Cola FEMSA. O empreendimento foi liberado desde que fosse feita uma pesquisa pela empresa, de duração de dois anos, com acompanhamento do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Semad e da Universidade de São Paulo (USP). As análises deverão ser entregues em agosto.

Segundo a secretaria, se esses estudos constatarem que o sistema de água está rebaixando os lençóis freáticos, é a concessionária quem terá que providenciar outra forma de abastecimento.

O MPMG, que instaurou um inquérito civil para apurar os danos ambientais, considera os estudos realizados até agora "inconclusivos" e incapazes de responder à questão fundamental, ou seja, se o bombeamento está realmente acabando com a água da região.

A Coca-Cola FEMSA, que chama a unidade em Itabirito de "a maior fábrica verde do sistema Coca-Cola do mundo", afirma que possui todas as licenças para funcionamento.

Em dias de maior consumo, o total utilizado pela fábrica é de 125 m³/h, pouco mais da metade dos 274 m³/h de bombeamento demandados pela região. Segundo a empresa, os caminhões-pipa são enviados pela concessionária de Brumadinho. A companhia diz que "há evidências técnicas" de que os poços artesanais não estão interferindo nas nascentes.

Ecossistema em risco

Além das nascentes e dos lençóis freáticos, Mourão também se preocupa com os danos causados pela fábrica e pelas ocupações urbanas ao redor dela no ecossistema conhecido como campos sobre substrato ferruginoso. Com uma riqueza em fauna e flora, o ecossistema é encontrado apenas na região do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais e na Serra dos Carajás, no Pará. Em Minas, está presente numa área restrita, de cerca de 30 mil hectares.

Por existirem em ambientes ricos em minério de ferro, os campos são presa fácil da mineração na região. Nos entornos da Coca-Cola, a AMDA apontou aterramento desses ecossistemas.

Somam-se a isso as ocupações urbanas nos arredores da fábrica. No último dia 21 de maio, a reportagem da DW Brasil acompanhou Mourão nos arredores da Coca-Cola e flagrou acúmulo de lixo, aterros, nascentes com detritos, loteamentos e criação de porcos.

http://www.dw.com/pt-br/bi%C3%B3logos-a ... a-44065054

Mourão diz que, só entre 2009 e 2014, a quantidade de casas na região aumentou de 200 para 2 mil. De lá para cá, o biólogo acredita esse número deve ter duplicado.
Essas áreas eram praticamente todas naturais.
, diz ele, que espera que a AMDA possa interferir no novo processo de licenciamento ambiental, que termina neste ano.
No início, fizemos uma proposta de implantação de um cinturão verde, que seria vedado à expansão urbana. Mas a empresa [Coca-Cola] não concordou e jogou a responsabilidade para cima da prefeitura de Itabirito.
, declara Mourão. Segundo ele, a prefeitura de Itabirito, que não respondeu à DW Brasil, também se esquivou.

Empregos na região

Laia afirma que a comunidade vizinha até hoje não colheu os frutos da fábrica da Coca-Cola.
Só tem quatro pessoas do Água Limpa trabalhando lá.
, diz o ex-presidente da associação de moradores, que afirma que só o posto de saúde local conta com 4 mil inscritos.
Eles não ajudam em nada. O máximo que fizeram foi dar apoio ao campeonato de futebol da região, mas só distribuindo refrigerante.
, critica.

Sem confirmar os números de Laia, Milton da Cruz, atual presidente da Associação dos Moradores do Água Limpa (AMALI), diz que o número de funcionários da fábrica na região "está melhorando". Ele também destaca que a fábrica abre sua as portas para visitas de crianças e adolescentes, que incluem palestras justamente sobre uso de água.

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Com incentivo do governo, Brasil lidera uso de agrotóxicos que matam 184 por ano

Mensagem por Rsilva » 06 Jun 2018, 16:15

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Acontece um caso registrado de intoxicação a cada 90 minutos, porém, por causa da subnotificação, estima-se que pode ter 50 vezes mais.

Desde 2008, o Brasil é o principal consumidor de agrotóxicos do planeta, representando 20% do total mundial, e o impacto desse uso vai além da produção de alimentos agrícolas em larga escala, que não significa melhoria na oferta de alimentos para os brasileiros, pelo contrário, a prática do uso de agrotóxicos é responsável por um número alto de mortes todos os anos.

Ada Cristina Pontes Aguiar, professora da Universidade Federal do Cariri (UFCA) e participante do Núcleo Trabalho Meio Ambiente e Saúde (TRAMAS) da Universidade Federal do Ceará (UFC), afirma que
é um problema estrutural, há um alto incentivo aos agrotóxicos - inclusive em relação aos impostos.
O governo brasileiro concede redução de 60% do ICMS (imposto relativo à circulação de mercadorias), isenção total do PIS/COFINS (contribuições para a Seguridade Social) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) à produção e comércio dos pesticidas, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Eloi Olenike.

O uso massivo dos agrotóxicos também pode ser explicado a partir do modelo econômico que, desde 2000, é pautado principalmente na exportação de commodities, produtos primários. Cerca de 52% dos herbicidas comprados são utilizados na soja, grande destaque da produção brasileira.

A comparação quanto ao uso de agrotóxicos no Brasil e na União Europeia mostra resultados discrepantes. Estudo realizado por Larissa Mies Bombardi, professora de Geografia da Universidade de São Paulo, denota que a legislação brasileira permite uma contaminação na água potável com limite cinco mil vezes superior ao máximo do que é aceitável na Europa.

Pequeno Ensaio Cartográfico Sobre o Uso de Agrotóxicos no Brasil

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http://bit.ly/1UTVnWM


Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia

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https://drive.google.com/file/d/1ci7nzJ ... TH80G/view

https://www.larissabombardi.blog.br/artigos

Enquanto países membros da União Europeia toleram até 0,1 micrograma de glifosato por litro de água, o Brasil permite até 500 microgramas por litro. Além disso, o país apresenta casos numerosos de intoxicação por agrotóxicos. Dados do Ministério da Saúde revelam que, de 2007 a 2014, tivemos 1.186 casos de morte por este motivo, ou seja, 148 por ano, resultando em uma morte a cada dois dias e meio.

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– Relação Europa x Brasil sobre o uso de glifosato por litro de água.

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Os agrotóxicos no Brasil são um caso de saúde pública. São aplicados em demasia no campo, onde intoxicam trabalhadores e suas famílias, e acabam chegando à mesa do consumidor em níveis pouco seguros.

http://www.observatoriosocial.org.br/er ... -mesa.html

Subnotificação

As estatísticas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a qual apresenta um serviço de apoio sobre intoxicação aos profissionais da saúde, estima uma média de um caso de intoxicação a cada 90 minutos. Esse dado se revela muito pior quando considerado casos não notificados.

https://www.icict.fiocruz.br/content/ar ... %A7%C3%A3o

https://www.icict.fiocruz.br/content/o- ... C3%B3xicos

https://www.icict.fiocruz.br/content/co ... C3%B3xicos

Calcula-se que para cada caso de intoxicação no Brasil, há 50 casos não notificados. Os casos crônicos, aqueles a que o indivíduo - geralmente trabalhador na agricultura - é exposto repetidas vezes ao toxicante, dificilmente aparecem nas estatísticas. Nas palavras de Aguiar,
as vias de contaminação são múltiplas: no trabalho, em casa, com a pulverização aérea, no alimento e água que consomem.
Há um alerta também para o modo com que as empresas agrícolas e o sistema de saúde tratam o assunto. O primeiro a partir de uma impertinência das empresas a que cedem serviços e o segundo com diagnósticos imprecisos no âmbito de saúde. De acordo com Aguiar
a grande maioria dos trabalhadores não procura os centros de saúde, porque sofrem um assédio moral grande nas empresas para que estes não procurem os serviços, e também porque não há um trabalho específico nos centros de saúde para estes casos, né? Nem perguntam no que a pessoa trabalha, portanto muitos não vão.
https://www.brasildefato.com.br/2018/06 ... 4-por-ano/



Agrotóxicos, terra e dinheiro: a discussão que vem antes da prateleira
http://www5.usp.br/107848/agrotoxicos-t ... rateleira/

Intoxicação por agrotóxico dobra em dez anos
https://www.gazetaonline.com.br/noticia ... 17071.html

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Em carta a Marielle, delegado pede desculpas e socorro, e critica precariedade da polícia do Rio

Mensagem por Rsilva » 07 Jun 2018, 13:09

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"Socorro por amor ao ser humano que sei que você, Marielle, ainda nutre onde quer que esteja, mesmo em tempos difíceis de intervenção funeral", pede delegado à vereadora carioca assassinada em março.

O delegado Brenno Carnevale, atualmente lotado no setor de inteligência da Polícia Civil, escreve uma carta emocionada em memória da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), assassinada em 14 de março, com um pedido de desculpas e socorro à defensora dos direitos humanos. Brenno já trabalhou na Divisão de Homicídios, na qual crime contra Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, é investigado.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/marielle-franco

No texto, o delegado de 28 anos descreve as dificuldades provocadas pela falta de recursos e condições de trabalho na Divisão de Homicídios. Segundo ele, os policiais do Rio de Janeiro vivem o tempo todo uma “escolha de Sofia”. Ou seja, para investigar determinado homicídio é preciso deixar outros de lado.
Diante do caos programado, sinto muito em confessar-lhe que a solução de seu caso pressupõe a paralisação de uma infinidade de investigações de outras mortes, pretas e brancas, ricas e pobres, todas covardes. Escolha de Sofia.
, escreve.

Brenno faz crítica à intervenção federal na segurança no Rio de Janeiro, chamada por ele de “intervenção funeral”, relata falta de material para a realização de perícias criminais e até de impressora para registrar o depoimento de testemunhas.

O policial pede desculpas a Marielle pela não elucidação, até o momento, de seu assassinato e socorro à vereadora pela investigação de mortes violentas, “onde quer que [ela] esteja”.
Infelizmente não tive a oportunidade de contribuir para a elucidação de sua covarde morte, e me desculpo por isso. Me aprofundei sobre a árdua e interrompida missão que você com êxito cumpriu por aqui e não pude deixar de escrever-lhe para pedir socorro. Socorro pelas investigações das mortes violentas. Socorro por amor ao ser humano que sei que você, Marielle, ainda nutre onde quer que esteja, mesmo em tempos difíceis de intervenção funeral.
Confira a íntegra do desabafo do delegado: http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... ia-do-rio/

“Carta a Marielle Franco

“Marielle, durante quatro anos ininterruptos de minha vida estive diretamente envolvido em investigações de mortes violentas no Estado do Rio de Janeiro. Acumulo em meu coração ardentes cicatrizes que me fazem lembrar mães, pais, filhos, irmãos, maridos, esposas. Todos vitimados pela maldade humana. Foram muitas madrugadas sem repouso. Muitas lágrimas na penumbra da folga. Assisti a muitos sorrisos desmancharem-se diante da morte. Ouvi gargantas secarem de tantos gritos de dor ao verem de perto a fragilidade do ser e deixar de ser humano.

Carregava em meus ombros a pesada esperança do sucesso das investigações, afinal, meu trabalho representava o horizonte pós-tempestade para as famílias aviltadas pela violência. Era pouco, mas era tudo. Não fui herói. Alguns casos foram solucionados, mas a maioria das investigações ainda segue o errante caminho entre Delegacia de Homicídios e Ministério Público, à espera de uma empoeirada prateleira de arquivo onde possa descansar em paz. Ali se abafam os gritos por justiça ecoados pelos parentes e amigos daqueles que passaram a ser apenas mais um nome impresso em uma guia de remoção de cadáver.

Não precisamos de heróis. Mas escrevo-lhe a verdade, Marielle. Poucos se preocupam com as mortes diárias. São muitas as agruras das investigações policiais em homicídios no Rio de Janeiro. As viaturas, por exemplo, estão sucateadas e sem manutenção. A quantidade de investigadores é pífia diante do volume de vidas humanas ceifadas. As escutas telefônicas, quase uma caixa-preta, muitas vezes inacessíveis a alguns delegados. Algumas armas somem, outras não funcionam. Nunca presenciei deputados ou outros poderosos lutando por equipamentos que permitam encontrar evidências durante a perícia no Instituto Médico-Legal. Aliás, esse mesmo instituto não tem impressora para permitir que uma testemunha seja ouvida imediatamente quando vai liberar o corpo de seu ente querido. Sim, muitos veículos apreendidos ficam abandonados e sem qualquer vigilância. Ouse chamar atenção para este fato e a resposta será sempre a mesma: ‘É assim mesmo’.

E, mesmo assim alguns colegas ainda insistem em se apresentarem em impecáveis ternos e gravatas para bradar nos microfones que está tudo em ordem. Heróis? Diante do caos programado, sinto muito em confessar-lhe que a solução de seu caso pressupõe a paralisação de uma infinidade de investigações de outras mortes, pretas e brancas, ricas e pobres, todas covardes. Escolha de Sofia.

Infelizmente não tive a oportunidade de contribuir para a elucidação de sua covarde morte, e me desculpo por isso. Me aprofundei sobre a árdua e interrompida missão que você com êxito cumpriu por aqui e não pude deixar de escrever-lhe para pedir socorro. Socorro pelas investigações das mortes violentas. Socorro por amor ao ser humano que sei que você, Marielle, ainda nutre onde quer que esteja, mesmo em tempos difíceis de intervenção funeral.

Com respeito e afeto, Brenno Carnevale Nessimian”.




No meio do trajeto de Marielle havia um Batalhão da Polícia de Choque

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De acordo com o especialista em Segurança Pública, Guaracy Minguardi, a morte de Marielle difere de homicídios comuns.
A maior parte dos homicídios ocorre por motivos pessoais. Uma execução difere muito de crimes comuns.
, afirma o especialista em investigação policial.
A execução busca evitar que uma pessoa realize alguma ação.
Segundo ele, as características da morte de Marielle também se diferenciam das ações de grupos de extermínio, que costumam ir até o local em que as vítimas vivem para assassiná-las.
Foi uma ação premeditada e a sangue frio, tem todas as características de uma execução.
Para o especialista, a morte pode ter relação com a denúncia publicada por Marielle em suas redes sociais sobre a violência policial na favela de Acari.
O que está acontecendo em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41º batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! Chega de matarem nossos jovens.
Silvia Ramos, socióloga e coordenadora do Observatório da Intervenção do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, afirma que a morte de Marielle foi um assassinato político.
Trata-se de um novo degrau de aprofundamento das dinâmicas de violência no Rio de Janeiro, inaugurando uma nova modalidade de homicídio, o homicídio estritamente político.
https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/ ... e-15032018



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Homem assalta ônibus que já estava sendo assaltado e os dois bandidos apanham dos passageiros

Mensagem por Rsilva » 09 Jun 2018, 16:31

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Imagina a cena… Um cara chamado Maurino Mendes entrou em um ônibus no Centro Histórico de Salvador, na Bahia, com a intenção de assaltar os passageiros. Chegou a anunciar o assalto, no fim da manhã do dia 7 de junho. Até que, alguns pontos depois…

Outro cara, chamado Vanderson da Silva, subiu no mesmo ônibus com o mesmo intuito. Quais são as chances… Percebendo a coincidência, ambos ficaram confusos e tentaram fugir. Foi quando os passageiros aproveitaram a chance para espancá-los.

Maurino apanhou, mas Vanderson acabou concentrando a raiva do povo e foi internado no setor ortopédico do Hospital Geral do Estado, informa o Correio 24 Horas.

https://www.correio24horas.com.br/notic ... -nos-dois/

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Aumenta casos de estupro e feminicídio em SP e mulheres denunciam omissão do poder público

Mensagem por Rsilva » 10 Jun 2018, 13:49

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Movimentos de mulheres estiveram nesta quinta-feira (7) no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e estupros, a lentidão da Justiça na resolução e punição desses casos, e a falta de equipamentos públicos voltados para a assistência das vítimas.

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https://emais.estadao.com.br/blogs/nana ... rasileira/

http://www.compromissoeatitude.org.br/i ... a-publica/

De acordo com dados da secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a quantidade de estupros notificados no estado de São Paulo aumentou 250% num período de 10 anos. Já segundo o Atlas da Violência 2018, o número de feminicídios de mulheres negras cresceu 15,4% no país entre 2006 e 2016.

http://www.ipea.gov.br/portal/images/st ... a_2018.pdf

Apesar desses números alarmantes, a Casa da Mulher Brasileira, equipamento destinado à prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher, está pronto, com verba específica destinada ainda durante o governo Dilma, mas não funciona, graças à má vontade dos governos da capital e estadual.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_da_Mulher_Brasileira

Responsável pela destinação das verbas quando era ministra da secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci diz que o não funcionamento da casa é “absolutamente impensável”, e denuncia “omissão” do poder público.
Ela está pronta. Quando ministra, investimos R$ 15 milhões, e deixamos empenhado outros R$ 4 milhões. É dinheiro público. É absolutamente impensável. De um lado, as mulheres continuam sendo estupradas, assassinadas, e do outro um equipamento de uma política pública das mais avançadas, premiada pela ONU, fechada.
, afirmou a ex-ministra à repórter Ana Rosa Carrara, da Rádio Brasil Atual.

http://www.redebrasilatual.com.br/cidad ... s-publicos
Não importa se é doutora, se é jornalista ou deputada, mulheres são vulneráveis. São muitos casos. O feminicídio lamentavelmente faz parte do nosso cotidiano. A eliminação de mulheres negras pelo feminicídio é sistemática. É preciso entender que nós temos uma estrutura conivente com a eliminação de uma parte de sua população majoritária, isso se chama limpeza étnica. Nós, mulheres negras, estamos em estado de absoluta vulnerabilidade.
, denunciou a integrante da Marcha das Mulheres Negras Dulce Maria Pereira.

Durante a audiência, representantes do MP relataram que a extinção da secretaria municipal de política para as mulheres pelo ex-prefeito João Doria (PSDB) foi um ato inconstitucional, e que já existe processo para recriação da pasta. A promotora de Justiça Valéria Scarance, responsável pelo núcleo de gênero do MP-SP, saudou a iniciativa das mulheres.
É importante que elas se unam. Mulheres unidas falam muito mais que uma mulher só.
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EUGENIA SOCIAL? Imagina...

Mensagem por Rsilva » 10 Jun 2018, 23:53

Escabroso, brutal e indecente: um juiz, a pedido de um promotor, ordenou, "coercitivamente", que uma mulher pobre, mãe, moradora de rua, fosse ESTERILIZADA À FORÇA, contra sua vontade, sem nem ao menos ser ouvida em audiência.

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A barbárie virou norma jurídica em nosso país.

Como permitimos chegar a esse ponto? Canalhas, miseráveis.

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Brasil tem 184 bebês encarcerados, alguns sem registro e sem vacina

Mensagem por Rsilva » 11 Jun 2018, 10:19

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Levantamento do CNJ mostra que, no fim de maio, havia 153 grávidas e 118 lactantes em 33 unidades prisionais do país.

Os presídios brasileiros mantêm atrás das grades pelo menos 184 bebês de 0 a 6 meses. Alguns deles não foram registrados e outros não receberam as vacinas obrigatórias.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (4) pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que desde janeiro vem acompanhando a situação de mulheres gestantes e lactantes nos cárceres brasileiros, a pedido da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do CNJ.

O R7 solicitou ao CNJ a quantidade dos bebês atrás das grades que estejam em situação irregular, mas o órgão não informou o número até a publicação desta reportagem.

https://noticias.r7.com/brasil/brasil-t ... a-04062018

A pedido de Cármen Lúcia, o CNJ realizou de janeiro a abril deste ano visitas a 33 unidades prisionais em todos os Estados para realizar o censo de gestantes e lactantes e avaliar as condições de mães e crianças no cárcere. O único Estado não visitado foi o Amapá, onde não há registro de mãe ou lactante presa, segundo o conselho.

O cadastro divulgado hoje revela uma queda de 63% entre janeiro e maio no número de detentas com esse perfil, de 740 para 271 — no início do ano eram 500 gestantes e 240 mulheres amamentando, e agora são 153 grávidas e 118 lactantes. O Cadastro Nacional das Presas Grávidas e Lactantes pode ser verificado na página do CNJ.

https://paineis.cnj.jus.br/QvAJAXZfc/op ... =shIGLMapa

O objetivo do cadastro, de acordo com o CNJ, é padronizar o atendimento às mulheres. O trabalho foi feito pela juíza auxiliar da Presidência do CNJ Andremara dos Santos e pela assessora especial Luísa Cruz.
Hoje, a situação das grávidas, lactantes e de seus filhos está ao sabor do perfil do gestor.
, afirma Andreamara dos Santos, em declaração publicada pelo agência de notícias do CNJ.

http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/8693 ... -lactantes

A equipe do CNJ encontrou em uma prisão de São Paulo 14 bebês sem registro de nascimento, embora o estabelecimento tivesse boa estrutura física e equipamentos adequados, segundo o CNJ.

Já no Centro de Reeducação Feminino de Ananindeua, no Pará, havia cinco bebês sem registro.

E no Distrito Federal, a Penitenciária Feminina contava com quatro recém-nascidos sem a vacina do BCG, que protege contra a tuberculose e costuma ser aplicada ainda na maternidade.

Ao R7, o CNJ informou que fez as recomendações às unidades prisionais, que são as responsáveis por zelar pelo cuidado das crianças.

A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do DF informou ao R7 que "todas as crianças da Penitenciária Feminina do Distrito Federal estão com as vacinas em dia".

O R7 também solicitou e aguarda um posicionamento dos governos do Pará e de São Paulo.

Em fevereiro, a Segunda Turma do STF concedeu um habeas corpus coletivo para que mulheres grávidas e mães de crianças de até 12 anos possam cumprir a prisão em casa. O benefício, contudo, não vale para presas com sentença definitiva, mas somente para presas provisórias — que ainda não foram julgadas pela justiça.



Drama dos bebês presos no Brasil expõe os limites da lei

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Quando se lê que crianças foram feitas prisioneiras durante a Ditadura Militar – como aconteceu com Carlos Alexandre Azevedo, preso quando tinha apenas 1 ano e 8 meses, em 1974 – a reação normal é de indignação. Cadeia não é lugar de criança, afinal. Mas o que muitos não sabem é que 30 anos após a abertura política no Brasil, centenas de bebês estão atrás das grades. Talvez não pelos mesmos motivos da época do regime, mas ainda sim privados de liberdade numa época da vida que é determinante para seu futuro como pessoas.

https://www.gazetadopovo.com.br/justica ... ui4iz61sgo

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Trabalho infantil em frente ao Ministério do Trabalho é ignorado por autoridades

Mensagem por Rsilva » 11 Jun 2018, 14:08

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A realidade de Gabriel e Rafael acontece no centro da capital do país a apenas alguns metros de distância do Ministério do Trabalho. Se venderem todas as pipocas ou não, o caminho para casa é longo.

Semáforo no vermelho. Um saco nem tão vermelho de pipoca doce repousa no retrovisor do lado do motorista. Um bilhete pede uma contribuição de R$ 2. Vidros fechados, rádio e ar-condicionado ligados. O tempo para quem está dentro do carro passa rápido. Para os irmãos Rafael *, 13, e Gabriel *, 14 anos, cada um dos 49 segundos do semáforo na Esplanada dos Ministérios revela uma verdadeira corrida contra o tempo. Corrida que é feita com sandálias que são maiores do que os pés do pequeno vendedor.
A gente precisa levar dinheiro pra casa.
, diz o mais velho. São 16h. Já se foram três horas de trabalho e faltam mais duas. Os irmãos estão acompanhados do pai, Leandro *, que usa uma blusa que pede a paz no trânsito. Para a família, a indiferença da maioria das pessoas que passam por ali é mais do que notada. A correria é por um corredor de retrovisores cercado de barulhos de motores. O dia é assim. Deixam as pipocas sabendo que na grande maioria das vezes vão ter que buscá-las sem nenhum retorno, nem de moeda nem de olhares. A ajuda dos filhos é essencial para evitar com que dê tempo de resgatar todas as pipocas penduradas nos carros. E os meninos com sorrisos tímidos testemunham:
Quanto mais ajuda para ele (o pai), melhor.
Mas Rafael deixa a timidez de lado para relatar os maus tratos que recebe todos os dias dos motoristas.
Tem gente que grita com a gente. São grossos. Falam que não é para colocar no carro deles. Acham que somos qualquer um.
, diz Gabriel.
Isso quando não é pior.
, completa o irmão.

A realidade de Gabriel e Rafael acontece no centro da capital do país a apenas alguns metros de distância do Ministério do Trabalho. Se venderem todas as pipocas ou não, o caminho para casa é longo. Serão 42 km até chegar em casa na cidade de Águas Lindas (GO). O equivalente a uma hora de transporte público. De domingo a domingo, é assim. A diferença é que de segunda a sexta os irmãos precisam encontrar ânimo para ir à escola pública aonde estudam. Nem sempre as horas de trabalho refletem no faturamento esperado.
Quase sempre não pagam as contas.
, afirma Leandro. A compra das pipocas é feita no atacado. Cada saco fechado custa em torno de R$ 14. Eles dizem que o lucro de um dia inteiro de trabalho é em torno de R$ 20 por dia.

Para a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ana Maria Villa Real, que atua contra o trabalho infantil, é necessário não só tirar a criança da rua mas dar um apoio pra ela.
A gente tem que trabalhar aquela criança, os pais, ver o que está faltando naquela casa, se é um beneficio de renda, ver se a criança está na escola.
Um dos grandes aliados para a prevenção do trabalho infantil são os professores das escolas.
É conscientizar o professor porque ele é um dos principais protagonistas na prevenção. Ele tá ali todos os dias com o aluno, sabe dos problemas. E ele tem muitas condições de saber e ajudar.
, afirma Ana Maria Villa Real.

A psicóloga Daniela Klavdianos adverte que o cansaço leva um prejuízo no desempenho escolar.
Isso leva, às vezes, até a um quadro de fadiga extrema (…) A criança começa a ser um responsável pela renda familiar, começa a emocionalmente ter a responsabilidade de auxiliar na renda. Começa a ser cobrada de um desempenho de venda e isso gera ansiedade, stress e dependendo da família pode gerar até medo.
A procuradora explica que uma das grandes causas para não conseguirem dar o apoio necessário para as crianças é crise na assistência social.
O problema que todo mundo esbarra é na assistência social. Não tem uma cesta básica para oferecer. Eles estão em greve tem mais de 50 dias então não tem nem cadastramento único. Não tem nada.
A categoria reivindica o aumento salarial que foi concedido em 2013.

Para diminuir o diesel, o presidente Michel Temer anunciou um corte de verbas em vários setores incluindo a fiscalização do trabalho infantil. A capital do país é a única das 27 unidades da federação que praticamente não reduziu a incidência de trabalho infantil entre 2004 e 2015. O número, nesse intervalo, passou de 18.487 para 18.497, conforme levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... toridades/



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http://www.ilo.org/brasilia/temas/traba ... /index.htm
http://fnpeti.org.br/12dejunho
http://www.turminha.mpf.mp.br/direitos- ... o-infantil

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Estadão: Temer é ótimo e o povo brasileiro não presta

Mensagem por Rsilva » 12 Jun 2018, 14:15

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Editorial do jornal O Estado de S.Paulo passa à história como um dos mais sabujos e ilustrativos do pensamento da elite brasileira: Temer é um excelente governante e o povo é ignorante, não presta; um dos trechos do editorial inusitado afirma: "Tome-se o exemplo das recentes pesquisas de opinião que qualificam Michel Temer como o mais impopular presidente da história do País e expressam profundo pessimismo a respeito da economia. Em nenhum dos dois casos a percepção se sustenta nos fatos"

Editorial do jornal O Estado de S.Paulo desta terça (12) passa à história como um dos mais sabujos e ilustrativos do pensamento da elite brasileira: Temer é um excelente governante e o povo é ignorante, não presta. Um dos trechos do editorial inusitado afirma: "Tome-se o exemplo das recentes pesquisas de opinião que qualificam Michel Temer como o mais impopular presidente da história do País e expressam profundo pessimismo a respeito da economia. Em nenhum dos dois casos a percepção se sustenta nos fatos".

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https://opiniao.estadao.com.br/noticias ... 0002346880

Os redatores do texto revelam sua inconformidade com o fato de o povo brasileiro rejeitar Temer. Buscam estabelecer uma comparação entre Temer e Dilma que aproxima-se de um delírio, ao aferrar-se ao discurso do golpe em 2015/2016, completamente desmoralizado: "Por nenhum parâmetro racional se pode considerar o presidente Temer pior, por exemplo, do que sua antecessora, Dilma Rousseff, que praticamente arruinou a economia nacional e foi defenestrada da Presidência, entre outras razões, por ser incapaz de se relacionar com o Congresso. Temer, ao contrário, restabeleceu o diálogo com deputados e senadores e, a partir dessa base, essencialmente democrática, criou as condições necessárias para reorganizar as contas públicas e encaminhar uma importante agenda de reformas. Tudo isso, aliado à escolha de uma competente equipe econômica, controlou a inflação, que sob Dilma havia desembestado".

https://oglobo.globo.com/brasil/datafol ... e-22763657

O jornal conservador e seus proprietários e dirigentes parecem viver num Brasil de contos de fadas. Para eles, o governo Temer "tirou o País da recessão e devolveu ao setor produtivo a capacidade de crescer e gerar empregos". Além da opinião popular, não há indicadores econômicos que deem sustentação à tese do jornal que já foi um dos principais do país e arrasta-se há anos numa decadência melancólica. No fim do texto, os editorialistas suspiram, desejosos de que os eleitores passem a apoiar Geraldo Alckmin. Como se vê, o "Estadão" vive num mundo paralelo, frequentado pelas elites, enquanto o povo vive no mundo real, de desemprego, e ampliação sem precedentes da miserabilidade.

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Em 5 anos, 15 mil crianças e adolescentes foram vítimas de acidentes de trabalho

Mensagem por Rsilva » 13 Jun 2018, 12:28

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Dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo, desenvolvido pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que crianças e adolescentes no capitalismo brasileiro não apenas trabalham, mas estão expostas ao trabalho escravo e a acidentes de trabalho, inclusive fatais.

https://observatorioescravo.mpt.mp.br/

Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2007 e 2017, 236 menores entre 5 e 17 anos morreram em acidentes fatais de trabalho. Além disso, de 2003 a 2017, foram resgatadas 897 crianças e adolescentes em situação análoga à de escravo.

As crianças e adolescentes também são vítimas frequentes de acidentes graves. Entre 2012 e 2017, 15.675 crianças e adolescentes menores de 18 anos foram vítimas de acidentes de trabalho, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido por MPT/OIT.

Para combater esse tipo de problema, o MPT ajuizou, de 2013 a 2017, 946 ações civis públicas relacionados à temática. Já o volume de termos de ajustamento de conduta (TACs) firmados pelo MPT é ainda maior: foram 7.203 no mesmo período, o que mostra a relevância de sua atuação extrajudicial.

http://blogs.correiobraziliense.com.br/ ... -trabalho/



A cada dia, sete crianças e adolescentes são vítimas de acidentes graves, no trabalho

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Apesar de chocante, o número de vítimas é maior, já que essa estimativa é baseada apenas nos registros oficiais de acidentes de trabalho. Mais do que perder a infância exercendo atividades precoces, crianças e adolescentes no Brasil inteiro estão perdendo a vida e sendo mutiladas, vítimas de acidentes graves, em trabalhos insalubres e perigosos.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), órgão do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2015, foram registradas no País 187 mortes de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, e 518 casos de vítimas que tiveram a mão amputada, no trabalho.


http://portal.mpt.mp.br/wps/portal/port ... dd8f317087

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Cada jovem morto faz país perder R$ 550 mil

Mensagem por Rsilva » 14 Jun 2018, 14:26

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Para cada jovem de 13 a 25 anos que morre assassinado, o Brasil perde cerca de R$ 550 mil. Em 20 anos, o país teve um prejuízo acumulado de mais de R$ 450 bilhões devido ao elevado número de homicídios. A conclusão é de um estudo inédito da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal, obtido com exclusividade pela Folha.

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https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano ... -mil.shtml

Para calcular o valor que o país desembolsou por causa da violência, o relatório mensurou os gastos do setor público e privado em seis áreas: segurança, seguros e danos materiais, custos judiciais, perda da capacidade produtiva, encarceramento e serviços médicos e terapêuticos.

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http://www.defesanet.com.br/front/notic ... no-Brasil/

https://pt.scribd.com/document/38166381 ... -no-Brasil

Em 2015, a criminalidade custou 4,38% do PIB brasileiro, o que equivale a aproximadamente R$ 285 bilhões.

De 1996 a 2015, os recursos destinados à segurança pública subiram expressivamente (162%, em valores corrigidos pela inflação). Contudo, o estudo defende que eles não foram aplicados de maneira eficiente, visto que o país não conteve o avanço do crime.

Para se ter uma ideia, no mesmo período, o número de homicídios cresceu 49%, e a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes, 14%, segundo dados do sistema de saúde.

Nos estados, que são responsáveis pela maior fatia dos gastos em segurança, o peso da criminalidade no orçamento é ainda maior, especialmente naqueles com maiores índices de homicídios e com menor renda per capita.

No Amapá, a violência custou, em 2015, 7% do PIB estadual, maior percentual do país. Ao mesmo tempo, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes foi de 38,2, enquanto a média brasileira foi de 28,9, segundo o Atlas da Violência.

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http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/

http://www.forumseguranca.org.br/public ... cia-2018//

https://infograficos.gazetadopovo.com.b ... ncia-2018/

No Ceará, em Alagoas e em Sergipe, que têm taxas acima de 46 por 100 mil, a violência custou 5% do PIB.

Segundo o estudo do governo, em razão da Lei do Teto de Gastos (que limita o aumento dos gastos federais à inflação do ano anterior) e da situação fiscal delicada da maioria dos estados, não é viável aumentar expressivamente o valor empregado na segurança.

http://arte.folha.uol.com.br/mercado/20 ... c-do-teto/

Assim, o documento sugere uma revisão da política de seguridade brasileira, de modo a desenvolver estratégias baseadas em evidências empíricas -- ou seja, investir recursos em ações planejadas e com forte chance de retorno.
Como o Estado não tem mais como gastar, precisamos buscar soluções de alto impacto e baixo custo.
, diz Hussein Kalout, secretário de assuntos estratégicos e um dos autores do relatório.

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"O aumento da eficiência das políticas de segurança pública depende do estabelecimento de uma política de segurança baseada em evidências – isto é, do desenho de políticas públicas baseadas no estado-da-arte da evidência empírica sobre quais tipos de intervenções funcionam. Dessa forma, é urgente a agregação de dados sobre a atuação das forças de segurança e o monitoramento/ acompanhamento das políticas públicas implementadas, adaptando-as ou descontinuando-as quando sua eficácia não for observada.". Palavras do Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Husseein Kalout, no dia 11 Junho 2018, no Palácio do Planalto, quando do lançamento do estudo.

O pesquisador de violência da USP Leandro Piquet afirma que, apenas com mudanças na gestão da segurança pública, muito pode ser feito.
Hoje, na minha visão, o principal problema é a baixa produtividade dos recursos que temos. Temos muito policial empregado e poucos na rua. Muito policial civil e pouca gente investigando.
Ele explica que o cenário de gastos brasileiro é semelhante ao da América Latina, região com os maiores índices de homicídio no mundo. Estudo semelhante feito pelo Banco Mundial estimou que a violência custa, em média, 3% do PIB latino-americano.

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https://www.iadb.org/pt/noticias/comuni ... 11714.html

https://publications.iadb.org/bitstream ... sequence=9

Embora sociedades mais ricas e mais seguras também gastem muito com segurança, o custo relativo é menor, visto que o reduzido número de crimes gera menos perdas em força de produtividade, atendimento médico, encarceramento e processos judiciais. Sobra mais, portanto, para investir em áreas estratégicas.

Outro ponto importante do estudo é a forte recomendação de que as políticas e ações de segurança sejam alvo de constante avaliação, de modo a medir sua eficácia e corrigir problemas. Segundo Piquet, porém, essa cultura de monitoramento de resultados está longe de ser regra na administração pública.

Para Robert Muggah, cofundador do Instituto Igarapé e colaborador do estudo, quando avaliadas, as políticas de segurança brasileira levam em conta critérios equivocados.
Em vez de medir a redução dos índices criminais, os policiais são recompensados pelo número de prisões e pela quantidade de crack que apreendem. Em vez de serem recompensados por processar e prender criminosos violentos, promotores e juízes são recompensados pelo número de suspeitos encarcerados. O foco está errado.
, diz.

Para mudar o contexto atual, o relatório do governo sugere que a liberação de recursos seja condicionada à realização de avaliações consistentes sobre as ações.

Por fim, o documento traz uma lista de iniciativas aplicadas em diferentes lugares que tiveram efeitos comprovados por vários estudos. Elas se referem a estratégias que vão além da atuação da polícia, como educação e legalização de certos tipos de drogas.
Os autores defendem, entre outros, policiamento mais inteligente, sentenças alternativas para crimes não violentos, intervenções com crianças e o emprego de tecnologias em áreas que vão da iluminação pública à análise preditiva de crimes.
, explica Muggah.



Atlas da Violência 2018: Brasil tem taxa de homicídio 30 vezes maior do que Europa

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Pela primeira vez na história, o Brasil atingiu a taxa de 30 assassinatos para cada 100 mil habitantes, em 2016, segundo o Atlas da Violência 2018, com base em dados do Ministério da Saúde. Com 62.517 homicídios, a taxa chegou a 30,3, que corresponde a 30 vezes a da Europa. Antes de 2016, a maior taxa havia sido registrada em 2014, com 29,8 por 100 mil habitantes. Segundo o estudo, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam a vida vítimas de violência no Brasil. Em 2016, 71,1% dos homicídios foram praticados com armas de fogo.

Imagem Imagem



https://oglobo.globo.com/brasil/atlas-d ... a-22747176



No Brasil, dois países: para negros, assassinatos crescem 23%. Para brancos, caem 6,8%

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Ao compilar uma década de homicídios de negros, o Atlas da Violência 2018 chega a conclusões sombrias, que tornam impossível ignorar o racismo existente no país. "Em um período de uma década, entre 2006 e 2016, a taxa de homicídios de negros cresceu 23,1%. No mesmo período, a taxa entre os não negros teve uma redução de 6,8%", diz o relatório. As maiores taxas de assassinatos de negros no Brasil se encontra em Sergipe (79 por 100.000 habitantes) e Rio Grande do Norte (70,5). As menores taxas de homicídios de negros são a de São Paulo (13,5), Paraná (19) e de Santa Catarina (22). "A conclusão é que a desigualdade racial no Brasil se expressa de modo cristalino no que se refere à violência letal e às políticas de segurança", afirma o estudo. A situação das mulheres negras também é grave: a taxa de homicídio entre elas "foi 71% superior à de mulheres não negras". Os homens, no entanto, continuam sendo as maiores vítimas da violência.

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 21277.html

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Temer avalizou compra de silêncio de Cunha e Funaro, aponta relatório da PF

Mensagem por Rsilva » 14 Jun 2018, 17:28

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Temer nega ter consentido com crimes admitidos por Joesley em conversa no Jaburu.

Em relatório final da Operação Cui Bono, que investiga irregularidades na Caixa Econômica Federal, a Polícia Federal (PF) afirma que há “indícios suficientes de materialidade e autoria” de que o presidente Michel Temer tentou comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e do operador Lúcio Funaro.

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A “Cui Bono?” é um desdobramento da Operação Catilinárias, de dezembro de 2015, na qual foi encontrado um celular na casa de Eduardo Cunha que registrava, entre outros, trocas de mensagens entre o ex-deputado e Geddel Quadros Vieira Lima.

Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, período investigado pela PF. Segundo o Ministério Público ele, Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, ainda contando em alguns momentos com a participação de Fabio Ferreira Cleto, desviaram “de forma reiterada recursos públicos a fim de beneficiarem a si mesmos, por meio do recebimento de vantagens ilícitas, e a empresas e empresários brasileiros, por meio da liberação de créditos e/ou investimentos autorizados pela Caixa Econômica Federal em favor desses particulares”.


http://www.jornalgrandebahia.com.br/201 ... corrupcao/

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Os crimes atribuídos a Temer foram descritos no pedido que deu origem a abertura de inquérito contra ele e Loures no Supremo Tribunal Federal (STF), reforçados pelo resultado do material apreendido no início da fase pública da Operação Patmos e pelo depoimento de Lúcio Bolonha Funaro, entre outras provas obtidas. A denúncia deverá conter ainda o resultado da perícia sobre a gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista, um dos donos da JBS, na noite de 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu.

http://www.jornalgrandebahia.com.br/201 ... l-delacao/

http://tudo-sobre.estadao.com.br/operacao-cui-bono

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3% ... ui_Bono%3F

A acusação é baseada na delação premiada do empresário Joesley Batista, da J&F, que gravou uma conversa com Temer, no Palácio do Jaburu, em que o presidente, ao ouvir que o empresário estava “de bem” com Cunha, responde: “Tem que manter isso aí, viu?”

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https://g1.globo.com/politica/noticia/d ... rnal.ghtml

Segundo a PF, o presidente incentivou Joesley Batista a manter pagamentos a Cunha e Funaro, que estavam presos, para que os dois não fizessem acordos de delação premiada. As informações são do jornal O Globo.

https://oglobo.globo.com/brasil/pf-afir ... a-22777659

Em depoimento, Joesley disse que repassou R$ 5 milhões para Cunha depois que ele foi preso, em outubro de 2016, como “saldo de propina”. O empresário contou que pagou R$ 400 mil por mês para Funaro.

“O empresário ‘asseverou que deu ciência a Michel Temer’ sobre os pagamentos, deixando claro que ‘se destinavam a garantir o silêncio’ dos dois, ‘ao que sua Excelência (Temer) teria recomendado a manutenção de tais repasses’, afirma o relatório”, destaca a reportagem. Em sua delação premiada, o operador admitiu que recebeu o dinheiro em troca de silêncio.

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Apontado como operador financeiro do PMDB da Câmara dos Deputados, Funaro detalhou, em depoimento aos procuradores da Operação Lava Jato, a entrega de propinas milionárias da Odebrecht e da JBS destinadas ao presidente. Funaro conta ter recebido, em 2014, um milhão de reais, que teriam sido retirados no escritório de José Yunes, ex-assessor especial e amigo íntimo do mandatário. A transação teria sido feita a pedido de Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, que teria lhe dito se tratar de uma doação via caixa 2 da empreiteira.

O depoimento de Funaro é mais um elemento que fecha o cerco ao redor de Temer. Ele detalha as negociatas e pagamentos feitos aos membros do PMDB da Câmara e corrobora as investigações da Polícia Federal. Tanto no depoimento como nas investigações, Geddel Viera Lima aparece como o responsável pela movimentação das quantias milionárias a serem distribuídas entre os membros do chamado quadrilhão. Os agentes da PF encontraram, no dia 5 de setembro de 2017, 51 milhões de reais em dinheiro escondidos por Geddel em um apartamento em Salvador.


https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 59478.html

O relatório também destaca que Temer deixou de comunicar às autoridades competentes a confissão, feita por Joesley, de que comprara o silêncio de juízes e até informações privilegiadas de membros do Ministério Público. O presidente não condenou os relatos de crimes e, depois, não mandou investigá-los.

Temer chegou a ser denunciado pela Procuradoria Geral da República por esse episódio, mas o caso foi barrado pela Câmara. O processo, porém, voltará a tramitar assim que o emedebista deixar o Planalto.

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 22233.html

https://g1.globo.com/politica/noticia/j ... pcao.ghtml

https://g1.globo.com/politica/noticia/t ... siva.ghtml


Os áudios em que Temer avaliza compra do silêncio de Cunha e procurador infiltrado na Lava Jato
http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... lava-jato/

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Lavagem de dinheiro e corrupção são os crimes mais comuns entre os atribuídos a parlamentares

Mensagem por Rsilva » 14 Jun 2018, 22:18

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Ao menos 63 deputados e 44 senadores da atual legislatura (2015-2019) são alvos de investigação por suspeita de ter cometido o crime de lavagem de dinheiro. Esse tipo de crime é o mais comum entre os parlamentares, segundo o mais recente levantamento exclusivo do Congresso em Foco sobre a situação judicial dos congressistas, com base em informações do Supremo Tribunal Federal (STF) dispostas em seu site até 30 de abril – três dias antes da mudança de entendimento da Corte sobre foro privilegiado, que restringiu casos e implicou transferência de processos para instâncias inferiores da Justiça (leia mais abaixo). Em um universo de 643 crimes atribuídos aos mandatários, 108 são relativos a lavagem de recursos.

No ranking de processos abertos contra parlamentares, segundo dados do próprio STF, crimes de lavagem de dinheiro correspondem a 17% do total, seguido de corrupção, com 15%; peculato, que aparece em 13% dos casos; crimes contra a Lei de Licitações, que corresponde a 11% dos processos; crimes eleitorais, com 7% das ocorrências; formação de quadrilha, com 6%; e falsidade ideológica, correspondente a 5% dos casos.

Um em cada três deputados é acusado de crimes. Veja a lista atualizada dos investigados
http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... de-crimes/

Mais da metade do Senado é acusada de crimes. Veja a lista atualizada dos investigados
http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... de-crimes/

Os emedebistas Renan Calheiros (AL) e Valdir Raupp (RO) estão empatados entre os senadores mais acusados por lavagem de dinheiro, com cinco investigações cada. Nessa relação também aparecem Aécio Neves (PSDB-MG), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Fernando Collor (PTC-AL) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). No caso dos deputados, o pódio é dividido entre Aníbal Gomes (DEM-CE), Arthur Lira (PP-AL) e José Otávio Germano (PP-RS), ambos com três investigações por lavagem.

Entres as investigações contra congressistas também aparecem sequestro, com 19 ocorrências; crimes contra a ordem tributária, com 17 casos; crimes contra o sistema financeiro, por 12 vezes; crimes contra o meio ambiente, em 11 casos; e crimes contra o patrimônio público e estelionato, com dez registros cada. Há também aqueles processos ativos cuja natureza não é informada pelo Supremo, com 56 ocorrências.

Na relação dos crimes com menos de dez ocorrências estão: apropriação indébita previdenciária (8 processos), tráfico de influência (8), improbidade administrativa (6), lesão corporal e ameaça (5), crime contra a fé pública (4), uso de documento falso (4), crime de responsabilidade fiscal (4), falsificação de documento público (4), calúnia e difamação (3), concussão (3), emprego irregular de verbas (2), estupro (2), prevaricação (2), sonegação fiscal (2), tortura (2), crime contra a dignidade sexual (2), tráfico de influência (2) e estelionato (2).

Entre os casos isolados, todos com apenas um registro processual, há denúncias de cárcere privado, crime contra a honra, crimes falimentares, desacato, desobediência, falso testemunho, fraude, incitação ou apologia a ato criminoso, ocultação ou violação do sigilo funcional, porte de armas, preconceito, prevaricação e violência doméstica.

Foro restrito

Antes do entendimento do Supremo acerca do chamado foro especial por prerrogativa de função, que mantém investigações contra parlamentares restritas à corte máxima, havia 373 procedimentos abertos contra deputados em tramitação no tribunal, e outros 136 processos relativos a senadores. Desde que o STF restringiu o privilégio aos crimes cometidos durante e em decorrência do mandato parlamentar, pelo menos 91 inquéritos e 35 ações penais foram declinadas para a primeira instância da Justiça.

Comparando com o mais recente levantamento do Congresso em Foco, a quantidade de parlamentares com problemas judiciais diminuiu: eram 190 deputados e 48 senadores às voltas com processos no STF, número que agora é 178 e 44, respectivamente. No entanto o número de processos ativos aumentou, pois eram 309 inquéritos e 95 ações penais no levantamento anterior (404 registros), número que agora é de 431 e 77, respectivamente (508 casos).

http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... os-no-stf/



A votação dos parlamentares sob investigação na Lava Jato

Imagem
Só dois dos 22 deputados envolvidos na Lava-Jato foram eleitos graças à própria votação.

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