NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

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Casal Bretas tem R$ 6,4 milhões em imóveis e recebe auxílio-moradia do povo brasileiro

Mensagem por Rsilva » 13 Abr 2018, 21:37

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Os juízes federais Marcelo Bretas e Simone Bretas recebem, cada um R$ 4.378 de auxílio-moradia, apesar de serem casados, de morarem juntos, de ganharem, ele R$ 43.459,85 por mês, e ela R$ 44.104,85, e de possuírem patrimônio imobiliário de R$ 6,4 milhões.

Sobre o patrimônio imobiliário construído pelo casal, a revista piauí informa que, além do imóvel superior a R$ 6 milhões, eles têm três apartamentos residenciais na Zona Sul carioca. Entre eles, um de 430 metros quadrados no bairro do Flamengo, com quatro suítes, vista para o Pão de Açúcar e para a baía de Guanabara, cuja taxa de condomínio é o equivalente ao valor de um auxílio-moradia.

Outros casais de juízes que fizeram o pedido de auxílio-moradia não foram atendidos e, como consequência, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, quer saber porque o casal Bretas foi privilegiado.

Leia a íntegra da reportagem: http://piaui.folha.uol.com.br/incomum-d ... udiciaria/

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DENUNCIADO DUAS VEZES, TEMER DISCURSA CONTRA A CORRUPÇÃO EM LIMA

Mensagem por Rsilva » 16 Abr 2018, 12:42

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Ao discursar neste sábado (14) na 8ª Cúpula das Américas, realizada em Lima, no Peru, Michel Temer destacou a importância do tema escolhido para o encontro deste ano - o combate à corrupção - e ressaltou que "não se pode tolerar a corrupção"; nada mais contraditório, vindo de um chefe de Estado que, pela primeira vez na história do Brasil, é alvo de duas denúncias por corrupção no exercício do mandato e já teve pedido a quebra de seus sigilos.

Ao discursar neste sábado (14) na 8ª Cúpula das Américas, realizada em Lima, no Peru, o presidente Michel Temer destacou a importância do tema escolhido para o encontro deste ano: o combate à corrupção. O presidente ressaltou que "não se pode tolerar a corrupção" e que o combate aos desvios de conduta e da função pública é "imperativo da democracia".
É na democracia que temos transparência. Uma imprensa livre e uma opinião pública vigilante capazes de fiscalizar sem trégua, como deve ser, as ações do poder público. É na democracia, afinal, que temos estado democrático de direito.
, disse.

Ao defender os princípios da democracia, Temer citou o caso da Venezuela, que enfrenta uma crise política e econômica. O presidente brasileiro voltou a defender o espírtio de cooperação entre os países vizinhos e disse que "não há espaço em nossa região para alternativas à democracia"

Temer também prestou solidariedade ao Equador, pelo assassinato de jornalistas equatorianos sequestrados enquanto faziam uma reportagem sobre a insegurança no país. Ele classificou o episódio como "mais um inaceitável ato de violência".
Condenamos, nos mais fortes termos, esse atentado contra a vida, contra a liberdade de expressão. Nossa mais sentida solidariedade às familias das vítimas, ao povo equatoriano e ao presidente Lenin Moreno.
, disse Temer.


Temer é denunciado por corrupção e se torna primeiro presidente a responder por crime durante mandato
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 80890.html

Rodrigo Janot apresenta segunda denúncia contra Temer
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 14172.html

Como Michel Temer operava no Porto de Santos, segundo ele mesmo e sindicalistas.
https://www.diariodocentrodomundo.com.b ... elo-auler/

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Deputado federal apresenta projeto de lei que obriga árbitro a revelar time para o qual torce

Mensagem por Rsilva » 17 Abr 2018, 15:10

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O deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) apresentou, na terça-feira (10/04), na primeira sessão da Câmara dos Deputados após a polêmica final do Campeonato Paulista, um Projeto de Lei que altera o Estatuto do Torcedor. Ele quer obrigar os árbitros de futebol a declarar os times que torcem.

A proposta inclui dois novos parágrafos ao artigo 30 do Estatuto, que afirma que "é direito do torcedor que a arbitragem das competições desportivas seja independente, imparcial, previamente remunerada e isenta de pressões".

Hoje, o texto conta apenas com o seguinte item: "A remuneração do árbitro e de seus auxiliares será de responsabilidade da entidade de administração do desporto ou da liga organizadora do evento esportivo".

Capitão Augusto, contudo, quer modificar o texto com o acréscimo de parágrafos, que vetam árbitros naturais ou residentes no estado dos times em ação em determinada partida; e os obriga a declarar, por escrito, seus clubes do coração.
É vedada a utilização de árbitro e de auxiliares que sejam naturais ou residam no Estado da Federação no qual qualquer dos times que for competir a partida tenha sua sede.
, propõe o deputado.
É obrigatória a declaração, por escrito, do árbitro e do auxiliar informando o time do qual são torcedores, sendo vedada sua participação nos jogos de seu time de preferência, sob pena de nulidade da partida.
, completa.

Capitão Augusto justifica sua proposta da seguinte forma:
É comum que haja uma vinculação pessoal do árbitro ou do auxiliar com algum time do Estado em que nasceu ou do local em que reside. Sendo assim, para que não se corra o risco de que eventual preferência acabe por influenciar na imparcialidade do trabalho do árbitro ou do auxiliar, é recomendável que o profissional não participe de competições que envolvam times de seu Estado de nascimento ou do Estado em que reside.

De igual modo, é recomendável que se estabeleça que o árbitro e o auxiliar já deixem declarado por escrito qual o time de que são torcedores, de forma que essa informação norteie a seleção de quem poderá participar da partida isento de influência das preferências pessoais.
, completa.

O projeto foi apresentado na última terça e encaminhado na quinta para as comissões de Esporte e Constituição e Justiça e de Cidadania do Congresso, onde depende de aprovação para ser votado em plenário.

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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por Trust_No_1 » 17 Abr 2018, 15:40

Certeza que a honestidade dos nossos árbitros será igual tanto nesta declaração quanto nas suas atuações.

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Amazon submete funcionários a condições absurdas de trabalho, acusa jornalista

Mensagem por Rsilva » 18 Abr 2018, 11:31

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Armazéns da Amazon submetem seus funcionários a várias irregularidades, de acordo com James Bloodworth, que atuou como empregado da companhia. Na verdade, sua profissão é de jornalista, e ele detalhou vários casos em seu livro chamado "Hired: Six Months Undercover in Low-Wage Britain" (ou Contratado: Seis Meses Disfarçado na Grã-Bretanha de Baixa Renda).

https://www.amazon.co.uk/Hired-Months-U ... 1786490145

Como você já deve ter deduzido pelo nome do livro, Bloodworth se infiltrou no local fingindo ser um funcionário, e conviveu com os empregados da Amazon. Seu livro relata condições absurdas de trabalho no armazém, tais como funcionários serem obrigados a urinar em garrafas ou abrir mão de suas férias, tudo para cumprir às metas de suas funções.

Encarregados de separar as mercadorias que seriam enviadas adiavam ao máximo suas idas ao banheiro, que é consideravelmente longe do local de trabalho. O receio era de serem acusados de ociosidade por ir ao banheiro e acabar perdendo o emprego.

De acordo com o jornal The Sun, o jornalista descreve o armazém da Amazon como algo semelhante a uma prisão, com câmeras que identificam o uso de coisas proibidas como bonés e óculos, e funcionários sendo obrigados a passar por revistas para garantir que eles não estão roubando produtos.

https://www.thesun.co.uk/news/6055021/r ... e-wasting/

De acordo com uma pesquisa da Organise, ONG de direitos trabalhistas, 55% dos funcionários da divisão britânica da Amazon desenvolveu depressão desde que começou a trabalhar no mesmo armazém.

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Aparentemente, a Amazon não permite que os funcionários tenham tempo suficiente para descanso nas pausas, muito menos quando estão doentes, já que mesmo apresentando atestado médico a companhia adverte aqueles que faltam ao serviço. Isso também inclui pessoas que possam estar grávidas.
Do ponto de vista deles, não temos o direito de ficar doentes.
, escreveu um funcionário à Organise.

Em uma declaração ao The Verge, a Amazon nega as acusações.
A Amazon oferece um espaço de trabalho seguro e positivo para milhares de pessoas do Reino Unido, com salários competitivos e benefícios desde o primeiro dia. Não temos a confirmação de que as pessoas que participaram da pesquisa trabalharam na Amazon e não reconhecemos essas alegações como um retrato preciso das atividades em nossos prédios.
https://www.theverge.com/2018/4/16/1724 ... oom-breaks

Essa não é a primeira vez que funcionários da empresa reclamam de condições inadequadas. Durante a Black Friday do ano passado, cerca de dois mil funcionários da Amazon na Itália entraram em greve para reivindicar melhores condições de trabalho e salários.

https://br.reuters.com/article/business ... N1KI-OBRBS

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Assassinatos no campo batem novo recorde e alcançam maior número desde 2003, diz estudo da CPT

Mensagem por Rsilva » 18 Abr 2018, 15:10

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Estado do Pará lidera o ranking de 2017 com 21 pessoas assassinadas, sendo dez no Massacre de Pau D’Arco.

Os assassinatos decorrentes de conflitos no campo no transcurso de 2017 bateram recorde e atingiram o maior número desde 2003, com 70 mortes. Um aumento de 15% em relação ao que foi registrado em 2016. Quatro dessas mortes foram consequência de massacres nos estados da Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Os dados foram divulgados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) nesta segunda-feira (16).

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O número pode ser ainda maior caso se confirme a suspeita do massacre de índios isolados por garimpeiros no Vale do Javari (AM), perto da fronteira com o Peru. Denúncias dão conta de que mais de dez vítimas decorreram do confronto. No entanto, diante da falta de consenso entre o Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai), a CPT não inseriu os casos no relatório divulgado.

Leia mais sobre o estudo: https://www.cptnacional.org.br/publicac ... desde-2003

O estado do Pará lidera o ranking de 2017 com 21 pessoas assassinadas, sendo dez no Massacre de Pau D’Arco, seguido pelo estado de Rondônia, com 17, e pela Bahia, com dez assassinatos. Dos 70 assassinatos em 2017, 28 foram fruto de massacres, o que corresponde a 40% do total.

https://www.business-humanrights.org/pt ... 3%BAblicos

A CPT lançou uma página especial na internet sobre os massacres no campo registrados entre 1985 a 2017. Nesse período foram 46 confrontos com 220 vítimas. O estado do Pará também lidera esse ranking, com 26 massacres ao longo desses 32 anos, em ocorrências que vitimaram 125 pessoas.

http://static.congressoemfoco.uol.com.b ... /dados.pdf

Os assassinatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra, de indígenas, quilombolas, posseiros, pescadores, assentados, entre outros, tiveram um crescimento brusco a partir de 2015.

Impunidade

Desde que a CPT começou a fazer os registros, em 1985, foram 1.438 casos de conflitos no campo em que ocorreram assassinatos, com 1.904 vítimas. Desse total de casos, apenas 113 foram julgados, o que corresponde a 8% dos casos. Apenas 31 mandantes dos assassinatos e 94 executores foram condenados.

Nesses 32 anos, a região Norte contabiliza 658 casos com 970 vítimas. O Pará é o estado que lidera na região e no resto do país, com 466 casos e 702 vítimas. Maranhão vem em segundo lugar com 168 vítimas em 157 casos. E o estado de Rondônia em terceiro, com 147 pessoas assassinadas em 102 casos.


MPF apura massacre de índios por garimpeiros no Amazonas; demarcações evitariam mortes, diz Cimi
http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... -diz-cimi/

Ataque a grupo de índios deixa vítimas com mãos decepadas no Maranhão
http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... -maranhao/

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Criminalidade aumenta no Rio de Janeiro mesmo com intervenção federal

Mensagem por Rsilva » 19 Abr 2018, 10:59

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intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro não inibiu os índices de criminalidade. Os roubos de veículos, cargas, a pedestres, em ônibus e de celulares registraram seus piores índices da série histórica em março, primeiro mês completo do socorro dos militares. As informações são do jornal O Globo.

https://oglobo.globo.com/rio/nao-vai-se ... 20%20stest

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), foi registrado, por exemplo, um aumento de 7,1% nos roubos de veículos, que saltaram de 5.002, no mesmo mês do ano passado, para 5.358, resultando no pior março da série histórica, iniciada em 1991. É como se um automóvel fosse levado por assaltantes a cada oito minutos no estado.

Houve recordes negativos em crimes como roubos de cargas, a pedestres, em ônibus e de celulares. Segundo a reportagem, a comparação com março do ano passado foi prejudicada por causa de uma greve da Polícia Civil, que causou subnotificação.

O antropólogo Paulo Storani, ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, diz que a intervenção não adotou uma medida essencial para combater os crimes de rua: o policiamento ostensivo no ambiente urbano. Segundo ele, há um déficit estimado de 15 mil homens na Polícia Militar fluminense.
Naturalmente, esses crimes relacionados à vida urbana não param de crescer. E não adianta o Exército mobilizar suas estruturas, porque a experiência dos militares não é a mesma da PM, voltada para a atividade de rua.
, afirmou Storani ao Globo.

O balanço divulgado pelo ISP também aponta para uma queda nos principais índices de atividade policial. De acordo com o estudo do instituto, as apreensões de armas caíram de 769, em março de 2017, para 680, no mês passado (redução de 11,6%).

As apreensões de adolescentes infratores despencaram 24%. O total de apreensões de drogas apresentou ligeiro aumento (2,2%), saltando de 1.706 para 1.744. O número de veículos roubados recuperados pelas forças de segurança cresceu: foram 3.450 em março de 2018, 17,7% mais do que os 2.932 no terceiro mês do ano passado.

Os homicídios dolosos permaneceram estáveis, subindo de 498 para 503. Os autos de resistência, por outro lado, caíram 11,4% (foram 123, em março de 2017, contra 109 no balanço mais recente). O gabinete da intervenção e a Secretaria de Segurança não quiseram comentar os números.

O governador Luiz Fernando Pezão afirmou que o aumento da criminalidade mesmo com a intervenção era esperado.
Não vai ser num passe de mágica. A gente vinha em um momento muito difícil no estado, com falta de investimentos, de recursos, mas eu tenho certeza de que a gente vai melhorar estes números mês a mês. Já era um pouco esperado, mesmo com todo o planejamento que iria acontecer, nesse momento de transição. Isto foi conversado e as Forças Armadas estão se planejando para reverter este quadro.
, disse ao Globo.


Governo terá dificuldade para enviar R$ 3 bilhões pedidos para intervenção no Rio, avisa Maia
http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... visa-maia/

Para ser eficiente na segurança pública, é preciso fugir do populismo penal
http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... smo-penal/

A “Intervenção Federal” que o Rio precisa: mais emprego, transporte, saúde e educação
https://www.ocafezinho.com/2018/02/16/i ... -educacao/

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DADOS OCULTOS DO FACEBOOK PODEM SER COLETADOS SEM QUE O USUÁRIO SAIBA

Mensagem por Rsilva » 23 Abr 2018, 18:28

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Isso inclui o rastreamento de visitantes para sites com um botão ‘curtir’ ou ‘compartilhar’ do Facebook - e páginas nas quais ele observa as pessoas, mesmo que não haja nenhum sinal óbvio de que a rede social esteja presente.

Os dados pessoais de dezenas de milhões de usuários do Facebook caíram nas mãos erradas e preocupam os políticos, mas o principal órgão regulador da concorrência na Alemanha está questionando o grande volume de informações que a rede social colhe.

Andreas Mundt, presidente do Federal Cartel Office, aguarda a resposta do Facebook às constatações do órgão, publicadas em dezembro, de que a empresa abusa de seu domínio no mercado ao reunir dados sobre pessoas sem o devido consentimento.

Isso inclui o rastreamento de visitantes para sites com um botão ‘curtir’ ou ‘compartilhar’ do Facebook - e páginas nas quais ele observa as pessoas, mesmo que não haja nenhum sinal óbvio de que a rede social esteja presente.

A investigação de Mundt ganhou nova relevância desde as revelações de que os dados de 87 milhões de usuários do Facebook, reunidos por meio de um questionário de personalidade online, foram passados ​​à Cambridge Analytica, uma consultoria que assessorou a campanha presidencial de Donald Trump.

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 55101.html
Para o Facebook coletar dados quando eu, como usuário, estou no Facebook, isso está claro. O usuário sabe e já deve esperar isso.
, disse Mundt à Reuters em uma entrevista.
O que é problemático é a coleta de dados em lugares e momentos em que o usuário não pode realmente esperar que os dados sejam coletados pelo Facebook.
https://www.reuters.com/article/us-face ... SKBN1HU108

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, em depoimento perante o Congresso dos EUA, disse que a rede social rastreava as pessoas conectadas ou não à rede social - algo que a empresa disse ser “fundamental sobre como funciona a internet”.

O Facebook rastreia cerca de 28,6 por cento do tráfego da web em 59,5 por cento dos sites da Internet, o que torna a empresa a quinta mais predominante do mundo atrás de várias propriedades do Google, de acordo com o WhoTracks.me.

https://twitter.com/Ghostery/status/984828062020882432

NÃO POPULAR, MAS DOMINANTE

O caso de Mundt se baseia em sua análise de que o Facebook tem uma participação de mercado de mídia social na Alemanha de mais de 90 por cento - a empresa vê o Google+ como seu único concorrente direto - tornando-se dominante em termos antitruste e não apenas popular, como o Facebook argumenta.
Se o Facebook tem uma posição dominante no mercado, o consentimento que o usuário dá para que seus dados sejam usados ​​não é mais voluntário.
, disse Mundt, 57 anos, jurista que dirige o escritório desde 2013.
Isso porque ele não tem alternativa - ele precisa usar o Facebook se quiser usar uma rede social.
O Facebook, que tem mais de 2 bilhões de usuários em todo o mundo, descreve a visão de Mundt como “imprecisa”, mas disse que cooperará com a investigação, que não resultaria em multas, mas poderia levar à proibição de algumas práticas.

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Segundo pesquisa homofobia é indício de atração pelo mesmo sexo

Mensagem por Rsilva » 24 Abr 2018, 14:16

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Estudo feito em parceria pelas universidades de Rochester e da Califórnia, nos EUA, e de Essex, na Inglaterra, demonstraram que pessoas homofóbicas, de fato, têm atração pelo mesmo sexo; segundo a pesquisa, essas pessoas crescem em ambientes familiares repressores e se privam de seus desejos internos; para evitar o estigma, elas suprimem a atração que sentem pelo mesmo sexo e se tornam preconceituosas, como forma de se defender; o estudo foi publicado na edição mais recente do periódico Journal of Personality and Social Psychology.

Estudo feito em parceria pelas universidades de Rochester e da Califórnia, nos EUA, e de Essex, na Inglaterra, demonstraram que pessoas homofóbicas, de fato, têm atração pelo mesmo sexo. Segundo a pesquisa, essas pessoas crescem em ambientes familiares repressores e se privam de seus desejos internos. Para evitar o estigma, elas suprimem a atração que sentem pelo mesmo sexo e se tornam preconceituosas, como forma de se defender. O estudo foi publicado na edição mais recente do periódico Journal of Personality and Social Psychology. A conclusão veio a partir de quatro experimentos que testaram, de acordo com o tempo de resposta, a relação entre o apoio à autonomia dado pelos pais e a diferença entre a sexualidade declarada e a implícita.
Cada teste foi feito com cerca de 160 universitários. Nos dois primeiros, eles tiveram que classificar palavras e imagens como “gays” ou “heterossexuais” e, depois, procurar fotos de pessoas de gêneros diferentes. Isso foi feito para que os pesquisadores pudessem analisar a orientação sexual implícita de cada um.

Os experimentos seguintes tiveram foco direcionado à situação familiar, valores, opiniões, crenças e preconceitos presentes na criação dos pesquisados. Após os testes, foi percebido que houve uma maior discrepância entre a orientação sexual implícita e explícita nos participantes cuja família (principalmente a figura paterna) era homofóbica e não dava apoio à autonomia do filho.
Leia mais aqui: https://exame.abril.com.br/estilo-de-vi ... -pesquisa/



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Levantamento aponta recorde de mortes por homofobia no Brasil em 2017

http://agenciabrasil.ebc.com.br/direito ... -brasil-em

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Eletrobras pagou quase R$ 2 milhões para que falassem mal da própria empresa

Mensagem por Rsilva » 25 Abr 2018, 15:15

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Em busca de uma mobilização da opinião pública e formação de ambiente favorável para sua privatização, a Eletrobras traçou como estratégia a divulgação de um cenário de mazelas e problemas da estatal, revela a Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo.

Esse movimento, segundo a apuração do repórter Lúcio de Castro, começou em 20 de setembro de 2017, quando a empresa assinou, sem licitação, contrato com a RP Brasil Comunicações, do grupo FSB Comunicação, a maior assessoria de imprensa do país.

http://agenciasportlight.com.br/index.p ... a-empresa/

De acordo com a reportagem “Atual gestão da Eletrobras pagou quase R$ 2 milhões para que falassem mal da própria empresa”, a agência acionou os chamados formadores de opinião, comentaristas econômicos, colunistas e repórteres em geral para mostrar um cenário que tornasse urgente a privatização, acelerada pela pressa do governo federal em concretizar o negócio.

A polêmica se dá em torno do objeto do contrato ECE-DJS 1252/2017, obtido pela reportagem via Lei de Acesso à Informação (LAI): “assessorar a Eletrobras na comunicação relativa ao projeto de acionista majoritário de desestatização da empresa”.

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Em resposta à Sportlight, a FSB nega esse viés e afirma que no contrato está ressaltada a necessidade de se “preservar a imagem positiva da empresa”, embora reconheça que a divulgação “não omite dados negativos como prejuízos financeiros ou dívida bruta superior a R$ 45 bilhões”.

Pelo plano desenhado no contrato, sustenta a reportagem, foi feita uma “análise do cenário”, passando em seguida para o chamado “mapeamento dos stakeholders”, ou seja, definição de quem é o público estratégico alvo das mensagens a serem enviadas. Em seguida, veio a “mobilização dos influenciadores”, item discriminado com custo de R$ 170 mil dentro do R$ 1,8 milhão do projeto total.

Além da execução de uma pesquisa de opinião pública ao custo de R$ 120 mil, o contrato entre Eletrobras e FSB prevê que os pagamentos entre contratante e contratada são feitos quando da “entrega dos relatórios mensais elaborados pela contratada correspondentes à consolidação dos resultados alcançados”. Sportlight solicitou esses relatórios por meio de novo pedido de Lei de Acesso à Informação, mas, embora o contrato em si tenha sido disponibilizado também via LAI, ainda que em recurso de última instância, o acesso aos relatórios foi negado.

Licitação sob sigilo

A Eletrobras também negou acesso a informações sobre o suposto processo de licitação para o contrato, solicitando o nome dos participantes da disputa, as propostas, os documentos do processo e o resultado final. O pedido foi negado em primeira e segunda instância.
Na negativa, a Eletrobras justifica o segredo quanto ao processo de licitação do que chama de ‘democratização do capital social’ afirmando que ‘trata-se de informação estratégica da Eletrobras, posto que os documentos solicitados estão diretamente ligados à atuação da empresa no mercado concorrencial’. E segue: ‘Isso porque as informações relativas ao contrato RP Brasil Comunicações (FSB Comunicação) são pilares fundamentais do processo de democratização do capital social da Eletrobras’.
Segundo a estatal, a divulgação de informações acerca do contrato com a FSB “é tão sensível que pode trazer prejuízos ao denominado processo de democratização”.

Com base em apurações próprias, a reportagem reconstitui o processo de licitação, por meio de tomada de preços, modelo em que vence aquele que apresenta o menor custo financeiro. Na disputa, aparecem outras duas empresas que também estão entre as principais “donas” de contas do governo federal, a Companhia de Notícias (CDN) e a Informe Comunicação.

De acordo com a reportagem, a menor proposta foi apresentada pela Informe. Em segundo lugar, ficou a FSB. Mas aí, prossegue, houve uma reviravolta no caso.
No entanto, após o resultado da ‘tomada de preços’ das empresas chamadas para uma licitação, a regra do jogo mudou: a Eletrobras resolveu escolher a vencedora pela modalidade de ‘inexigibilidade’, onde se dispensa uma concorrência e se promove uma contratação direta. A lei concede o direito ao contratante de escolha do fornecedor caso existam razões que justifiquem a dispensa de licitação.
, escreve Lúcio de Castro.

A Eletrobras alegou que “em face da sua complexidade e singularidade, bem como confidencialidade, por envolver informações estratégicas da empresa, somente poderia se dar através de inexigibilidade de licitação, o que impossibilita o estabelecimento de critérios objetivos, requerendo empresa de notória especialização em estratégia de comunicação”.

Em 17 de outubro de 2017, quase um mês após a assinatura do contrato entre FSB e Eletrobras, a empresa publicou no Diário Oficial da União o resultado, anunciando a contratação por “inexigibilidade de licitação”.

Conforme apuração da Sportlight, a mudança no critério de escolha coincide com o início da gestão de Wilson Pinto Ferreira Junior na presidência da estatal, alçado ao cargo pelo presidente Michel Temer com o objetivo de conduzir o processo de privatização.

Em sua propaganda, o governo alardeia que deve alcançar R$ 12,2 bilhões na privatização, sempre tratada como “democratização do capital”. No entanto, de acordo com o próprio Ministério de Minas e Energia, o valor patrimonial da estatal é de R$ 46,2 bilhões e o total de ativos da empresa chega a R$ 170,5 bilhões. Além de R$ 541 bilhões investidos desde a criação, em 1962.

Batalha da comunicação

Para aprovar a privatização da Eletrobras, o governo enviou medidas provisórias e projeto de lei para o Congresso. Segundo a Sportlight, para tentar ganhar a batalha de informação, a estatal lançou a campanha de comunicação do “projeto de acionista majoritário de desestatização da empresa”, que está no contrato com a FSB.
Nos jornais, é possível ver, de acordo com o levantamento da Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo, a difusão maior e aumento no tom das notícias negativas quanto a gestão e resultados da Eletrobras após a assinatura do contrato com a FSB.
, diz a reportagem.

A FSB Comunicação, de Francisco Soares Brandão, é a maior agência de comunicação do Brasil. Em 2015, a empresa contava mais de 700 funcionários e 200 clientes, entre os quais meia dúzia de ministérios, estatais como a Petrobras, os governos estadual e municipal do Rio, além de algumas outras prefeituras, como a de Campinas, e dezenas de grandes empresas do setor privado. Segundo reportagem publicada pela revista Piauí em 2015, a agência faturou R$ 200 milhões em 2014. Mais da metade vindo do setor público.

Procurada pela Sportlight, a FBS não quis se manifestar sobre o contrato com a Eletrobras: “A FSB não se pronuncia sobre contratos em vigor com seus clientes”.

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POBREZA EXTREMA DISPARA E CRESCE 35% EM UM ANO NA GRANDE SÃO PAULO

Mensagem por Rsilva » 26 Abr 2018, 14:31

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Maior polo de riqueza e pode econômico do país, a região metropolitana de São Paulo, que concentra 39 municípios, tem 700.193 pessoas vivendo na pobreza extrema; esse número é 35% maior do que era em 2016. A LCA Consultores fez o levantamento com base no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mostra que são 180 mil pessoas a mais; a metodologia adotou a linha de corte do Banco Mundial, que considera em situação de pobreza extrema quem tem US$ 1,90 de renda domiciliar per capita por dia, corrigida pela paridade de poder de compra.

Maior polo de riqueza e pode econômico do país, a região metropolitana de São Paulo, que concentra 39 municípios, tem 700.193 pessoas vivendo na pobreza extrema. Esse número é 35% maior do que era em 2016. A LCA Consultores fez o levantamento com base no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mostra que são 180 mil pessoas a mais. A metodologia adotou a linha de corte do Banco Mundial, que considera em situação de pobreza extrema quem tem US$ 1,90 de renda domiciliar per capita por dia, corrigida pela paridade de poder de compra.

No estado de São Paulo, como um todo, a pobreza aumentou 23,9% de 2016 para 2017 e chegou a 1,392 milhão de pessoas recém chegadas às novas estatísticas da miséria. Embora o PIB (Produto Interno Bruto) tenha tido tímido crescimento no ano passado (1%), a desigualdade social deu um salto não esperado até pelos mais pessimistas.

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O aumento da miséria afetou como de costume a parcela menos instruída da população, bem como aqueles de cor parda ou preta. Esse segmento último, pretos e pardos, foi relegado a um dos maiores retrocessos da história das aferições estatísticas: a miséria ali cresceu 61% (contra 13,6% da população branca).
Segundo Cosmo Donato, economista da LCA Consultores e autor do levantamento, o crescimento da pobreza extrema ocorre apesar da redução da taxa de desemprego na Grande São Paulo, para 14,2% no quarto trimestre do ano passado, 0,7 ponto percentual abaixo da verificada um ano antes. Para ele, além de informais, esses empregos não beneficiaram a parcela mais pobre da população.
Estamos falando de pessoas que muitas vezes não conseguem se inserir nem na informalidade. É um problema mais estrutural. São pessoas com baixa qualificação, produtividade, e que conseguiram emprego no passado, porque havia superaquecimento do mercado de trabalho. É um dado que não melhora com a recuperação cíclica do mercado de trabalho, vai exigir políticas sociais.
, disse Donato.

Confira a matéria do Jornal Valor aqui: http://www.valor.com.br/brasil/5480737/ ... -em-um-ano



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A pobreza extrema continua se alastrando pelo país em 2017. Levantamento da LCA Consultores, a partir dos microdados da Pnad Contínua, divulgada na quarta-feira, dia 11/4, pelo IBGE, mostra que o número de pessoas em situação de extrema pobreza no país passou de 13,34 milhões em 2016 para 14,83 milhões no ano passado, o que significa aumento de 11,2%.

Segundo Cosmo Donato, a expectativa era que a retomada econômica fosse capaz de produzir números melhores no ano passado. Um dos fatores por trás da piora, acredita, foi o fechamento de postos com carteira assinada, que têm garantias trabalhistas e pisos salariais.
No lugar desse emprego, o mercado de trabalho gerou ocupações informais, de baixa remuneração e ganho instável ao longo do tempo. A própria crise fiscal dos Estados afeta indiretamente, ao gerar menos empregos para essa parcela mais pobre da população, que geralmente é menos instruída. Estou falando de postos relacionadas a obras públicas, por exemplo.
, disse o economista.

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Com preço do gás nas alturas 17,6% dos brasileiros usam lenha ou carvão para cozinhar

Mensagem por Rsilva » 27 Abr 2018, 11:27

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Com o preço do gás de cozinha nas alturas devido a política do governo Michel Temer de reajustes quase diários em função do preço no mercado internacional, mais brasileiros passaram a utilizar lenha e carvão para cozinhar; segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu de 16,1% para 17,6% a parcela de lares que passaram a utilizar carvão ou lenha em substituição ao gás; mais de 1,2 milhão de brasileiros deixaram de utilizar o gás de cozinha apenas no ano passado.

Com o preço do gás de cozinha nas alturas devido a política do governo Michel Temer de reajustes quase diários em função do preço no mercado internacional, mais brasileiros passaram a utilizar lenha e carvão para cozinhar. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que subiu de 16,1% para 17,6% a parcela de lares que passaram a utilizar carvão ou lenha em substituição ao gás.

https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistic ... fault.shtm

Segundo o levantamento, mais 1,2 milhão de brasileiros deixaram de utilizar o gás de cozinha no ano passado. De acordo com o IBGE, o maior aumento no uso de lenha e carvão no preparo de alimentos aconteceu na Região Nordeste. Ali, mais de 400 mil lares deixaram de fazer uso do gás de cozinha. O índice de uso destes combustíveis para cozinhar passou de 22,1% para 24,1% dos domicílios nordestinos. No ano passado, o gás de cozinha subiu 16%, mais de cinco vezes acima da inflação oficial.

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Cliente chamada de ‘Ana Fraudulenta’ por telefônica terá indenização de R$ 10 mil

Mensagem por Rsilva » 29 Abr 2018, 12:58

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Uma cliente da operadora de celular Vivo em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ganhou na Justiça um processo que resultou em indenização de R$ 10 mil reais. O motivo foi a forma pejorativa com que foi chamada em sua fatura: “Ana Fraudulenta Religando Toda Hora”.

Ana, que não foi identificada pela reportagem do site Campo Grande News para evitar ainda mais constrangimento, tinha um plano de celular com valor mensal de R$ 54,99 que teria internet ilimitada. Teria. Nunca teve. Ela teria entrado em contato várias vezes para resolver o caso, mas nunca conseguiu.

https://www.campograndenews.com.br/cida ... -rs-10-mil

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Antes da proibição, empresas compravam quase que totalmente as eleições brasileiras

Mensagem por Rsilva » 03 Mai 2018, 17:05

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Antes da proibição da “doação” de empresas para campanhas eleitorais, que foi garantida ainda no último ano do governo de Dilma Rousseff (PT), as eleições brasileiras eram totalmente compradas por empresas que, após a eleição, estabeleciam políticas públicas para a população se submeter em conluio com políticos financiados.

http://g1.globo.com/politica/noticia/20 ... orais.html

O escândalo da JBS deixou claro como funcionava o esquema de compra de políticos por empresas em troca de todo tipo de favor e corrupção dentro do Estado. A JBS e outros escândalos mostram que o financiamento por empresas era uma espécie de corrupção legalizada. A proibição fez os gastos dos candidatos caírem 71% nas últimas eleições municipais.

https://economia.uol.com.br/noticias/re ... mpresa.htm

O ministro Tarcísio Vieira, durante votação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lembrou que nas últimas campanhas presidenciais (a última com a compra de político por empresas) foram utilizados mais de R$ 7 bilhões pelos candidatos, sendo que 95% dos recursos eram oriundos de empresas, e apenas 3% do Fundo Partidário e 2% de pessoas físicas.

A compra de políticos era feita por cerca de 1% dos empresários brasileiros e estrangeiros, geralmente empresários que aceitavam participar dos esquemas de corrupção como no caso da JBS. Com esse esquema, 99% dos empresários brasileiros saíam prejudicados.
Havia o financiamento privado, que foi visto como uma técnica muito deletéria, que contaminou o meio político, houve uma cooptação do poder político pelo poder econômico e agora o fundo eleitoral vem suprir isso. À época se tinha fundo partidário mais financiamento privado. Agora tem fundo partidário mais financiamento público
., disse o ministro Luiz Fux, presidente do TSE.

http://cartacampinas.com.br/2015/05/99- ... -eleicoes/

A informação do ministro Tarcísio Vieira foi dada nesta terça-feira, 3, no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando se confirmou que os partidos terão ao menos R$ 2,5 bilhões para o financiamento de campanhas nas eleições deste ano. A confirmação foi feita após consulta do deputado federal Augusto Carvalho (SD-DF).

http://agenciabrasil.ebc.com.br/justica ... -campanhas

O parlamentar perguntou ao TSE se haveria desvio de finalidade ou abuso de poder econômico se uma legenda utilizasse verbas do Fundo Partidário para financiar as campanhas de seus candidatos. O relator da consulta, ministro Tarcísio Vieira, respondeu que “ressalvado o controle quanto ao emprego desse numerário na prestação de contas”, o uso do Fundo Partidário para financiar as eleições “não caracteriza desvio de finalidade nem abuso do poder econômico”.

O orçamento aprovado para o Fundo Partidário neste ano é de R$ 888,7 milhões, cuja distribuição é proporcional ao tamanho da bancada de cada legenda na Câmara dos Deputados. O dinheiro é utilizado para o custeio dos partidos políticos, que devem aplicar ao menos 20% dos recursos para a manutenção de suas fundações e outros 5% para fomentar a participação das mulheres na política.

O uso do Fundo Partidário foi permitido em pleitos anteriores e já estava previsto em uma resolução aprovada no ano passado no TSE, mas Tarcísio Vieira resolveu responder à consulta por achar que a questão merecia “maior explicitação”.

http://cartacampinas.com.br/2018/05/ant ... asileiras/



Lei de licitações praticamente pede para que haja corrupção em obras públicas

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http://cartacampinas.com.br/2015/01/xle ... -publicas/

https://www.nexojornal.com.br/expresso/ ... es-opostas



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http://caubr.gov.br/projetocompleto/

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Ricos ficam mais ricos mesmo na retração econômica

Mensagem por Rsilva » 05 Mai 2018, 13:53

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"A elite mundial atualmente possui cerca de 50% da riqueza do planeta, mas a tendência é que o percentual continue a aumentar, segundo o estudo da Biblioteca da Câmara dos Comuns britânica, encomendado pelo deputado trabalhista Liam Byrne"; assim, a jornalista Juliana Gonçalves abre sua discussão sobre o cenário do aprofundamento das desigualdades para a agência 'Brasil de Fato' traçando o paralelo com a situação extrema do Brasil; Para ela "em 2017 os bancos bateram recordes de lucratividade, alcançando os R$ 6 trilhões, ao mesmo tempo que mais de 1,5 milhão de brasileiros foram atirados na extrema pobreza".

A parcela 1% mais rica da população mundial concentra hoje 50,1% da riqueza das famílias de todo o mundo, de acordo com relatório do Credit Suisse do ano passado. A elite mundial atualmente possui cerca de 50% da riqueza do planeta, mas a tendência é que o percentual continue a aumentar, segundo o estudo da Biblioteca da Câmara dos Comuns britânica, encomendado pelo deputado trabalhista Liam Byrne.

https://www.theguardian.com/business/20 ... point-2030

Se as tendências observadas desde a crise financeira de 2008 continuarem, observa o relatório, o chamado 1% terá em suas mãos 64% da riqueza global daqui a apenas 12 anos.

Estudo da Oxfam, divulgado em janeiro deste ano, utilizando também dados do Credit Suisse, apontou que cerca de 7 milhões de pessoas que compõem o grupo dos 1% mais ricos do mundo ficaram com 82% de toda riqueza global gerada em 2017.

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 72331.html

Rafael Georges da Cruz, coordenador de campanhas da Oxfam Brasil, comenta a concentração de renda entre os mais ricos.
As últimas pesquisas da Oxfam tem revelado que as desigualdades de patrimônio no mundo tem crescido, a concentração do patrimônio no topo, no 1% mais rico, nos bilionários tem crescido.
, afirma.

Ele explica que as desigualdades diminuíram entre os trabalhadores, muito por conta de programas sociais como o Bolsa Família, que ocasionaram a redução de renda da classe média e retirada de pessoas da extrema pobreza, mas a hiperconcentração de renda segue intacta.
De certa forma é um círculo vicioso do qual a gente só vai sair com políticas redistributivas muito fortes, por exemplo, políticas tributárias internacionais, fim dos paraísos fiscais e esses tipos de políticas.
, explica.

Quem segue concentrando mudança na tributação aparece como alternativa no combate às desigualdades, pela pesquisa Oxfam Brasil/Datafolha lançada em dezembro do ano passado, onde a maior parte dos brasileiros se declara favorável ao aumento de impostos no país desde que seja aplicado apenas aos “muito ricos”, para financiar melhorias nas áreas de educação, saúde e moradia, segundo dados da pesquisa.

https://www.oxfam.org.br/noticias/pesqu ... -no-brasil

Além disso, 72% apoiam a redução da carga indireta de impostos (aqueles cobrados sobre o consumo) e aumento da carga direta (sobre renda) para as pessoas de altíssima renda.

Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim) são as seis pessoas mais ricas do Brasil. Eles concentram, juntos, a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do país, ou seja, a metade da população brasileira composta por 207,7 milhões de pessoas.

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 79176.html

Se gastassem um milhão de reais por dia, juntos, esses seis milionários levariam 36 anos para esgotar o equivalente ao seu patrimônio. Foi o que revelou outro estudo sobre desigualdade social realizado pela Oxfam.

A fórmula de austeridade total e radicalização de algumas propostas como a PEC do Teto dos Gastos e mudanças nas leis trabalhista trazidas pelo governo de Michel Temer, segundo Georges, causa retração econômica, mas não impacta os muito ricos.

A coordenadora de pesquisas e tecnologia do Dieese, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, Patrícia Pelatieri, aponta sobre quem recai o peso das desigualdades.
Quem paga o preço dessa concentração de renda vergonhosa que o Brasil vive, resultado dessas escolhas políticas e econômicas feitas são os trabalhadores, mais especificamente as mulheres, os negros e os jovens.
, sentencia.

A pesquisadora relembra que em 2017 os bancos bateram recordes de lucratividade, alcançando os R$ 6 trilhões, ao mesmo tempo que mais de 1,5 milhão de brasileiros foram atirados na extrema pobreza.

http://www.redebrasilatual.com.br/econo ... rtam-vagas

Segundo os dados da PNAD, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, há 15 milhões de brasileiros vivendo na pobreza extrema com até R$ 136 mensais.

http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... ra-estudo/

Pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), do Dieese, no primeiro trimestre de 2018 o valor da cesta básica subiu em 18 das 20 capitais pesquisadas.
Em abril o salário mínimo necessário seria de R$ 3.706,44 ou seja quase 4 vezes superior ao salário mínimo brasileiro.
, conta.

https://www.dieese.org.br/analisecestab ... 01802.html

https://www.brasildefato.com.br/2018/05 ... cialistas/

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AGU recua e propõe manutenção do auxílio-moradia a juízes e membros do MPF, diz jornal

Mensagem por Rsilva » 07 Mai 2018, 11:47

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Sob o comando de Grace Mendonça, a AGU apresentou proposta favorável às entidades que defendem o auxílio-moradia.

Em negociação sigilosa, a Advocacia-Geral da União (AGU), autora de pareceres contrários ao pagamento de auxílio-moradia a juízes e membros do Ministério Público no Supremo Tribunal Federal (STF), mudou de opinião e propôs às categorias a manutenção dos benefícios com “caráter indenizatório”, conforme informações do jornal O Globo.

https://oglobo.globo.com/brasil/em-nego ... a-22655745

No acordo, ao qual o jornal teve acesso, o repasse ficaria permitido mesmo na ausência de uma lei que o autorize, permanecendo amparado apenas em resoluções internas dos próprios órgãos. De acordo com as jornalistas Martha Beck e Renata Mariz, a proposta “foi apresentada em caráter reservado pela Secretaria-Geral de Contencioso da AGU na última reunião da Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal, onde os interessados tentam chegar a um acordo sobre o pagamento do auxílio-moradia”.

No dia 21 de março deste ano, o ministro Luiz Fux, relator das ações sobre o tema no STF, suspendeu o julgamento das ações sobre o auxílio-moradia que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo a magistratura nacional e o Conselho Nacional de Justiça e remeteu os processos à Câmara de Conciliação da AGU. Na ocasião, o ministro atendeu a pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

https://www1.folha.uol.com.br/poder/201 ... remo.shtml

O acordo ainda será levado para homologação do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, ainda haverá um próximo encontro no dia 16 de maio. Na última reunião, na proposta apresentada, a AGU argumentou que seria possível defender que leis orgânicas das carreiras já preveem o auxílio-moradia.

A reportagem diz que o órgão reforça a tese sob o argumento de que deve “ser construído o entendimento de que as resoluções que hoje embasam o recebimento do adicional pelo Judiciário e Ministério Público são atos normativos abstratos e gerais, portanto válidos. Dessa forma, estaria superada a necessidade de edição de lei formal”.
A proposta não agradou aos participantes da reunião. Depois de discussões, a AGU deu a ideia de levar para homologação do Supremo critérios para o pagamento do auxílio-moradia, até que legislações formais sejam elaboradas pelo Congresso e no Legislativo dos estados. O argumento foi de que, com isso, uma decisão do plenário da mais alta Corte do país passaria a avalizar o benefício, e não mais resoluções. Levantou-se ainda a possibilidade de sugerir que o STF estabeleça um prazo para os pagamentos ocorrerem até edição de lei específica.
, diz texto do jornal.

A proposta favorável da AGU, no entanto, destoa do mandado de segurança contra decisões monocráticas do ministro Luiz Fux, que autorizou o pagamento de auxílio-moradia a todos os magistrados do país no valor de R$ 4.377,73.

http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... -federais/

Em pareceres protocolados no STF desde 2014, a AGU alega que a concessão do auxílio é ilegal e está gerando dano irreparável à União porque “o montante de despesa mensal, não prevista no orçamento, atinge cifras milionárias e é de difícil ressarcimento, contrariando texto constitucional”.

Custos aos cofres públicos

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O contribuinte brasileiro vai bancar este ano mais de R$ 2 bilhões com o pagamento do auxílio-moradia a autoridades e funcionários de alto escalão, cuja remuneração pode passar dos R$ 30 mil. Para ter uma ideia, com o valor do benefício seria possível construir mais de 43 mil casas populares, ao custo de R$ 50 mil cada, ou conceder Bolsa Família para 11 milhões de pessoas.

http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... am-gastos/

Essas são as despesas previstas com o benefício para os três poderes, o Ministério Público e a Defensoria Pública, no âmbito federal, e para conselheiros dos tribunais de contas de estados e municípios, juízes, procuradores, promotores e defensores públicos estaduais. O total gasto em todo o país com o auxílio-moradia é ainda maior. Não estão computadas na conta as despesas dos estados com representantes do Legislativo e do Executivo locais.

Os dados são de levantamento da Consultoria Legislativa do Senado. O orçamento federal para este ano reserva R$ 832 milhões para bancar o conforto de autoridades e servidores sem que precisem mexer no bolso, ou engordar seus contracheques. Em média, a verba varia de R$ 4 mil a R$ 4,5 mil por mês. O estudo não inclui os gastos dos governos estaduais.

http://congressoemfoco.uol.com.br/notic ... iz-jornal/

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'Não fui pago e sofri assédio moral', diz ator de campanha do governo Temer

Mensagem por Rsilva » 10 Mai 2018, 12:24

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Ator Nobu Kahi, que foi modelo de um dos vídeos da campanha do Governo Federal para divulgar a "queda do desemprego", afirma que teve o contrato de trabalho desrespeitado, além de ter sofrido assédio moral e que ainda não recebeu "nem um centavo" pelo trabalho; "É um desrespeito enorme. Eu tenho o contrato aqui, dizendo que o cachê seria R$ 1 mil – que já é um valor muito abaixo da média do mercado. E em nenhum momento disseram que o pagamento seria depois de três meses", reclama.

De acordo com reportagem de André Shalders e Letícia Mori, da BBC Brasil, o ator Nobu Kahi, de 31 anos, que foi modelo de um dos vídeos da campanha do Governo Federal para divulgar a "queda do desemprego", afirma que teve o contrato de trabalho desrespeitado, além de ter sofrido assédio moral e que ainda não recebeu "nem um centavo" pelo trabalho.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-44034766

Na peça publicitária, Nobu é "Pedro", um trabalhador da indústria, que está feliz com a queda do desemprego e a volta da atividade econômica. No mês de março, segundo apurou a BBC Brasil, o ator fez um teste para uma campanha de propaganda para o governo. Se fosse ao ar, como de fato foi, ele receberia cachê de R$ 1 mil.
A primeira (gravação) depois do teste foi marcada para as 14h. Gravei até as 5h da madrugada. O tempo inteiro sofrendo assédio do diretor.
, relata.

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Documento revela que presidentes militares autorizaram assassinatos na ditadura

Mensagem por Rsilva » 10 Mai 2018, 21:40

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Durante o governo do general Emílio Médici (1969-1974), pelo menos 104 brasileiros foram assassinados sumariamente por militares do Centro de Informações do Exército (CIE); revelação foi feita nesta tarde pelo doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor, que divulgou documento do Departamento de Relações Exteriores dos EUA a partir de relato da CIA; segundo Spektor, logo após sua posse, em 1974, o general Ernesto Geisel foi informado das execuções pelos dirigentes do CIE e pelo seu indicado para o Serviço Nacional de Informações (SNI), o general João Figueiredo; Geisel autorizou a continuação dos assassinatos, mas fez duas ressalvas: 'apenas subversivos perigosos' e cada novo homicídio seria analisado e autorizado por Figueiredo.

Documentos do Departamento de Relações Exteriores dos Estados Unidos apontam o envolvimento direto dos presidentes Emíliio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo no assassinato de mais de uma centenas de brasileiros durante a ditadura militar no Brasil.

A revelação foi feita pelo escritor, doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor. Em sua página no Facebook, Spektor apresenta um relato da CIA sobre reunião ocorrida em março de 1974 entre o General Ernesto Geisel, então empossado na Presidência, com o general João Figueiredo, indicado por Geisel para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e outros dois assessores: o general que estava deixando o comando do Centro de Informações do Exército (CIE), o general que viria a sucedê-lo no comando.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid ... =3&theater
O grupo informa a Geisel da execução sumária de 104 pessoas no CIE durante o governo Médici, e pede autorização para continuar a política de assassinatos no novo governo. Geisel explicita sua relutância e pede tempo para pensar. No dia seguinte, Geisel dá luz verde a Figueiredo para seguir com a política, mas impõe duas condições. Primeiro, 'apenas subversivos perigosos' deveriam ser executados. Segundo, o CIE não mataria a esmo: o Palácio do Planalto, na figura de Figueiredo, teria de aprovar cada decisão, caso a caso.
, relata Matias Spektor.

Leia trecho do documento divulgado pelo governo dos EUA:

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A transcrição online do documento está no link abaixo, mas o original está depositado em Central Intelligence Agency, Office of the Director of Central Intelligence, Job 80M01048A: Subject Files, Box 1, Folder 29: B–10: Brazil. Secret; [handling restriction not declassified].

https://history.state.gov/historicaldoc ... =hootsuite

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O Dia das Mães em que Zuzu Angel foi na casa do assassino do próprio filho

Mensagem por Rsilva » 11 Mai 2018, 17:31

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No Dia das Mães de 1973, Zuzu Angel foi à casa de Ernesto Geisel. A estilista acreditava que o general poderia ajudá-la na causa de sua vida: a busca pelo corpo do filho Stuart, desaparecido aos 25 anos.
Naquele dia estive na sua residência e levei a minha aflição.
, ela escreveu em abril de 1975, quando Geisel já ocupava a Presidência.

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Estou certa de que Vossa Excelência, como pai e como cristão que é, há de compreender a angústia em que vivo há quatro anos.
, prosseguiu.

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O documento localizado pelo professor Matias Spektor desmancha a imagem de bom pastor do filho de imigrantes alemães. Em memorando secreto, o diretor da CIA William Colby descreve uma reunião em que Geisel autoriza a continuação da matança em seu governo.

https://history.state.gov/historicaldoc ... =hootsuite

O general ouve um relato sobre o extermínio de 104 opositores políticos e encarrega João Figueiredo, que iria sucedê-lo no Planalto, de decidir quem deveria morrer nos porões do regime.

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Mais uma vez, o país deve ao Departamento de Estado dos EUA a confirmação de crimes praticados pelo Estado brasileiro contra cidadãos brasileiros. Ontem o Exército repetiu que os papéis do período foram destruídos, uma versão que não convence a maioria dos pesquisadores.

http://noticias.band.uol.com.br/noticia ... uidos.html

O documento vem à tona às vésperas de outro Dia das Mães, num momento em que um deputado nostálgico da ditadura lidera a corrida presidencial. O corpo de Stuart nunca foi localizado, e Zuzu morreu num desastre de automóvel em 1976, ainda no governo Geisel. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos considerou o caso um atentado para silenciá-la.

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http://cemdp.sdh.gov.br/modules/desapar ... ha/cid/332

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https://www.estantevirtual.com.br/busca ... +meu+filho


https://blogs.oglobo.globo.com/bernardo ... eisel.html

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Onde a escravidão persiste

Mensagem por Rsilva » 13 Mai 2018, 14:30

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Lei Áurea chega aos 130 anos, mas existe pouco a celebrar no último país das Américas a abandonar a prática.

A Lei Áurea, que promoveu a abolição da escravidão no Brasil, chega aos 130 anos neste domingo (13/05). Mas há pouco a comemorar no último país das Américas a abandonar a prática. Além de continuar a verificar uma enorme desigualdade entre negros e brancos, recentemente o Brasil, que se notabilizou como exemplo do combate às formas modernas de escravidão, viu seu governo tentar retroceder uma luta civilizatória de mais de 20 anos.

A existência da escravidão moderna no Brasil foi reconhecida formalmente apenas em 1995, na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando foi formado o primeiro Grupo Executivo de Repressão ao Trabalho Forçado. Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), medidas anteriores foram mantidas e aprimoradas, e novas iniciativas foram criadas, a exemplo da lista-suja do trabalho escravo. Inaugurada em 2003, ela expõe ao público as empresas responsáveis pela escravidão moderna e ainda as impede de obter empréstimos de bancos públicos.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/6 ... il/31.html

http://reporterbrasil.org.br/2013/12/es ... o-escravo/

Neste período, cerca de 50 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. Em geral, as vítimas têm um perfil de vulnerabilidade: são homens (95%) jovens, de baixa escolaridade (33% são analfabetos, 39% só estudaram até o quinto ano) e moradores de bolsões de pobreza, principalmente do Nordeste e do Norte, mas também do norte de Minas Gerais, por exemplo, que migram para grandes centros urbanos ou fronteiras agrícolas em busca de emprego.

Mais da metade dos casos (52%) foram detectados na Amazônia, região de difícil acesso e de fiscalização custosa, onde muitos crimes se entrelaçam. Mas há resgates em todo o país. Setores do agronegócio, em especial a pecuária, se notabilizaram por concentrar a maior parte dos casos, mas atividades urbanas, como a construção civil e a indústria têxtil, também são marcadas por esse tipo de abuso.

Os flagrantes só foram possíveis graças a uma atuação conjunta entre Estado, ONGs e o Ministério Público do Trabalho, que conseguiram fazer do país uma referência no combate ao trabalho escravo. Recentemente, no entanto, a imagem do Brasil foi abalada.
Estávamos em uma curva ascendente de controle do problema, tanto pela interpretação correta do que constitui trabalho escravo quanto pela construção, nos últimos 23 anos, de um arcabouço de políticas públicas bastante avançado que baseia o trabalho de instituições e da sociedade civil.
, afirma o frade dominicano-francês Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), uma das instituições líderes contra o trabalho escravo.
Mas nos últimos dois ou três anos estamos diante de uma tentativa acentuada de desconstruir tudo isso.
https://www.cptnacional.org.br/publicac ... ho-escravo

As preocupações de Plassat têm como foco duas ações do governo Michel Temer (MDB). Ao assumir a Presidência, em agosto de 2016, Temer estabeleceu como prioridade uma reforma trabalhista que tinha como base a legalização da terceirização em todas as atividades de uma empresa. Aprovada em agosto de 2017, a reforma causou preocupação nas organizações que lutam contra a escravidão moderna, pois, conforme levantamento da ONG Repórter Brasil, dedicada a combater a prática, 90% dos trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão são terceirizados.

http://reporterbrasil.org.br/guia/

Dois meses depois, em outubro de 2017, o governo Temer foi atrás de dois dos principais pilares do combate à escravidão moderna – a definição do que é trabalho escravo e a lista-suja dos empregadores. Em uma portaria assinada pelo então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o governo determinava que o trabalho análogo à escravidão só seria caracterizado se houvesse flagrante de privação de liberdade, e não uma de quatro condições previstas na definição anterior: jornada exaustiva, servidão por dívida, trabalho forçado e condições degradantes no ambiente laboral.

No que diz respeito à lista-suja, o documento atrelava a divulgação dos nomes das empresas flagradas a uma decisão expressa do ministro do Trabalho, esvaziando a área técnica da pasta, antes responsável pela lista. A portaria causou choque dentro e fora do Brasil e acabou revertida por decisões judiciais.

Além do conteúdo da portaria, chamou a atenção o momento de sua publicação – uma semana antes de a Câmara dos Deputados votar a denúncia contra Temer por organização criminosa e obstrução de justiça. Havia poucas dúvidas de que a medida era uma entre várias tentativas de obter apoio de deputados para salvar o mandato presidencial.
Houve uma clara articulação dos setores mais atrasados do país, em aliança com interesses espúrios, para manter no poder um grupo sem representatividade política.
, diz o deputado estadual por São Paulo Carlos Bezerra (PSDB), autor de uma lei que bane do Estado, por dez anos, empresas condenadas por utilizarem trabalho escravo. No dia da votação, a bancada ruralista, sozinha, deu 55% dos votos responsáveis por salvar Temer.

https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=335073

Parte dos representantes da bancada ruralista e das indústrias de construção e têxteis estava na base do governo Dilma Rousseff (PT), mas passaram a ter uma atuação mais arrojada quando ela foi derrubada.
Temer entregou como num prato as demandas desses setores.
, afirma Plassat.

O papel do ajuste fiscal

Além da força política de atores econômicos importantes, os contingenciamentos de orçamento em meio à crise fiscal são um fator a prejudicar o combate ao trabalho escravo. Tanto no fim do governo Dilma quanto no começo da gestão de Temer, houve um retrocesso neste ponto.

De acordo com números do Ministério do Trabalho compilados pela Pastoral da Terra, a quantidade de operações contra o trabalho escravo, de estabelecimentos inspecionados e de trabalhadores resgatados caiu de forma intensa entre 2013 e 2016. Os resgates, por exemplo, foram de 2.808 para apenas 751 no período. Em 2017, o represamento de recursos foi denunciado por diversas entidades, e os números totais tiveram uma leve alta, mas que ainda os deixam abaixo dos patamares de 2013 e 2014.

A falta de recursos para o enfrentamento do trabalho escravo é particularmente prejudicial em um momento no qual os responsáveis pelo crime, que por natureza é "invisível”, têm "aperfeiçoado” suas técnicas, destaca Plassat.

Segundo ele, há notícias de contratos cada vez mais curtos feitos com os trabalhadores terceirizados, que raramente conhecem o empregador final e, assim, têm ainda mais dificuldade para denunciar os abusos.
Além disso, as redes de intermediários, os chamados gatos, que faziam convocações em pequenas cidades para as empreitas, têm sido substituídas por outras formas de aliciamento, como o recrutamento direto feito por amigos ou parentes.
, diz. É outra forma de dificultar as denúncias.

Ainda segundo o religioso, o Ministério do Trabalho tem um déficit de 30% no número de auditores ideal, outra dificuldade estrutural que perpassa os governos e tem conexão com a crise fiscal.

Um problema também estrutural, mas de fundo histórico, está na raiz da existência do trabalho escravo no Brasil, diz Plassat. É a discriminação contra a população afrodescendente legada por uma abolição que não deu acesso a direitos básicos aos escravizados.
Assim, o trabalho escravo ao qual muitos se submetem é uma modalidade necessária para a sobrevivência de uma categoria importante da população brasileira que tem poucas alternativas.
, afirma.

Bezerra concorda.
A escravidão tem um enraizamento profundo na nossa cultura, e isso se reflete no nosso jeito de fazer negócio, de produzir, de sermos sociedade, no racismo estrutural das nossas instituições.
, diz o deputado.
A escravidão no Brasil foi abolida, mas de fato ela não acabou, ela se modernizou, então precisa ser combatida por mecanismos cada vez mais atuais, seja na nossa forma de legislar, na fiscalização na prevenção e também na nossa forma de consumir.
https://www.terra.com.br/noticias/brasi ... klwhf.html


José Antônio Lima - Doutorando em Relações Internacionais (USP) e jornalista. Oriente Médio e política.

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Merenda indigesta:R$ 1,6 bilhão em fraudes em governos tucanos

Mensagem por Rsilva » 14 Mai 2018, 14:30

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O esquema criminoso conhecido com máfia da merenda volta à tona; foram 154 mandados de busca e apreensão em 50 cidades, a maioria paulistas; são 65 contratos sob suspeita, que envolvem um total de R$ 1,6 bilhão; ao menos 85 pessoas estão sendo investigadas, entre elas 13 prefeitos e quatro ex-prefeitos; funcionários do setor público foram afastados de suas funções e suspenderam-se contratos firmados com 29 empresas acusadas de participarem das irregularidades; preso pela PF, o prefeito tucano de Mongaguá teve apreendidos R$ 5 milhões em espécie; o deputado estadual tucano Fernando Capez também se tornou réu, acusado de lavagem de dinheiro.

O esquema criminoso conhecido com máfia da merenda escolar, cuja atuação no estado de São Paulo já havia sido detectada ao final da década de 1990, volta a ganhar destaque no cenário das operações da Polícia Federal. Foram 154 mandados de busca e apreensão em 50 cidades, a maioria paulistas. São 65 contratos sob suspeita, que envolvem um total de R$ 1,6 bilhão. Ao menos 85 pessoas estão sendo investigadas, entre elas 13 prefeitos e quatro ex-prefeitos. Funcionários do setor público foram afastados de suas funções e suspenderam-se contratos firmados com 29 empresas acusadas de participarem das irregularidades. Preso pela PF, o prefeito tucano de Mongaguá teve apreendidos R$ 5 milhões em espécie. O deputado estadual tucano Fernando Capez também se tornou réu, acusado de lavagem de dinheiro.

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De acordo com a polícia, os fraudadores abordavam as administrações municipais oferecendo recursos para campanhas em troca da terceirização da merenda escolar. Fechados os acordos, organizava-se um cartel que fixava valores e distribuía os locais em que cada um sairia vencedor nas licitações. Cinco grupos criminosos estariam envolvidos no esquema, que também desviava recursos destinados a uniformes, material didático e serviços de limpeza.
Leia mais aqui: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2 ... esta.shtml



Fernando Capez é denunciado no caso da 'máfia da merenda'

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O escândalo veio a tona há dois anos, com a deflagração da Operação Alba Branca, que detectou desvios em contratos da Secretaria de Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e em prefeituras. Fernando Capez que também é procurador licenciado do Ministério Público paulista, presidiu a Assembleia Legislativa até o ano passado.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2018 ... enda.shtml

http://politica.estadao.com.br/blogs/fa ... ba-branca/

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Reforma Trabalhista gera desemprego e impede acesso à Justiça, dizem debatedores

Mensagem por Rsilva » 15 Mai 2018, 09:51

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A Reforma Trabalhista impede o acesso do trabalhador à Justiça, além de gerar desemprego e trabalho análogo à escravidão. Essa avaliação foi consensual entre os participantes da audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta segunda-feira (14). A Lei 13.467/17 completou, na última sexta-feira (11), 6 meses em vigor.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que solicitou o debate, disse que a reforma representa o contrário do que foi divulgado para conseguir sua aprovação no Congresso.
Essa reforma é um vexame, pois funciona na contramão do que eles anunciaram. Aumenta o desemprego e a informalidade, além de reduzir a massa salarial.
, enfatizou Paim durante a audiência.

Justiça trabalhista

O procurador Regional do Trabalho e coordenador nacional da Coordenadoria de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho do Ministério Público do Trabalho, Paulo Vieira, informou que a Reforma Trabalhista gerou redução de cerca de 50% dos processos de trabalho, porém restringe o acesso do trabalhador à Justiça.
Reduzir o número de processos é o objetivo de qualquer país civilizado. Esse objetivo só é positivo quando ele é alcançado pela evolução social a partir do cumprimento espontâneo da lei. Porém, quando isso vem através da vedação de acesso à Justiça e do impedimento da busca à reparação dos danos sofridos, principalmente dos mais pobres, é um retrocesso social, é um ato de opressão e de impedimento da plena cidadania para o trabalhador.
, ressaltou.

Para Paulo Vieira, existe uma alta rotatividade no mercado de trabalho. O Brasil, segundo ele, tem por ano um número que oscila entre 20 e 25 milhões de desligamentos de trabalhadores e, de cada 100 desligamentos, 85 casos não geram processo trabalhista, pois as partes se entendem.

Segundo Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade de Campinas (Cesit/Unicamp), a reforma está dando legitimidade e espaço para ampliar as formas de contratação e as jornadas de trabalho de maneira a prejudicar o trabalhador.
Conforme balanço do Ministério do Trabalho, nos últimos 6 meses, foram registrados 223 instrumentos, entre acordos, convenções coletivas e termos aditivos, tratando da Reforma Trabalhista.
Informalidade

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro do ano passado, a população ocupada era de 92,1 milhões de brasileiros e os trabalhadores informais (sem carteira ou trabalho por conta própria) representavam 37,1% do total, ou 34,2 milhões, superando o contingente formal, que somava 33,3 milhões. De acordo com o instituto, foi a primeira vez na história que o número de trabalhadores sem carteira assinada superou o conjunto de empregados formais.

O procurador Paulo Vieira comentou esses dados e acrescentou que a Reforma Trabalhista previa geração de mais de seis milhões de empregos. Porém, observou ele, hoje, o Brasil conta com 1,3% de desemprego a mais do que o ultimo trimestre do ano de 2017, o que significa 1,5 milhão a mais de pessoas desempregadas.
As previsões do PIB já foram revistas para baixo. O ex-presidente do Banco Central divulgou um estudo recente de que o PIB baixo é reflexo do trabalho informal. As pessoas só compram quando têm uma previsibilidade de renda.

https://www12.senado.leg.br/noticias/ma ... ebatedores

https://www12.senado.leg.br/noticias/au ... a-direitos

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Infertilidade masculina é a nova via do suicídio ecológico da humanidade, alerta pesquisador

Mensagem por Rsilva » 16 Mai 2018, 01:05

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O professor e pesquisador livre-docente do Departamento de História do IFCH /Unicamp, Luiz Marques, alerta em artigo sobre o processo avançado de suicídio ecológico da humanidade. Depois da poluição e da destruição ambiental, a nova via do suicídio ecológico é a acentuada queda da fertilidade masculina nas últimas décadas.

A revista Nature ecology & evolution acaba de publicar um trabalho intitulado “Suicídio ecológico em micro-organismos” [1]. O artigo lembra que, ao lado de interações sociais positivas nas quais cada indivíduo beneficia-se das ações coletivas de seus pares, constata-se também o seu inverso:
Organismos podem, da mesma forma, mostrar interações negativas ao mudar o meio ambiente em maneiras que lhes são prejudiciais, por exemplo, por depleção dos recursos ou por produção de subprodutos tóxicos.
Os autores observam nesse trabalho que, quando uma população de uma espécie de bactéria de solo, a Paenebacillus, é alimentada de modo a permitir reprodução ilimitada, essas bactérias “modificam o pH ambiente em tal grau, que essa alteração leva a uma rápida extinção de toda a população, um fenômeno que chamamos suicídio ecológico”.

O artigo já recebeu um número muito grande de citações. Além disso, por suas óbvias relações com o comportamento de nossa espécie, teve forte impacto também fora do círculo estrito dos especialistas em microbiologia. Ele foi repercutido, por exemplo, por um artigo na revista Cosmos, no qual se lê: "como os humanos são hoje bem conscientes, transformar o meio ambiente pode ter efeitos colaterais negativos. A poluição gerada pelos humanos ameaça os ecossistemas e espécies por todo o globo e está inclusive alterando o clima do planeta". O artigo do The New York Times explicita já em seu título a semelhança desse comportamento bacteriano com o nosso: “Uma população que polui a si mesma até a extinção (e não se trata de nós)” [2]. E no Brasil o título do artigo de Fernando Reinach a respeito desse trabalho encerra todo um programa: “Compreender o suicídio ecológico das bactérias pode sugerir maneiras de evitar a nossa própria extinção” [3].

Espécie ou sociedade capitalista?

Esse paralelismo entre nós e algumas espécies de micro-organismos, sublinhado pelos três artigos acima citados, teria um fundamento biológico? Em outras palavras, pode-se identificar no comportamento dos homens, como espécie, uma propensão para o suicídio ecológico? Talvez sim, dada a sua agressividade ímpar no reino animal, exercida contra outras espécies e contra si própria. Não é, contudo, neste espaço que essa imensa questão, talvez sem resposta, poderia ser discutida. O que é possível, em todo o caso, afirmar é que a racionalidade a partir da qual o capitalismo estrutura a sociedade, impondo-lhe uma concepção redutora e mercadológica das relações entre o homem e seu habitat, é fortemente indutora de suicídio ecológico. Ao potenciar e glorificar o comportamento predador e o ganho sobre a “presa” (seja essa “presa” o trabalhador, o consumidor, o outro empresário, a sociedade como um todo, as outras espécies ou os ecossistemas em geral), o capitalismo age como um mecanismo de retroalimentação positiva das pulsões agressivas da espécie humana, que se traduzem, no limite, numa dinâmica sistêmica de suicídio ecológico.

As três vias do suicídio ecológico

A agressividade expansionista do sistema capitalista, seja ele de tipo “liberal” ou autoritário, é responsável pela corrida armamentista que levou, com o desenvolvimento dos pesticidas industriais, às armas químicas na Primeira Guerra Mundial e, com o desenvolvimento da física, às armas nucleares na segunda. É bom lembrar que o modelo insuperável de sociedade capitalista “liberal”, os EUA, foi o único país a ter usado duas vezes a arma nuclear, e contra a população civil, no Japão em 1945, embora ciente de que este estava militarmente derrotado e já vinha buscando a mediação de Stalin para oferecer aos aliados uma rendição “honrosa” [4]. A luta travada, desde então, pelas corporações e por seus Estados pelo controle das fontes de energia e dos mercados globais jamais permitiu considerar como remota a eventualidade de uma guerra nuclear. Mas por três outras vias a lógica da acumulação de capital e da concentração do consumo revela-se ecologicamente suicida. À medida que avançamos no século, essas três vias mostram-se sempre menos imprevisíveis que a ameaça nuclear.

A primeira via é o colapso das florestas e da biodiversidade em geral. A FAO State of the World Forests 2012 informa que, dos 60 milhões de km2 de florestas que cobriam há poucos milênios o planeta, 38% foram completamente removidas, 57% estão fragmentadas ou degradadas, restando apenas 15% de florestas ainda intocadas pelos homens. Como afirma Michael Williams no epílogo de sua clássica síntese de 2000 sobre o desmatamento: “Quase tanta floresta foi derrubada no passado quanto nos últimos cinquenta anos”, o que equivale a dizer que entre 1950 e 2000 os homens suprimiram mais florestas que em toda a sua história até 1950 [5]. Os dados dos satélites analisados pelo Global Forest Watch mostram que apenas entre 2000 e 2012 as florestas do mundo perderam outros 2,3 milhões de km2. Dado que, como alertam a FAO, a ciência básica e o mais elementar bom senso, os homens não podem viver sem florestas, continuar desmatando na escala e ritmo impostos pelo carnivorismo galopante, pelo agronegócio e pelo Big Food internacional demonstra um comportamento inequivocamente suicida.

O segundo comportamento ecologicamente suicida acusa-se na emissão de CO2 e de outros gases de efeito estufa, sobretudo pela queima de combustíveis fósseis, que está alterando a química da atmosfera e aquecendo o clima do planeta. Aqui basta uma imagem para entendermos o nível de risco existencial a que a dinâmica expansiva do capitalismo global está expondo a humanidade e outras espécies: a curva de Keeling, que mede desde 1958 as concentrações atmosféricas de CO2.

A aceleração descrita por essa curva sempre mais íngreme é flagrante e os números a confirmam. Em 1880, as concentrações atmosféricas de CO2 eram de 280 partes por milhão (ppm). Oitenta anos depois, em 1960, elas haviam subido apenas 30 ppm, ultrapassando então 310 ppm. Mas menos de 60 anos depois, essas concentrações deram um salto de 100 ppm, ultrapassando 410 ppm durante todo o mês de abril de 2018. E continuamos a subir essa escada do nosso patíbulo ecológico, agora a uma taxa de 2,5 ppm por ano. Para piorar ainda mais o que já é espantoso, continuamos em plena aceleração. Como afirma Ralph Keeling, diretor do programa de monitoramento das concentrações atmosféricas de CO2 no Scripps Institution of Oceanography: “Essa taxa está aumentando. Na década de 2010 as concentrações estão subindo mais rapidamente que durante a década de 2000” [6]. Mantida a taxa de aumento de 2,5 ppm/ano (desprezando, portanto, o fator aceleração), chegaremos em 450 ppm nos próximos 15 anos, isto é, no primeiro quinquênio dos anos 2030 e ultrapassaremos 500 ppm na década de 2050. A comunidade científica em peso adverte sobre as consequências graves, talvez gravíssimas, dessa trajetória. Como afirmava o IPCC já há mais de dez anos (2007, AR4): “Qualquer alvo de estabilização do CO2 acima de 450 ppm está associado a uma probabilidade significativa de disparar um evento climático de larga escala” [7]. Em outras palavras, estamos colocando ano após ano mais balas no tambor de nossa roleta russa. Essa é a mais simples definição de um comportamento de suicídio ecológico.

Declínio da fertilidade masculina

Além das crescentes emissões de gases de efeito estufa, outras formas de poluição química do ambiente e dos organismos pelas corporações constituem por certo a terceira via pela qual se patenteia o comportamento ecologicamente suicida das corporações, consentido por nossas sociedades abúlicas. Nos EUA, por força de uma lei de 1976 (Toxic Substances Control Act, TSCA), a Agência de Proteção Ambiental (EPA) havia inventariado entre 1978 e 1982 aproximadamente 62 mil substâncias químicas industriais. Esse controle legal (TSCA) cobria os produtos gerados pela indústria química dos EUA (mas NÃO cobria aditivos colocados nos alimentos, medicamentos, cosméticos, munições, pesticidas e tabaco). Entre 1982 e 2012, a EPA recebeu o registro legal preliminar (“Premanufature Notification”) de outras 22 mil novas substâncias químicas (“new chemicals”). “Por isso, o Inventário da EPA contém agora cerca de 84 mil substâncias químicas com autorização para serem comercializadas” [8]. A indústria química é um dos setores industriais do capitalismo global mais danosos para os seres vivos. Seu poder de se manter acima de qualquer controle sanitário espelha-se nas cifras de uma estimativa do PNUMA: o volume global de vendas de substâncias químicas aumentou desde 1975 de US$ 171 bilhões para US$ 4,1 trilhões em 2013.

Pesquisa da Unicamp constata que homens da região de Campinas estão ficando inférteis
https://www.unicamp.br/unicamp/ju/notic ... e-do-semen

As megacorporações banham hoje as pessoas, as sociedades e, em geral, a biota planetária numa sopa química industrial de muitas dezenas de milhares de substâncias cujos efeitos diretos são desconhecidos, sem falar na combinatória das interações entre elas. Isso posto, a poluição química é a hipótese de etiologia sempre mais recorrente e mais plausível, e mesmo mais provável, de várias patologias, disfunções e distúrbios neurocomportamentais que vêm acometendo nossas sociedades. Uma dessas disfunções, que começa agora a ser mais estudada, é o declínio da fertilidade masculina.

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Figura – (a) Concentração média de espermatozoides por mililitro (milhão/ml) e (b) contagem total de espermatozoides no sêmen em milhões, entre 1973 e 2011.| Fonte: Hagai Levine et al., « Temporal trends in sperm count: a systematic review and meta-regression analysis”. Human Reproduction Update, 2017, pp. 1-14, figura 3.

Desde os anos 1990 surgiram os primeiros alertas consistentes, mostrando que a quantidade e a qualidade dos espermatozoides haviam começado a declinar. Embora não se tenha ainda certeza sobre as causas desses declínios, que devem ser múltiplas, os trabalhos apontam convergentemente para os perturbadores endócrinos, substâncias que interferem no funcionamento normal dos hormônios humanos. Joëlle Le Moal, epidemiologista do Institut national de Veille sanitaire (InVs), na França, afirma, por exemplo, a respeito do declínio da fertilidade masculina, que “a hipótese de perturbações endócrinas é forte, dados os produtos químicos globalmente difusos no meio ambiente aos quais a população é exposta por todas as vias possíveis, seja pela alimentação, seja pelo ar” [9].

Mais recentemente, uma meta-análise com dados de 42.935 homens, assinada por oito cientistas coordenados por Hagai Levine, confirmou a consistência de trabalhos anteriores, estabeleceu novos e mais confiáveis resultados e fortaleceu ainda mais a hipótese ambiental [10]:

“[o declínio na] contagem de espermatozoides foi plausivelmente associado a múltiplas influências ambientais e de estilo de vida, tanto na fase pré-natal quanto na vida adulta. Em particular, perturbações endócrinas causadas por exposições a substâncias químicas ou o tabagismo maternal durante janelas críticas de desenvolvimento reprodutivo masculino podem desempenhar um papel na vida pré-natal, enquanto mudanças de estilo de vida e exposição a pesticidas podem ter importância na vida adulta”.

(…)

O problema do declínio da fertilidade hoje

O problema, entretanto, não reside no futuro, mas já no presente. Segundo Hagai Levine e colegas, na revisão acima citada (p. 9), “uma alta proporção de homens dos países industrializados com concentrações abaixo de 40 milhões/ml é particularmente preocupante dada a evidência de que a contagem de espermatozoides abaixo desse limiar é associada com uma menor probabilidade mensal de concepção”. Além disso, esse declínio implica problemas de saúde não atinentes à esfera da reprodução. “O declínio na contagem dos espermatozoides”, concluem os autores, “pode ser considerado como ‘o canário na mina de carvão’ para a saúde masculina no transcorrer de toda a vida”. Por exemplo, níveis reduzidos de espermatozoides no sêmen são preditores de diversas condições patológicas e são correlacionados com uma maior incidência de câncer nos testículos e com malformações genitais, como criptorquidias e hipospádias [14], além de atrasos da puberdade e em níveis totais mais baixos de testosterona, problemas cujas ocorrências também vêm aumentando percentualmente nos últimos decênios.

As megacorporações direta ou indiretamente ligadas à produção e ao consumo de combustíveis fósseis, o agronegócio global e a imersão da biosfera na grande sopa química em que os organismos vão se degradando fornecem os traços distintivos de nossa civilização tóxico-industrial. São esses traços – mas também e sobretudo nossa identificação com a concepção capitalista das relações homem-natureza e nosso descaso pelas gerações futuras – as vias fundamentais pelas quais o comportamento da humanidade se aproxima sempre mais do suicídio ecológico.

O que nos difere, entretanto, do comportamento bacteriano é o fato de que os micro-organismos não estão conscientes da armadilha da expansão/poluição em que terminarão por cair. Nós, ao contrário, estamos cada vez mais conscientes da insustentabilidade crescente de nossas escolhas de sociedade. A ciência, a reflexão filosófica e política e a indignação moral em face da crescente desigualdade social nos fazem cada vez mais conscientes de que avançamos numa trajetória suicida de colapso socioambiental. Essa consciência é, de um lado, um agravante, porque continuamos a nos comportar como micro-organismos, mas é também um motivo de esperança, porque a percepção do perigo crescente nos obriga a uma mudança radical ao mesmo tempo em nossas relações sociais e em nossas relações com a natureza, uma mudança de paradigma civilizacional e sem paralelo histórico, a única capaz de nos afastar a tempo do suicídio ecológico.


Veja Texto Integral: http://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigo ... e-suicidio


[1] Cf. C. Ratzke, J. Denk, J. Gore, "Ecological suicide in microbes". Nature ecology & evolution, 16/IV/2018.

https://www.nature.com/articles/s41559-018-0535-1

[2] Cf. Stephen Fleischfresser, “Self-destructive microbe species can commit ‘ecological suicide’. Cosmos, 17/IV/2018.

https://cosmosmagazine.com/biology/self ... al-suicide

[3] Cf. Natalie Angier, "A population that pollutes itself into extinction (and it's not us)". The New York Times, 30/IV/2018; Fernando Reinach, O Estado de São Paulo, 5/V/2018.

https://www.nytimes.com/2018/04/30/scie ... icide.html

http://ciencia.estadao.com.br/noticias/ ... 0002295270

[4] Cf. Peter Kuznick & Oliver Stone, The Untold History of the United States, Simon & Schuster, 2012; Peter Kuznick, “The Atomic Bomb didn’t end the war”, U.S. News, 27/V/2016.

https://www.usnews.com/opinion/articles ... s-on-japan

[5] Cf. Michael Williams, Deforesting the Earth, 2000, Epilogue: “Almost as much forest was cleared in the past as has been cleared in the last 50 years”.

http://press.uchicago.edu/ucp/books/boo ... 70940.html

[6] Citado por Chris Mooney, “Earth’s atmosphere just crossed another troubling climate change threshold”. The Washington Post, 3/V/2018: “The rate has been increasing, with the decade of the 2010s rising faster than the 2000s. (…)“We’re just moving further and further into dangerous territory.”

https://www.washingtonpost.com/news/ene ... 9c5cf7a541

[7] IPCC Fourth Assessment Report (2007), Working Group II: Impacts, Adaptation and Vulnerability: “Any CO2 stabilisation target above 450 ppm is associated with a significant probability of triggering a large-scale climatic event”.

https://www.ipcc.ch/pdf/assessment-repo ... report.pdf

[8] Cf. “Identifying and Reducing Environmental Health Risks of Chemicals in Our Society: Workshop Summary”. (Roundtable on Environmental Health Services, Research and Medicine: Board on Population Health and Public Health Practice. Institute of Medicine. Washington (DC) National Academic Press, 2/X/2014.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK268889/

[9] Cf. Paul Benkimoun, “Chute spectaculaire de la qualité du sperme”. Le Monde, 6/XII/2012; “Alerte sur le sperme”. Le Monde, 6/XII/2012

http://www.lemonde.fr/planete/article/2 ... _3244.html

[10] Cf. Hagai Levine et al., "Temporal trends in sperm count: a systematic review and meta-regression analysis”. Human Reproduction Update, 2017, pp. 1-14.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28981654

[14] A criptorquidia ou criptorquia ocorre quando um ou ambos os testículos não descem para a bolsa escrotal na fase final da gestação. A hipospádia é um defeito congênito caracterizado pela disposição do meato uretral na face inferior do pênis e não na extremidade da glande.



Luiz Marques é professor livre-docente do Departamento de História do IFCH /Unicamp. Pela editora da Unicamp, publicou Giorgio Vasari, Vida de Michelangelo (1568), 2011 e Capitalismo e Colapso ambiental, 2015, 2a edição, 2016. Coordena a coleção Palavra da Arte, dedicada às fontes da historiografia artística, e participa com outros colegas do coletivo Crisálida, Crises SocioAmbientais Labor Interdisciplinar Debate & Atualização (http://crisalida.eco.br/).

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O Brasil em depressão

Mensagem por Rsilva » 16 Mai 2018, 16:58

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A situação econômica é bem pior do que querem fazer parecer o governo e seus ideólogos.

Em 2008-2009, as maiores economias do Ocidente enfrentaram recessões acentuadas. Elas decorreram da crise americana que ficou conhecida como a crise do subprime. Inicialmente, houve fortes reações de governos para impedir quedas mais profundas das suas economias. Posteriormente, não foram aplicadas políticas eficazes de recuperação.

Os Estados Unidos, a Zona do Euro e o Japão ficaram mergulhados na escuridão de algo muito semelhante ao ocorrido nos anos 1930, durante a Grande Depressão. Na Europa, a crise foi realimentada, no início desta década, pela desconfiança de calote devido às elevadas dívidas de governos.

A depressão dos anos 1930, além de ter sido um fenômeno internacional, teve como principais marcas: (i) queda abruta do produto, (ii) elevação drástica do desemprego e (iii) prolongada insuficiência de demanda. Tudo isso ocorreu nas economias atingidas pela crise de 2008.

Segundo dados do Banco Mundial, até 2016 somente o Japão tinha recuperado, ainda que com pouquíssima folga, a taxa de desemprego, que voltou ao patamar de 2007. Por quase dez anos, nem os EUA nem a Zona do Euro conseguiram alcançar o desemprego daquele período. Em 2017, essas economias progrediram para situações bem menos desfavoráveis.

Para impedir um mergulho econômico em queda livre no ano de 2009, o governo brasileiro adotou inúmeras medidas. Do ponto de vista das políticas monetária e fiscal, reduziu a taxa de juros básica da economia e aumentou os investimentos (das três esferas de governo) e das estatais federais. A recessão brasileira foi de apenas 0,1% em 2009.

Em 2010, o ano da recuperação, o crescimento econômico foi de 7,6% e a taxa de crescimento dos investimentos foi de 22%. Contudo, posteriormente, diversos vetores empurram a economia brasileira para uma situação bastante parecida com aquela dos países que estão mergulhados na depressão iniciada em 2008.

O Brasil também teve queda acentuada do produto, de 8,6% (entre o primeiro trimestre de 2014 e o primeiro de 2017), uma elevação aguda da taxa de desemprego, de 7,2% para 13,1% (no mesmo período) e sofre de uma prolongada insuficiência de demanda expressa, por exemplo, em taxas negativas de crescimento do investimento desde 2014 aos dias de hoje.

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Os vetores da depressão brasileira foram: (i) a troca do mix de políticas econômicas a partir de 2011. O governo adotou políticas em busca de uma consolidação fiscal e promoveu políticas pelo lado da redução de custos empresariais.

Entre elas, a redução da taxa média de crescimento dos investimentos públicos (governo central e estatais) de 2011 a 2014 e as extraordinárias desonerações tributárias para as empresas (talvez na expectativa de que elas aumentassem seus investimentos); (ii) a queda dos preços das commodities de 2014 a 2016.

O preço da soja caiu mais de 37% entre março de 2014 e março de 2016 e o do petróleo, mais de 60% no mesmo período; (iii) as políticas de austeridades adotadas em 2015. Entre as políticas aplicadas estava o corte dos investimentos do governo central, que caíram, em relação ao ano anterior, 37,9%, e das suas estatais, reduzidos em 25,2%; (iv) os efeitos econômicos da Operação Lava Jato.

A Consultoria GO e a Tendências Consultoria estimaram que 2,5 pontos porcentuais da recessão de 2015 (que foi de 3,8%) resultaram dos efeitos da paralisia causada pelas investigações; e (v) a crise política iniciada no fim de 2014.

http://g1.globo.com/economia/noticia/20 ... studo.html

A oposição não reconheceu a vitória de Dilma Rousseff. Fez oposição no Congresso com as chamadas pautas-bomba. A crise política aprofundou-se com a abertura do processo de impeachment.

E como bem disse J. M. Keynes:
A prosperidade econômica dependente excessivamente de uma atmosfera política e social que seja satisfatória (...). Na estimativa de investimentos futuros, temos de considerar, portanto, os nervos e a histeria e até mesmo as digestões e reações ... (dos empresários).
O Brasil está mergulhado na anormalidade da depressão e não apresenta sinais de recuperação, apesar do crescimento de 2017 e das previsões de crescimento para 2018. O gráfico mostra as taxas de crescimento nas duas maiores recessões que ocorreram nas últimas décadas (1981-1983 e 1990-1992) e nas suas respectivas recuperações, assim como na depressão atual.

Cabe destacar que, nas recessões, os anos de recuperação apresentaram taxas admiráveis de crescimento, possivelmente porque estavam associadas a taxas vigorosas de elevação dos investimentos. Nos três anos posteriores à primeira recessão, a taxa média de crescimento dos investimentos foi de 10,5% ao ano e na segunda, de 9,3%.

A taxa de crescimento de 2017 não conformou uma trajetória de recuperação. A expansão do ano passado não configurou uma recuperação não somente porque foi uma taxa pífia. Foi pífia por ser resultado da depressão e não de uma reação à depressão.

A taxa de crescimento dos investimentos foi negativa, de 1,8%, e os impulsos positivos que ocorreram em 2017 foram episódicos, espasmódicos. O ano passado foi um suspiro que pode ocorrer dentro de uma depressão.

Para confirmar, no primeiro trimestre de 2018, a taxa de desemprego voltou a crescer rapidamente, de 11,8% para 13,1%, o equivalente a 1,4 milhão de novos desempregados. Ademais, a indústria tropeça, o comércio está em baixa e os serviços declinam.

Suspiros e tênues recessões são eventos comuns dentro de uma depressão. É uma de suas marcas a ocorrência de taxas, positivas ou negativas, baixas e voláteis. Portanto, o que ocorreu em 2017 não foi simplesmente uma recuperação lenta, apenas um suspiro – não uma recuperação.

Dentro de uma depressão, nem todo crescimento configura uma recuperação. Para haver recuperação é preciso um crescimento econômico forte, associado a taxas elevadas de aumento do investimento. Em referência à saída da Grande Depressão, Keynes disse:
O problema da recuperação é, principalmente, um problema de crescimento do volume de investimentos.
https://www.cartamaior.com.br/?/Editori ... ao/7/40248

aroi
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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por aroi » 16 Mai 2018, 17:01

Wellington pode retornar ao time titular contra o Urubu
Quarta-feira, 16/05/2018 - 15:42
João Mércio Gomes @joaomercio
Há boas chances de Wellington retornar ao time titular contra o Flamengo. Treinou entre os titulares. Zé ainda tem dois treinos para definir a escalação. Thiago Galhardo recupera a forma física e também briga por vaga no meio #lanceVAS

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A longa espera por um lar após a tragédia de Mariana

Mensagem por Rsilva » 17 Mai 2018, 12:06

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Mais de dois anos e meio depois do maior desastre ambiental do Brasil, ex-moradores do vilarejo que ficou coberto de lama aguardam reassentamento.

Já passava das 11 da manhã e José do Nascimento de Jesus, de 72 anos, o "seu Zezinho", observava com a esposa a inauguração do canteiro de obras do terreno de Lavoura, a cerca de oito quilômetros do município de Mariana (MG).

Na sexta-feira 11, os dois estavam empolgados com o aparente fim da espera de mais de dois anos e meio desde que, em novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, cobriu de lama o subdistrito de Bento Rodrigues, também a poucos quilômetros dali e onde ambos moravam.

Além de destruir Bento Rodrigues, aquele que foi o maior desastre ambiental da história do país deixou 19 mortos, um desaparecido e um rastro de 663 quilômetros de rejeitos de minério do Rio Doce até o litoral do Espírito Santo, impactando cerca de 40 cidades. Só no município de Mariana, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contabiliza cerca de três mil pessoas afetadas, incluindo as que tiveram perdas materiais, de moradia e de renda.

O terreno de Lavoura foi o local escolhido pelos antigos moradores para o reassentamento das mais de 200 famílias sobreviventes de Bento Rodrigues. As obras estão sendo tocadas pela Renova, fundação criada a partir de um termo que obriga as mineradoras envolvidas (Samarco, BHP Billiton e Vale) a reparar os danos.

http://www.samarco.com/fundacao/

O plano é manter, nos 97 hectares de área urbana da "nova" Bento, a disposição das ruas e da vizinhança assim como costumava ser antes da devastação do vilarejo – fundado no século 18, durante o ciclo do ouro de Minas Gerais.

O início das obras surge como um alento para seu Zezinho.
Só de o canteiro de obras estar aí, o coração se sente aliviado.
, diz.

No entanto, sem licenciamento ambiental, a inauguração do canteiro pouco representa de efetivo.
Obtivemos a autorização, uma dispensa de intervenção, sem licenciamento ambiental, para instalar o início do canteiro de obras, que vão ser as instalações, para quando a licença for obtida, as empresas iniciarem as obras.
, disse Patrícia Lois, gerente de reassentamento da Renova, que estipula um prazo de 45 dias para que se consigam os documentos.

"Puro circo"

Responsável pelas ações cíveis para reparação dos danos causados pela Samarco em Mariana, o promotor de Justiça Guilherme de Sá Meneghin, do MPMG, é enfático. Para ele, a inauguração do canteiro de obras não tem validade, e, se os responsáveis pela reconstrução de Bento Rodrigues não cometerem falhas, o licenciamento sairá em no mínimo 90 dias.
Esse canteiro de obras, na minha visão, foi um puro circo, uma atividade meramente de marketing, porque ele não significa nada.
, diz o promotor.

Em 2017, um projeto anterior para o mesmo terreno foi barrado por falhas da Renova, que Meneghin atribui à "incompetência" dos executores – a escolha por construir em uma parte inclinada do terreno.
Se eles tivessem feito um projeto correto em janeiro de 2017, talvez vocês estivessem aqui agora para a inauguração da nova Bento.
A Fundação Renova não quis comentar as alegações do MPMG. Já a Samarco afirma que, em 2016, o terreno de Lavoura foi eleita pelos moradores com 96% dos votos.
O processo até a eleição do terreno foi rigoroso, uma vez que era necessário ouvir as demandas de todos os cerca de 700 moradores do distrito. Foram realizadas 37 reuniões, duas assembleias gerais e dois programas de visitas aos terrenos pré-qualificados naquela ocasião: Lavoura, Carabina e Bicas.
, afirma a empresa.

Os equívocos apontados pelo MPMG, no entanto, vão além do reassentamento. Entre 2016 e 2017, a instituição identificou 200 famílias atingidas só na região de Mariana que tiveram os auxílios financeiros de renda e moradia negados indevidamente. Em 2018, mais cem casos foram descobertos.
Essas pessoas são submetidas muitas vezes a informações deliberadamente falsas por parte da empresa.
, aponta Meneghin.

Há também falhas no serviço de acompanhamento psicológico e psiquiátrico dos atingidos, contratado pela Renova e que chegou a ser interrompido. O MPMG exige a contratação de uma equipe pública para tratar dos impactos psicológicos. Segundo um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 28,9% dos atingidos sofrem de depressão, e 16,4% têm tendências suicidas.

Para Meneghin, a dependência econômica da mineração é um entrave – dois anos depois da tragédia, não foi criada nenhuma lei com regras para as barragens.
Falta muita vontade política.
, critica o promotor.

Loucos por Bento

Assim como seu Zezinho, o mecânico Mauro da Silva, de 49 anos, e a auxiliar odontológica Mônica dos Santos, de 33 anos, perderam tudo o que tinham em Bento. Mas eles acreditam que seria possível reconstruir o vilarejo no local onde ele existia.

Os dois fazem parte do grupo Loucos por Bento. Em fins de semana e feriados, eles ignoram os horários estabelecidos pela Samarco para visitas, fazem festas, churrascos e passam as noites na cidade destruída.
As empresas têm interesse em Bento, porque lá embaixo tem minério e ouro da melhor qualidade.
, diz Silva. Da casa que abrigou quatro gerações da família, ele só salvou a porta e uma televisão, que não funciona mais.

Santos, que salvou apenas a chave de casa, acredita ser possível acabar com os riscos alegados pelos responsáveis – possibilidade de vazamento de novos rejeitos da barragem de Germano –, para que a antiga Bento seja reocupada.
As empresas é que tinham que acabar com o risco. Pegar aquela lama, aquelas barragens e levar para a casa deles. E a comunidade deveria voltar a ser onde era. Se fosse lá, te garanto que a gente já estaria reassentada.
, diz.


http://www.dw.com/pt-br/a-longa-espera- ... a-43771783

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Delatores denunciam corrupção na Operação Lava Jato de Curitiba

Mensagem por Rsilva » 20 Mai 2018, 14:57

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A descoberta foi da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, não a de Curitiba. O repórter, Ricardo Galhardo, que não faz parte dos grupos de policiais-repórteres que cobrem a Lava Jato.

http://politica.estadao.com.br/noticias ... 0002314979

Segundo matéria do Estadão, Advogado de delatores é acusado de cobrar propina. O advogado em questão é Antônio Figueiredo Bastos, o campeão das delações premiadas, que acabou se tornando celebridade após sair na capa da revista Veja fumando charutos caros.

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https://veja.abril.com.br/politica/os-n ... lava-jato/

Os doleiros Vinícius Claret, o “Juca Bala”, e Cláudio de Souza, acusados de integrar o esquema comandado pelo “doleiro dos doleiros” Dario Messer, disseram ao MPF do Rio de Janeiro que Bastos cobrava US$ 50 mil mensais a título de taxa de proteção, para garanti-los perante “o Ministério Público Federal e a Polícia Federal” de Curitiba.

Diz a matéria:
Enrico passou a dizer que o escritório deveria pagar US$ 50 mil por mês para fornecer uma proteção a Dario e às pessoas ligadas ao câmbio. Que essa proteção seria dada pelo advogado Figueiredo Bastos e outro advogado que trabalhava com ele.
, diz trecho da delação feita por Souza aos procuradores Eduardo Ribeiro Gomes El Hage e Rodrigo Timoteo da Costa e Silva, da Procuradoria da República no Rio.

Outros doleiros também pagavam a referida taxa.

Segundo as delações, Enrico não dava detalhes da “proteção” e integrantes do esquema chegaram a se desligar da operação por desconfiar da cobrança.
Os pagamentos foram feitos de 2005/2006 até 2013. O colaborador não recebia qualquer tipo de informação verossímil de Enrico. A exigência de tais pagamentos fez com que Najun Turner (doleiro) se desentendesse com Dario e Enrico, pois o mesmo se recusava a pagar.
, diz outro trecho da delação de Claret.

A nova delação poderá explicar muitos desdobramentos da Operação Banestado, inclusive o fato de doleiros apanhados continuarem a delinquir sem serem incomodados até a Lava Jato.

https://jornalggn.com.br/noticia/o-que- ... -lava-jato

http://cartacampinas.com.br/2018/05/del ... -curitiba/



A INDÚSTRIA DA DELAÇÃO PREMIADA

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Dentro da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, os principais documentos que consubstanciam as denúncias do advogado Tacla Duran contra a indústria da delação premiada.



https://jornalggn.com.br/mutirao/a-indu ... premiada-0

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O escândalo das relações entre doleiros e endinheirados

Mensagem por Rsilva » 21 Mai 2018, 12:32

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Rede de doleiros presos no início do mês compõe um sistema financeiro paralelo, de dinheiro sujo, para que figurões e seus aspirantes façam negócios.

O fim da escravidão no Brasil faz aniversário dia 13. Em 130 anos, o País tornou-se a oitava maior economia do mundo e a décima mais desigual. Quem ganhou 10 mil reais por mês no ano passado faz parte dos 10% mais ricos. Renda acima de 27 mil bota a pessoa no clube do 1%.

Os endinheirados são a “elite” dirigente nacional, a casa-grande responsável pela abolição da escravatura por aqui ter sido a última nas Américas, embora muitos deles se sintam “classe média”. Ao serem eleitos, os atuais prefeitos, governadores, senadores, deputados estaduais e federais tinham patrimônio médio de 1,2 milhão de reais.

Joaquim Barbosa, o ex-juiz negro, pensou em disputar o poder em outubro, mas acaba de desistir e, sem usar a palavra, culpou a “elite”.
Não acredito que esta eleição vá mudar o País. O Brasil tem problemas estruturais gravíssimos, sociológicos, históricos, culturais e econômicos.

É um país que tem um histórico de dificuldades imensas para assimilar relações econômicas saudáveis.
, disse ao Valor.

http://www.valor.com.br/politica/551257 ... r-o-brasil

A prisão de dezenas de doleiros no início do mês é uma história cheia de pistas de que as relações econômicas realmente não são nada saudáveis, graças a figurões, empresários, artistas, esportistas, a “elite” em suma, todos juntos, de forma cínica ou ingênua, com aqueles que seriam os corruptos por excelência, os políticos.

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https://www.nexojornal.com.br/expresso/ ... -Lava-Jato

https://www1.folha.uol.com.br/poder/201 ... iros.shtml

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https://oglobo.globo.com/brasil/lava-ja ... i-22648187

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http://www.jb.com.br/economia/noticias/ ... s-fiscais/

O mais escandaloso naquilo que começa a vir à tona é a normalidade, uma aparente rotina entre endinheirados. Daí a dúvida: será que as investigações irão até o fim ou vão terminar como no caso Banestado? Juízes, procuradores e policiais federais pertencem ao clube do 1%, com seus salários de marajás, seus círculos de amizades, seus hábitos culturais.

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https://www.cartacapital.com.br/revista ... -9478.html

Ou será que os justiceiros centrarão fogo somente nos vilões nacionais, os políticos? Ao levar o caso ao juiz Marcelo Bretas, da 7a Vara Federal do Rio, que autorizou enjaular os doleiros, a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio tratou tudo como se fosse um esquema montado por Sérgio Cabral, do MDB, ex-governador do estado. É bem mais do que isso, embora Cabral seja a origem do arrastão.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/ ... tano.ghtml

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/ ... z-delator/

Cabral é um ex-jornalista da alta roda carioca, filho de pai homônimo que no passado foi um famoso crítico musical. Está preso desde novembro de 2016. As condenações que recebeu por falcatruas superam 100 anos de cadeia.

Recebeu tamanhas punições, pois suas tramoias eram dignas de tanto. Suas safadezas movimentaram tanta grana, que os doleiros que o ajudavam, os irmãos Renato e Marcelo Chebar, tiveram de pedir ajuda a outros especialistas no ramo da picaretagem cambial, Vinicius Claret, o Juca Bala, e Claudio Barboza, o Tony. Delatados pelos Chebar, Juca Bala e Tony foram presos, em março de 2017, no Uruguai e converteram-se em alcaguetes.

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https://oglobo.globo.com/brasil/apos-13 ... o-20832857

Suas confissões mostram que Juca e Tony casavam interesses escusos. O noivo era alguém que, por exemplo, ganhou reais ao não pagar imposto e precisava escondê-los em dólar no exterior. A noiva era um detentor das verdinhas que queria reais para subornar político, entre outras.

Um retrato do que diz o juiz Fausto de Sanctis, especialista em combate à evasão de divisas e lavagem de dinheiro:
Há uma simbiose entre corrupção, sonegação fiscal, lavagem, offshores e paraísos fiscais e, quanto maior a fiscalização, melhor será a utilização de mecanismos que não deixam rastros, como a utilização de dinheiro em espécie.
Juca e Tony não deram só o nome dos doleiros comparsas. Entregaram os dois sistemas que a dupla tinha criado, o ST e o Bankdrop, para controlar os negócios eletronicamente do Uruguai, onde moravam desde o caso Banestado.

https://noticias.uol.com.br/politica/ul ... a-jato.htm

O que emerge dos relatos e das provas é um sistema financeiro paralelo, de giro diário de 1 milhão de reais entre 2010 e 2016. Um total de 1,6 bilhão de dólares (5,6 bilhões de reais) a passear por 52 países.

Entre os dedurados estão os gêmeos Roberto e Marcelo Rzezinski, com quem os alcaguetes negociavam desde a década de 1990. Os irmãos eram, sobretudo, vendedores de dólares. Apontavam contas no exterior para depósito e recebiam reais no Brasil. Com eles, as transações eram sempre polpudas, de 100 mil a 800 mil verdinhas.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/201 ... -mdb.shtml

Nos sistemas ST e Bankdrop, tinham o codinome “Pedra”. Os sistemas revelam, por exemplo, que os Rzezinski receberam 250 mil dólares no Bank of America de Nova York em 6 de novembro de 2009. O pagamento a eles em reais costumava ser em espécie, em dois locais. O Shopping Le Monde, na Barra da Tijuca, e o Hotel Sheraton do mesmo bairro.

A quebra do sigilo telemático (telefônico e internético) dos irmãos achou uma prova de que Roberto possui uma unidade no hotel, a 0109 do Bloco 1. Com a grana viva que obtinham, os Rzezinski faziam chegar a um político do PMDB possivelmente propina.

O Coaf, unidade de inteligência financeira do governo federal, pegou movimentações bancárias estranhas dos Rzezinski. Não está claro se o órgão viu isso no momento em que elas aconteceram e tomou alguma providência ou se produziu um relatório somente agora, a pedido da Justiça.

http://www.valor.com.br/financas/551784 ... transacoes

De qualquer modo, o relatório com os investigadores informa que, entre 4 e 15 de setembro de 2009, uma conta no Banco Safra de uma empresa da qual Roberto é sócio apresentou “operações financeiras consideradas suspeitas”, vários depósitos cash, acima de 50 mil cada, a somar meio milhão de reais.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014 ... eiro.shtml

http://politica.estadao.com.br/blogs/fa ... m-youssef/

A conta pertence à Empresa Brasileira de Distribuição de Ingressos. Um dos sócios de Roberto na firma é, ao menos era na época, Luciano Huck, o apresentador global e tucano que Fernando Henrique Cardoso queria ver candidato a presidente no lugar de Geraldo Alckmin.

http://www.valor.com.br/politica/550443 ... r-para-mdb

No fim de 2017, Huck mergulhou em um projeto de fabricação de candidatos para as eleições de 2018, o Renova Brasil, chateado com a política e a corrupção. Em entrevista no Domingão do Faustão, em janeiro, esculhambou as duas.

https://noticias.uol.com.br/politica/ul ... iticas.htm

Deve estar arrependido de ostentar a amizade com o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas, para quem fez campanha na última eleição presidencial. Aécio é um mineiro que adora o Rio e não saía de lá quando Cabral era o mandachuva.

Agora está encrencado com a Justiça, devido ao caso JBS/Friboi. Um empresário visto hoje em dia como uma espécie de prestador de serviços clandestinos a Aécio, Alexandre Accioly é, ao menos era em 2009, outro sócio de Roberto Rzezinski e Huck na empresa de ingressos.

https://goias24horas.com.br/2177-irmaos ... -new-york/

https://vejahj.com/coaf-operacao-suspei ... e-accioly/

Accioly é investigado em uma das frentes abertas contra Cabral e já teve de depor à Polícia Federal. Sua relação com Roberto é citada pelos investigadores no pedido de prisões enviado a Bretas. Accioly é dono de uma rede de academias no Rio, a Bodytech.

Entre os sócios da rede está o Banco BTG, de André Esteves, preso no fim de 2015, acusado de tentar obstruir as investigações da Lava Jato, e liberado pelo ministro Teori Zavascki, inclusive de prisão domiciliar.

https://epoca.globo.com/tempo/noticia/2 ... rolao.html

Outro sócio da Bodytech é o técnico de vôlei Bernardinho. Em 2013, o técnico entrou no PSDB, a pedido de Aécio, que sonhava em tê-lo como cabo eleitoral no Rio em 2014. Em fevereiro de 2017, trocou de partido, agora é do Novo, do banqueiro presidenciável João Amoedo.

Na época, Bernardinho disse à Folha:
O grande problema do Brasil é a falta de liderança. Porque o líder é aquele que não permite transgressões. Nós, hoje, ansiamos por líderes e lamentamos a ausência deles, porque somos o país das transgressões.
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/20 ... soes.shtml

Com seus salários milionários, inclusive no exterior, artistas e esportistas são fontes de dólares para o sistema financeiro paralelo. Um dos doleiros recém-enjaulados, Sergio Mizrahy, fez negócios com o jogador Emerson Sheik, de carreira internacional e hoje no Corinthians.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/201 ... heik.shtml

Segundo Juca Bala e Tony, quando voltou a jogar no Brasil, Sheik vendeu 500 mil dólares a Mizrahy, através de uma conta na Ásia, para receber reais aqui e usá-los na compra de um apartamento. Essa operação, de algum modo, passou pelos delatores, daí que está registrada no ST e Bakdrop. Nos sistemas, Mizrahy é chamado de “Mizha”. Em colunas sociais cariocas, de “consultor financeiro”. Pelos investigadores, de “agiota”.

Fornecer reais em espécie em troca de dólares seria a principal atividade dele no sistema financeiro paralelo. Os delatores dizem tê-lo conhecido nos anos 1990. Tony recorreu a ele para obter reais depois de uma factoring, a Zibert Fomento Mercantil, fechar as portas.

Esse tipo de firma é uma das fontes de grana viva para o câmbio negro. Áreas de comércio popular, como a Rua 25 de Março em São Paulo, também, motivo de a PF estar à caça de um doleiro que teve a prisão decretada, Wu-Yu Sheng, chinês que teria fugido para Miami após a Lava Jato, em 2014.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/notic ... acao.ghtml

Padaria seria outra fonte de cash, daí que uma das contas usadas por Mizha para movimentar grana era em nome de uma, a Padaria e Mercearia Maracanã. Um relatório do Coaf aponta um saque de 100 mil reais, em espécie, em 17 de agosto de 2012, de uma conta de Mizha no Bradesco.

O agiota teria o costume de entregar reais dentro de seu apartamento na Avenida Vieira Souto, 272, em Ipanema. Versão confirmada por um colaborador de Juca Bala e Tony, cuja função era recolher grana e também virou delator, José Carlos Alves Rigaud.

Em 2016, o imóvel teve um festão de aniversário para Mizrahy, a contar com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-Globo. O agiota, segundo o Ministério Público, “tem vínculo estreito com a Escola de Samba Grande Rio, aparentemente utilizando, inclusive, contas bancárias da própria agremiação para realizar lavagem de dinheiro”.

É a escola do coração dos artistas globais. Um desses, Stepan Nercessian, foi à festa de Mizrahy em 2016. Nercessian enveredou pela política, foi vereador pelo PPS de 2004 a 2010, depois deputado federal até 2014, daí apoiou o impeachment de Dilma Rousseff, a quem certa vez definiu com um trocadilho: “Uma estadista: estadistante de tudo”.

Nem sempre o dinheiro vivo de Mizrahy era entregue no apê de Ipanema. Também “foi coletado no Ibope”, pois o agiota é amigo do fundador do instituto, Carlos Augusto Montenegro, segundo Tony.

Ao contrário de Mizrahy, a principal função de Oswaldo Prado Sanches no sistema financeiro paralelo era arranjar dólares. Sanches, que foi preso e teve negado um habeas corpus para ser solto, botou na praça cerca de 15,5 milhões de dólares entre 2011 e 2016, através de uma conta mantida em Nova York, no banco Morgan Stanley. Onde ele arrumava a moeda de Tio Sam?

https://www.correiodoestado.com.br/bras ... -e/327420/

No Grupo Bozano, hoje em dia um banco de investimentos do qual é sócio o economista liberal Paulo Guedes, anunciado pelo presidenciável da extrema-direita Jair Bolsonaro, do PSL, como seu ministro da Fazenda, caso seja eleito em outubro. Nas 423 páginas apresentadas ao juiz Bretas pelo Ministério Público, a expressão “grande cliente” aparece só duas vezes, uma delas para se referir ao Bozano.

https://www.cartacapital.com.br/politic ... e-doleiros

Sanches é diretor do Bozano, grupo com o qual Juca Bala e Tony contaram ter feito negócios desde os anos 1990. O pagamento pelos dólares fornecidos pelo Bozano por intermédio de Sanches era em dinheiro vivo em alguns endereços no Rio. Por exemplo, na Rua Visconde de Ouro Preto, número 5, 10o andar, no bairro de Botafogo.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2 ... ligo.shtml

É o endereço indicado à Receita Federal pela Companhia Bozano, aberta em 1972 e tida como ativa pelo “Leão” desde 2005. Rigaud, o maleiro dos delatores, disse ter ido também à Avenida Rio Branco, no Centro, onde fica o Edifício Banco Bozano Simonsen, prédio batizado com o nome daquela que um dia foi a principal empresa do conglomerado Bozano.

O bilionário patriarca do grupo, Julio Bozano, de 80 anos, participou de privatizações na era FHC, vendeu seu banco ao Santander em 2000 e saiu de cena. Voltou ao mercado financeiro em 2013, em sociedade com outros gestores de grana alheia.

Entre eles, Guedes, que deixou uma empresa que tinha criado, a BR Investimentos, ser incorporada pelo grupo. Desse novo arranjo societário nasceu a Bozano Partners. Sanches foi um dos três participantes da Assembleia-Geral constituidora da Partners.

Esta é uma espécie de guarda-chuva formal da Bozano Investimentos, empresa da qual Guedes é sócio e membro dos comitês executivo e estratégico.

Nos sistemas de Tony e Juca Bala, Sanches tem o codinome “Barbeador”, alusão ao fato de ser de uma empresa cujo nome também é o de espuma de barbear. Ali há registro de um negócio selado com “Barbeador”, em 30 de junho de 2015, no valor de 250 mil dólares.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/ ... eira.ghtml

Outro peso contra Sanches e o Bozano está na Junta Comercial do Rio. O endereço “Rua Visconde de Ouro Preto, número 5, 10o andar” é o de uma firma de Sanches, a Kadon Empreendimentos, e foi, até julho de 2006, sede das empresas Bozano Shoppings e Bozano Centers.

Como a relação de Guedes com o Bozano começou em 2013 e como as informações obtidas pelos investigadores mostram “Barbeador” a operar com doleiros até 2016, Bolsonaro está na pior, para quem parece disposto a dizer na campanha que é o único candidato honesto. Isso, claro, se as investigações avançarem e não forem seletivas.

Bancos fornecem também cérebros e clientes ao sistema financeiro paralelo. Entre os doleiros presos está Chaaya Moghrabi, atuante em São Paulo e conhecido por Monza. Foi do Banco Safra, “onde conseguiu uma grande carteira de clientes” para o esquema, segundo Tony.

Outro encarcerado é Diego Renzo Candola, o Zorro, ex-Deutsche Bank e ex-Credit Suisse no Brasil, um especialista em abrir contas em paraísos fiscais, como Liechtenstein. Aliás, uma unidade do Bradesco em outro paraíso, Luxemburgo, é citada várias vezes como destino de grana a outro doleiro preso, Richard Otterloo, sócio de um sujeito, Raul Srour, acusado de intermediar propina ao PSDB de São Paulo no caso do “trensalão”.

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs ... -1862.html
As instituições financeiras devem atuar para evitar o resultado ilícito, nos termos do que discorre, por exemplo, a Lei das S/A, sob pena de responderem criminalmente por omissão penalmente relevante, como se autoras e/ou partícipes fossem do crime realizado. Elas têm de ser investigadas quando fluxos ilegais trafegaram por elas.
, diz De Sanctis.

Quando não passa por bancos, uma montanha de dinheiro do sistema financeiro paralelo circula pelas ruas do País à luz do dia. É espantoso que as autoridades não tenham descoberto antes ou tenham feito vista grossa, e encarado tudo como algo normal.

Ou a explicação seria outra? Parte da grana da rede de doleiros era levada de um canto a outro do Brasil por uma empresa de transporte de valores do Rio, a Trans Expert. Um dos doleiros presos, Carlos Alberto Braga de Castro, o Algodão, foi tesoureiro dela no passado, e depois montou uma casa de câmbio.

https://oglobo.globo.com/brasil/utiliza ... a-22648809

O dono de fato da transportadora, conforme suspeitas mais antigas dos investigadores, é um policial civil aposentado. Bingo! Trata-se de David Augusto Sampaio, um sujeito bem relacionado com o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, parceirão de Sérgio Cabral.

A Trans Expert levava grana viva em carros de passeio, por exemplo, a Porto Alegre, território de uma família de doleiros que também acaba de ser encarcerada, os Albernaz. A principal atividade dos irmãos Paulo, Antonio e Athos, segundo Juca Bala e Tony, era vender moeda americana no exterior e arrecadar reais aqui, para entregá-los à Odebrecht e esta usar a bufunfa em subornos.

Em outras ocasiões, a verba ia para capital gaúcha a partir de Brasília, pelas mãos de outro doleiro preso, Francisco Araújo Costa Júnior, o Jubra. Os delatores contaram ter sido apresentados a Jubra pelo doleiro Lúcio Funaro, este mais conhecido. Os vínculos entre Porto Alegre, Brasília,

Funaro e doleiros são uma combinação picante para Michel Temer e seu chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, gaúcho. Temer e Padilha foram anfitriões, em 2010, de um jantar no Palácio do Jaburu com Marcelo Odebrecht, do qual surgiram 10 milhões de reais em doações da empreiteira ao MDB. Um receptor confesso do dinheiro do jantar foi José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/ ... naro.ghtml

Uma das descobertas quanto ao sistema financeiro paralelo operado pelos doleiros tem uma pista contra Yunes e Temer que não se sabe ainda se as autoridades perceberam. Algumas trocas de grana em espécie da megarrede de doleiros aconteceram em um prédio na Avenida Faria Lima, número 3.144, em São Paulo.

Essa região é um dos centros financeiros do País, muita grana rola por ali. O prédio possui controle de acesso e salas que uma empresa chamada Regus aluga por períodos curtos de tempo, algumas horas. Parece algo planejado para dar guarida a clandestinidades. Um funcionário dos delatores, Walter Mesquita, contou ter ido lá para fechar negócios em uma sala da Regus.

Os investigadores conseguiram a relação de visitantes do prédio e viram que emissários de doleiros de fato tinham ido lá. Nesse mesmo prédio, e essa é uma informação que não consta da papelada que levou à prisão dos doleiros, há uma incorporadora imobiliária, a Leopoldo Green Empreendimentos e Participações, da qual Marcos, um filho de Yunes, é sócio.

Pistas à parte, no topo do sistema financeiro paralelo brasileiro está um sujeito que há um ano conseguia cidadania paraguaia e agora está foragido, Dario Messer, outra dor de cabeça para figurões. Messer é amigo do presidente do Paraguai, o empresário neoliberal Horacio Cartes, que em 2010 o chamou de “irmão de alma”.

http://politica.estadao.com.br/blogs/fa ... io-messer/

http://horadopovo.org.br/para-president ... o-de-alma/

As atividades uruguaias de Tony e Juca Bala foram acertadas com Messer, que não metia a mão na massa propriamente, arranjava clientes e mordia 60% dos lucros, como bom capitalista. Ele chegou a montar um banco em um paraíso fiscal, o EVG, em Antígua e Barbuda, na região do Caribe, para suas operações.

Está no ramo dos doleiros por razões de sangue, seu pai era dono de uma agência de turismo nos anos 1980. O Coaf tem um relatório incriminador contra ele, a citar movimentação bancária sem lastro da empresa DT Diatrade Comércio e Indústria, uma sociedade entre sua esposa, Rosana, e uma empregada de nome Elza.

Ronaldo Nazário, ex-jogador de futebol, é amigo dele, seus ex-empresários Reinaldo Pitta e Alexandre Martins foram sócios de Messer numa boate no Rio, a R9, além de presos duas vezes pela PF por safadezas em transações de futebolistas.

É bem possível que esse tipo de transação tenha abastecido com dólar o sistema financeiro paralelo. O dito “Fenômeno” fez campanha para Aécio na eleição de 2014, foi pró-impeachment de Dilma e queria Luciano Huck na Presidência em 2018, até conversou com o global a respeito, como contou em janeiro.

Desse tucano ambiente, há outro com laços, ao menos pretéritos, com Messer, o senador paulista José Serra. Segundo um relatório de peritos da Polícia Federal na época do Banestado, Messer teria ajudado um caixa de campanha serrista, Ricardo Sérgio, a levar dinheiro para fora. Uns 20 milhões de dólares chegaram a contas de Ricardo Sérgio com a ajuda de Messer entre 1996 e 2000, conforme o livro A Privataria Tucana.

https://www.cartamaior.com.br/?/Editori ... na/4/31796

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https://privatariatucanaolivro2.files.w ... ro_jr1.pdf

A exemplo de Messer, vários doleiros no alvo da Operação Câmbio, Desligo, deflagrada em 3 de maio, são personagens conhecidos desde o escândalo do Banestado. Alguns dos presos de agora fizeram acordo com o Ministério Público e o juiz Sergio Moro, mas voltaram a aprontar, caso de Patricia Matalon, de uma família de doleiros paulistas.

https://oglobo.globo.com/brasil/mpf-diz ... s-22650043

As semelhanças entre os dois escândalos, ambos a resvalar em celebridades e figurões, fazem o senador Roberto Requião, do MDB do Paraná, ser cético quanto às investigações em curso.

Ele até hoje guarda em seu gabinete três volumes recheados de nomes e valores de quem usou o falecido Banco do Estado do Paraná como canal ilegal de dólares.
Isso tudo que vemos agora já estava no Banestado e não aconteceu nada.
E agora, dará em nada de novo?

André Barrocal
Repórter de CartaCapital em Brasília.



https://www.cartacapital.com.br/revista ... inheirados











Dossiê ‘Câmbio, desligo’

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Leia a íntegra da decisão do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que mandou prender 53 alvos da nova etapa da Lava Jato no Rio e desmontou intrincado esquema de doleiros, o Bank Drop, com movimentação de US$ 1,6 bi em 52 países.

http://politica.estadao.com.br/blogs/fa ... o-desligo/

http://politica.estadao.com.br/blogs/fa ... -MUNDO.pdf

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Petrobras anuncia novo aumento para o diesel e a gasolina. Adivinhe quem vai pagar a conta?

Mensagem por Rsilva » 21 Mai 2018, 23:58

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A Petrobras atribui os aumentos às oscilações no preço do barril de petróleo no mercado externo.

Os preços do diesel e da gasolina voltam a subir nas refinarias a partir de amanhã (22). Segundo informações do site da Petrobras, a gasolina subirá 0,9% e o diesel 0,97%. Com a alta, o preço da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716.

Este é o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos dezessete dias. A exceção ocorreu entre os dias 12 e 15 deste mês, quando a estatal interrompeu a sequência de altas ao manter o preço da gasolina em R$ 1,9330, e entre os dias 19 e 21 quando os preços passaram para R$ 2,0680. Ao longo do mês de maio, o preço da gasolina subiu 16,07%.

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O produto iniciou o mês custando R$ 2,0877 na porta das refinarias, sem a incidência de impostos, e passará a valer a partir da meia-noite de hoje R$ 2,0867, contra os R$ 2,0680 que vigora desde o último aumento, no sábado passado (19).

Já o óleo diesel, que aumentará 0,97%, acumula alta de 12,3% desde o dia 1º de maio. Com o último aumento, o preço do produto passará de R$ 2,3488 – preço que passou a valer também no último sábado – para R$ 2,3716. É o sétimo aumento consecutivo do produto.

O que diz a Petrobras

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho do ano passado. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente. Na semana passada, foram 5 reajustes diários seguidos. No acumulado somente na semana passada, a alta chegou a 6,98% nos preços da gasolina e de 5,98% no diesel.

Em comunicado divulgado na sexta-feira (18), a Petrobras voltou a justificar os reajustes diários, afirmando que os combustíveis derivados de petróleo são commodities, que os o preços estão “atrelados aos mercados internacionais”.
A exemplo da soja, do trigo, do aço, entre outras commodities, suas cotações variam diariamente. Do mesmo modo, o câmbio também tem ajustes diários. Assim, a Petrobras não tem o poder de formar esses preços. O que a companhia faz é refletir essa variação de preço do mercado internacional.
, informou.
As revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis.
, acrescentou.

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Segundo a companhia, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.

Impacto no preço cobrado nos postos

A decisão de repassar o aumento do valor da combustível cobrado nas refinarias para o consumidor final é dos postos de combustíveis.

Na semana passada, o preço médio da gasolina nos postos do país atingiu novas máximas no ano, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço médio do litro de gasolina para os consumidores ficou em R$ 4,284, ante R$ 4,257 na semana anterior. Com o novo aumento, a gasolina acumula alta de 4,51% desde o início do ano. Desde julho do ano passado, a alta é de mais de 22%.

O valor do diesel também terminou a semana em alta. Segundo a ANP, o valor médio por litro passou para R$ 3,595, acumulando avanço de 8% no ano e de 21,5% desde julho do ano passado.

https://g1.globo.com/economia/noticia/p ... rias.ghtml


Caminhoneiros protestam contra preço do diesel e pedem isenção de tributos

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http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/n ... -do-diesel

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Multinacionais sonegam quase R$ 2 trilhões por ano diz estudo

Mensagem por Rsilva » 23 Mai 2018, 15:33

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No mundo globalizado, um punhado de gigantes tecnológicos e seus donos são mais poderosos e ricos do que nações inteiras. São tempos de exuberância para os paraísos fiscais (por volta de 50 territórios em todo o planeta), o segredo bancário, a fraude e a sonegação fiscal das grandes corporações. Em boa parte do mundo, incluindo os países ricos, a sustentabilidade dos sistemas públicos (aposentadorias, saúde, educação) é posta em dúvida; o desemprego, em muitos países, é um drama enquanto a robotização ameaça os trabalhadores. E o sistema tributário atual é incapaz de captar os recursos públicos necessários para dar conta dessas necessidades.
A enorme complexidade das operações globais das multinacionais, junto com a vontade das big four [KPMG, PwC, Ernst & Young e Deloitte] para criar estruturas que separam a tributação dos lucros dos lugares em que realmente se desenvolve a atividade da empresa, levou a uma situação em que até mesmo o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece que as leis já não servem.
, diz Alex Cobham, diretor do Tax Justice Network, um grupo de ativistas que denuncia os abusos do sistema impositivo internacional, informa matéria de El País.

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 15786.html

Seus especialistas fizeram contas. A sonegação fiscal das multinacionais deixa perdas de 500 bilhões de dólares (1,85 trilhão de reais) por ano no planeta e acende as luzes vermelhas. A Associação Internacional de Advogados chama essas manobras tributárias de uma violação dos direitos humanos.

https://www.taxjustice.net/wp-content/u ... m-2017.pdf

Esse é o assunto quando se fala hoje de impostos. Até mesmo o jornal Financial Times – trincheira inexpugnável do liberalismo – mostrou as fraturas do sistema. Um estudo recente do jornal britânico revela que as grandes multinacionais pagam muito menos impostos agora do que antes do crash mundial de 2008. Concretamente, a taxa efetiva (a proporção de lucros que esperam pagar) caiu 9% desde a crise financeira. Uma queda que chega a 13% nas grandes empresas tecnológicas.
Precisamos de um novo paradigma que onere os impostos empresariais e do capital de uma forma mais ampla.
, diz Jason Furman, ex-presidente do Conselho de Assessores de Barack Obama.
Com as políticas adequadas podemos conseguir. O ideal seria que fossem negociados e coordenados entre os países. Mas se isso, como parece, for difícil, as nações podem criar sistemas que funcionem em seus próprios territórios.
https://www.ft.com/content/90befed2-c95 ... 9fb7d6163e

Toda essa raiva despertou nos últimos meses as grandes empresas da revolução digital, que encontraram em inúmeros territórios com tributação ínfima (na Europa, países como Luxemburgo, Irlanda, Bélgica e Holanda) seu parque de diversões particular. Os países europeus perderam 5,4 bilhões de euros (23 bilhões de reais) entre 2013 e 2015 em impostos do Google e Facebook, porque diluíram seus lucros através dessas jurisdições. E sempre parece existir um país disposto a oferecer um paraíso fiscal melhor do que o anterior.

Poucas empresas refletem isso melhor do que a Amazon. Em 1994, a empresa de Jeff Bezos, à época somente um vendedor de livros online, procurava sede para seu negócio e a primeira opção foi uma reserva indígena norte-americana. Esses territórios têm generosas isenções fiscais. Mas o Estado da Califórnia se opôs. Depois escolheu Seattle (Washington). Bezos contou que a escolheu porque tinha uma população pequena. Naquela tempo somente os varejistas com presença física em um Estado pagavam impostos. Além disso as vendas a outros territórios com maior população não eram taxadas. Desde então, o sistema fiscal da Amazon é uma contínua evasão. De fato, o implantou em 2003 em Luxemburgo, um país que o Tax Justice Network chama de “a Estrela da Morte do segredo bancário”. Muitos de seus críticos afirmam que se a Amazon se transformou no maior varejista do planeta é em parte por essa busca de territórios com tributação ínfima. Como estão longe as palavras do jurista norte-americano Oliver Wendell Holmes (1841-1935):
os impostos são o preço que pagamos por uma sociedade civilizada.
A União Europeia apresentou em março uma proposta para taxar em 3% as empresas de tecnologia com faturamento global superior a 750 milhões de euros (3,3 bilhões de reais) e 50 milhões de euros (220 milhões de reais) na Europa. Mas se calcula que ela não estará vigente até 2020. Os tributos que escapam impedem a construção de uma sociedade mais equitativa. Um trabalho da Royal Society of Arts (RSA) britânica sugere que com as novas taxas que poderiam ser impostas ao Facebook, Amazon e Apple seria possível dar a todos os britânicos menores de 55 anos uma renda básica universal de 10.000 libras (50.000 reais).

Um ensaio (The Role and Design of Net Wealth Taxes) da OCDE explica que hoje os milionários têm mais influência, poder e podem gerar lucros sem trabalhar.
Uma pessoa que trabalha por 20.000 euros (88.000 reais) por ano e outra que recebe o mesmo, mas investindo estão em posições diferentes., critica o estudo.
E acrescenta:
Um aspecto fundamental da acumulação de riquezas é que se retroalimenta: a riqueza gera riqueza.


http://www.oecd.org/ctp/the-role-and-de ... 303-en.htm

Por isso o economista Thomas Piketty propõe um imposto global sobre o patrimônio que taxe em 5% e 10% as fortunas superiores a 10 milhões de euros (44 milhões de reais).

Jorge Pérez é um dos homens mais ricos do planeta. A revista Forbes calcula sua fortuna em 3 bilhões de dólares (11 bilhões de reais). Logo será bem menor, pois se comprometeu com Bill Gates e seu programa de doar a metade para programas sociais. Colecionador de arte e um dos maiores filantropos dos Estados Unidos, reconhece que “pensa muito” em uma ideia:
Os milionários deveriam pagar mais impostos? A resposta não é fácil. O mais razoável seriam maiores taxas aos ricos e uma melhor distribuição, mas isso depende dos Governos, que são ineficientes e muitas vezes corruptos.
Mas na sociedade cresce a pressão para taxar mais esse 1% que acumula 82% da riqueza da Terra.
Se Mark Zuckerberg prevê ganhar 4 bilhões de dólares (15 bilhões de reais) nesse ano, é melhor que esteja no mesma categoria de alguém que ganha, digamos, 300.000 dólares (1,12 bilhão de reais) ou deveria ser taxado em 90% e ter 3,6 bilhões de dólares (13 bilhões de reais) para hospitais e escolas?
, se pergunta Charles Enoch, professor na Universidade de Oxford.
E o próprio Zuckerberg seria menos ‘feliz’ se aumentasse seu patrimônio somente nesse valor?. Parece razoável.
, diz Enoch, que alguém que ganha mais de 100 milhões de dólares (374 milhões de reais) por ano deva pagar pelo menos 90%.

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