POLÍTICA INTERNACIONAL

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 11 Abr 2018, 13:40



Ted Cruz atropelou o Marquinho.

Tem 3 políticos americanos que eu gostaria que fossem brasileiros, Ted Cruz, Mike Pence e Rand Paul.

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Rsilva
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A possibilidade inexorável de uma Terceira Guerra Mundial

Mensagem por Rsilva » 11 Abr 2018, 20:57

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Chovia muito e fazia um frio gélido quando cheguei naquela noite em Zahle, na fronteira entre o Líbano e a Síria, a cidade milenar que já fora um dos celeiros do Império Romano. A linda cidade cercada pelas montanhas de Haidi e Bir Gahzour, banhada pelo rio Bardhouni e repleta de grutas descobertas pelos romanos, no coração do Vale do Beqaa, o vale dos vinhedos e de alguns dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo. O Vale onde estão os templos romanos de Júpiter, de Baco e da deusa Vênus. O Vale de onde partiram, em busca de um sonho, milhares de sírios e libaneses em direção ao Brasil nos séculos XIX e XX.

No dia seguinte, bem cedo, eu me encontraria com Tariq e Samira, um casal de refugiados sírios, com dois filhos pequenos, que ele professor universitário e ela médica, que haviam perdido absolutamente tudo e agora viviam no campo de refugiados de Zahle.

Tariq fazia parte de um coletivo de professores e vinha escrevendo artigos contra Assad em sua pequena cidade. Ele me contara naquele dia que, durante as primeiras manifestações de abril, ainda em 2011, foi para as praças com a esposa e chegou a acreditar que poderia haver uma transição pacífica, preservando tudo o que Assad fizera de positivo para o país, mas com novas eleições, e que não haveria uma guerra.

Sua visão do que aconteceria mudou completamente quando percebeu que um de seus vizinhos, um homem sunita que praticava o whahhabismo e que havia estudado na Arábia Saudita, estava convocando reuniões noturnas em sua casa e parecia estar recebendo caixas imensas vindas do exterior. Tariq não demorou muito para descobrir que as caixas recebidas pelo vizinho e ex amigo estavam repletas de armas de fabricação americana.

Ele me contara também que poucos meses depois sua casa foi bombardeada por membros da Frente Al Nusra, o braço da Al Qaeda na Síria, 6 parentes seus foram mortos, sua cidade fora destruída e haviam começado os boatos de que Assad estava usando armas químicas contra a população síria. Um dos amigos de Tariq era um dos maiores engenheiros químicos da Síria, trabalhara durante anos na mesma Universidade, e mesmo fazendo duras críticas a Assad, afirmava categoricamente que a Síria não possuía armas químicas e que essa afirmação era tão fraudulenta quanto as de que Saddam Hussein possuía armas de destruição de massa.

Hoje, mais do que nunca, tenho poucas certezas sobre o futuro da Síria e das crianças que conheci no campo de refugiados de Zahle. Mas uma das poucas certezas que tenho é de que a Síria jamais possuiu um arsenal químico e de que os dois ataques atribuídos a Assad pela comunidade internacional foram cometidos por mãos que espalham apenas a morte, mãos armadas pelos EUA e Arábia Saudita.

No caso do ataque mais recente, na cidade de Duma, as próprias evidências de que tenha havido um ataque são confusas. Depois que foram libertadas do domínio de terroristas do ISIS, parte da cidade de Ghouta Oriental e dos arredores de Duma, foram inspecionadas por um grupo de engenheiros de várias nacionalidades e, segundo o diplomata russo Vasilli Nebenzia, os engenheiros relataram a OPAQ, a Organização para a Proibição de Armas Químicas, que não encontraram sequer rastros de substâncias químicas e não encontraram as provas materiais que os EUA afirmavam ter sobre o ataque. O grupo conversou com médicos do único hospital deixado de pé pelos terroristas que rebatem a versão dada por Trump.

As perguntas para as quais não encontro respostas são muitas. Por que Assad, no momento final da guerra, depois de obter uma série de vitórias contra o ISIS e outros grupos terroristas armados pela Coalizão, faria um ataque químico contra seu próprio povo? Por que, num momento em que seria crucial para ele, retomar o diálogo com quem se opunha a ele e reconquistar a confiança de uma parte da população, Assad faria um ataque desumano e dessa dimensão? Não seria um imenso erro estratégico?

Como se não bastassem toda a dor que testemunhei na fronteira, como se não bastassem as 450 mil mortes de mulheres, homens e crianças sírias, como se não bastassem os dois milhões de feridos, como se não bastassem os 10 milhões de refugiados, as centenas de escolas destruídas, as cidades dizimadas, as dezenas de hospitais bombardeados e a esperança violentada, o presidente Donald Trump acaba de fazer, via twiter, a maior ameaça à paz mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Depois de cancelar sua viagem a América Latina, onde participaria da Cúpula das Américas, e dizer que estava estudando uma resposta para o país árabe, Trump agora ameaça disparar mísseis contra a Síria, sem nenhum aval do Conselho de Segurança da ONU, enquanto grita, como um garoto de 11 anos jogando contra um rival mais experiente, que a Rússia deve se preparar. "A Rússia promete abater quaisquer mísseis disparados contra a Síria. Prepare-se, Rússia, pois eles estão chegando, bons, novos e 'inteligentes'! Você não deveria se ter aliado ao animal assassino com gás que mata o seu povo e gosta disso!". Trump profere as ameaças mais insanas diante da perplexidade do mundo.

A atitude perigosa de um presidente que age como estivesse em um reality show filmado numa escola de ensino fundamental, deixa o mundo todo e a todos aqueles que amamos, diante da possibilidade inexorável de uma Terceira Guerra Mundial.

Um presidente que sequestra a semântica, a dialética e os vocábulos, usando a palavra PAZ de forma obscena. Como se a PAZ pudesse de fato ser obtida através de bombardeios, mentiras, fraudes, mortes e mais guerras. Um presidente fascistóide e moralmente anão, que, não conseguindo mobilizar mentes e corações para grandes projetos humanos ou grandes transformações, os mobiliza para o mais cruel e perigoso jogo dos medíocres. A guerra.

* Lúcia Helena Issa - Jornalista, escritora e ativista pela paz. Foi colaboradora da Folha de São Paulo em Roma. Autora do livro "Quando amanhece na Sicília"

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por mariobvn » 11 Abr 2018, 23:28

Diego escreveu:
11 Abr 2018, 13:40


Ted Cruz atropelou o Marquinho.

Tem 3 políticos americanos que eu gostaria que fossem brasileiros, Ted Cruz, Mike Pence e Rand Paul.
Zuckerberg preso amanhã! :pos:

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 12 Abr 2018, 02:45

Vou contar uma historinha pra quem gosta de ficar antenado no que está acontecendo.

Antes de começar eu tenho que explicar algumas coisas sobre os personagens pra quem não conhece, a começar pelo Jordan Peterson, ele é professor de psicologia da Universidade de Toronto, esse cara é um herói, as palestras que ele da os vídeos que ele faz contra a doutrinação das escolas e faculdades é para se tirar o chapéu, ele ficou conhecido mundialmente por lutar contra uma lei canadense que criminalizava quem usasse o pronome errado ao falar com um transsexual, e mais recentemente por ter humilhado uma famosa apresentadora inglesa do Channel 4 chamada Cathy Newman, tem vídeo da entrevista dele no youtube, depois de ser humilhada e virar chacota mundial ela posou de vítima, foi patético, vou postar o vídeo dessa entrevista, ele ja fez praticamente todo o circuito de youtubers políticos famosos Dave Rubin, Joe Rogan, Bill O'Reilly, Camille Paglia, Steven Crowder e etc, além de ser figurinha constante na Fox News, logo ele é o inimigo público numero um da esquerda canadense.



Em novembro de 2017 uma professora de comunicação da Wilfrid Laurier University no Canadá chamada Lindsay Shepherd, mostrou para os seus alunos um vídeo de um debate que o Jordan Peterson participou, no dia seguinte ele foi chamada pela direção da universidade para um encontro, nesse encontro eles humilharam a menina, acusaram ela de incitar violência, que ela JAMAIS poderia mostrar para os alunos um vídeo do Jordan Peterson, contaram um monte de mentira, a sorte que ela gravou tudo.



Depois disso a universidade teve que pedir desculpas, mesmo assim várias pessoas incluindo professores tentaram destruir a vida da menina, o mais curioso é que ela era de esquerda, namorava um iraniano e não concordava com NADA que o Jordan Peterson falava, era uma verdadeira Social Justice Warrior, depois desses acontecimento a vida dela mudou, passou a sofrer ataques diários da imprensa e da esquerda, a duas semanas ela fez um novo vídeo.



Como dizem a esquerda se destrói sozinha, hoje ela virou uma ativista da liberdade de expressão e contra a censura, além de continuar sofrendo ataques da esquerda.

Esse caso me lembra da história da Cassie Jaye, uma feminista limitante, ativista LGBT, documentarista venceu prêmios falando de causas de esquerda até que resolveu fazer um documentário, inicialmente para criticar, sobre os movimentos de direitos dos homens nos EUA, quanto terminou o documentário ela abandonou todo que acreditava e deixou de ser feminista, quem quiser saber mais o documentário se chama The Red Pill, tem em torret e tem legenda pra ele, eu recomendo, o que essa mulher sofreu, o que ela apanhou de militantes e da imprensa, tem um vídeo famoso dela na Austrália, que é um buraco talvez até pior que o Canadá em nível de doutrinação, em que o apresentador esculhamba o filme, dizendo que é um ataque as mulheres, chama de misógino e etc, dai ela pergunta se ele viu e ele diz que não.


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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 12 Abr 2018, 03:22

Diego escreveu:
20 Dez 2017, 19:40
Cheder escreveu:
20 Dez 2017, 04:19
Ouviram por aí na mídia mainstream brasileira sobre a parceria do Obama com o governo iraniano pra acobertar hezbollah? não né!?

Esse tipo de notícia não chega por aqui já que a nossa "maravilhosa" grande mídia faz papel de intelligentsia do globalismo

O DEA estava investigando o Hezbollah por conta dos crimes de trafico de cocaína, armas e lavagem de dinheiro. O ganho anual deles estava batendo $1 bi por ano apenas. Pra movimentar essa cocaína, adivinha quem foi o Estado parceiro? A Venezuela de Nicolás Maduro, é claro! Sempre está tudo interligado!

E aí o que o Obama, o presidente maravilhoso, o maior da história dos EUA (na verdade o pior deles) fez? Minou a investigação de todas as formas pra não atrapalhar o acordo nuclear com O IRÃ! aquele mesmo acordo no qual ele mandou 1,7 bilhão de dólares em cash e aviões militares americanos como forma de compensar pelos bens iranianos embargados desde a tomada de reféns na embaixada americana, em 1981, que acordo maravilhoso!

Se tem um nome responsável pelo fortalecimento dos grupos terroristas islâmicos no mundo, esse nome é o de Barack HUSSEIN Obama

Puta matéria do politico.com
https://www.politico.com/interactives/2 ... stigation/
Isso é o de menos, uma conspiração está sendo desmascarada nos EUA e ninguém fala nada.

O partido democrata contratou uma empresa chamada Fusion GPS para fazer um dossiê totalmente falso contra o Trump durante as eleições, depois de negarem por mais de um ano que fora os responsáveis ficou comprovado e a Hillary "Lulou", falou que não sabia de nada, mas isso não termina por ai, em coluio com o departamento de estado e o FBI, um agente pegou esse falso dossiê e levou a corte secreta chamada FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act) que permite espionar agentes estrangeiros no país, a corte autorizou a grampear vários membros da equipe do Trump, mas isso não termina por ai, esse agente que levou o dossiê para a Juiz se chama Peter Strzok ele foi o agente responsável por investigar os e-mails da Hillary, durante a campanha se descobriu que a Hillary tinha um servidor de e-mail privado na sua casa e utilizava isso para tratar assuntos de governo, o que é crime e que ela teria sida hackeada várias vezes, quando foi descoberta a Hillary destruiu os e-mails e os servidores com uma marreta, pôs bem, esse agente, Peter Strzok, entrevistou a Hillary, sem gravar a conversa e apresentou uma carta exonerando ela de qualquer crime ao diretor do FBI à Época, James Comey, que ja tinha escrito uma carta dizendo que não via crime na conduta da Hillary 4 meses antes da entrevista, mas isso não termina por ai, depois de muita pressão James Comey resolveu reabrir a investigação e ao final ele decidiu que sim a Hillary tinha cometido crime, ai mais uma vez o agente especial Peter Strzok aparece e faz com que o Diretor do FBI mude o seu relatório isentando a Hillary, mas isso não termina por ai, depois de eleito Trump demite o diretor do FBI, James Comey, e depois de muito chilique da imprensa o departamento de justiça resolve nomear um Special Counsel (Robert Mueller) para investigar se a Russia se meteu ou não na eleição americana, ABSOLUTAMENTE NADA foi encontrado em quase 10 meses de investigação pelo ex-diretor do FBI, Robert Mueller, mas isso não termina por ai, sabe quem está na equipe do Robert Mueller? Ele mesmo Peter Strzok, não só ele, mas também está na investigação Bruce Ohr, que é marido de Nellie Ohr, Nellie Ohr foi uma das criadoras do falso dossiê contra o Trump, Bruce Ohr e Peter Strzok foram demitidos da investigação quando essa informação veio a tona, mas isso não termina por ai, Lisa Page também foi demitida da investigação, depois da demissão se descobriu que ela e Peter Strzok são amantes e o corregedor do departamento de justiça encontrou mais de 10.000 mensagens de texto entre Peter Strzok e Lisa Page, detonando o Trump, defendendo a Hillary e articulando uma "apólice de seguro" no gabinete do vice diretor do FBI, Andrew McCabe, caso Trump fosse eleito.

Isso não passa no Jornal Nacional, nem os bobalhões do Guga Chacra, Caio Blinder e afins falam.
Continuando com a saga, o corregedor do departamento de justiça, que é um funcionário de carreira e não um nomeado pelo Trump, fez uma investigação interna e recomendou que o Andrew McCabe fosse demitido por ter mentido em pelo menos 3 ocasiões, o Attorney general, Jeff Sessions, acatou a determinação e demitiu ele 2 dias antes dele se aposentar, que fez com que ele perdesse 50% da sua pensão.

Foi descoberto também que o FBI grampeou um dos assessores de campanha do Trump chamado Carter Page, usando uma corte FISA, que permite espionar cidadãos americanos, para conseguir essa ordem judicial, o FBI usou o falso dossiê, além isso o FBI vazou as informações do dossiê para a imprensa e usou essas reportagens como "confirmação" para o juiz que o dossiê era autêntico.

O comitê judicial da câmara de deputados agora está pedindo ao FBI e ao departamento de justiça que entreguem o pedido que foi feito a corte FISA, esse documento é sigiloso, mas os deputados tem autorização para ver, a 8 meses o FBI e o departamento de justiça se recusam a entregar o documento em dua totalidade, 2 parágrafos, justamente os que eles explicam o porque é necessário grampear o Carter Page e por qual motivação estão censurados, o presidente do comitê judicial, Devin Nunes está ameaçando de impeachment, o diretor do FBI e o sub secretário geral do departamento de justiça, ja que o Jeff Sessions se declarou impedido em qualquer assunto relacionado a investigação sobre a Russia por ter feito parte da campanha do Trump, caso não entreguem os documentos.

AH quem pediu o grampo do Carter Page? Ninguém mais, ninguém menos que Andrew McCabe, que depois de demitido criou uma página para receber doações, supostamente para cobrir despesas com advogados, em 10 dias arrecadou mais de 700 mil dólares, o mais curioso é que uma empresa de relações públicas do partido democrata se juntou ao Andrew McCabe para arrecadar esse dinheiro, curiosamente a mesma empresa que trabalhou na campanha da mulher do Andrew McCabe, Jill McCabe, que se candidatou a deputada estadual e perdeu, pelo partido democrata é claro, mas recebeu 600 mil dólares em contribuições de doadores ligados a Hillary Clinton em 2015.

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FORO DE BOAO PEDE COOPERAÇÃO MUNDIAL CONTRA O PROTECIONISMO

Mensagem por Rsilva » 12 Abr 2018, 20:29

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O Foro de Boao terminou nesta quinta-feira (12) sua conferência anual em Hainan, no sul da China, tendo por saldo a projeção da Ásia como cenário de consenso sobre temas cruciais e o impulso à cooperação contra o protecionismo; a defesa da globalização, do livre comércio e da inovação também esteve presente nas vozes dos que subiram à tribuna na abertura do evento, também conhecido como o "Davos Asiático"

O Foro de Boao terminou nesta quinta-feira (12) sua conferência anual em Hainan, no sul da China, tendo por saldo a projeção da Ásia como cenário de consenso sobre temas cruciais e o impulso à cooperação contra o protecionismo.

O foro reuniu de 8 a 12 de abril mais de dois mil governantes, dirigentes de organismos internacionais e especialistas em 65 painéis para discutir a realidade socioeconômica regional e global, as perspectivas de avanço e possíveis soluções.

A maioria dos debates e intervenções girou em torno da urgência de consolidar um novo modelo de relações internacionais baseado na cooperação e no princípio de ganhos mútuos para contrapor-se ao protecionismo que está em moda na política de algumas potências.

Davos Asiático

A defesa da globalização, do livre comércio e da inovação também esteve presente nas vozes dos que subiram à tribuna na abertura do evento, também conhecido como o "Davos Asiático".

Um deles foi o secetário geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, que assegurou que esses mecanismos são universais e pediu que sejam evitadas condutas prejudiciais como o isolacionismo e a exclusão.
Estou profundamente convencido de que a globalização é universal e trouxe muitos benefícios, como a integração da economia e do comércio.
, disse Guterres.

Pilar do multilateralismo

Antes de viajar a Hainan para participar do Fórum Boao para a Ásia, o secretário geral das Nações Unidas tinha concedido uma entrevista exclusiva ao jornal Diário do Povo, em Pequim, na última segunda-feira (9).

Referindo-se à conversação mantida no dia anterior com o presidente chinês Xi Jinping, Guterres classificou a reunião como produtiva:
Penso que a reunião demonstrou que o presidente Xi e eu, ambos estamos em sintonia perante os problemas mais complexos do mundo de hoje.
Afirmando que a globalização é “irreversível”, Guterres defende que não é correto adotar medidas protecionistas ou isolacionistas.
A resposta aos problemas [causados pela globalização] é um maior multilateralismo, maior governança global e mais capacidade de trabalhar em conjunto.
No que diz respeito à iniciativa chinesa de construir uma comunidade de destino comum da humanidade, proposta pelo presidente Xi, Guterres afirmou que esta “é uma contribuição importante não apenas para a China, mas para a comunidade internacional como um todo”.
A China é um apoiador muito sólido da ONU e um pilar do multilateralismo.
, reiterou o secretário-geral, dizendo que a reforma da ONU em processo objetiva elevar a eficiência da instituição para melhor servir a humanidade.

Guterres elogiou ainda a contribuição da China para as operações de manutenção da paz.
Se houver um símbolo da ONU, este será o capacete azul (…) 2.400 capacetes azuis são chineses. Eles arriscam suas vidas para proteger as vidas de populações vulneráveis em circunstâncias difíceis em muitos lugares perigosos do mundo.
Sou muito grato ao compromisso da China com a manutenção da paz, não apenas pelos números. A China é o segundo provedor de recursos financeiros para a manutenção da paz no mundo. O país tem também uma força de oito mil pessoas pronta para ser destacada em circunstâncias cruciais sempre que se justifique.
Quanto à questão da Península Coreana, Guterres considerou que a China tem um papel central, e que esse papel será intensificado no futuro, de modo a garantir o objetivo comum de ter uma Península Coreana desnuclearizada, pacífica e inserida no contexto da segurança regional.
Agora, a verdade é que a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e os Estados Unidos não confiam um no outro e, neste contexto, o papel da China é absolutamente fundamental.
Para Guterres, a China age como um fiador, permitindo que essas conversações possam levar a um resultado positivo.
Se a Península Coreana não ficasse aqui, na Ásia, se fosse no Pacífico Sul ou em algum lugar na África, a guerra já teria acontecido.
A voz do FMI

A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, também exortou os promotores do protecionismo a abandonar tal prática porque "a história já demonstrou que prejuidica a todos, especialmente os consumidores pobres".
O sistema de livre comércio agora está em perigo (...) por uma política injustificável (...) É chegada a hora de agir.
, asseverou, ao enfatizar os riscos causados por esta tendência.

Fortalecimento da Ásia

De maneira geral cada espaço da conferência serviu para ilustrar as ameaças que hoje cercam a estabilidade econômica do planeta.

O secretário geral do Foro de Boao, Zhou Wenzhong, considerou exitoso o evento precisamente pela unificação de critérios a respeito de todas essas questões, a apresentação de propostas valiosas para salvaguardar os interesses comuns e sobretudo o fortalecimento da Ásia como ator importante no tabuleiro mundial.

Por sua vez, o presidente do organismo, Ban Ki-moon, defendeu que se trabalhe na conectividade, colaboração e associação entre países sem imposições, para erradicar de uma vez por todas a pobreza e a desigualdade na distribuição da riqueza dentro e fora do continente.

Nova etapa da abertura da China

Um momento relevante da reunião - e para muitos até mesmo tranquilizador - foi o anúncio das políticas que a China porá em vigor já em 2018 para liberar seu mercado, facilitar negócios e captar investimentos estrangeiros em diversos setores.

O presidente Xi Jinping delineou o plano. Na manhã do dia 10 de abril, proferiu um importante discurso ao participar da cerimônia de abertura da Conferência Anual do Fórum Boao para a Ásia 2018.

Xi Jinping disse que, julgando de forma abrangente a tendência geral do desenvolvimento mundial, a globalização econômica é uma tendência irreversível.

Durante as últimas quatro décadas, o povo chinês estabeleceu um caminho para o socialismo com características chinesas usando um espírito pioneiro.

Nestes quarenta anos, disse, o povo chinês avançou continuamente e demonstrou a força da nação ao acompanhar o progresso dos tempos.
Hoje, o povo chinês pode dizer com grande orgulho que a reforma e a abertura, a segunda revolução da China, se assim preferirem, não apenas mudou profundamente o país, mas também influenciou o mundo inteiro.
, constatou.

Xi Jinping anunciou que a China tomará as seguintes medidas importantes para expandir a sua abertura:

1. Facilitar ainda mais o acesso ao mercado

A China lançará várias medidas importantes durante este ano para ampliar significativamente o acesso ao mercado.

No final do ano passado, a China anunciou que seriam tomadas medidas para aumentar os limites de ações estrangeiras nos setores bancário, de valores mobiliários e de seguros.
Vamos garantir que essas medidas sejam materializadas.
, disse o presidente.

A China acelerará a abertura do setor de seguros, aliviará as restrições ao estabelecimento de instituições financeiras estrangeiras na China e ampliará o seu escopo de negócios, além de abrir mais áreas de cooperação entre os mercados financeiros chineses e estrangeiros, reforçou.

No setor da indústria, Xi disse que a China já abriu o setor com apenas um pequeno número de exceções nos ramos automobilístico, de construção naval e aviação.

2. Criar um ambiente de investimento mais atrativo

A China melhorará o ambiente de investimento para investidores estrangeiros, afirmou Xi.
A China sempre se baseou em conceder políticas favoráveis a investidores estrangeiros no passado, mas agora torna-se mais importante melhorar o ambiente de investimento.
, reiterou.

Xi disse que a China completará a revisão da lista negativa de investimento estrangeiro no primeiro semestre do ano, e implementará, em todo o quadro, um sistema de gestão baseado no tratamento nacional pré-estabelecido e na lista negativa.
Melhoraremos o alinhamento com as regras econômicas e comerciais internacionais, aumentaremos a transparência, fortaleceremos a proteção dos direitos de propriedade intelectual, defenderemos o Estado de direito, estimularemos a concorrência e nos oporemos aos monopólios.
, enfatizou Xi.

3. Fortalecer a proteção dos direitos de propriedade intelectual

A proteção dos direitos de propriedade intelectual (DPI) é uma peça fundamental do sistema e proporcionará um maior impulso ao aumento da competitividade da economia chinesa, disse o presidente.
Uma proteção mais forte dos DPI é uma exigência das empresas estrangeiras e, mais ainda, das empresas chinesas.
, explicou.

A China irá reinstituir o Escritório Estatal de Propriedade Intelectual durante este ano, para intensificar a aplicação da lei, aumentar significativamente os custos para os infratores e liberar totalmente o efeito dissuasivo das leis relevantes.
Encorajamos o intercâmbio tecnológico e a cooperação entre empresas chinesas e estrangeiras, bem como protegemos os direitos de propriedade intelectual de empresas estrangeiras na China.
, reforçou Xi.

Concomitantemente, a China espera que os governos estrangeiros melhorem também a proteção dos DPI chineses, disse o presidente.

4. Aumentar as importações

A demanda doméstica é a força motriz básica para o desenvolvimento econômico do país, e também um requisito inevitável para atender às crescentes necessidades das pessoas por uma vida melhor.
Vamos tomar a iniciativa de expandir as importações.
, disse Xi.

O país trabalhará arduamente para importar mais produtos que sejam competitivos e necessários para o povo chinês, afirmou o presidente.

Xi disse que a China irá reduzir significativamente as tarifas de importação de veículos e outros produtos, ao mesmo tempo que fomentará a importação de produtos especiais em concordância com as demandas do povo.

O país buscará também um progresso mais rápido na adesão ao Acordo de Aquisições Governamentais da OMC, reforçou Xi.

Ao mesmo tempo, a China espera que os países desenvolvidos cessem a imposição de restrições ao comércio de produtos de alta tecnologia e aliviem os controles de exportação sobre a China.

Abordando a primeira Exposição Internacional de Importação da China, a ser realizada em Shanghai, em novembro deste ano, Xi convidou todos a participarem no evento.

Xi Jinping salientou que as medidas e iniciativas de abertura anunciadas serão colocadas em prática logo que seja possível.

Através dos referidos esforços, o setor financeiro da China vai melhorar significativamente, o mercado de capitais continuará a se desenvolver de forma sustentável e saudável, a construção do sistema industrial moderno vai ser acelerada, o ambiente de mercado da China vai ser aprimorado, os direitos de propriedade intelectual serão protegidos e a abertura da China entrará numa nova fase, concluiu o presidente chinês.

Xi também pediu a construção de um mundo inclusivo e harmonioso. Todos os países devem estar comprometidos com a construção de um mundo inclusivo e a criação de uma atmosfera harmoniosa, disse.
Nós defendemos a abrangência e nos opomos ao jogo de soma zero que destaca a mentalidade de "o vencedor leva tudo" e "eu ganho, você perde".
, afirmou o presidente chinês ao se reunir com os atuais e novos membros do Conselho de Diretores do Fórum Boao para a Ásia.
As nações que desfrutam de um desenvolvimento sólido e vida confortável devem permitir que os outros tenham o mesmo.
, afirmou.
O Oceano Pacífico é vasto o suficiente para acomodar todos os países do Pacífico.
, observou, acrescentando que a competição entre os países, caso haja, deverá ser uma interação benigna, em que os problemas e as discordâncias devem ser resolvidos por meio de consultas.


http://prensalatina.com.br/index.php?o= ... tecionismo

http://portuguese.people.com.cn/n3/2018 ... 47628.html
http://portuguese.people.com.cn/n3/2018 ... 47998.html
http://portuguese.people.com.cn/n3/2018 ... 47005.html
http://portuguese.people.com.cn/n3/2018 ... 47399.html
http://portuguese.people.com.cn/n3/2018 ... 48665.html

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por mariobvn » 13 Abr 2018, 22:41

Trump botou pra fuder o Assad! Agora ele cai!

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 14 Abr 2018, 00:23

mariobvn escreveu:
13 Abr 2018, 22:41
Trump botou pra fuder o Assad! Agora ele cai!
Cai não, vão botar quem no lugar?
Nem os EUA querem que ele caia.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por leowolf22 » 14 Abr 2018, 02:44

Não consigo entender essa porra, essa briga da Siria não era pra ninguém ta se metendo
EUA forneceu armas pro Estado Islâmico no governo Obama, dai ataca o governo da Siria, o EI faz cidades inteiras de refém, governo Sírio ataca essas cidades pra reconquistar, aí vem EUA e ataca o governo da Siria...
EUA ta do lado do EI então?
Pq forneceram armas e agora ataca o inimigo deles que é o governo Sírio. Não consigo entender
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 14 Abr 2018, 02:53

leowolf22 escreveu:
14 Abr 2018, 02:44
Não consigo entender essa porra, essa briga da Siria não era pra ninguém ta se metendo
EUA forneceu armas pro Estado Islâmico no governo Obama, dai ataca o governo da Siria, o EI faz cidades inteiras de refém, governo Sírio ataca essas cidades pra reconquistar, aí vem EUA e ataca o governo da Siria...
EUA ta do lado do EI então?
Pq forneceram armas e agora ataca o inimigo deles que é o governo Sírio. Não consigo entender
Os EUA nunca deram armas para o Estado Islâmico, eles armaram os rebeldes Curdos, que lutavam contra o Estado Islâmico e contra o Assad, os Curdos tem o sonho de criar o Curdistão, que seria parte do Irã, Iraque, Turquia e Síria, esses países não aceitam e por isso atacam os Curdos.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Dom Pedro III » 14 Abr 2018, 03:38

Estados brigando por seus interesses, nada de novo. Apenas interesses de organizações criminosas que impedem a ordem natural das coisas, criam problemas e aparecem com soluções obrigatórias, tudo em prol de monopólios, que servirão como desculpa para a galerinha anticapitalismo criticar o mercado (pois é, o Estado cria o problema e a culpa vai pro mercado). Que sirva para ao menos tirar esse genocida do poder...
“There is not a more perilous or immoral habit of mind than the sanctifying of success.”

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Cheder » 14 Abr 2018, 08:04

Diego escreveu:
14 Abr 2018, 02:53
leowolf22 escreveu:
14 Abr 2018, 02:44
Não consigo entender essa porra, essa briga da Siria não era pra ninguém ta se metendo
EUA forneceu armas pro Estado Islâmico no governo Obama, dai ataca o governo da Siria, o EI faz cidades inteiras de refém, governo Sírio ataca essas cidades pra reconquistar, aí vem EUA e ataca o governo da Siria...
EUA ta do lado do EI então?
Pq forneceram armas e agora ataca o inimigo deles que é o governo Sírio. Não consigo entender
Os EUA nunca deram armas para o Estado Islâmico, eles armaram os rebeldes Curdos, que lutavam contra o Estado Islâmico e contra o Assad, os Curdos tem o sonho de criar o Curdistão, que seria parte do Irã, Iraque, Turquia e Síria, esses países não aceitam e por isso atacam os Curdos.
Mesmo assim o suporte aos Peshmerga foi bem precário. Não sei se melhorou, mas até qd vi era mt pouco mesmo.
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Cheder » 14 Abr 2018, 08:07

leowolf22 escreveu:
14 Abr 2018, 02:44
Não consigo entender essa porra, essa briga da Siria não era pra ninguém ta se metendo
EUA forneceu armas pro Estado Islâmico no governo Obama, dai ataca o governo da Siria, o EI faz cidades inteiras de refém, governo Sírio ataca essas cidades pra reconquistar, aí vem EUA e ataca o governo da Siria...
EUA ta do lado do EI então?
Pq forneceram armas e agora ataca o inimigo deles que é o governo Sírio. Não consigo entender
Governo ≠ Nação

Não adentrando no mérito, mas se o OBAMA fez algum tipo de acordo isso está vinculado apenas ao governo dele, o país não tem nada com isso.

Na questão do mérito o Diego explicou bem
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Cheder » 14 Abr 2018, 08:09

Há risco do Trump ter caído em um false flag gigante

Espero que esses ataques sejam apenas pontuais e cirúrgicos

Tem muita gente que eu respeito criticando essa ação dele, mas deve-se levar em conta que ele tem dados de inteligencia negados, dados que ninguém comum sabe.
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Rigoni » 14 Abr 2018, 08:22

Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 03:38
Estados brigando por seus interesses, nada de novo. Apenas interesses de organizações criminosas que impedem a ordem natural das coisas, criam problemas e aparecem com soluções obrigatórias, tudo em prol de monopólios, que servirão como desculpa para a galerinha anticapitalismo criticar o mercado (pois é, o Estado cria o problema e a culpa vai pro mercado). Que sirva para ao menos tirar esse genocida do poder...
nada de novo mesmo. capitalismo é isso aí. a base da pirâmide que se foda. o importante é a gente gerar conflitos pra manter a indústria bélica a milhão.

é em prol de monopólio, culpa do sistema que tem como finalidade a acumulação de propriedade, mas a culpa é do Estado.

vai tirar um genocida do poder pra colocar outro. o poder é genocida.

deve ser muito difícil entender que o estado e o mercado se sustentam mutuamente. que os interesses de ambos são os mesmos. o estado pegou como objeto tudo aquilo que precisava para prover o mercado, e o mercado retribuiu o favor. anarcocapitalismo é bullshit, comunismo é bullshit, monarquia é piada que alguns levam a sério. ou se remove estado e mercado capitalista da equação, ou ambos se mantém. um precisa do outro. nem o neoliberalismo se contrapõe à existência do estado.
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Dom Pedro III » 14 Abr 2018, 18:38

Rigoni escreveu:
14 Abr 2018, 08:22
Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 03:38
Estados brigando por seus interesses, nada de novo. Apenas interesses de organizações criminosas que impedem a ordem natural das coisas, criam problemas e aparecem com soluções obrigatórias, tudo em prol de monopólios, que servirão como desculpa para a galerinha anticapitalismo criticar o mercado (pois é, o Estado cria o problema e a culpa vai pro mercado). Que sirva para ao menos tirar esse genocida do poder...
nada de novo mesmo. capitalismo é isso aí. a base da pirâmide que se foda. o importante é a gente gerar conflitos pra manter a indústria bélica a milhão.

é em prol de monopólio, culpa do sistema que tem como finalidade a acumulação de propriedade, mas a culpa é do Estado.

vai tirar um genocida do poder pra colocar outro. o poder é genocida.

deve ser muito difícil entender que o estado e o mercado se sustentam mutuamente. que os interesses de ambos são os mesmos. o estado pegou como objeto tudo aquilo que precisava para prover o mercado, e o mercado retribuiu o favor. anarcocapitalismo é bullshit, comunismo é bullshit, monarquia é piada que alguns levam a sério. ou se remove estado e mercado capitalista da equação, ou ambos se mantém. um precisa do outro. nem o neoliberalismo se contrapõe à existência do estado.
"Remover o mercado" é uma ideia totalitária que até alguns anarquistas acham bonitinho. Qual o problema do mercado? Por que ele deve sumir? Por que você não gosta dele? O mundo não funciona desta maneira, você pode até parecer ser contra a coerção do Estado, mas ainda insiste na coerção da ação humana. O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros.
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por mariobvn » 15 Abr 2018, 00:17

Cheder escreveu:
14 Abr 2018, 08:09
Há risco do Trump ter caído em um false flag gigante

Espero que esses ataques sejam apenas pontuais e cirúrgicos

Tem muita gente que eu respeito criticando essa ação dele, mas deve-se levar em conta que ele tem dados de inteligencia negados, dados que ninguém comum sabe.
Td indica q foram! Ja se passaram 24 horas do ataque e a Siria ainda nao informou q alvos civis foram atingidos. Nem Russia e Irã reclamaram q suas bases foram ameaçadas. Podem ter certeza q se algo assim acontecesse saberiamos segundos apos o ocorrido.
O kra precisa ter 200% de certeza para fazer uma ação impopular como essa. O eleitorado do Trump nao aprovou!

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Cheder » 15 Abr 2018, 00:52

Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 18:38
Rigoni escreveu:
14 Abr 2018, 08:22
Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 03:38
Estados brigando por seus interesses, nada de novo. Apenas interesses de organizações criminosas que impedem a ordem natural das coisas, criam problemas e aparecem com soluções obrigatórias, tudo em prol de monopólios, que servirão como desculpa para a galerinha anticapitalismo criticar o mercado (pois é, o Estado cria o problema e a culpa vai pro mercado). Que sirva para ao menos tirar esse genocida do poder...
nada de novo mesmo. capitalismo é isso aí. a base da pirâmide que se foda. o importante é a gente gerar conflitos pra manter a indústria bélica a milhão.

é em prol de monopólio, culpa do sistema que tem como finalidade a acumulação de propriedade, mas a culpa é do Estado.

vai tirar um genocida do poder pra colocar outro. o poder é genocida.

deve ser muito difícil entender que o estado e o mercado se sustentam mutuamente. que os interesses de ambos são os mesmos. o estado pegou como objeto tudo aquilo que precisava para prover o mercado, e o mercado retribuiu o favor. anarcocapitalismo é bullshit, comunismo é bullshit, monarquia é piada que alguns levam a sério. ou se remove estado e mercado capitalista da equação, ou ambos se mantém. um precisa do outro. nem o neoliberalismo se contrapõe à existência do estado.
"Remover o mercado" é uma ideia totalitária que até alguns anarquistas acham bonitinho. Qual o problema do mercado? Por que ele deve sumir? Por que você não gosta dele? O mundo não funciona desta maneira, você pode até parecer ser contra a coerção do Estado, mas ainda insiste na coerção da ação humana. O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros.
Isso se chama a busca pelo céu na terra. O mundo ideal, o mundo perfeito

Nenhum sistema jamais será perfeito pelo simples fato de que o homem é imperfeito. A consciência disso é uma das divergências basilares entre o conservadorismo e as ideologias.
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Dom Pedro III » 15 Abr 2018, 03:00

Cheder escreveu:
15 Abr 2018, 00:52
Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 18:38
Rigoni escreveu:
14 Abr 2018, 08:22


nada de novo mesmo. capitalismo é isso aí. a base da pirâmide que se foda. o importante é a gente gerar conflitos pra manter a indústria bélica a milhão.

é em prol de monopólio, culpa do sistema que tem como finalidade a acumulação de propriedade, mas a culpa é do Estado.

vai tirar um genocida do poder pra colocar outro. o poder é genocida.

deve ser muito difícil entender que o estado e o mercado se sustentam mutuamente. que os interesses de ambos são os mesmos. o estado pegou como objeto tudo aquilo que precisava para prover o mercado, e o mercado retribuiu o favor. anarcocapitalismo é bullshit, comunismo é bullshit, monarquia é piada que alguns levam a sério. ou se remove estado e mercado capitalista da equação, ou ambos se mantém. um precisa do outro. nem o neoliberalismo se contrapõe à existência do estado.
"Remover o mercado" é uma ideia totalitária que até alguns anarquistas acham bonitinho. Qual o problema do mercado? Por que ele deve sumir? Por que você não gosta dele? O mundo não funciona desta maneira, você pode até parecer ser contra a coerção do Estado, mas ainda insiste na coerção da ação humana. O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros.
Isso se chama a busca pelo céu na terra. O mundo ideal, o mundo perfeito

Nenhum sistema jamais será perfeito pelo simples fato de que o homem é imperfeito. A consciência disso é uma das divergências basilares entre o conservadorismo e as ideologias.
Esta é a síntese do libertarianismo, por isso o mercado deve existir, porque o ser humano é interesseiro e imperfeito por natureza. Anarquismo clássico ou anarcocomunismo partem da premissa de viver dividindo com os outros e coletivizar tudo, mas além do problema da liberdade individual, há o problema dos interesses. As pessoas tendem a fazer as coisas, quando não por ética ou senso moral pessoal, graças a algum benefício. Por isso poderiam existir sociedades comunistas e socialistas, e até governos, desde que não obriguem o cidadão e que o contrato seja feito com o consenso de ambos. Por isso não faz sentido chamar libertarianismo de utopia, porque a sociedade ainda seria ruim, porque o ser humano é imperfeito.

Só para constar, sou um conservador cultural, não esses revolucionários progressistas chatos pra caramba no movimento libertário kkkkk Eu acho que provavelmente viveria em um governo, contanto que não fosse coercitivo, entende? Não tenho problema em seguir regras e leis (como alguns libertários), mas elas devem fazer sentido para que eu possa aceitá-las, já que terei de subsidia-las. E se eu achar algo incorreto ou injusto, não deveria ser surrado simplesmente porque a lei manda, isso é ilógico.
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Os bombardeios dos EUA e aliados contra a Síria foram legais?

Mensagem por Rsilva » 15 Abr 2018, 13:57

Imagem
Céú de Damasco é iluminado por mísseis terra-ar lançados pelo governo sírio durante ataque aéreo realizado por coalização entre EUA, Reino Unido e França.

A justificativa dada pelos Estados Unidos para os ataques aéreos na Síria em conjunto com o Reino Unido e a França gira em torno da ideia de que é necessário manter a proibição internacional ao uso de armas químicas. O objetivo, dizem, é atingir o arsenal de armas químicas do presidente Bashar al-Assad e impedir novos ataques a civis na Síria.

A primeira ministra do Reino Unido, Theresa May, argumenta que o Reino Unido sempre defendeu regras e acordos mundiais, tanto pelo interesse nacional do país quanto para o bem da comunidade internacional.

Legalmente, a Carta das Nações Unidas (documento que criou a ONU em 1945) permite que nações usem a força como autodefesa e, em tese, para a proteção de populações ameaçadas de extermínio por seus próprios governos. O uso de força para propósitos mais amplos pela manutenção da segurança internacional também é permitido. No entanto, esse tipo de ação está sujeita à aprovação do Conselho de Segurança da ONU.

Esse arranjo tenta equilibrar a necessidade de Estados preservarem sua segurança diante de um ataque iminente. O objetivo é garantir que a força não possa ser usada rotineiramente como ferramenta de política internacional. Por isso, desde 1945, as leis internacionais proíbem ataques militares como forma de retaliação ou com o objetivo de "dar uma lição" em outros Estados.

Mas, mesmo que retaliações sejam atos em princípio ilegais, elas podem ser perdoadas se o objetivo for forçar um Estado a cumprir com seus compromissos internacionais.

Em 1981, o Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques impetrados por Israel contra o reator nuclear Osirak, no Iraque. Na época, Israel argumentou que o ataque poderia contribuir para impedir a produção de armas de destruição em massa. Anos depois, o conselho criticou o ataque dos EUA a um centro de produção de armas químicas no Sudão, em 1998.

Desta vez, as três potências ocidentais decidiram por realizar bombardeios nos arredores de Damasco como forma de cobrar o compromisso da Síria na Convenção sobre as Armas Químicas. A Síria aderiu em 2013 ao acordo - assinado por 192 Estados e que proíbe a produção, posse e uso de armas químicas.

A Síria também foi submetida a novas obrigações sob a resolução 2118 do Conselho de Segurança, que reforçou a Convenção sobre as Armas Químicas e instrumentalizou a destruição de arsenais destas armas. Em um exemplo impressionante de cooperação internacional, que também envolveu a Rússia, este objetivo foi amplamente conquistado um ano depois, em setembro de 2014.

Veto russo

Porém, desde então, houve 40 registros em que, segundo acusações, armas químicas teriam sido usadas na Síria. A Organização pela Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês) trabalha justamente com missões de investigação para apurar se tais armas foram de fato usadas em uma determinada ocasião.

Um mecanismo especial e conjunto entre a OPCW e o Conselho de Segurança definiu meios para responsabilizar os autores destas armas. Mas, depois que esta parceria acusou o governo de Assad no ano passado, a Rússia vetou a sua renovação.

Nesta semana, uma tentativa de reestabelecer um mecanismo como esse falhou, novamente pelo veto da Rússia no Conselho de Segurança. Moscou propôs um outro formato para este tipo de investigação, que foi vetado por Estados ocidentais.

Os três países que acabam de realizar novos ataques à Síria argumentam que não havia perspectiva de obter, no Conselho de Segurança, algum tipo de retaliação ao uso de armas químicas na Síria. Assim, com os bombardeios, estes Estados argumentam terem cumprido sua função pela manutenção da ordem mundial - defendendo a credibilidade geral da proibição e forçando o compromisso da Síria em particular.

Esse argumento, de alguma forma, lembra as justificativas para a invasão do Iraque em 2003 - os americanos defenderam a aplicação das imposições à Bagdá firmadas pelo Conselho de Segurança em relação ao desarmamento.

Com Trump, em abril de 2017, os EUA mobilizaram 59 mísseis contra a base aérea síria de Shayrat. O argumento foi o de que a instalação estava ligada a um ataque químico na cidade de Khan Sheikhun.

O bloqueio de medidas contra a Síria no Conselho de Segurança abre espaço para esse tipo de argumento. A Convenção sobre as Armas Químicas prevê o acionamento do Conselho de Segurança em situações graves como o ataque em Douma. Mas, nos últimos dias, o conselho não conseguiu nem concordar em algum mecanismo para definir as responsabilidades no caso, quanto mais ações mais decisivas para reprimir o uso futuro destas armas.

A postura dos EUA, Reino Unido e França de se colocarem como protagonistas do reforço das leis internacionais não é aceita sem questionamentos por todos. A Rússia já afirmou que os ataques violam em flagrante a probição do uso da força. O Secretariado Geral da ONU também já enfatizou a necessidade de respeitar a primazia do Conselho de Segurança.

Sofrimento de civis

A reivindicação, por parte de um grupo de países, do nome do conselho e da ideia de bem comum reflete a realidade do presente: um pouco como se fosse uma Guerra Fria entre a Rússia e o Ocidente. A ruptura no consenso sobre temas relativos à segurança coletiva necessariamente resulta em atos unilaterais.

Além da necessidade de reforçar os compromissos da Síria em tratados internacionais, May defendeu os bombardeios recentes como uma forma de proteger civis de novos ataques com armas químicas. Na verdade, este é o argumento legal mais forte e persuasivo a favor dos bombardeios.

Em 2013, diante da expectativa de uso de força em retaliação a um ataque químico em Ghouta, o Reino Unido expressamente evocou a doutrina da intervenção humanitária. Segundo esta linha, os Estados podem agir assim em situações em que não há alternativas para proteger populações em perigo e perto da destruição iminente.

A aplicação desta doutrina não é restrita ao uso de armas químicas contra civis; no entanto, considerando os efeitos devastadores destas armas, talvez seja este o tipo de situação em que a doutrina melhor se aplica.

Também pode ser argumentado que os ataques têm a intenção de preservar a segurança nacional dos Estados envolvidos, um apelo ao amplo direito pela autodefesa.

Na teoria, qualquer país pode se defender, antes mesmo de um ataque armado contra seu território. Mas o ataque precisa ser iminente, não deixando escolhas alternativas. A resposta também precisa ser proporcional à ameaça.

Na escalada do conflito que levou à guerra do Iraque em 2003, um discurso do então primeiro-ministro britânico Tony Blair ficou famoso por apontar que o país do Oriente Médio estava em posse de armas de destruição em massa que poderiam ser acionadas em 45 minutos. Sob esse argumento, o Reino Unido clamou por seu direito à autodefesa já que, segundo seus representantes, bases militares britânicas no Chipre estariam ameaçadas.

Mas até hoje não são suficientes as evidências de que Badgá estivesse preparando um ataque do tipo, e o argumento foi deixado de lado. Da mesma forma, não há indícios de que a Síria estivesse se preparando para atacar os Estados Unidos, o Reino Unido ou a França.



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Alguns mísseis que rumavam para posição militar perto de Homs foram desviados de sua trajetória e a explosão de um deles feriu três civis, diz porta-voz do Comando Geral do Exército sírio, Ali Maihub.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/exer ... homs.ghtml

OPAQ começa a investigar suposto ataque químico na Síria
https://g1.globo.com/mundo/noticia/opaq ... iria.ghtml



Marc Weller é professor de direito internacional na Universidade de Cambridge.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 15 Abr 2018, 21:16

mariobvn escreveu:
15 Abr 2018, 00:17
Cheder escreveu:
14 Abr 2018, 08:09
Há risco do Trump ter caído em um false flag gigante

Espero que esses ataques sejam apenas pontuais e cirúrgicos

Tem muita gente que eu respeito criticando essa ação dele, mas deve-se levar em conta que ele tem dados de inteligencia negados, dados que ninguém comum sabe.
Td indica q foram! Ja se passaram 24 horas do ataque e a Siria ainda nao informou q alvos civis foram atingidos. Nem Russia e Irã reclamaram q suas bases foram ameaçadas. Podem ter certeza q se algo assim acontecesse saberiamos segundos apos o ocorrido.
O kra precisa ter 200% de certeza para fazer uma ação impopular como essa. O eleitorado do Trump nao aprovou!
A maioria aprova sim, sempre que os EUA demonstram força a popularidade do presidente aumenta, Trump estava com 38% em novembro hoje está com 54%
Só o pessoal mais politizado e que não concorda com o bombardeio é que ficou mais irritado.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Rigoni » 16 Abr 2018, 09:20

Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 18:38
Rigoni escreveu:
14 Abr 2018, 08:22
Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 03:38
Estados brigando por seus interesses, nada de novo. Apenas interesses de organizações criminosas que impedem a ordem natural das coisas, criam problemas e aparecem com soluções obrigatórias, tudo em prol de monopólios, que servirão como desculpa para a galerinha anticapitalismo criticar o mercado (pois é, o Estado cria o problema e a culpa vai pro mercado). Que sirva para ao menos tirar esse genocida do poder...
nada de novo mesmo. capitalismo é isso aí. a base da pirâmide que se foda. o importante é a gente gerar conflitos pra manter a indústria bélica a milhão.

é em prol de monopólio, culpa do sistema que tem como finalidade a acumulação de propriedade, mas a culpa é do Estado.

vai tirar um genocida do poder pra colocar outro. o poder é genocida.

deve ser muito difícil entender que o estado e o mercado se sustentam mutuamente. que os interesses de ambos são os mesmos. o estado pegou como objeto tudo aquilo que precisava para prover o mercado, e o mercado retribuiu o favor. anarcocapitalismo é bullshit, comunismo é bullshit, monarquia é piada que alguns levam a sério. ou se remove estado e mercado capitalista da equação, ou ambos se mantém. um precisa do outro. nem o neoliberalismo se contrapõe à existência do estado.
"Remover o mercado" é uma ideia totalitária que até alguns anarquistas acham bonitinho. Qual o problema do mercado? Por que ele deve sumir? Por que você não gosta dele? O mundo não funciona desta maneira, você pode até parecer ser contra a coerção do Estado, mas ainda insiste na coerção da ação humana. O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros.
"O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros." Cara, cê tem alguma ideia do que realmente é uma ditadura? Bom seria se o maior problema de um ditador existisse no campo metafísico. O problema é o cerceamento da liberdade individual no campo material, e todas as consequências materiais disso. Não digo que o fato de um ditador te privar da gestão sobre si mesmo e a sociedade da qual você faz parte não é um problema, mas é o menor deles. Problema mesmo é homicídio, tortura, estupro, exílio. O que pra muitos é impossível de entender, de tanto que já estão programados pelo sistema vigente, é que qualquer autoridade é ditatorial. Qualquer um que se impõe, por qualquer meio, como meu/seu superior é um ditador. Inclusive nessa farsa de democracia representativa que vivemos. Só é velado, e por ser velado o a maioria prefere negar a realidade. Óbvio, é muito mais cômodo.

Importante ressaltar: quando falo em "mercado", falo no mercado viciado atual. Falo no mercado que tem como base a acumulação massiva de propriedade privada nas mãos de pouquíssimos. Falo do modo de produção e das relações exploratórias de trabalho. Falo do mercado capitalista. As relações de trabalho, troca e consumo são relações naturais. Sempre existiram e sempre vão existir, é algo inerente à coletividade humana. O que se defende é, junto com o fim de qualquer autoridade, a desinstitucionalização dessas relações. Veja: o Estado (estado moderno criado pela burguesia ao fim da revolução francesa), para justificar sua própria existência, tomou como objeto de si as relações sociais naturais (trabalho, posse, "consumo", troca, casamento...) com o objetivo de as pautar e regulamentar de forma que favorecesse os interesses de sua classe fundadora.
Se você tirar a venda dos seus olhos, você não vai precisar perguntar pra mais ninguém "qual é o problema do mercado?". A realidade se faz presente. Eu entendo a dificuldade de aceitar que o que vivemos cotidianamente não é bom e aceitável. É justo pouquíssimos viverem com tanta luxúria, enquanto a maioria esmagadora sobrevive com o mínimo? Não somo nós, seres humanos, pares? Ou são alguns tão melhores que os outros que justifica tal discrepância? Isso é problema do mercado. Isso é consequência do insustentável modo de produção atual. Não existe produção que tenha como finalidade o lucro sem a desigualdade social. Todos sabemos que quanto mais barata e menos exigente for a mão de obra, maior será o lucro. É indissociável. A parte mais vergonhosa é que toda a história europeia é pautada pela exploração dos indivíduos subjugados, e sempre a "solução" foi buscada através de autoridade (mais ou menos velada). Nunca funcionou. Nunca funcionará, mas continuamos nessa busca incessante por uma autoridade messiânica que nos livrará de todos os problemas.

Agora eu te pergunto, com todo respeito do mundo: de onde caralhos você tirou, do meu discurso, essa história de coerção por ação humana?
MALDITO SEJA, ALEXANDRE CAMPELLO!

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Dom Pedro III » 16 Abr 2018, 17:05

Rigoni escreveu:
16 Abr 2018, 09:20
Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 18:38
Rigoni escreveu:
14 Abr 2018, 08:22


nada de novo mesmo. capitalismo é isso aí. a base da pirâmide que se foda. o importante é a gente gerar conflitos pra manter a indústria bélica a milhão.

é em prol de monopólio, culpa do sistema que tem como finalidade a acumulação de propriedade, mas a culpa é do Estado.

vai tirar um genocida do poder pra colocar outro. o poder é genocida.

deve ser muito difícil entender que o estado e o mercado se sustentam mutuamente. que os interesses de ambos são os mesmos. o estado pegou como objeto tudo aquilo que precisava para prover o mercado, e o mercado retribuiu o favor. anarcocapitalismo é bullshit, comunismo é bullshit, monarquia é piada que alguns levam a sério. ou se remove estado e mercado capitalista da equação, ou ambos se mantém. um precisa do outro. nem o neoliberalismo se contrapõe à existência do estado.
"Remover o mercado" é uma ideia totalitária que até alguns anarquistas acham bonitinho. Qual o problema do mercado? Por que ele deve sumir? Por que você não gosta dele? O mundo não funciona desta maneira, você pode até parecer ser contra a coerção do Estado, mas ainda insiste na coerção da ação humana. O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros.
"O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros." Cara, cê tem alguma ideia do que realmente é uma ditadura? Bom seria se o maior problema de um ditador existisse no campo metafísico. O problema é o cerceamento da liberdade individual no campo material, e todas as consequências materiais disso. Não digo que o fato de um ditador te privar da gestão sobre si mesmo e a sociedade da qual você faz parte não é um problema, mas é o menor deles. Problema mesmo é homicídio, tortura, estupro, exílio. O que pra muitos é impossível de entender, de tanto que já estão programados pelo sistema vigente, é que qualquer autoridade é ditatorial. Qualquer um que se impõe, por qualquer meio, como meu/seu superior é um ditador. Inclusive nessa farsa de democracia representativa que vivemos. Só é velado, e por ser velado o a maioria prefere negar a realidade. Óbvio, é muito mais cômodo.

Importante ressaltar: quando falo em "mercado", falo no mercado viciado atual. Falo no mercado que tem como base a acumulação massiva de propriedade privada nas mãos de pouquíssimos. Falo do modo de produção e das relações exploratórias de trabalho. Falo do mercado capitalista. As relações de trabalho, troca e consumo são relações naturais. Sempre existiram e sempre vão existir, é algo inerente à coletividade humana. O que se defende é, junto com o fim de qualquer autoridade, a desinstitucionalização dessas relações. Veja: o Estado (estado moderno criado pela burguesia ao fim da revolução francesa), para justificar sua própria existência, tomou como objeto de si as relações sociais naturais (trabalho, posse, "consumo", troca, casamento...) com o objetivo de as pautar e regulamentar de forma que favorecesse os interesses de sua classe fundadora.
Se você tirar a venda dos seus olhos, você não vai precisar perguntar pra mais ninguém "qual é o problema do mercado?". A realidade se faz presente. Eu entendo a dificuldade de aceitar que o que vivemos cotidianamente não é bom e aceitável. É justo pouquíssimos viverem com tanta luxúria, enquanto a maioria esmagadora sobrevive com o mínimo? Não somo nós, seres humanos, pares? Ou são alguns tão melhores que os outros que justifica tal discrepância? Isso é problema do mercado. Isso é consequência do insustentável modo de produção atual. Não existe produção que tenha como finalidade o lucro sem a desigualdade social. Todos sabemos que quanto mais barata e menos exigente for a mão de obra, maior será o lucro. É indissociável. A parte mais vergonhosa é que toda a história europeia é pautada pela exploração dos indivíduos subjugados, e sempre a "solução" foi buscada através de autoridade (mais ou menos velada). Nunca funcionou. Nunca funcionará, mas continuamos nessa busca incessante por uma autoridade messiânica que nos livrará de todos os problemas.

Agora eu te pergunto, com todo respeito do mundo: de onde caralhos você tirou, do meu discurso, essa história de coerção por ação humana?
1- Toda a ditadura parte do princípio de uma visão superior à outra, isso é o básico, só ver exemplos da Alemanha Nacional-Socialista, da União Soviética, de Carlos XII da Suécia (este sendo um monarca, o que só muda de um ditador por especificidades). E outra, um problema não some por ser menor que o outro, isso é indignação seletiva, uma falha argumentativa lógica. Vamos deixar de condenar um cara que roubou um banco porque hoje prendemos um estuprador? Mas você mesmo concorda com isso logo depois, indiretamente ("Qualquer um que se impõe, por qualquer meio, como meu/seu superior é um ditador").

2- Concordo que o modelo atual (corporativista, empresas aliadas ao Estado, que é uma organização criminosa e coercitiva) é falho e injusto, além de matar concorrência com monopólios, criando uma diferença jurídica-tributária e econômica (exemplo disso é o Brasil, com empresas como os Correios). Mas você está partindo de uma premissa ilógica: nós não somos iguais, somos diferentes, temos aspirações, objetivos e relações com o mundo totalmente diferentes. Como que seres tão diferentes conseguem riqueza e produtos materiais? Pela troca, porque somos imperfeitos e interesseiros. A desigualdade social sempre existirá, e não vai ser uma anarquia que vai impedir isso. Alias, você foi tendencioso com a história da Europa, não foram só os europeus que subjugaram, ou devemos esquecer os Assírios, os Babilônicos... Mas neste mar de falácias você conseguiu falar algo bom: "continuamos nessa busca por uma autoridade messiânica que nos livrará de todos os problemas", inclusive a desigualdade social...

3- Eu que te pergunto kkkkkkkk De onde você tirou que eu disse isso? Leia de novo man, eu não disse coerção POR ação humana, mas sim DA ação humana. Você acha o mercado (ação humana) ruim e quer tirar de todo mundo porque sim. Isso é uma coerção DA ação humana, e aí que os anarquistas clássicos (não sei se você é um) se tornam totalitários.

Olha cara, você parece ser um cara que entende um pouco da sociedade e da atualidade, mas não precisa ser tão arrogante. Você se sentiu tão superior que não se deu nem ao trabalho de ler o que eu disse duas vezes antes de escrever.
“There is not a more perilous or immoral habit of mind than the sanctifying of success.”

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Cheder » 16 Abr 2018, 18:19

Faltou apresentar a solução aí digníssimo. Que o capitalismo é falho todo mundo sabe, mas nenhum sistema foi tão efetivo até o momento. Nos países de primeiro mundo se vive milhões de vezes melhor do que jamais se viveu.
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Bons negócios

Mensagem por Rsilva » 16 Abr 2018, 19:06

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Rússia fez da Síria seu show room de sistema de defesa. Guerras são bons negócios para quem vende armas.

Russia: Syria air defence intercepted 71 missiles
https://www.aljazeera.com/news/2018/04/ ... 23075.html

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A guerra não é para ser ganha, mas para ser contínua.
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Re: Bons negócios

Mensagem por Diego » 16 Abr 2018, 20:32

Rsilva escreveu:
16 Abr 2018, 19:06
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Rússia fez da Síria seu show room de sistema de defesa. Guerras são bons negócios para quem vende armas.

Russia: Syria air defence intercepted 71 missiles
https://www.aljazeera.com/news/2018/04/ ... 23075.html

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A guerra não é para ser ganha, mas para ser contínua.
George Orwell
Nenhum míssil foi interceptado, a Rússia foi avisada e o sistema de defesa foi desligado.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Rigoni » 17 Abr 2018, 09:01

Dom Pedro III escreveu:
16 Abr 2018, 17:05
1- Toda a ditadura parte do princípio de uma visão superior à outra, isso é o básico, só ver exemplos da Alemanha Nacional-Socialista, da União Soviética, de Carlos XII da Suécia (este sendo um monarca, o que só muda de um ditador por especificidades). E outra, um problema não some por ser menor que o outro, isso é indignação seletiva, uma falha argumentativa lógica. Vamos deixar de condenar um cara que roubou um banco porque hoje prendemos um estuprador? Mas você mesmo concorda com isso logo depois, indiretamente ("Qualquer um que se impõe, por qualquer meio, como meu/seu superior é um ditador").

2- Concordo que o modelo atual (corporativista, empresas aliadas ao Estado, que é uma organização criminosa e coercitiva) é falho e injusto, além de matar concorrência com monopólios, criando uma diferença jurídica-tributária e econômica (exemplo disso é o Brasil, com empresas como os Correios). Mas você está partindo de uma premissa ilógica: nós não somos iguais, somos diferentes, temos aspirações, objetivos e relações com o mundo totalmente diferentes. Como que seres tão diferentes conseguem riqueza e produtos materiais? Pela troca, porque somos imperfeitos e interesseiros. A desigualdade social sempre existirá, e não vai ser uma anarquia que vai impedir isso. Alias, você foi tendencioso com a história da Europa, não foram só os europeus que subjugaram, ou devemos esquecer os Assírios, os Babilônicos... Mas neste mar de falácias você conseguiu falar algo bom: "continuamos nessa busca por uma autoridade messiânica que nos livrará de todos os problemas", inclusive a desigualdade social...

3- Eu que te pergunto kkkkkkkk De onde você tirou que eu disse isso? Leia de novo man, eu não disse coerção POR ação humana, mas sim DA ação humana. Você acha o mercado (ação humana) ruim e quer tirar de todo mundo porque sim. Isso é uma coerção DA ação humana, e aí que os anarquistas clássicos (não sei se você é um) se tornam totalitários.

Olha cara, você parece ser um cara que entende um pouco da sociedade e da atualidade, mas não precisa ser tão arrogante. Você se sentiu tão superior que não se deu nem ao trabalho de ler o que eu disse duas vezes antes de escrever.
Homem de palha, apelo ao ridículo, causa falsa, ladeira escorregadia...


cara, o que você não descaracterizou completamente ao responder (tipo o "não somos todos iguais" que por sinal, foi uma falácia da ambiguidade), você não atacou diretamente o cerne do argumento.

Quanto ao "tendencioso com a história" creio que você não tenha entendido muito bem as relações históricas entre os povos antigos que você citou e a "história europeia". Creio que seja consenso entre os historiadores que essas civilizações construíram o processo histórico europeu. Esse é um erro comum, enxergar a história de forma desconexa. Mas é uma relação de causa e consequência. A famosa dialética histórica hegeliana. Assim como existe uma relação direta entre a história do povo português com a história do Brasil, existe a direta influência e interferência dos povos antigos na civilização europeia. Mas foi meu erro mesmo. Deveria ter usado o termo "história eurocêntrica".

Quanta à arrogância, foi mal. Tenho um preconceito fodido com o teu nickname. Mas não era minha intenção te desrespeitar.
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por wpgomes/+/ » 17 Abr 2018, 09:47

Rigoni escreveu:
16 Abr 2018, 09:20
Dom Pedro III escreveu:
14 Abr 2018, 18:38
Rigoni escreveu:
14 Abr 2018, 08:22


nada de novo mesmo. capitalismo é isso aí. a base da pirâmide que se foda. o importante é a gente gerar conflitos pra manter a indústria bélica a milhão.

é em prol de monopólio, culpa do sistema que tem como finalidade a acumulação de propriedade, mas a culpa é do Estado.

vai tirar um genocida do poder pra colocar outro. o poder é genocida.

deve ser muito difícil entender que o estado e o mercado se sustentam mutuamente. que os interesses de ambos são os mesmos. o estado pegou como objeto tudo aquilo que precisava para prover o mercado, e o mercado retribuiu o favor. anarcocapitalismo é bullshit, comunismo é bullshit, monarquia é piada que alguns levam a sério. ou se remove estado e mercado capitalista da equação, ou ambos se mantém. um precisa do outro. nem o neoliberalismo se contrapõe à existência do estado.
"Remover o mercado" é uma ideia totalitária que até alguns anarquistas acham bonitinho. Qual o problema do mercado? Por que ele deve sumir? Por que você não gosta dele? O mundo não funciona desta maneira, você pode até parecer ser contra a coerção do Estado, mas ainda insiste na coerção da ação humana. O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros.
"O ditador nasce quando ele busca a imposição de sua visão do mundo sobre a visão dos outros." Cara, cê tem alguma ideia do que realmente é uma ditadura? Bom seria se o maior problema de um ditador existisse no campo metafísico. O problema é o cerceamento da liberdade individual no campo material, e todas as consequências materiais disso. Não digo que o fato de um ditador te privar da gestão sobre si mesmo e a sociedade da qual você faz parte não é um problema, mas é o menor deles. Problema mesmo é homicídio, tortura, estupro, exílio. O que pra muitos é impossível de entender, de tanto que já estão programados pelo sistema vigente, é que qualquer autoridade é ditatorial. Qualquer um que se impõe, por qualquer meio, como meu/seu superior é um ditador. Inclusive nessa farsa de democracia representativa que vivemos. Só é velado, e por ser velado o a maioria prefere negar a realidade. Óbvio, é muito mais cômodo.

Importante ressaltar: quando falo em "mercado", falo no mercado viciado atual. Falo no mercado que tem como base a acumulação massiva de propriedade privada nas mãos de pouquíssimos. Falo do modo de produção e das relações exploratórias de trabalho. Falo do mercado capitalista. As relações de trabalho, troca e consumo são relações naturais. Sempre existiram e sempre vão existir, é algo inerente à coletividade humana. O que se defende é, junto com o fim de qualquer autoridade, a desinstitucionalização dessas relações. Veja: o Estado (estado moderno criado pela burguesia ao fim da revolução francesa), para justificar sua própria existência, tomou como objeto de si as relações sociais naturais (trabalho, posse, "consumo", troca, casamento...) com o objetivo de as pautar e regulamentar de forma que favorecesse os interesses de sua classe fundadora.
Se você tirar a venda dos seus olhos, você não vai precisar perguntar pra mais ninguém "qual é o problema do mercado?". A realidade se faz presente. Eu entendo a dificuldade de aceitar que o que vivemos cotidianamente não é bom e aceitável. É justo pouquíssimos viverem com tanta luxúria, enquanto a maioria esmagadora sobrevive com o mínimo? Não somo nós, seres humanos, pares? Ou são alguns tão melhores que os outros que justifica tal discrepância? Isso é problema do mercado. Isso é consequência do insustentável modo de produção atual. Não existe produção que tenha como finalidade o lucro sem a desigualdade social. Todos sabemos que quanto mais barata e menos exigente for a mão de obra, maior será o lucro. É indissociável. A parte mais vergonhosa é que toda a história europeia é pautada pela exploração dos indivíduos subjugados, e sempre a "solução" foi buscada através de autoridade (mais ou menos velada). Nunca funcionou. Nunca funcionará, mas continuamos nessa busca incessante por uma autoridade messiânica que nos livrará de todos os problemas.

Agora eu te pergunto, com todo respeito do mundo: de onde caralhos você tirou, do meu discurso, essa história de coerção por ação humana?
Essa parte grifada é um pouco furada. Não necessariamente.

Mão de obra nos moldes que você colocou é mão de obra desqualificada. Mão de obra desqualificada não produz bens de alto valor agregado e de alta tecnologia, sendo esses os que auferem maiores lucros. Mão de obra "mais barata" e "menos exigente" nem para o campo serve mais, essa visão é do século XIX, parece o Engels falando. Hoje, é mais prático investir em tecnologia (máquinas) e pagar 3 operadores, que pagar mil trabalhadores, ainda mais no caso brasileiro. Essa massa escoa para o comércio, já que não são qualificados o suficiente para a baixa demanda da indústria brasileira (que é "pequena", restrita e quase sempre demanda qualificação) e nem arrumam mais emprego na economia de subsistência (campo e afins), o resultado é o desemprego alto da gente. Enfim... Só comentei pra dizer que essa visão é furada, não posso dizer nem que é "meia verdade" porquê no máximo seria 1/5 de verdade.

Tem um livro ótimo com um tema parecido do que tu tá falando, não sei se já lestes, que é o "O Capital do Século XXI" do Thomas Piketty. Recolocando a questão da distribuição de renda no centro da discussão.

Quanto a questão Europeia, acho que não conseguiríamos comparar uma sociedade milenar com a nossa, temos muito a caminhar ainda (e ainda parto da premissa que estamos caminhando e vivendo o que eles viveram há quase 100 anos atrás), nossa sociedade tá em ponto de ebulição que provavelmente resultará em mudanças radicais na estrutura do nosso país, nos moldes da Alemanha nas épocas do II Reich (desculpa se parece besteira aos entendidos de história, mas das coisas que li lembra um bocadinho).

Achando legal a discussão, fico aqui como leigo lendo deboas. :beber:
/+/ A O VASCO TUDO!!! /+/

/+/ EU LEVO A CRUZ DE MALTA NO MEU PEITO DESDE QUE EU NASCI!! /+/

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EM SINAL AOS EUA, CHINA COLOCA EM ALERTA 50 NAVIOS E 10 MIL MARINHEIROS

Mensagem por Rsilva » 17 Abr 2018, 12:30

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Quase 50 navios e submarinos, mais de 70 caças e 10 mil marinheiros foram postos em alerta pelo líder chinês no mar do Sul da China em preparação a manobras em grande escala no mar do Sul da China; ultimamente, os Estados Unidos têm agravado a situação em torno de Taiwan e o Ministério da Defesa chinês qualificou esta lei de interferência na política interna da China e uma ameaça ao desenvolvimento das relações entre as Forças Armadas dos dois países.

Quase 50 navios e submarinos, mais de 70 caças e 10 mil marinheiros foram postos em alerta pelo líder chinês no mar do Sul da China. Desta maneira, Pequim lança uma advertência aos Estados Unidos, opinam especialistas.

A China está se preparando para umas manobras de grande escala no mar do Sul da China. Prevê-se que em 18 de abril a frota chinesa chegue ao estreito de Taiwan onde decorrerá a etapa principal do simulacro naval.

Alguns especialistas opinam que Pequim decidiu manter a vigilância de suas fronteiras em resposta à agressão estadunidense contra a Síria, escreve Artem Kol no seu artigo para Vesti.ru. Segundo vários analistas políticos, a China, como aliado estratégico da Rússia, apoia desta maneira Moscou na sua tentativa de solucionar os conflitos globais.

https://www.vesti.ru/doc.html?id=3007363

No entanto, outros especialistas militares notam que com os exercícios de grande escala a China procura, na realidade, mostrar o poderio da sua Marinha modernizada que conta com armas mais avançadas.

Ultimamente, os Estados Unidos têm agravado a situação em torno de Taiwan. Em particular, o país norte-americano aprovou recentemente a Lei de Viagens a Taiwan que visa estimular as visitas oficiais mútuas dos funcionários estadunidenses e taiwaneses de todos os níveis e fortalecer as relações entre Washington e Taipé.

O Ministério da Defesa chinês qualificou esta lei de interferência na política interna da China e uma ameaça ao desenvolvimento das relações entre as Forças Armadas dos dois países.

Pequim insistiu que Washington corrija suas ações e deixe de manter contatos oficiais com Taiwan para evitar um sério dano nas relações sino-americanas.

As relações oficiais entre as autoridades da República Popular da China e a província da ilha de Taiwan foram interrompidas em 1949, quando o Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), liderado por Chiang Kai-shek, teve que se deslocar para a ilha depois de sua derrota na guerra civil contra o Partido Comunista do país.

As relações entre os dois territórios chineses apenas foram restabelecidas a nível empresarial e informal nos fins dos anos 80 sem existirem contatos oficiais entre as autoridades.

Pequim considera Taiwan como sua província rebelde e se recusa a ter relações diplomáticas com qualquer país que as mantenha com Taipé.

https://br.sputniknews.com/asia_oceania ... as-taiwan/

https://br.sputniknews.com/asia_oceania ... ua-taiwan/

https://br.sputniknews.com/asia_oceania ... os-taiwan/

https://www.ocafezinho.com/2017/12/10/c ... s-na-ilha/

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 87213.html

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Dom Pedro III » 17 Abr 2018, 12:50

Rigoni escreveu:
17 Abr 2018, 09:01
Dom Pedro III escreveu:
16 Abr 2018, 17:05
1- Toda a ditadura parte do princípio de uma visão superior à outra, isso é o básico, só ver exemplos da Alemanha Nacional-Socialista, da União Soviética, de Carlos XII da Suécia (este sendo um monarca, o que só muda de um ditador por especificidades). E outra, um problema não some por ser menor que o outro, isso é indignação seletiva, uma falha argumentativa lógica. Vamos deixar de condenar um cara que roubou um banco porque hoje prendemos um estuprador? Mas você mesmo concorda com isso logo depois, indiretamente ("Qualquer um que se impõe, por qualquer meio, como meu/seu superior é um ditador").

2- Concordo que o modelo atual (corporativista, empresas aliadas ao Estado, que é uma organização criminosa e coercitiva) é falho e injusto, além de matar concorrência com monopólios, criando uma diferença jurídica-tributária e econômica (exemplo disso é o Brasil, com empresas como os Correios). Mas você está partindo de uma premissa ilógica: nós não somos iguais, somos diferentes, temos aspirações, objetivos e relações com o mundo totalmente diferentes. Como que seres tão diferentes conseguem riqueza e produtos materiais? Pela troca, porque somos imperfeitos e interesseiros. A desigualdade social sempre existirá, e não vai ser uma anarquia que vai impedir isso. Alias, você foi tendencioso com a história da Europa, não foram só os europeus que subjugaram, ou devemos esquecer os Assírios, os Babilônicos... Mas neste mar de falácias você conseguiu falar algo bom: "continuamos nessa busca por uma autoridade messiânica que nos livrará de todos os problemas", inclusive a desigualdade social...

3- Eu que te pergunto kkkkkkkk De onde você tirou que eu disse isso? Leia de novo man, eu não disse coerção POR ação humana, mas sim DA ação humana. Você acha o mercado (ação humana) ruim e quer tirar de todo mundo porque sim. Isso é uma coerção DA ação humana, e aí que os anarquistas clássicos (não sei se você é um) se tornam totalitários.

Olha cara, você parece ser um cara que entende um pouco da sociedade e da atualidade, mas não precisa ser tão arrogante. Você se sentiu tão superior que não se deu nem ao trabalho de ler o que eu disse duas vezes antes de escrever.
Homem de palha, apelo ao ridículo, causa falsa, ladeira escorregadia...


cara, o que você não descaracterizou completamente ao responder (tipo o "não somos todos iguais" que por sinal, foi uma falácia da ambiguidade), você não atacou diretamente o cerne do argumento.

Quanto ao "tendencioso com a história" creio que você não tenha entendido muito bem as relações históricas entre os povos antigos que você citou e a "história europeia". Creio que seja consenso entre os historiadores que essas civilizações construíram o processo histórico europeu. Esse é um erro comum, enxergar a história de forma desconexa. Mas é uma relação de causa e consequência. A famosa dialética histórica hegeliana. Assim como existe uma relação direta entre a história do povo português com a história do Brasil, existe a direta influência e interferência dos povos antigos na civilização europeia. Mas foi meu erro mesmo. Deveria ter usado o termo "história eurocêntrica".

Quanta à arrogância, foi mal. Tenho um preconceito fodido com o teu nickname. Mas não era minha intenção te desrespeitar.
Sem querer ser arrogante, mas você vai ter que me explicar depois como que “Toda a ditadura parte do princípio de uma visão superior à outra...” é uma causa falsa, como que eu estou expondo sua opinião ao ridículo e entendo-a como mentira simplesmente por ser ridícula em (“Um problema não some por ser menor que o outro, isso é indignação seletiva...”), e principalmente, como que o mesmo se aplica em “nãos somos iguais, somos diferentes, temos aspirações, objetivos e relações com o mundo totalmente diferentes...”. Não estou dizendo que meu argumento sempre vai ser coeso ou o seu (“monarquia é piada que alguns levam a sério”, na sua primeira resposta, mostrando uma exposição ao ridículo de sua própria autoria), gosto de aprimorar minha argumentação.

Além disso, percebi que você acha comum a relação de trocas e detesta o modelo de Estado + mercado atual da sociedade, algo que concordamos. Saindo disso, acho que você jogou uma smoke grenade no assunto. Você se defendeu dizendo que eu não argumentei e que não ataquei o argumento diretamente, mas esta é uma rota de fuga muito fácil (não estou dizendo que você fugiu do debate, mas escolheu o modo mais fácil de debater, assim como fez ao sublinhar e deixar em negrito todas aquelas partes e dizendo que são falácias, sem uma explicação; e não, eu não tenho a obrigação de entender o que você entendeu como falácia no meu argumento, você pode estar equivocado).

Quanto à questão da história, você comete também uma falácia, mas eu vou explicar: eu não disse em nenhum momento que Europa e povos mais antigos não tiveram nenhuma conexão, mas como eu não disse claramente que eles tiveram tal ligação, você utilizou de uma lógica falaciosa para atingir sua linha de pensamento. Isso é ser desonesto, eu nunca disse que não existe uma conexão entre os dois, apenas disse que você foi bem tendencioso apenas citando a Europa, sendo que subjugação é algo do mundo.

Pode parecer ignorância da minha parte, mas você também não pode sair falando coisas sem uma argumentação. Quando você sublinhou trechos do meu texto sem argumentar ou defender sua alegação me deixou sem o direito de réplica, entende? Mas acho que no fundo estamos partilhando da mesma visão, mas a diferença é que você parece ter uma aversão ao mercado de forma geral, não apenas no contexto atual. Tudo bem, mas não significa que o mercado deva sumir por isso, já que é voluntário (não entro no mérito de justiça e injustiça, mas na voluntariedade) em sua forma pura. A minha ressalva contra um anarquista clássico é essa, de querer abolir (alguns) o mercado totalmente, simplesmente porque o atual não é justo.

Quanto ao nome, é só um apelido que me deram quando moleque, não sou monarquista kkkk Eu até viveria em um governo, contanto que não fosse coercitivo, entende? Homens não deveriam ter o poder de imposição gratuita contra outros homens, isto é uma ditadura disfarçada pelo nosso ensino público obrigatório, que forma uma geração de gado. Por isso que hoje em dia vemos essa guerra entre defensores de políticos de estimação, não conseguem compreender que os políticos não se importam com eles, que são apenas números para os digníssimos parlamentares.
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