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Rsilva
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Brasil lidera ranking de assassinatos no campo

Mensagem por Rsilva » 27 Jul 2018, 12:58

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Dos 207 ativistas que advogam pelo direito à terra ou ambientalistas assassinados no mundo em 2017, 57 foram no Brasil. O dado foi levantado pela Global Witness, que apura casos do tipo em 20 países. Em entrevista à Sputnik, o membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Paulo César Moreira explica o que pode justificar a estatística.

O critério da Global Witness para considerar uma pessoa como ativista é se ela atuava de forma pacífica para proteger o direito à terra ou o meio ambiente.

Para a ONG, são ativistas as pessoas que advogam em torno deste tema de forma pacífica. Foram contabilizados os sem-terra e donos de pequenas terras, geralmente ameaçados por madeireiros e grileiros protegidos por bandos armados. Não por acaso, a maioria dos casos se concentra no norte do país: oito de cada 10 assassinatos registrados pela ONG aconteceram na Amazônia Legal.

O Brasil encabeça o ranking das nações analisadas, seguido pelas Filipinas (48 mortes), Colômbia (24), México (15), Congo (13) e Índia (11).
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Em vez de tomar medidas para evitar tais atrocidades terríveis contra os ativistas, o Presidente Michel Temer enfraqueceu as leis e instituições destinadas a protegê-los. Ele tornou mais fácil do que nunca para setores como o agronegócio — associado a pelo menos 12 assassinatos no Brasil em 2017, de acordo com estatísticas da Global Witness — impor seus projetos em comunidades sem o consentimento destas", diz a Global Witness no relatório.


https://www.globalwitness.org/pt/campai ... /section-1

Para Paulo César Moreira, a turbulência política no Brasil — um panorama que ele avalia em crescendo desde 2015, mas culminando em 2017 — propicia a institucionalização da violência no campo.

A bancada ruralista no Brasil ganhou muita força com o governo Temer, o governo se tornou (...) extremamente submisso às bancadas que compõem o Congresso como a dos ruralistas, da mineração, dos bancos. No campo a terra é um elemento de disputa de poder muito forte, onde já havia necessidade de regularização e retomada do direito dos povos. Essa ruptura política trouxe um retrocesso muito grande", explica, acrescentando ainda que só no ano passado, foram cinco chacinas no campo.


Moreira argumenta ainda que, como os crimes não são investigados, a sensação de impunidade permanece e contribui para o aumento nos números de mortes violentas.

A sensação de impunidade muito grande. A prática da pistolagem, da milícia é constante. À medida que grupo contratado para eliminar trabalhadores rurais e quilombolas praticam crimes e percebem que os mandantes não foram julgados, acaba servindo como incentivo à perpetuação dessas práticas", denuncia.


Governo acusa ONG de fake news

O governo brasileiro se manifestou sobre o levantamento por nota, acusando a ONG de apresentar "dados equivocados, inflados, frágeis e [de] metodologia duvidosa".

De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, a Global Witness teria levado em conta mortes ocorridas no campo não necessariamente ligadas a disputa por terras, mas a outros problemas como disputa de tráfico de drogas e latrocínio. "Isso por si só tira qualquer resquício de credibilidade que tal documento poderia ter, e mostra que a ONG distorce os fatos", diz o texto.

A nota continua defendendo a importância do agronegócio para o país e defendendo as políticas de proteção aos direitos humanos implementadas por Michel Temer, nomeado um dos responsável pelo aumento no casos de assassinato pela Global Witness.

"Eventuais crimes são localizados e não se pode generalizar acusações a todos agricultores brasileiros, sem fundamento. Ao contrário do que afirma o equivocado levantamento, o presidente Michel Temer aumentou área de preservação, criou a maior reserva marinha do mundo e trabalha em respeito ao meio ambiente, (...) ministério para cuidar da segurança pública e tem apoiado estados onde há crise neste setor".

Por fim, a Secretaria encerra o texto apontando que a pesquisa é, na verdade, fake news. "Denúncias falhas e mal apuradas são exemplo de fake news usadas para atacar o governo, cujo compromisso essencial tem sido defender o povo brasileiro", adicionou.

Comentando a posição, Paulo classificou a resposta e a postura governamental como "extremamente preocupante".

O governo se encontra em uma situação de nenhuma autoridade para se falar sobre morte no campo, ele praticamente acabou com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, desestruturando e sucateando a instância governamental responsável pelo conflito agrário. Existem suspeitas nossas (da Comissão Pastoral da Terra) que por trás destes conflitos, existam questões de disputa pela terra, neste momento é [uma posição] extremamente contraditória. [O governo] é um agente incentivador desta barbárie", denunciou à Sputnik.


https://br.sputniknews.com/brasil/20180 ... tos-campo/

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Viagens de Maia e Eunício para evitar inelegibilidade já custam R$ 250 mil

Mensagem por Rsilva » 27 Jul 2018, 13:12

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Apesar de abrirem mão de suas diárias, as comitivas dos presidentes da Câmara e do Senado têm despesas pagas. Há também gastos estimados com combustível para aviões da FAB.

As últimas três viagens dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (MDB-CE) respectivamente, já custaram aproximadamente R$ 250 mil aos cofres públicos. Desde abril deste ano, eles saem do país sempre que o presidente Michel Temer também se ausenta. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o valor corresponde a diárias de servidores e custo com combustível para os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

https://politica.estadao.com.br/noticia ... 0002417669

Maia e Eunício recusaram receber diárias, mas os gastos também incluem servidores e parlamentares que acompanharam as missões oficiais de ambos.

Os dois viajaram em abril, junho e julho e estão fora do país desde domingo novamente, mas estão em viagens particulares. Em abril, o gasto estimado com combustível para o avião da FAB que transportou Maia e outros parlamentares à Cidade do Panamá é de pouco mais de R$ 53,3 mil. A viagem de Eunício ao Japão no mesmo período custou R$ 30.138,65, segundo informações do site do Senado. Com diárias pagas a servidores e parlamentares foram R$ 51.134,93 para a missão oficial da Câmara e R$ 14 mil para a do Senado.

Em junho, Maia se deslocou para Portugal sem utilizar avião da FAB. Já a viagem de Eunício à Argentina é estimada em R$ 30,6 mil só com combustível. As diárias da comitiva de Maia custaram aos cofres públicos R$ 36.524,88 e as da comitiva do senador emedebista R$ 5.346,90.

No início da semana passada, Maia foi ao Chile acompanhado de outros dois deputados. Os gastos ainda não foram informados pela Câmara, mas o gasto estimado com combustível da aeronave da FAB é de R$ 38,5 mil.

Inelegibilidade

A situação atípica das viagens dos presidentes do Legislativo acontece porque, pela lei, os chefes das Casas são impedidos de se candidatar nas eleições caso ocupem a presidência da República seis meses antes das eleições. Caso contrário, se tornam inelegíveis a outros cargos.

Como Temer não tem vice, Eunício e Maia são os próximos da linha sucessória. Com ambos no exterior, a próxima da lista é a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, que assumiu novamente a presidência interina do país na segunda-feira (23).

Desde a redemocratização, Cármen Lúcia é a quarta presidente do STF a assumir a Presidência da República em ano eleitoral e já soma cerca de 15 dias no cargo apenas este ano.

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Povo do semiárido começa caravana de 4 mil quilômetros contra a volta da fome

Mensagem por Rsilva » 27 Jul 2018, 23:05

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Ativistas vão percorrer o país para denunciar o crescimento da miséria no país. Ato cultural pediu o retorno de políticas públicas inclusivas.

A cidade de Caetés (PE) deu início nesta sexta-feira (27) à Caravana do Semiárido Contra a Fome. O objetivo é atravessar o país com três ônibus para denunciar o crescimento da miséria no Brasil.
Em 2014, eram 5 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza. Hoje, esse número aumentou para 12 milhões”, disse a presidenta da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Pernambuco, Cícera Nunes da Cruz. O percurso total deve ser de aproximadamente 4,3 mil quilômetros.


A caravana, liderada pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e outras entidades reunidas na Frente Brasil Popular, deve seguir para Feira de Santana (BA), Belo Horizonte, Guararema (SP), Curitiba e, por fim, Brasília. Os manifestantes temem que o Brasil volte para o Mapa da Fome da ONU, de onde havia saído durante o governo Lula.
A maioria dos que passam fome é negra, nordestina. Crianças, estão nas periferias. A classe trabalhadora, onde o Lula nasceu e lutou, está aqui para lembrar que ele foi o melhor presidente desse país”, disse Cícera.


Vamos dizer que precisamos da ajuda de Lula urgente. Ele precisa voltar às ruas. A direita e a extrema-direita o colocaram na cadeia, mataram a Marielle Franco, mataram muitos lutadores, mas não matam a vontade do povo brasileiro. Não vão conseguir tirar nossa vontade de ter um país democrático e justo”, completou. O ato seguiu com fala de lideranças de movimentos sociais e de lideranças locais, como o prefeito Armando Duarte (PTB). Foram mais de 5 mil pessoas presentes, segundo organizadores.


O jovem cearense Antônio Hemerson estuda agricultura em uma Escola de Família Agrícola (EFA), em Pires Ferreira. Ele segue com a caravana e disse que luta “por um Estado democrático de direito, na luta por políticas públicas e por mais direitos”. Já Gilberto Ferreira é primo de Lula, que nasceu em Caetés. Ele conta que conviveu com o ex-presidente na infância.
Ele saiu daqui no ano de 1952. Foi pra São Paulo e destinou a vida dele. Foi deputado federal e duas vezes presidente. Nossa vida melhorou muito depois dos governos de Lula e Dilma, mas melhorou como a de todas as pessoas humildes do país.”


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos, falou após apresentações culturais que também marcaram o ato.
O lugar de Lula é nas ruas, conversando com a gente, ajudando a resolver os problemas dos mais pobres. Todos os dias em Curitiba, damos bom dia, boa tarde e boa noite para o presidente Lula. Eu já estive lá. E vamos todos nós agora também fazer o mesmo. É de arrepiar, estamos nessa corrente bonita”, disse, sobre a Vigília Lula Livre.


No dia 4, estaremos em Brasília depois dessa caminhada para tratar de política. Vamos dizer para o Brasil e para o mundo que não queremos que a fome volte para o país, estamos caminhando para voltar ao Mapa da Fome", alertou.
Esta é nossa via da denúncia. Estávamos caminhando em passos largos para frente, com inclusão, emprego e renda. Descobrimos o pré-sal e estávamos investindo em saúde e educação. Agora, eles entregaram de graça para os capitalistas norte-americanos. O Congresso votou tudo que é ruim para o povo, o Supremo Tribunal Federal foi omisso quando depuseram uma presidenta honesta e está sendo covarde outra vez deixando Lula preso sem prova e sem crime. Mas nós vamos continuar na luta”, completou.


https://www.redebrasilatual.com.br/cida ... ta-da-fome



Como o Brasil saiu do Mapa da Fome. E por que ele pode voltar
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Para sair do mapa, o país deve ter menos de 5% da população ingerindo menos calorias do que o recomendado. Atualmente, estão acima desse percentual, por exemplo, a Namíbia, com 42,3% da população nessa situação, a Bolívia, com 15,9%, a Índia, com 15,2%, e a Colômbia, com 8,8%. O Brasil permaneceu acima do índice de 5% até 2013. Em 2014, registrou 3% de população ingerindo menos calorias que o recomendado e saiu pela primeira vez das cores avermelhadas do mapa. No entanto, um relatório elaborado por cerca de 20 entidades da sociedade civil e apresentado em julho de 2017, sobre o desempenho do Brasil no cumprimento dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, traz um alerta: há risco de o país voltar ao próximo Mapa da Fome. Um dos especialistas que elaborou o relatório, o economista Francisco Menezes, pesquisador do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e da ActionAid Brasil, afirmou ao Nexo que o risco se deve a uma combinação de fatores que se colocaram de 2015 a 2017, como alta do desemprego, avanço da pobreza, corte de beneficiários do Bolsa Família e o congelamento dos gastos públicos por até 20 anos.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/ ... ode-voltar




BRASIL PODE VOLTAR AO MAPA DA FOME DA ONU, DIZ ECONOMISTA DO IBASE
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O último dado disponível, de 2014, do IBGE, mostra que o País tinha 7 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, o que é menos de 5% da população. Por que vocês acreditam que este número aumentou?
Um dos objetivos do milênio da ONU é o fim da fome. Por isso nos debruçamos sobre a análise das políticas que estão sendo usadas nesse sentido, para produzir um relatório. A fome está muito associada à pobreza extrema e a situação do desemprego se agravou muito. Não só pelo fato de termos 14 milhões de desempregados, mas pelo fato de as populações mais pobres serem as mais prejudicadas. Além disso, o governo cortou R$ 1,1 milhão em benefícios do Bolsa Família, sob a alegação de irregularidades. Num quadro de desemprego, esse nível de redução agrava a situação social.

Mas vocês ainda não tem esse número?
Não, não temos. Os dados de renda, que são um bom indicativo, referentes a 2015, 2016 e início deste ano, deveriam ter sido divulgados em junho pelo IBGE. A divulgação foi adiada para outubro e, depois, para novembro. Então ainda não temos esses números. Mas estamos trabalhando com a ideia de que a situação piorou muito e é bastante grave entre as camadas mais pobres.

Leia mais: https://revistapegn.globo.com/Negocios/ ... ibase.html




Fome volta a assombrar famílias brasileiras
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Depois de o Brasil sair do mapa mundial da fome da ONU em 2014 — o que significa ter menos de 5% da população sem se alimentar o suficiente —, o velho fantasma volta a assombrar famílias como a de Maria de Fátima. O alerta, endossado por especialistas ouvidos pelo GLOBO, é de relatório produzido por um grupo de mais de 40 entidades da sociedade civil, que monitora o cumprimento de um plano de ação com objetivos de desenvolvimento sustentável acordado entre os Estados-membros da ONU, a chamada Agenda 2030. O documento será entregue às Nações Unidas na semana que vem, durante a reunião do Conselho Econômico e Social, em Nova York.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/fome- ... s-21569940



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O Relatório traz dados preocupantes, especialmente em tempos de tensões sociais, políticas e econômicas no país, comprovando a tendência já anunciada em 2017, de que no ritmo atual o Brasil dificilmente alcançará as metas com as quais se comprometeu, juntamente com outros 192 países, no âmbito das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Em relação ao ODS 1, por exemplo, que propõe a erradicação da pobreza, o Brasil seguiu nos últimos anos exatamente o caminho oposto ser percorrido, com a extinção de programas sociais e de transferência de renda e com a aprovação, em 2016, da Emenda Constitucional 95 – que limita o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos. Somado ao aumento do desemprego, que em dezembro de 2017 alcançava a marca de 12,7%, as desigualdades econômicas e sociais do país têm aumentado.

Tais medidas têm impacto direto para dificultar o alcance de outros objetivos, como o de zerar as pessoas que passam fome (ODS 2) e reduzir as desigualdades não apenas dentro de cada país, mas também entre os países (ODS 10). Cortes orçamentários fragilizaram, por exemplo, programas de garantia de segurança alimentar e de distribuição de alimentos.

Da mesma forma, em indicadores como o número de casos de Aids no país (ODS 3), apesar de a terapia antirretroviral ser disponibilizada de forma universal e da queda na mortalidade, em vários estados da federação houve aumento da incidência entre homens jovens (entre 15 e 19 anos o número de casos triplicou; e entre 20 e 24 anos, dobrou).

Outro exemplo pode ser tirado do ODS 5 – que fala sobre a igualdade de gênero. Neste quesito, o Brasil ainda apresenta dados de extrema desigualdade entre homens e mulheres. O Brasil é o quinto país em número de feminicídios. Em 2017, uma mulher foi assassinada a cada duas horas no Brasil e uma em cada três brasileiras disse ter sido vítima de violência nos últimos 12 meses.

O Grupo de Trabalho da Sociedade Civil da Agenda 2030 (GTSC A2030), coalizão formada por entidades de todas as regiões do Brasil, analisou 121 das 169 metas que compõem os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Assim, no Relatório Luz 2018 todos os 17 ODS foram analisados e contam com um diagnóstico, além de recomendações para reverter a atual situação e alcançar a meta até o ano de 2030. O documento foi preparado por especialistas do GTSC A2030 nas diferentes áreas e por apontar um caminho de como alcançar as metas é chamado de Relatório Luz.

Leia mais: http://ibase.br/pt/destaques/objetivos- ... no-brasil/



ACESSE AQUI O RELATÓRIO COMPLETO: http://casafluminense.org.br/wp-content ... l-2018.pdf



ONG Ação da Cidadania lança documentário sobre a história da fome no Brasil
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A segurança alimentar deve ser uma política de Estado. Se o Natal Sem Fome, uma organização não-governamental, tinha condições de arrecadar alimentos e doar à população, o poder público teria possibilidades de fazer muito mais“, protestou Daniel de Souza, filho do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho e presidente daquela ONG.


Conforme dados apresentados, a situação extrema de pobreza afeta 4,2% da população brasileira, especialmente no Nordeste e Norte.
O desmonte das políticas de assistência social vitima a população mais pobre. E a situação é de agravamento. Denunciamos a possibilidade de o Brasil entrar no mapa da fome. Não pode haver ajuste fiscal que viole os direitos humanos como a Emenda do Teto de Gastos. Deixo aqui duas perguntas: Que país teremos se prosseguirmos assim? Tudo isso aconteceria se a democracia brasileira tivesse sido preservada? Isso indica qual deve ser nosso campo de luta“, refletiu Francisco Menezes, do Ibase.


Assista a seguir trecho do documentário Histórias da Fome no Brasil, idealizado por Daniel de Souza, presidente da Ação da Cidadania. O documentário mostra a cronologia da fome no país – do Brasil Colônia até as recentes políticas públicas recentes que levaram o Brasil a sair do Mapa da Fome da ONU.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/direito ... da-fome-no

Jedi_Vascaíno
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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por Jedi_Vascaíno » 27 Jul 2018, 23:24

Podiam renomear o tópico para FAKE NEWS DA ESQUERDA.

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ABORTO: SUS GASTA QUASE R$ 500 MILHÕES COM COMPLICAÇÕES

Mensagem por Rsilva » 29 Jul 2018, 19:39

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Em apenas 10 anos, as complicações de mulheres internadas por abortos geraram uma despesa para o SUS de R$ 486 milhões, sendo que 75% dos casos foram provocados; de 2008 a 2017, 2,1 milhões de mulheres foram internadas; dados constam em documento do Ministério da Saúde que vai subsidiar o STF na ação que pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

Em apenas 10 anos, as complicações com mulheres internadas por abortos geraram uma despesa para o SUS de R$ 486 milhões, sendo que 75% dos casos foram provocados. De 2008 a 2017, 2,1 milhões de mulheres foram internadas, de acordo com reportagem da Folha.

Esse levantamento consta no documento entregue pelo Ministério da Saúde entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deve subsidiar os ministros na ação que pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNot ... udo=373569

Questão que divide opiniões políticas e religiosas – cuja ilegalidade não evita sua prática -, a relatora da ação, a ministra Rosa Weber, marcou para os dias 3 e 6 de agosto realização de audiência pública sobre o tema.

Leia reportagem na íntegra aqui: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano ... cada.shtml



Interromper gestação até 3º mês não é crime, decide 1ª Turma do STF em HC
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29 de novembro de 2016

A proibição ao aborto é clara no Código Penal brasileiro, mas deve ser relativizada pelo contexto social e pelas nuances de cada caso. Por exemplo, a interrupção da gravidez é algo feito por muitas mulheres, mas apenas as mais pobres sofrem os efeitos dessa prática, pois se submetem a procedimentos duvidosos em locais sem a infraestrutura necessária, o que resulta em amputações e mortes.

Essa é a síntese do voto-vista proferido pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (29/11), no julgamento do Habeas Corpus 124.306. Com o voto de Barroso, a 1ª Turma da corte, por maioria, entendeu que a interrupção da gravidez até o terceiro mês de gestação não pode ser equiparada ao aborto. No caso, duas pessoas foram presas acusadas de atuar em uma clínica de aborto. A decisão não é vinculante.


https://www.conjur.com.br/2016-nov-29/i ... -turma-stf


Desigualdade pela renda e cor da pele é exposta em abortos de riscos no país
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Enquanto entre mulheres brancas a taxa é de 3 óbitos causados por aborto a cada 100 mil nascidos vivos, entre as negras esse índice sobe para 5. Para as que completaram até o ensino fundamental, o índice é de 8,5, quase o dobro da média geral de 4,5, segundo Pesquisa Nacional sobre Aborto realizada em 2016.

http://www.scielo.br/pdf/csc/v22n2/1413 ... 2-0653.pdf

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano ... tent=geral

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Medo de estupro faz mulheres deixarem de beber água em meio a calor extremo na Índia

Mensagem por Rsilva » 30 Jul 2018, 02:11

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Segundo pesquisador, risco de morte de mulheres em períodos de calor extremo na Índia é bem maior do que o de homens.

O sol está no auge e o calor supera 40 graus.

Em uma favela urbana em Nova Déli, capital da Índia, Mona* evita deliberadamente beber água.

Às vezes, eu bebo menos - porque (ela estimula a produção de fezes) o local que usamos para defecar ao ar livre fica cheio de rapazes. Tenho medo de ir lá."


A menina de 13 anos de idade também restringe sua ingestão de alimentos e vai ao 'local' apenas uma vez por dia para se aliviar.

Quando vai, segue em bando com outras mulheres, no início da manhã ou no final da tarde.

Violência sexual

Cerca de 524 milhões de indianos, a exemplo dela, não contam com banheiro em casa e são obrigados a defecar ao ar livre todos os dias, de acordo com números da Organização das Nações Unidas (ONU).

http://www.who.int/mediacentre/news/rel ... e.pdf?ua=1

Para as mulheres, há um nível adicional de vulnerabilidade nessa história: o risco de estupro ou de outros tipos de violência sexual.

Uma pesquisa da Fundação Thomson Reuters divulgada esta semana mostra que a Índia é o país mais perigoso do mundo para mulheres, devido ao alto risco de sofrerem violência sexual e de serem forçadas ao trabalho escravo.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/pesq ... eres.ghtml

Vários estudos têm apontado para o quanto as indianas estão sujeitas a ataques sexuais ao irem ou voltarem de instalações públicas ou de campos abertos onde são obrigadas a fazer suas necessidades.
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Savita afirma que as mulheres são vítimas constantes de comentários obscenos e persequição ao irem a áreas usadas como banheiros ao ar livre.

Savita, que vive em uma favela urbana em Nova Deli, relata o calvário que muitas são forçadas a enfrentar todos os dias.

Várias mulheres sofrem com comentários obscenos, perseguições e olhares de rapazes da região quando saem para defecar nessas áreas."


É por isso que temos medo de ir. E sempre temos que reunir outras mulheres e pedir que elas nos acompanhem até o mato", acrescenta.


Evitando água

O que acontece quando essas mulheres são forçadas a escolher entre saúde e segurança?

Elas se desidratam intencionalmente - e isso pode ter sérios efeitos se estiver muito quente ou se houver uma onda de calor", diz Gulrez Shah Azhar, pesquisador da RAND Corporation, dos Estados Unidos, reforçando que as mulheres param de beber água em quantidade suficiente para não sentirem vontade de defecar e serem forçadas a ir a áreas onde ficam vulneráveis.


Enquanto estudava a onda de calor de 2010 na cidade de Ahmedabad, no oeste do país, Gulrez descobriu que as mulheres tinham risco de morte bem maior nesses períodos que os homens.
Acredita-se que as mulheres que ficam em ambientes fechados não enfrentam alto risco durante uma onda de calor. Mas há uma série de fatores que contraria essa ideia, incluindo a falta de saneamento básico ", diz ele.

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Bhuni Shelukar carrega recipiente com água, sobre a cabeça, em área onde temperaturas beiram os 50 graus.

Em algumas casas, um ventilador de teto é a única fonte de refrigeração, que pode, no entanto, não ser tão confiável devido ao fornecimento inconsistente de eletricidade.

O calor também aumenta quando cozinham dentro de casa. O traje típico no país - o sari, como é chamado o longo pedaço de tecido que envolve o corpo - também ajuda pouco.

Mas o dano potencial que o calor pode causar não é reconhecido", diz Gulrez.


Extremamente quente

Bhuni Shelukar é de uma aldeia chamada Makhla, localizada na região de Vidarbha, no estado de Maharashtra. Os verões nessa área podem ficar extremamente quentes, com temperaturas que chegam a 47ºC.

E com uma crise aguda de falta de água, Bhuni e outras mulheres são obrigadas a caminhar no calor escaldante para buscar alguns litros, que carregam em potes sobre suas cabeças.

Nós andamos de dois a três quilômetros para conseguir a água e ainda não é suficiente. Temos que fazer várias viagens, já que só podemos carregar um pote de cada vez", diz Bhuni.


Nos sentimos exaustas", acrescenta ela, enquanto caminha de volta para casa.

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Em algumas áreas, as mulheres são encarregadas de tarefas domésticas e só depois de concluí-las podem satisfazer suas próprias necessidades.

Na cidade de Ahmedabad, no oeste do país, as mulheres relatam que são encarregadas de tarefas domésticas, como cozinhar e limpar, mas que não podem dar prioridade à própria saúde ou a necessidades básicas.

Damini Rameshbhai Marwadi é uma dessas mulheres.

É difícil usar o banheiro. Temos de esperar os homens irem primeiro."


'Me segurando'

Segundo ela, espera-se das mulheres que elas deem conta do trabalho doméstico antes de cuidarem desse tipo de necessidade.

Durante o verão, acabei ficando com icterícia (que tem sintomas como pele e olhos amarelados, além de urina escura) porque ficava me segurando".


Gulrez diz que há "uma cultura de silêncio que envolve questões sanitárias das mulheres que levam à morte".

A solução a longo prazo envolveria lidar com questões difíceis de igualdade e direitos das mulheres", analisa ele.

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A pintura de telhados com tinta reflexiva branca é apontada como uma das soluções para reduzir o calor, mas ter banheiros internos também é visto como fundamental para deixar as mulheres menos vulneráveis.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), que é o órgão das Nações Unidas para assuntos do clima, tem alertado há muito tempo que as ondas de calor devem ser tornar cada vez mais graves no Sul da Ásia - Afeganistão, Paquistão, Índia, Butão, Nepal, Sri Lanka, Bangladesh e Maldivas.

http://www.ipcc.ch/report/ar5/

Essa região abriga um quinto dos habitantes do mundo.

O aquecimento ocorreu, em escala nacional, na maior parte do Sul da Ásia ao longo do século 20 e nos anos 2000", diz o quinto relatório de avaliação do IPCC.


http://www.pbmc.coppe.ufrj.br/pt/notici ... climaticas

Celulares e banheiros

Apesar desse cenário, as ondas de calor receberam pouca atenção.
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Algumas mulheres se recusam a beber água, colocando a saúde em risco, considerando que ir "ao banheiro" pode representar uma ameaça maior.

Gulrez Shah Azhar ressalta que é importante encontrar soluções adequadas ao ambiente local.

Isso inclui acesso a celulares para que as pessoas possam receber alertas de ondas de calor ou pedir ajuda.

Outras medidas práticas, como a pintura de telhados com tinta reflexiva branca ou cortinas de esteira de juta para as janelas, proporcionariam algum alívio para quem fica em casa", diz ele.


Mas o acesso a um banheiro interno e a água potável continua sendo primordial."


* Nome fictício, para preservar a identidade da entrevistada.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-44643278

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Vinan
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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por Vinan » 30 Jul 2018, 20:24

"Grupo Vascaínas contra o Assédio lança camisa do movimento"

Na moral, se eu ver alguém na torcida com uma camisa dessa eu vou xingar... Vai se fuder! Não basta o clube estar na merda, agora querem difamar a torcida.

As barangas tão que tão!

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Bebês Guarani-Kaiowá são sequestrados pelo governo do Mato Grosso do Sul

Mensagem por Rsilva » 30 Jul 2018, 22:12

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Com apenas oito dias de vida, o bebê de Élida Oliveira, uma índia Guarani-Kaiowá, foi retirado de seu colo por agentes de saúde e membros do Conselho Tutelar e foi levado para adoção, sob o pretexto de que estaria sofrendo com maus tratos, abandono e problemas dos pais com álcool e drogas.

O sequestro de bebês indígenas se tornou prática rotineira nas tribos, sendo que só em Dourados (MS) no ano de 2017 foram 50 casos. As mulheres indígenas denunciaram o fato na sexta edição da assembleia denominada Kuñangue Aty, onde elas se encontram e relatam abusos cometidos pelos órgãos oficiais do Estado, incluindo as Varas da Infância e da Adolescência da região.


Está virando lei agora tirar os indígenas e dar para os brancos?”, questionou Janete Alegre, anfitriã da assembleia em Amambai.

https://theintercept.com/2018/07/28/kai ... es-filhos/

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QUEM DISSE QUE NÃO EXISTE PENA DE MORTE NO BRASIL?

Mensagem por Rsilva » 01 Ago 2018, 17:25

O papo é reto: 'Quem roubar vai morrer'
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Criminosos da Praça Seca espalham faixas com ameaça a ladrões.

A guerra entre traficantes e milicianos pelo controle de territórios da Praça Seca, na Zona Oeste, ganhou mais um capítulo, ontem, quando faixas ameaçadoras foram espalhadas pelo bairro. Com a frase "Proibido roubar. Se roubar vai morrer. Não é pra 1, nem pra 2. É pra geral", as faixas foram penduradas em pontos da Rua Barão, entre eles a porta da Clínica da Família Newton Bethlem.
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Faixa de 'proibido roubar' foi colocada na Rua Marangá. Medida foi comentada nas redes sociais

Pelas redes sociais, moradores relataram o caso. "Como a PM não atua nas ruas acima da Cândido Benício, sentido morro São José Operário, os chefes do CV decidiram 'colaborar' com os moradores", escreveu uma internauta.

À tarde, a PM disse que "equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) procederam até os locais e retiraram as faixas", mas que a "Investigação é com a Polícia Civil".

Já a Polícia Civil disse que "existem inquéritos policiais em curso que estão apurando o conflito entre os criminosos da milícia e traficantes nas comunidades da região" e que "o episódio das faixas também está sendo apurado pela unidade", mas "as investigações estão sob sigilo".

Para tentar conter a guerra, o Comando Conjunto da Intervenção fez uma grande operação no bairro, no dia 18 de maio, nas comunidades Bateau Mouche, Caixa D'Água, Chacrinha, Mato Alto, Barão, São José Operário, Covanca e Pendura-Saia, na qual o chefe de uma das quadrilhas, Sérgio Luiz da Silva Júnior, o 'Da Russa', acabou morto, depois de fugir, pela mata, para o Complexo do Lins, na Zona Norte.

https://meiahora.ig.com.br/geral/2018/0 ... orrer.html

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BRASIL É UM DOS PAÍSES EM QUE A ESQUISTOSSOMOSE PERMANECE ENDÊMICA

Mensagem por Rsilva » 01 Ago 2018, 18:49

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Com 1,5 milhão de pessoas vivendo em áreas com risco de contrair esquistossomose, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil está em situação intermediária entre os 78 países em que a doença permanece endêmica e mostra mais de 60% da população sem acesso a esgotamento sanitário.

Com 1,5 milhão de pessoas vivendo em áreas com risco de contrair esquistossomose, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil está em situação intermediária entre os 78 países em que a doença permanece endêmica e mostra mais de 60% da população sem acesso a esgotamento sanitário.

Isso é inaceitável para um país do porte do Brasil e com o nível de desenvolvimento que tem”, disse à Agência Brasil o relator Especial do Direito Humano à Água e ao Esgotamento Sanitário das Nações Unidas (ONU), Léo Heller, também pesquisador do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas). Heller participa, no Rio de Janeiro, da 15ª edição do Simpósio Internacional sobre Esquistossomose, que começa nesta quarta-feira (1º) e vai até sexta-feira (3).


http://vppcb.fiocruz.br/symposium-schisto/pages/home

A esquistossomose é causada pela infecção por vermes parasitas de água doce e está relacionada ao tratamento de água e esgoto. É considerada a segunda doença parasitária mais devastadora socioeconomicamente do mundo, atrás apenas da malária. No Brasil, há maior incidência na região Nordeste e no estado de Minas Gerais.

Controle ambiental

Segundo Heller, o chamado controle ambiental da doença pode evitar que as pessoas, em especial as camadas mais pobres da população, contraiam a esquistossomose.
Intervenções no ambiente, impedindo a ocorrência dos criadouros e também dando condição às pessoas para que não tenham necessidade de acesso a cursos d’água, eu defendo como soluções permanentes de largo alcance e com grande efetividade”, manifestou o pesquisador.


De acordo com o pesquisador, estudos mostram que quando há intervenção em esgotos, impedindo que esses tenham acesso a cursos d’água, ocorre uma interrupção de parte do ciclo de transmissão das doenças, esquistossomose principalmente. Quando existe também uma provisão de água adequada nas casas, as pessoas deixam de ter necessidade de ir aos cursos d’água, evitando um dos motivos da contaminação.
Há estudos que mostram que ambas as intervenções em água e esgoto têm efeito positivo no controle da esquistossomose”.


Planejamento

Para Heller, é importante que haja planejamento de longo prazo, além de investimento público nesse setor.
Não há registro na maioria dos países de situações em que se universalizou o acesso sem forte investimento público”.


Ele ressalta que os serviços devem ser prestados com base nos princípios dos direitos humanos, ou seja, em igualdade de condições, sem discriminação. Heller disse ter visto muita discriminação pelos países que visitou.
As populações que não têm serviço são em geral as mais pobres, estão na zona rural, vivem nas favelas, famílias em que a mulher é o chefe da família. São justamente populações mais vulneráveis, que não têm acesso a esse serviço e vão ter risco de desenvolver não apenas esquistossomose, mas um conjunto de outras doenças, porque já são excluídos de outros serviços”, lamentou.


Situação intermediária

O Brasil está em uma situação intermediária, mas para entrar no grupo dos 20 países mais desenvolvidos (G20), terá que resolver o problema do saneamento básico.

Na Índia, disse que a situação é muito preocupante, “certamente, pior que a do Brasil”. Em muitos lugares, a população defeca a céu aberto, uma vez que as casas não têm banheiro.
Isso, para a esquistossomose é um risco muito grande”
.

Os 48 países de mais baixo desenvolvimento econômico mostram a situação pior; a maioria está na África Subsaariana e, na América Latina, o destaque negativo é o Haiti. Mesmo nas áreas urbanas, o acesso à água e esgoto é muito baixo. Em países mais desenvolvidos, a situação está mais bem resolvida, mas ainda há carência. Um exemplo é Portugal, apontou Heller.

Universalização

Léo Heller disse que a universalização do saneamento básico deveria ser prioridade dos governos. No último relatório que monitora o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e estabelece uma linha de base para o monitoramento nos próximos 15 anos, o Brasil aparece com mais de 60% da população sem acesso adequado a esgotamento sanitário. Na avaliação do relator da ONU, isso comprova que essa agenda é negligenciada pelos governos brasileiros.

Em relação ao abastecimento de água, a situação é melhor. O Plano Nacional de Saneamento Básico, que foi publicado em 2013, mostrou 40% da população do Brasil sem acesso adequado ao abastecimento de água.

Para Heller, se ações não forem adotadas urgentemente, o Brasil não vai cumprir a meta de universalização do acesso à água e esgoto.
Universal significa não apenas nas casas, mas também nas escolas, nos hospitais, nas prisões, nos espaços públicos, em todas as instituições em que as pessoas estão fora da casa e com nível de qualidade do serviço bastante exigente”, indicou o pesquisador.


Interação

A pesquisadora do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Tereza Favre, assegurou que a eliminação da esquistossomose no Brasil exige a colaboração estreita de grupos de pesquisa de diferentes áreas.

Também presidente do 15º Simpósio Internacional sobre Esquistossomose, Tereza disse que nenhuma medida isolada pode interromper a transmissão da doença. O combate à esquistossomose envolve o desenvolvimento de vacinas, de medicamentos mais eficazes, de métodos diagnósticos mais sensíveis, entre outros elementos.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/n ... e-endemica

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Previdência livra empresas de obrigação de comunicar parte dos acidentes de trabalho

Mensagem por Rsilva » 01 Ago 2018, 23:05

É fácil reduzir os acidentes no trabalho falsificando as estatísticas. Mais uma grande covardia do governo Temer para com os trabalhadores.
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23/11/2016

A partir de 2017, as empresas não precisarão mais comunicar acidentes de trabalho que levem a afastamento por até 15 dias e também deixarão de comunicar todos os acidentes de trajeto. A mudança foi decidida pelo Conselho Nacional de Previdência Social. Para o dirigente da CUT Quintino Severo, a medida resultará na falsa impressão de que as empresas estão mais cuidadosas com a segurança no trabalho.
O Brasil hoje é um dos países que mais acidenta trabalhadores no mundo. Infelizmente, a sociedade não sabe disso por que há uma subnotificação das ocorrências. Agora, tirando essas informações, nós acreditamos que o problema vai aumentar", denuncia, em entrevista à TVT.



As notificações de acidentes de trabalho são usadas para o cálculo do FAP, o Fator Acidentário de Prevenção. O fundo é calculado de acordo com a quantidade e a gravidade dos acidentes registrados em cada empresa. Como o número de notificações vai cair, o recolhimento da taxa também cairá.

Para os empresários, a medida permitirá economizar entre R$ 2 bilhões e R$ 4 bilhões, calculam as representações dos trabalhadores. Hoje, as empresas são obrigadas a contribuir com valores que variam de 1% a 3% da folha de pagamento para o FAP.

Isso é para diminuir e enfraquecer cruelmente a Previdência", afirma Remígio Todeschini, do Instituto de Previdência de Santo André. Em 2014, foram notificados no Brasil 770 mil acidentes de trabalho. Com a nova regra, deixariam de ser comunicadas 540 mil dessas ocorrências, 63% do total.


Para os dois especialistas, essa medida do governo Temer é parte do plano neoliberal de desmonte do Estado e caminho para a privatização do sistema previdenciário.
As decisões que o conselho vai tomando desmonta o FAP e vai levar à sua extinção", diz Quintino.


https://www.redebrasilatual.com.br/trab ... -4022.html



MPT: A cada quatro horas e meia, uma pessoa morre vítima de acidente de trabalho
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05/03/2018

Desde o começo de 2017, ao menos um trabalhador brasileiro morreu a cada quatro horas e meia, vítima de acidente de trabalho. O dado é do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ainda de acordo com o observatório, entre 2012 e 2017, a Previdência Social gastou mais de R$ 26,2 bilhões com o pagamento de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, auxílios-acidente e pensões por morte de trabalhadores. Além disso, com base em cálculos da OIT, o procurador do trabalho e co-coordenador do laboratório de gestão (SmartLab de Trabalho Decente), Luís Fabiano de Assis, afirma que o país perde, anualmente, 4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com gastos decorrentes de “práticas pobres em segurança do trabalho”.


http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/n ... -no-brasil

https://observatoriosst.mpt.mp.br/

https://smartlab.mpt.mp.br/


Brasil tem mais de 1.700 acidentes de trabalho por dia

27/07/2018
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http://g1.globo.com/globo-news/jornal-g ... a/6902824/

DKRJ
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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por DKRJ » 02 Ago 2018, 07:58

Jedi_Vascaíno escreveu:
27 Jul 2018, 23:24
Podiam renomear o tópico para FAKE NEWS DA ESQUERDA.
faria mais sentido mesmo... mas por ser tao cara de pau as ladainhas, se tornam bizarras... foda é quando alguem acredita, ai....

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Parem de lavar e reutilizar camisinhas, pedem autoridades

Mensagem por Rsilva » 02 Ago 2018, 12:45

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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o CDC, uma das principais agências de saúde pública do mundo, está preocupado com um fato no mínimo inusitado: os americanos estão ignorando o fato de que camisinhas só podem ser usadas uma vez. Sim… Estão lavando e reutilizando camisinhas para economizar uns trocados.

https://www.usatoday.com/story/news/hea ... 887599002/

https://www.independent.co.uk/life-styl ... 73486.html

O apelo foi feito no Twitter oficial do órgão: “Estamos falando porque as pessoas fazem isso: não lavem nem reutilizem camisinhas. Use uma nova a cada ato sexual”, informaram aos desavisados. Junto à mensagem, há um link para uma página com informações sobre a prevenção de doenças transmitidas pelo sexo.
Segundo o site do programa Bem Estar, quatro estudos apontam estatísticas de pessoas que reutilizam camisinha. E entre 1,3% e 3,4% dos americanos ouvidos já relataram terem feito isso. Lavar camisinhas, mesmo com sabão, não adianta para matar completamente vírus e bactérias. Além disso, elas ficam mais suscetíveis a rompimentos, o que ninguém quer que aconteça, não é mesmo?

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2 ... ntent=post

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Policiais confundem equipamentos de sinuca com armas e matam jogador inocente no Ceará

Mensagem por Rsilva » 02 Ago 2018, 21:55

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Jogadores estavam a caminho de um campeonato quando pararam em um posto de gasolina com os equipamentos. Depois de saírem, pessoas do posto fizeram denúncias à polícia que esperou equipe na estrada. PM atirou no carro acreditando estarem armados.
https://globoplay.globo.com/v/6915761/programa/

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ALGUÉM VIU A INTERVENÇÃO FEDERAL POR AÍ?

Mensagem por Rsilva » 03 Ago 2018, 12:42

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Pelas redes sociais, moradores da região de Santa Cruz relatam o clima tenso na região: "Cuidado vocês que pegam trem no sentido Santa Cruz. Muita troca de tiros na estação. Moro longe da área onde ocorre o confronto, mas estou ouvindo. Meu deus, Socorro! Vamos orar. Santa Cruz pede Paz", escreveu uma mulher.

"Quem pega a Avenida Brasil, pega tiroteio em Parada de Lucas. Quem vem de trem, pega tiroteio em Santa Cruz", reclama a internauta, lembrando do outro episódio que aconteceu na tarde desta quinta-feira, que terminou com um morto.

https://oglobo.globo.com/rio/um-morto-d ... l-22942971

De acordo com policiais do 27º BPM (Santa Cruz), a troca de tiros desta noite acontece entre facções rivais na Comunidade de Antares.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/passageiro ... z-22944302

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General confessa fiasco da intervenção no RJ

Mensagem por Rsilva » 03 Ago 2018, 16:13

Rsilva escreveu:
03 Ago 2018, 12:42
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Pelas redes sociais, moradores da região de Santa Cruz relatam o clima tenso na região: "Cuidado vocês que pegam trem no sentido Santa Cruz. Muita troca de tiros na estação. Moro longe da área onde ocorre o confronto, mas estou ouvindo. Meu deus, Socorro! Vamos orar. Santa Cruz pede Paz", escreveu uma mulher.

"Quem pega a Avenida Brasil, pega tiroteio em Parada de Lucas. Quem vem de trem, pega tiroteio em Santa Cruz", reclama a internauta, lembrando do outro episódio que aconteceu na tarde desta quinta-feira, que terminou com um morto.

https://oglobo.globo.com/rio/um-morto-d ... l-22942971

De acordo com policiais do 27º BPM (Santa Cruz), a troca de tiros desta noite acontece entre facções rivais na Comunidade de Antares.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/passageiro ... z-22944302

Com razão, Exército quer cair fora do Rio
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O general Richard Nunes, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, disse com todas as letras que não faz sentido manter a intervenção federal no Estado a partir de janeiro. Foi a mais contundente manifestação a respeito da intervenção feita por um alto integrante das Forças Armadas. Os militares consideram que se meteram num atoleiro, numa espécie de Vietnã. No mérito, eles estão certos. Querem dar o fora. Mas a decisão caberá ao poder civil. No caso, ao próximo presidente, na hipótese de Michel Temer não encerrar a intervenção antes do término do seu mandato. É o que Temer deveria fazer, porque a medida não deu certo.

http://cbn.globoradio.globo.com/media/a ... -inter.htm

http://www.blogdokennedy.com.br/com-raz ... ra-do-rio/

De fato, a presença das tropas do Exército no Rio de Janeiro, com toda sua pirotecnia bélica exibida pela mídia venal, foi um completo fiasco. Ela foi imposta como uma manobra diversionista do governo golpista, que temia a derrota na votação da “reforma” da Previdência. O medo da sociedade diante do aumento da violência também foi utilizado para tentar reanimar o vampiro Michel Temer, que bate recordes de impopularidade. As vozes críticas, que foram abafadas pela imprensa chapa-branca, sempre advertiram que a intervenção militar não teria qualquer eficácia. Pelo contrário: ela tendia a aumentar a violência e desgastar ainda mais a imagem das Forças Armadas.

Estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgado em meados de julho, confirmou o desastre. “Comparando os dados que compõem o indicador ‘letalidade violenta’ de janeiro a maio deste ano, com o mesmo período do ano passado, contatou-se que as mortes violentas subiram em quase todas as regiões do estado. Houve aumento de homicídios dolosos, lesões corporais seguida de morte, latrocínio e autos de resistência. No período de janeiro a maio deste ano, foram registrados 3014 mortes em todo o estado, contra 2958 no ano passado. Uma análise dos números do Instituto denuncia uma explosão de mortes bárbaras no interior do Rio. Foram 827 casos deste tipo - 147 a mais do que no mesmo período do ano passado”, registrou o Jornal do Brasil.

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/ ... odo-o-rio/

Conforme apontaram vários especialistas ouvidos pela mesma reportagem, esta tragédia já era esperada. “Para o coronel da reserva Robson Rodrigues, ex-chefe do Estado maior da PM e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, os dados comprovam que a estratégia de segurança pública continua equivocada. ‘Os baixos resultados da intervenção expuseram que a repressão sem inteligência não resolve nada. Cresceu o número de operações, mas não o de investigações. Há uma baixa taxa de elucidação de crimes’, critica. ‘Isso se confirma pelo plano estratégico da intervenção, que sequer cita a maior necessidade de investir em perícia’. Para o sociólogo João Trajano Sento Sé, do Laboratório de Análise da Violência, da Uerj, o crescimento de mortes após a intervenção não surpreende. ‘A abordagem da violência só com as ações militares não produz resultados desejáveis. Só se produz mortes’, detona.


Intervenção federal na segurança do RJ completa cinco meses
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“Muito tiroteio, pouca inteligência”. Essa é a definição dos cinco meses de intervenção federal no Rio de Janeiro para o Observatório da Intervenção do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. O regime entrou em vigor em fevereiro.

Infelizmente, a rotina de violência na cidade continua. Os tiroteios na Zona Oeste da cidade por causa da guerra pelo tráfico de drogas entraram no quinto dia consecutivo. E, como sempre, quem está no meio do fogo cruzado é a população.

https://globoplay.globo.com/v/6912793/
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https://www.ucamcesec.com.br/textodownl ... eligencia/

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Corte de gastos no Brasil está agravando desigualdades, dizem especialistas da ONU

Mensagem por Rsilva » 03 Ago 2018, 21:39

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Um grupo de especialistas sobre direitos humanos da ONU cobrou nesta sexta-feira que o Brasil reveja seu programa econômico, afirmando que cortes em programas sociais e restrições orçamentárias estão agravando desigualdades e penalizando os mais pobres.

"Pessoas em situação de pobreza e outros grupos marginalizados estão sofrendo desproporcionalmente por causa de medidas econômicas austeras num país que já foi considerado um exemplo de políticas progressistas para reduzir a pobreza e promover a inclusão social", diz um comunicado assinado pelo grupo, divulgado pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH).

http://acnudh.org/pt-br/o-brasil-deve-c ... -infantil/

O texto é assinado por sete especialistas voluntários que compõem uma equipe responsável por Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou em nota que as críticas do grupo são infundadas e que o ajuste fiscal tem sido fundamental para manter e aprimorar políticas sociais.

Cortes em programas sociais

O comunicado dos especialistas da ONU diz que o Brasil já foi um "campeão na luta contra a fome e desnutrição", mas está "dramaticamente revertendo suas políticas para segurança alimentar". Cita ainda cortes no programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" e a redução de um terço nos investimentos previstos para 2018 nas áreas de saneamento básico e acesso à água.

O grupo critica a aprovação da Emenda Constitucional 95, uma das principais iniciativas econômicas da gestão Michel Temer, que limita o crescimento de gastos do governo por 20 anos.

O comunicado menciona dados recentemente divulgados que mostraram a primeira alta na mortalidade infantil no Brasil em 26 anos.

Esse aumento, atribuído a vários fatores, incluindo a epidemia de zika e a crise econômica, é motivo de séria preocupação, especialmente com as restrições orçamentárias no sistema público de saúde e outras políticas sociais, que comprometem gravemente o compromisso do Estado com a garantia de direitos humanos a todos, especialmente crianças e mulheres."


O grupo diz que algumas decisões econômicas do governo nos últimos anos estão prejudicando "o usufruto de direitos à moradia, comida, água, saneamento, educação, previdência e saúde, e estão agravando desigualdades preexistentes".
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Programa Minha Casa, Minha Vida foi mantido por Michel Temer, mas gastos foram reduzidos.

Os especialistas afirmam que medidas anunciadas pelo governo para aliviar as consequências dos cortes têm sido insuficientes.

Mulheres e crianças mais vulneráveis

Mulheres e crianças em situação de pobreza estão entre os mais impactados, assim como afro-brasileiros, populações rurais e pessoas morando em ocupações informais", diz o grupo.


Segundo os analistas da ONU, é um erro acreditar que medidas de austeridade devam ser a única ou primeira solução para problemas econômicos.

Medidas de austeridade devem ser adotadas somente após uma cuidadosa análise de seu impacto, especialmente porque afetam os indivíduos e grupos mais desfavorecidos."


O grupo defendeu a adoção de "políticas alternativas menos nocivas, como ampliar os impostos sobre os mais ricos antes de pôr um peso ainda maior nos ombros dos mais pobres".

Segundo os especialistas, o governo deve buscar não só a sustentabilidade financeira, mas também a sustentabilidade social.

Atingir metas macroeconômicas e de crescimento não pode ocorrer às custas de direitos humanos: a economia é serva da sociedade, e não sua senhora", diz o comunicado.


Assinam o texto Juan Pablo Bohoslavsky (Argentina), Léo Heller (Brasil), Ivana Radačić (Croácia), Hilal Elver (Turquia), Leilani Farha (Canadá), Dainius Pūras (Lituânia) e Koumbou Boly Barry (Burkina Faso).

Defesa do ajuste fiscal

O governo brasileiro rejeitou os argumentos do grupo e afirmou que os especialistas não deram "a devida consideração a informações prestadas pelo Brasil".

Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo diz que "o ajuste das contas públicas tem-se mostrado fundamental para a manutenção e aprimoramento das políticas sociais, entre as quais o programa 'Bolsa Família', o Benefício de Prestação Continuada, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água da Chuva e outras Tecnologias Sociais e a Política de Microcrédito Produtivo Orientado".

A nota cita ainda a criação dos programas "Criança Feliz" e Plano "Progredir", e diz que repasses federais na área de asssitência social para Estados e municípios em 2017 tiveram alta de 8% em relação a 2016.

O necessário reequilíbrio da economia brasileira beneficia, diretamente, as populações de baixa renda e ajuda a reduzir as desigualdades, por meio de maior estabilidade, combate à inflação e saneamento da dívida pública", diz a resposta do governo.


https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45053427



Faces da Desigualdade no Brasil - Um olhar sobre os que ficam para trás
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http://209.177.156.169/libros/Faces_da_ ... brasil.pdf

Em entrevista para Luis Nassif, economista, pesquisadora e ex-ministra do Desenvolvimento Social apresenta principais pontos do estudo Faces da Desigualdade no Brasil - Um olhar sobre os que ficam para trás.

O estudo será lançado no Colóquio Internacional "O desafio da igualdade no Brasil e na América Latina", dia 27 de novembro, na FGV do Rio de Janeiro. A publicação se constitui em uma contribuição ao Programa Agenda Igualdade desenvolvido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, FLACSO Sede Brasil, e o Conselho Latino-americano de Ciências Sociais, CLACSO, e contou com apoio da Fundação Ford.

https://www.clacso.org.ar/seminario_age ... aldade.pdf

Estudo inédito mostra avanços brasileiros na redução das desigualdades durante o período 2002-2015, para além da perspectiva de renda, com o enfoque do impacto de políticas de inclusão nos 5% e nos 20% mais pobres.

O estudo propõe uma reflexão sobre a desigualdade como um fenômeno multidimensional. E isso fica patente na escolha do período (de 2002 a 2015) com o propósito de observar indicadores sociais após a aplicação de um conjunto de decisões políticas que visou a redução das desigualdades.

Os números que se destacam:

Educação
1. Quatro vezes mais jovens de 15 a 17 anos, entre os 5% mais pobres, na escola na idade certa
2. Presença de jovens negros na universidade cresceu 268%
3. Chefes de famílias negras que concluem o ensino fundamental passa de 5,7 milhões para 17,5 milhões em 13 anos

Infraestrutura
1. Água de qualidade chegou a quase 10 milhões de novas famílias do Norte e Nordeste – equivalente a quase uma Argentina
2. Acesso à energia avançou 7 vezes mais rápido entre os 5% mais pobres

Habitação
1. Número de famílias em domicílios precários baixou para 7,5%

Bens de consumo
1. Ampliação de 24 milhões de novas geladeiras para quem não tinha. Entre os negros, passa de 64 milhões para 107 milhões os que vivem em lares com geladeiras
2. Acesso a celulares entre os 20% mais pobres cresce de 8,7% em 2002 para 86,6% em 2015

Vala destacar também que, no período de análise a renda dos 20% mais pobres cresceu quase 4 vezes mais rápido que a dos 20% mais ricos.

E, o mais interessante, ao mesmo tempo em que foi identificada a redução da pobreza crônica multidimensional (metodologia aplicada pelo Banco Mundial), a um patamar de 1%, se constata que o processo de redução da pobreza caminhou junto com a redução das desigualdades etária, racial, regional e urbana/rural. Portanto, em todas essas perspectivas, o Brasil de 2015 é muito menos desigual que o de 2002.


https://www.youtube.com/user/brasilianas/videos

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Bebê que nasceu com dente precisou removê-lo aos 12 dias de idade

Mensagem por Rsilva » 04 Ago 2018, 13:35

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Uma garotinha que nasceu com um dente da frente teve de ser levada ao dentista para retirá-lo com apenas 12 dias de idade.

A bebê Isla-Rose Heasman nasceu em Devon, na Inglaterra, já com um dente de leite na boca.

Sua mãe, Jarmin Heasman, disse que "jamais imaginou" que teria que levar a filha ao dentista com tão pouco tempo de vida.

O dente precisou ser extraído porque ele estava mole", disse a mãe. "Ela foi mais corajosa que eu, nem chorou."


Eu tive que sair da sala. Estava chorando porque não conseguia aguentar ver minha princesa com dor", disse Jasmin.


O consultório dentário Seven Trees Dental disse que Isla-Rose foi a paciente mais jovem que o local já recebeu.

A maioria dos bebês começa a ter a dentição a partir dos seis meses, com alguns começando mais cedo, aos quatro, e outros demorando até mais de um ano.
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Isla-Rose ganhou um adesivo pela coragem que demonstrou no dentista.

Isla-Rose era muito jovem para receber uma injeção de anestesia, então, a extração foi feita com o uso de um creme anestésico tópico.

É estranho vê-la sem dente agora", disse a mãe.

A bebê recebeu um adesivo pela coragem.

A dentista Alaa Jebur, que retirou o dente, disse que a garotinha "não deu um pio" durante o procedimento e que tudo indica que seus dentes vão se desenvolver normalmente.

Jebur acompanhou o caso da garotinha desde o começo.
Eu estava de plantão no hospital quando Isla-Rose nasceu e fui chamada para dar uma olhada quando a equipe da maternidade notou o dente", diz Jebur. "Foi uma coincidência adorável que eu estivesse de plantão na clínica quando ela chegou para removê-lo."
De acordo com a BDA (British Dental Association, ou Associação Dental Britânica), um em cada 2 mil bebês nasce com dentes natais, ou seja, dentes que já estão visíveis através da gengiva no momento do nascimento.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o odontopediatra deve fazer um diagnóstico para decidir se o dente deve ser retirado ou mantido. A extração é indicada se o dente estiver mole, se houver risco de aspiração ou deglutição e quando o dente apresentar borda cortante – o que pode provocar ferimentos na base da língua do bebê ou nos mamilos da mãe durante o aleitamento.
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O dente foi extraído com sucesso e dado para a família.

https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-45063431

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Juros consomem 2 vezes mais que Saúde e Educação

Mensagem por Rsilva » 04 Ago 2018, 22:23

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No ano passado, a quitação de parte da dívida vencida e o pagamento dos juros custaram ao país mais de R$ 462 bilhões. A queda da taxa Selic não aliviou muito as contas. Nos 12 meses encerrados em junho de 2018, a União torrou R$ 397 bilhões com a dívida, sem incluir a trilionária conta da rolagem.

Em 2017, a dívida consumiu mais do que o dobro das despesas liquidadas com saúde e educação somadas (R$ 205 bilhões). Conforme o relatório, a dívida custou mais de cinco vezes os gastos com assistência social (Bolsa Família, assistência a crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, por exemplo).

O gasto é extremamente regressivo quanto à geração de renda. É um gasto que vai para os detentores de dívida pública”, aponta à Agência Brasil Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp.


http://agenciabrasil.ebc.com.br/economi ... -de-gastos

Essa dívida que está aí não significou investimento”, complementa Maria Luiza Fatorelli, da campanha da Auditoria Cidadã da Dívida.


Orçamento Geral da União – 2016 – Executado (pago), por Função – Total = R$ 2,572 TRILHÕES
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O gráfico que retrata o Orçamento Geral da União elaborado pela Auditoria Cidadã da Dívida ( https://auditoriacidada.org.br/conteudo ... a-parte-3/ ), "em formato de pizza", tem recebido críticas de pessoas ligadas ao mercado financeiro (de forma explícita ou não) e também por outras pessoas que acabam repetindo tais críticas. Cabe esclarecer que referido gráfico reproduz dados oficiais do SIAFI - Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal.

88% dos detentores da dívida pública são investidores que atuam no Brasil que compram títulos por meio de bancos, corretoras, fundos de investimento e fundos de pensão. Apenas 12% são estrangeiros.
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A dívida pública bruta do governo geral é o total dos débitos do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais junto ao setor privado, ao setor público financeiro e ao resto do mundo. De acordo com o Banco Central ( https://dadosabertos.bcb.gov.br/dataset ... ir-de-2008 ), a dívida pública bruta do governo geral, em maio último, era equivalente a 77% do PIB, o maior percentual da série histórica registrado ( https://economia.estadao.com.br/noticia ... 0002376456 ). A porcentagem equivale a R$ 5.133 trilhões. Segundo o jornal O Globo ( https://oglobo.globo.com/economia/divid ... s-22731858 ), a alta da dívida está ocorrendo porque o governo não consegue mais economizar para pagar juros e amortizar. A projeção é um déficit de R$ 159 bilhões nas contas públicas neste ano.

Felipe Salto, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, do Senado Federal, explica que o endividamento público é uma das 3 formas clássicas de financiar o Estado, em todo o mundo. “A primeira modalidade é emitir moeda, que tem como custo a inflação. A segunda maneira é o aumento da carga tributária, que os economistas chamam de peso morto: arrecada, mas pode produzir desincentivo à atividade econômica. A terceira forma de financiar o Estado é a dívida. O governo emite títulos para o mercado, prometendo pagar em determinado prazo uma soma de juros”.

https://monitordigital.com.br/juros-con ... -e-educa-o

Jedi_Vascaíno
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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por Jedi_Vascaíno » 05 Ago 2018, 02:37

DKRJ escreveu:
02 Ago 2018, 07:58
Jedi_Vascaíno escreveu:
27 Jul 2018, 23:24
Podiam renomear o tópico para FAKE NEWS DA ESQUERDA.
faria mais sentido mesmo... mas por ser tao cara de pau as ladainhas, se tornam bizarras... foda é quando alguem acredita, ai....
Eu nem entro mais nesse tópico, só notícia fake, pqp.

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Polícia sueca mata jovem com síndrome de Down que carregava arma de brinquedo

Mensagem por Rsilva » 05 Ago 2018, 13:40

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Um rapaz y com síndrome de Down foi morto a tiros pela polícia por carregar uma arma de brinquedo, em Estocolmo, na Suécia.

De acordo com a imprensa local, os policiais abriram fogo contra Eric Torell, de 20 anos, na madrugada de quinta-feira, em reação a uma situação que descreveram como "ameaçadora".

O jovem foi dado como desaparecido horas antes, depois de sair de casa, segundo a família.

A mãe de Eric, Katarina Söderberg, disse que a arma de brinquedo foi um presente e descreveu o filho como "o homem mais gentil do mundo".

Ela contou à agência de notícias sueca Expressen que Eric era severamente incapacitado e tinha dificuldade de fala - praticamente só usava a palavra "mãe".
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https://twitter.com/Expressen/status/10 ... 4438654979

Söderberg afirmou ainda que a arma de plástico se parecia com "uma submetralhadora".

"É impossível de entender. Ele não faria mal a uma mosca", disse a mãe.

O incidente ocorreu por volta das 4h, hora local, no bairro Vasastan, em Estocolmo, depois que a polícia recebeu denúncias de que havia um homem armado na região.

Três policiais chegaram ao local e se aproximaram de Eric, pedindo que ele largasse o que acreditavam ser uma arma perigosa. Ele foi baleado após não cumprir a determinação e agir "ameaçadoramente", segundo a polícia.

O jovem chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Söderberg contou que o filho já havia saído de casa várias vezes antes, mas sempre foi encontrado ou retornou por conta própria.

De acordo com o Expressen, uma investigação está em andamento para avaliar se a conduta policial foi imprópria.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-45056091

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TV Aljazeera faz reportagem sobre agrotóxico que TV brasileira se recusa a fazer

Mensagem por Rsilva » 05 Ago 2018, 15:54

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Você já viu uma boa reportagem em horário nobre na Globo ou na TV Bandeirantes sobre os brasileiros que morrem envenenados pelo uso de agrotóxicos? Difícil: na Globo o “agro é pop” e a Band é uma espécie de assessoria de imprensa dos fazendeiros e grilheiros em relação aos conflitos de terra. Mas uma reportagem de verdade você pode ver em uma TV do Catar, um país árabe do Oriente Médio.
Na reportagem, Maria Gerlene dos Santos viu seu marido, Vanderlei Matos da Silva, definhar devido a uma doença renal causada pela exposição aos agrotóxicos. Em 2008, após três anos trabalhando na armazenagem e mistura desses produtos na empresa multinacional Del Monte Fresh, produtora de frutas para exportação em Limoeiro do Norte, na Chapada do Apodi, Ceará, ele morreu. No ano seguinte ela entrou na Justiça, onde o caso chegou à última instância, com a empresa condenada à indenização.

No mesmo ano, na mesma localidade, morreu o trabalhador rural José Valderi Rodrigues. Empregado da empresa Tropical Nordeste, ficava exposto à pulverização de agrotóxicos de camiseta, bermuda e chinelo. A viúva, Maria Conceição de Sousa, ainda luta na Justiça contra a empresa.

Viúvas do Veneno, Maria Gerlene e Maria Conceição são as principais personagens de reportagem da TV Al Jazeera, do Catar. A reportagem foi ao interior do Ceará para mostrar exemplos do sofrimento que os agrotóxicos causam aos trabalhadores rurais, que utilizam os produtos como se regassem flores, e familiares de agricultores mortos.

Casos que poderão se multiplicar com o afrouxamento da legislação para registro, produção, venda e utilização desses produtos – o Pacote do Veneno.

Aprovado em Comissão Especial, o substitutivo do deputado ruralista Luiz Nishimori (PR-PR) – que também é ouvido pela reportagem – está pronto para entrar na pauta de votação pelo plenário da Câmara.

https://www.redebrasilatual.com.br/saud ... al-jazeera



Por que o Pacote do Veneno é tão perigoso?
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A votação da PL 6299/02 teve um fim trágico, como vem sido divulgado pela imprensa nacional, pois foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados e agora seguirá para a plenária da Casa. O texto favorece o uso indiscriminado de agrotóxicos, entre eles, de substâncias que podem ser cancerígenas e que são proibidas no Brasil. A decisão ignorou o apelo de diversas organizações da sociedade civil, como Greenpeace, Organização das Nações Unidas (ONU), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Nacional do Câncer (INCA).

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb ... icao=46249

De acordo com a especialista em Agricultura e Alimentação do Greenpeace, Marina Lacôrte: “Este pacote vai totalmente na contramão do que a sociedade quer. Os membros da Comissão viraram totalmente as costas para a população. Fica muito claro que esses parlamentares atendem apenas aos interesses da indústria de pesticidas e do agronegócio. Vamos continuar monitorando e pressionando para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, coloque os interesses da população acima dos interesses econômicos do setor”.

Parece que a vontade da maioria da população também ficou de lado na hora de definir o futuro da nossa alimentação. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBOPE, 81% dos brasileiros considera que a quantidade de agrotóxicos aplicada nas lavouras é “alta” ou “muito alta”. A preocupação é justificável, segundo a ONU, os agrotóxicos são responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano e mais de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento. Essas mortes são de pessoas que interagem diretamente com os produtos tóxicos. Mas nós, consumidores, também corremos riscos. Após um período prolongado de contato com as substâncias podemos desenvolver vários tipos de câncer, como câncer de pulmão, de tireoide, de testículo, de mama e de próstata, doenças mentais, alterações no fígado, nos rins e na tireoide, arritmias cardíacas, doença de Parkinson, fibrose pulmonar, alergias respiratórias, infertilidade e má formação fetal.

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Not ... rasileiro/

Para a Fundação Oswaldo Cruz a falta de clareza nas informações sobre os agrotóxicos prejudica a discussão sobre o seu uso. De acordo com Luis Claudio Meirelles, pesquisador em saúde pública da entidade: “O uso de agrotóxico é um problema de saúde pública, que precisa ser enfrentado e que está afetando a vida das futuras gerações”. De acordo com texto publicado pelo blog alimento puro: Para o pesquisador, a falta de informações oficiais confiáveis sobre o uso de agrotóxico no Brasil causa um cenário de “embate técnico”. Meirelles disse que há uma lacuna na transparência e no direito à informação, tanto em nível federal quanto estadual: “Em vez de melhorar, nos últimos anos conseguimos piorar”, alerta. Segundo ele, embora a literatura internacional seja “inequívoca” com relação aos perigos causados pelos agrotóxicos, os órgãos de controle e fiscalização no Brasil são frágeis. “No Brasil, se usa produtos perigosos ou já banidos em outros países. A Europa está falando em banir o glifosato e aqui a gente ainda nem discute o tema”.

Há 10 anos o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e a maioria dos produtos utilizados por aqui já são proibidos em países europeus e norte-americanos. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Abrasco, aproximadamente 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão contaminados por algum tipo de agrotóxico. Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer, INCA, concluiu um estudo inédito no País, que investiga a relação entre o uso de agrotóxicos e o surgimento de um tipo de câncer no sangue, cujo prevalência tem crescido nos últimos anos em todo o mundo. Foram analisadas as substâncias 2,4-D, diazinona, glifosato e malationa, que foram relacionadas a esse tipo de câncer. O glifosato e o 2,4-D são os dois agrotóxicos mais utilizados no Brasil. O glifosato é classificado como “pouco tóxico”, pois só é considerado o risco do contato imediato com o produto, mas segundo Márcia Sarpa de Campos de Mello, que é uma das autoras da pesquisa: “A toxicidade aguda é a pontinha do iceberg, o problema maior está na toxicidade crônica, aquela relacionada à exposição frequente a pequenas doses do produto. Entre os efeitos conhecidos da toxicidade crônica estão problemas de fertilidade, de desenvolvimento do feto, de má formação congênita, de desregulamentação endócrina, de mutações e de variados tipos de câncer”.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Abrasco, e a Associação Brasileira de Agroecologia, ABA, já haviam escrito um dossiê sobre os malefícios dos agrotóxicos. De acordo com Paulo Petersen, vice-presidente da ABA é preciso desmentir informações amplamente difundidas na sociedade. “Uma das principais narrativas do que a gente chama de falsa verdade é a que o agrotóxico é um mal necessário. Essas são afirmações que confundem o debate público. A agroecologia demonstra que isto não é verdade e que é possível produzir em qualidade, diversidade e quantidade sem uso de veneno. O agrotóxico é um elo de uma cadeia de alimentos que precisa ser rompido, mas as políticas públicas continuam induzindo para o fortalecimento desse modelo”.


https://emais.estadao.com.br/blogs/comi ... -perigoso/


'Pacote do veneno'? O que está em jogo com o projeto que pode alterar a Lei dos Agrotóxicos
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Desde a mudança do nome para "defensivos fitossanitários" até a exclusão da Anvisa no registro de produtos, proposta flexibiliza o controle e fiscalização de agrotóxico.

O Ibama enviou ao Ministério do Ambiente no final de abril uma nota técnica afirmando que as mudanças propostas são "inviáveis ou desprovidas de adequada fundamentação técnica e, até mesmo, contrariam determinação Constitucional".

http://www.ibama.gov.br/phocadownload/n ... 016_93.pdf

Já a Anvisa informou em junho que o PL não contribui com a melhoria, disponibilidade de alimentos mais seguros ou novas tecnologias para o agricultor, "não atendendo, dessa forma, a quem deveria ser o foco da legislação: a população brasileira".

http://portal.anvisa.gov.br/noticias?p_ ... pe=content

O MPF, por sua vez, afirmou que a proposta viola ao menos 6 artigos da Constituição Federal.

http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/p ... afirma-mpf.

De acordo com a nota técnica da Fiocruz, a concessão do registro temporário para produtos liberados em outros países sem que sejam realizadas as devidas análises no Brasil descredibiliza a atuação das agências reguladoras do País, além de desconsiderar o fato que a toxicidade de um produto é influenciado por diversos fatores além das propriedades químicas do produto.

https://portal.fiocruz.br/sites/portal. ... oxicos.pdf

"Características genéricas, socioculturais, epidemiológicas e edafoclimáticas, por exemplo, interferem diretamente na toxicidade e variam entre países", ressaltou a entidade vinculada ao Ministério da Saúde. "Isso representa uma ameaça de dano ao ambiente e à saúde humana."

O texto também prevê que instituições representativas de agricultores, engenheiros agrônomos ou florestais, conselhos da categoria e entidades de pesquisa poderão pedir ao Ministério da Agricultura a autorização da extensão de uso de agrotóxicos ou afins já registrados para controle de alvos biológicos em culturas com suporte de agrotóxicos insuficientes, caso necessário. O órgão solicitaria às empresas que de agrotóxicos se manifestassem em até 15 dias para avaliar o pedido, com prioridade, e emitir o parecer conclusivo em 30 dias.

Essa alteração na lei se torna mais grave, ressaltou a Fiocruz, uma vez que ela interfere diretamente no Cálculo de Ingestão Diária Máxima Teórica Nacional, que é usado para verificar se os níveis de consumo do agrotóxico presente em nosso alimento não ultrapassam a Ingestão Diária Aceitável (IDA), determinada nos testes toxicológicos. Em resumo, este substitutivo coloca em risco a medição recorrente de quanto agrotóxicos ingerimos no dia a dia.


https://www.huffpostbrasil.com/2018/05/ ... _23438192/

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Recorde: 65,6 milhões fora da força de trabalho

Mensagem por Rsilva » 06 Ago 2018, 23:40

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua, divulgou na última terça-feira (31), dados que mostram que voltou a crescer no país o número de pessoas que não trabalham e nem procuram emprego. O contingente fora da força de trabalho chegou a 65,6 milhões, alta de 1,2% sobre o trimestre anterior e 1,9% (ou 1,2 milhão de pessoas) em comparação com o mesmo período de 2017. Do total de 1 milhão de empregos gerados no último ano, 92,2% são precários.

O estudo mostra também que apesar da taxa oficial de desemprego ter recuado para 12,4% no trimestre encerrado em junho, o Brasil ainda tem 13 milhões de desempregados. Entre os trabalhadores e trabalhadoras que conseguiram uma ocupação, 11 milhões assinaram contratos sem registro em carteira e, portanto, sem direitos, e 23,1 milhões foram obrigados a recorrer ao trabalho por conta própria.
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"A taxa de desemprego está menor, mas isso embute dois problemas: a subutilização ou a precariedade por conta da informalidade do trabalho. E na informalidade estão o comércio ambulante, o transporte por aplicativo, até mesmo na indústria, de confecção, por exemplo, e na construção civil, com pequenas obras. Isso significa que são muitas pessoas sem proteção social, sem contribuir para a Previdência", afirma Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE

https://g1.globo.com/economia/concursos ... ibge.ghtml
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O contingente de empregados no setor privado sem carteira assinada aumentou 2,9% no trimestre de março a maio de 2018 em relação ao trimestre anterior. Em números absolutos, o resultado representa mais 307 mil pessoas em postos de trabalho que não oferecem várias garantias de direitos trabalhistas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o aumento foi de 5,7%, o que corresponde a 597 mil pessoas a mais na informalidade.

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/a ... o-em-junho

Se comparado com o mesmo período do ano anterior, são menos 497 mil trabalhadores com carteira assinada e mais 367 mil pessoas ocupadas, mas sem registro em carteira, ou seja, sem proteção trabalhista. Já o número de trabalhadores por conta própria teve um acréscimo de 555 mil pessoas no último ano.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, esse é o Brasil de Temer, que prometeu aquecer a economia e gerar emprego, mas está entregando um país quebrado, com milhões de chefes de família desempregados.
Quando foram à mídia defender a reforma trabalhista disseram que o fim da CLT e a legalização dos bicos gerariam mais de um milhão de empregos só este ano. O que eles estão gerando é desalento, desespero entre os trabalhadores que aceitam qualquer emprego ou vão trabalhar por conta para a família não morrer de fome.”

Segundo Adriana Marcolino, técnica da subseção do Dieese da CUT, praticamente todos os empregos criados no último ano foram em condições precárias.
Isso significa que 92,2% do total de 1 milhão de empregos gerados são precários, com remuneração menor e renda estagnada.”

Já o total de pessoas fora da força de trabalho cresceu, em parte, porque as pessoas estão desistindo de procurar emprego. É o desalento, explica Adriana.

O tempo de procura por um novo emprego está em mais de 11 meses, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese. Antes da crise, o tempo médio era de 6 meses. Se a procura pelo emprego dura quase um ano ou mais, muita gente desiste de procurar, até por falta dinheiro para ir atrás de um novo trabalho”, diz a técnica da subseção do Dieese da CUT.


https://monitordigital.com.br/recorde-6 ... e-trabalho

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Cabra prenhe é morta após ser estuprada por grupo de 8 homens

Mensagem por Rsilva » 07 Ago 2018, 13:33

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A pessoa que fez a queixa, que é pastor, contou aos agentes de segurança ter percebido o sumiço do animal ainda no dia do crime.

Oito homens foram fichados acusados de praticarem sexo com uma cabra prenha no estado indiano de Mewat. O animal morreu depois do ataque, ocorrido em 25 de julho. De acordo com o Times of India, a suspeita é de que o grupo estivesse sob efeito de drogas ao cometer o crime.

https://timesofindia.indiatimes.com/cit ... 182511.cms

Apenas três deles já estão identificados.
A cabra morreu com severas lesões. Estamos conduzindo batidas em diversos pontos nos quais acreditamos que os suspeitos estão se mantendo escondidos”, afirmou o inspetor Vipin Kumar.

A pessoa que fez a queixa, que é pastor, contou aos agentes de segurança ter percebido o sumiço do animal ainda no dia do crime. Ao procura-lo, encontrou o grupo violentando sexualmente o bicho. Ele confrontou os homens, mas foi ameaçado. Além disso, os suspeitos garantiram que a polícia não poderia fazer nada contra eles.

https://www.metropoles.com/mundo/cabra- ... e-8-homens

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Alemã é condenada por 'alugar' filho a pedófilos na internet

Mensagem por Rsilva » 07 Ago 2018, 18:54

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Uma mulher foi condenada a 12 anos e seis meses de prisão, no sul da Alemanha, por "alugar" o filho para fins sexuais a pedófilos na dark web (internet obscura, em tradução livre).

O tribunal de Freiburg também condenou o padrasto da criança a uma pena de 12 anos de reclusão.

Berrin Taha, de 48 anos, e Christian Lais, de 39 anos, são alemães e vivem em Staufen, perto de Freiburg.

O menino, que agora vive com uma família adotiva, tinha nove anos quando o julgamento começou, no mês de junho.

O tribunal também condenou um espanhol a 10 anos de prisão por abusar repetidas vezes do menino. Outros cinco homens foram indiciados no mesmo caso.

O casal foi considerado culpado de estupro, agressão sexual de menor, prostituição forçada e distribuição de pornografia infantil.

Falhas das autoridades

Durante o julgamento, foi revelado que o próprio casal também abusou sexualmente do garoto por pelo menos dois anos.

Vídeos exibidos no julgamento mostraram cenas do menor sendo vítima de abuso sexual, amarrado, sofrendo humilhação verbal e xingamentos.

Segundo a mídia alemã, assistentes sociais do Estado de Baden-Wuerttemberg foram duramente criticados por não terem impedido o abuso do casal.

O garoto chegou a ser retirado temporariamente da residência do casal por assistentes sociais, mas devolvido a eles pouco depois.

O site de notícias Spiegel aponta para várias falhas como falta de comunicação entre os responsáveis por acompanhar o caso do garoto.

A dark web, a plataforma em que o garoto era "oferecido", é uma área da internet fora do alcance dos motores de busca convencionais. Por isso, é usada muitas vezes para atividades ilícitas, como pedofilia, para compartilhar, vender ou acessar imagens de crianças sofrendo abuso sexual.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dark_web

https://www.bbc.com/portuguese/geral-45096752

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Criatura humanoide é filmada em floresta do Canadá

Mensagem por Rsilva » 08 Ago 2018, 13:32

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O cinegrafista Audree Frechette captou imagens de uma criatura misteriosa com aparência humana.

Frechette estava tentando filmar um animal à beira da estrada, quando notou a presença da criatura com características humanas, que apareceu em meio aos arbustos da floresta de Gaspé, na província canadense de Quebec, relata o The Daily Star.

https://www.dailystar.co.uk/news/weird- ... llum-video

Nas imagens a criatura se aproxima do animal, em seguida recua e se esconde atrás dos arbustos. O post no YouTube já recebeu muitas visualizações.
Um internauta comentou: "Parece Gollum". Outro acrescentou: "Meu preciso!", citando a fala do personagem do filme "O Senhor dos Anéis".
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Gollum

Apesar dos comentários sarcásticos, os moradores da região ficaram aterrorizados quando assistiram ao vídeo.

https://br.sputniknews.com/mundo_insoli ... ada-video/

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Estudo de 66 páginas expõe a destruição econômica provocada pelo Golpe de 2016

Mensagem por Rsilva » 08 Ago 2018, 17:24

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Um estudo sobre economia, lançado esta semana em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, expõe a destruição provocada pela política econômica adotada após o golpe jurídico-parlamentar de 2016.

O documento, que tem 66 páginas em linguagem didática e acessível, mostra o significado da austeridade fiscal imposta para a população do Brasil. Setores privilegiados não são atingidos pela austeridade fiscal.
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Lançado em dia 7 de agosto, em audiência pública no Senado, na Comissão de Direitos Humanos, o estudo ”Austeridade e Retrocesso – Impactos da política fiscal no Brasil”, escrito em linguagem acessível e didática, é resultado de um esforço coletivo que envolveu diversos pesquisadores e instituições[1] e a criação de um fórum permanente de discussão: o “Observatório da Austeridade Econômica no Brasil”. Uma boa parte de seu conteúdo faz uso direto do livro “ECONOMIA PARA POUCOS: Impactos sociais da Austeridade e Alternativas para o Brasil”, publicado pela editora Autonomia Literária ( https://autonomialiteraria.com.br/loja/ ... a-o-brasil ), que traz um maior detalhamento das ideias apresentadas no documento.

Para ler o documento na íntegra: http://brasildebate.com.br/wp-content/u ... c3-_L9.pdf

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/ ... a?id=14031

O estudo traz um diagnóstico dos impactos das políticas de cortes em diversas áreas, demonstrando os efeitos extremamente negativos das políticas de austeridade praticadas no Brasil. Analisam-se os impactos dos cortes que já ocorreram e os possíveis efeitos do teto de gastos (Emenda Constitucional 95) em áreas como seguridade social, sauúde, educação básica, educação superior, meio ambiente, cultura, segurança, moradia, agricultura familiar, reforma agrária e direitos humanos, destacando os seus efeitos perversos que mantêm as fontes de desigualdade em termos de gênero e raça.
Milhões e milhões de pessoas estão sendo afetadas pela maior crise econômica que o Brasil já enfrentou em toda a sua história. Desemprego, fome e os cortes nas políticas públicas estão levando o país a um retrocesso, fazendo com que setores importantes da população voltem à miséria. Muitas famílias não estão conseguindo manter o mínimo para sobreviver. Medidas foram aprovadas no Congresso Nacional, como a emenda constitucional 95 que diminuiu o dinheiro para a saúde e educação pública e de outras políticas sociais por 20 anos, tornando inviável a garantia de vários direitos, penalizando ainda mais crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosos.

Pensando em resistir e transformar tal cenário, a Coalizão Anti-austeridade e pela Revogação da Emenda Constitucional 95 convida a todos a participar da nossa mobilização: convide sua família, seus amigos, vizinhos e colegas para conversar sobre como a crise está afetando suas vidas.

Quebre o silêncio e junte-se a nós em prol do fim dos cortes sociais e da mudança da economia! Invente, crie e compartilhe suas ideias com a gente. Poste fotos e mensagens sobre sua roda de conversa, basta usar a hashtag #DireitosValemMais.


Uma das contribuições do documento é mostrar a relação intrínseca entre o orçamento público e as garantias dos direitos sociais, assim como o impacto distributivo da política fiscal no Brasil.

Em cada área, apresentamos as consequências que já podem ser percebidas e as previsões para os próximos anos de vigência do teto declinante de gastos, que irá impor uma série de novos cortes em áreas prioritárias e essenciais para garantir um desenvolvimento inclusivo e mais justo.

Parte dos impactos que estão descritos no documento já aparecem nas notícias de jornais que corroboram esse quadro. Talvez um dos resultados mais tristes seja o aumento da mortalidade infantil, após 26 anos[2] de queda consecutiva. Um estudo da Fiocruz aponta que o teto declinante de gastos que afeta programas como o Bolsa Família e Estratégia de Saúde da Família pode ter impacto direto ainda maior na mortalidade de milhares de menores de até 5 anos até 2030[3].

O aumento da mortalidade infantil está diretamente relacionado a outros dados extremamente alarmantes, como o aumento da extrema pobreza[4], a escassez de investimentos em saneamento básico e a piora no atendimento à saúde da população diante dos cortes de gastos[5]. Os cortes afetaram a oferta e a cobertura de vacinas[6], afetaram a qualidade do atendimento dos hospitais[7] e interromperam o programa de atenção básica, o Mais Médicos[8].

Além disso, os cortes afetaram diretamente a educação pública, tanto básica[9] quanto superior[10]. O atraso no repasse a creches[11] ameaça crianças menores de 4 anos. A área de pesquisa das universidades foi diretamente afetada[12]. A notícia mais recente, de corte de bolsas para 2019[13], caso os limites orçamentário forem mantidos, já foi discutido no documento que mostra uma queda na concessão de bolsas nos últimos anos.

Para as famílias brasileiras, um dos maiores problemas é o forte aumento do desemprego[14], em boa parte decorrente do efeito recessivo das políticas de austeridade econômica. Sendo assim, cada vez mais famílias dependem das transferências do governo[15] como sendo a principal fonte de renda, tanto as previdenciárias quanto as assistências, que também são ameaçadas pelas políticas de corte permanente de gastos.

A queda de renda tem afetado diretamente o padrão de consumo das famílias, reduzindo o consumo de comida, remédio[16], fraldas[17], gás[18], aluguel[19], entre outros. Quem não consegue comprar botijão tem improvisado com uso de álcool e fogão a lenha. Esses efeitos são ainda mais fortes nas mulheres[20].

A consequência imediata foi o aumento da população de rua[21] e a sensação de insegurança[22] nas grandes capitais brasileiras em meio a essa grande crise social.

O futuro não deveria e não deve ser assim. A austeridade fiscal, longe de uma necessidade técnica, é uma opção política-ideológica apoiada em discursos falaciosos sem sustentação empírica. É preciso rediscutir, repensar e reverter essas políticas que deterioram o bem-estar da população brasileira assim como o seu acesso a direitos sociais. Esse documento busca contribuir para essa tarefa. E, ao fazer isso, mostra que a solução não pode ser parcial: é preciso repensar um novo modelo de desenvolvimento que tenha como base a redução das desigualdades.

Notas

[1] São 18 instituições que apoiam o documento: FES, BRASIL DEBATE, CAMPANHA DIREITOS VALEM MAIS, GT DE MACRO DA SEP, GT ECONOMIA – PROJETO BRASIL POPULAR, Plataforma DHESCA, ABRES, CEBES, PLATAFORMA POLÍTICA SOCIAL, POEMA, IJF, INESC, CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO, INSTITUTO CULTURA E DEMOCRACIA, INSTITUTO TRICONTINENTAL, ANFIP, EDITORA AUTONOMIA LITERÁRIA e PEABIRU.

[2] https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano ... anos.shtml

[3] https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 70746.html

[4] http://www.ihu.unisinos.br/580741-a-ext ... id-e-ibase

[5] https://www.sul21.com.br/areazero/2018/ ... se-do-sus/

[6] https://m.oglobo.globo.com/sociedade/sa ... o-22861011

[7] https://oglobo.globo.com/rio/falta-de-p ... r-22889268

[8] https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2 ... ign=compfb

[9] https://jornalggn.com.br/noticia/sbpc-e ... cao-basica

[10] https://g1.globo.com/educacao/noticia/9 ... u-28.ghtml

https://g1.globo.com/df/distrito-federa ... io-x.ghtml

[11] http://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/ ... de-4-anos/

[12] https://www1.folha.uol.com.br/educacao/ ... rise.shtml

[13] https://g1.globo.com/educacao/noticia/2 ... apes.ghtml

[14] http://www.ihu.unisinos.br/578534-cai-o ... il-em-2018

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2 ... rios.shtml

http://www.ihu.unisinos.br/580872-com-c ... ga-aluguel

www.folha.uol.com.br/mercado/2018/07/co ... e-sp.shtml

[15] http://www.ihu.unisinos.br/580866-numer ... -em-um-ano

https://www.folhadelondrina.com.br/econ ... 10611.html

[16] https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2 ... edio.shtml

[17] https://oglobo.globo.com/economia/na-cr ... s-22815020

[18] https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 29935.html

[19] https://oglobo.globo.com/economia/na-cr ... s-22627644

[20] http://www.brettonwoodsproject.org/2018 ... ts-brazil/

[21] https://www.otempo.com.br/cidades/cidad ... -1.2001192

[22] http://www.ihu.unisinos.br/580026-cresc ... ise-social

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/u ... estudo.htm



http://brasildebate.com.br/estudo-escan ... -gastos-2/

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Aumento do STF implode teto de gastos, dizem especialistas

Mensagem por Rsilva » 09 Ago 2018, 11:58

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"Imprevisível e gigantesco". Essas são as duas palavras usadas pelos especialistas em contas públicas sobre o impacto do reajuste salarial de 16,38%, proposto pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para a leitura especializada, o aumento tem potencial para implodir o teto de gastos públicos, diante do efeito cascata nas carreiras dos três poderes.

Segundo Gil Castello Branco, secretário da Associação Contas Abertas, o reajuste, se aprovado, terá efeito imediato em todo o Judiciário e nas carreiras atreladas à remuneração da Justiça, como Tribunal de Contas e Ministério Público. Também vai pressionar as contas dos estados, já em dificuldades financeiras, porque eleva as despesas com servidores do Judiciário nos entes federados. O economista Raul Velloso alertou que o aumento pode implodir o teto de gastos da União em 2019 por causa do efeito cascata. No caso do Executivo e do Legislativo, mencionou, será preciso tomar a decisão de seguir o reajuste do Judiciário, mas "a pressão será enorme", disse. 'Se esse aumento for confirmado, ele provavelmente irá implodir o teto de gastos, que não se sustentará já em 2019' diz Velloso.

O teto de gastos é um regime fiscal aprovado em 2016, pelo Congresso, que estabelece um limite para os gastos públicos pelo prazo de 20 anos, de modo a garantir que as despesas não fiquem acima da inflação. Com o aumento, a remuneração máxima do país deixará de ser R$ 33,7 mil e subirá para R$ 39 mil. Castello Branco classifica o aumento de "descabido", diante da situação fiscal do Brasil. Ele diz que o reajuste também é "injusto" porque há um universo de 13 milhões de desempregados no país aceitando receber qualquer valor para manter suas famílias. No serviço público, há estabilidade. Além disso, no caso dos juízes, há uma série de penduricalhos, como auxílio-moradia."


Leia mais aqui: https://oglobo.globo.com/brasil/aumento ... s-22962086



Juízes do STF já ganham proporcionalmente cinco vezes mais que colegas europeus, mesmo sem reajuste
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Os ministros do STF na sessão administrativa que decidiu pelo aumento.

O ministro Ricardo Lewandowski, autor de um dos votos favoráveis à medida, chegou a dizer que o reajuste era "modestíssimo".

Se comparados com os vencimentos de juízes em outros países, porém, os contracheques do Judiciário brasileiro estão longe de ser modestos. Um estudo de 2016 da Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (Cepej, na sigla em francês) mostra que, em 2014, um juiz da Suprema Corte dos países do bloco ganhava 4,5 vezes mais que a renda média de um trabalhador europeu. No Brasil, o salário-base de R$ 33,7 mil do Supremo Tribunal Federal corresponde a 16 vezes a renda média de um trabalhador do país (que era de R$ 2.154 no fim de 2017).

Em 2014, um magistrado da Suprema Corte de um país da União Europeia recebia, em média, 65,7 mil euros por ano. Ao câmbio de hoje, o valor equivaleria a cerca de R$ 287 mil - ou R$ 23,9 mil mensais.

Segundo a última edição do relatório Justiça em Números ( http://www.cnj.jus.br/files/conteudo/ar ... 37496c.pdf ), produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil tem hoje cerca de 18 mil magistrados (juízes, desembargadores, ministros). Eles custam cada um, em média, R$ 47,7 mil por mês - incluindo salários, benefícios e auxílios. O custo de um magistrado é portanto quase 20 vezes a renda média do trabalhador brasileiro.

https://www.terra.com.br/noticias/brasi ... grfer.html

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SalCRVG
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Re: NOTÍCIAS BIZARRAS!!!

Mensagem por SalCRVG » 09 Ago 2018, 15:47

Meu Deus. kkkkkkkkkkkk
"Ubi vera amicitia est,
ibi idem velle, et idem nolle,
tanto dulcius, quanto sincerius"

- St. Thomas Aquinas, Summa Theologiae

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