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'Jogo perigoso': 'buracos negros' da Rússia impedem submarinos britânicos de atacar Síria

Mensagem por Rsilva » 17 Abr 2018, 14:31

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Os "buracos negros" da Rússia não deixaram o submarino britânico atacar a Síria, escreve a mídia. O especialista militar Viktor Baranets, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou estas manobras.

O submarino britânico não conseguiu participar da operação militar contra a Síria, já que teve que manobrar em contraposição a submarinos russos, escreve o jornal Times.

https://www.thetimes.co.uk/article/brit ... -dhxhlpwc9

O diário comunica que um submarino britânico da classe Astute, equipado com mísseis de cruzeiro, "jogava gato e rato" no mar Mediterrâneo com um ou dois submarinos russos classificados pelos especialistas ocidentais como "buracos negros" por serem muito silenciosos.

A edição nota que o submarino britânico também teve que escapar de duas fragatas russas e um avião antissubmarino. Neste respeito, o submarino não conseguiu se aproximar o bastante para efetuar ataques contra a Síria, embora antes o submarino tenha tentado evitar a detecção por vários dias.

Segundo o Times, estes "buracos negros" foram submarinos da classe Kilo, na designação da OTAN, que saíram da base de Tartus na Síria.

O analista militar Viktor Baranets comentou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik as ações dos militares russos.
Dois submarinos da Marinha Real do Reino Unido deveriam atacar a Síria com mísseis de cruzeiro. Mas nesta mesma região também estavam dois submarinos diesel da Frota do Mar Negro que ocupavam constantemente uma posição que impedia os ataques britânicos contra a Síria a partir de posição submersa.
, disse ele.

Para Baranets, estas manobras foram uma espécie de "jogo perigoso". Sabe-se que os submarinos russos estão posicionados na parte leste do mar Mediterrâneo e também se espera que até o final de abril um grupo naval dos EUA chegue na região.
Claro que os nossos submarinos vão vigiar com atenção o comportamento destes navios.
, concluiu Baranets.

No sábado passado (14), os EUA, França e Reino Unido lançaram ataques aéreos contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas nos arredores de Damasco, em Douma.

Os ataques foram realizados no mesmo dia em que a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) iniciaria a investigação do alegado uso de armas químicas em Douma, após a culpa pelo alegado incidente ter sido imediatamente atribuída a Damasco pelo Ocidente.

Depois das acusações, o governo sírio negou categoricamente estar envolvido no suposto ataque e declarou que os ataques aéreos são uma "agressão brutal".

https://br.sputniknews.com/opiniao/2018 ... que-siria/

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CUBA: DEMOCRACIA É PODER POPULAR

Mensagem por Rsilva » 19 Abr 2018, 11:19

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Jornalista e acadêmico cubano explica as raízes históricas, o conteúdo e a forma do sistema político da ilha, sintetizada em uma expressão: Poder Popular.

A Revolução é um processo dialético de transformações e experiências acumuladas, de mudança e continuidade, é uma obra coletiva como essência e prática imprescindível.
A Revolução é a obra de todos, a Revolução é o sacrifício de todos, a Revolução é o ideal de todos e será o fruto de todos.
, dizia Fidel Castro, tão cedo como em 29 de março de 1959, em um discurso pronunciado no povoado de Güines.

Desde então, estamos construindo um projeto social inclusivo, participativo, democrático, no qual o poder popular seja pedra angular e decisiva. Temos feito isso por nossos próprios caminhos, tratando de ser originais em nossa concepção de como se expressa e exerce esse poder majoritário do povo.

Partimos, isto sim, das complexas batalhas, dos avanços e contradições de nossa própria História e do legado de nossos heróis na busca de uma pátria livre e soberana e uma sociedade que conquiste "toda a justiça", como aspirava o advogado Carlos Manuel de Céspedes, este que lançou há 150 anos primeiro combate pela independência de Cuba.

José Martí, alma preclara da nação, assinalava no Manifesto de Montecristi:
Desde suas raízes há de se constituir a Pátria com formas viáveis, e nascidas dela própria, de uma forma que um governo sem realidade nem sanção não seja conduzido às parcialidades ou à tirania.
Assim se forjou nossa Constituição Socialista; assim nasceram nossos órgãos do Poder Popular, nossas Assembleias nos municípios, províncias e no país; assim se estruturou nosso sistema político no qual eleição popular, representatividade verdadeira, participação, prestação de contas e pensamento e direção coletiva se soergueram como chaves.

Durante dez meses, nós, cubanos, temos estado envolvidos, pela nona vez em nossa história desde a Revolução, em um processo de eleições gerais. Desde 1993 fazemos isto elegendo diretamente os deputados que nos representam no parlamento cubano, como instância máxima do governo do povo.

Os deputados que elegemos em 11 de março último são o espelho da diversidade da Cuba destes tempos: desde um sapateiro até um criador do Heberprot-P; desde um tricampeão olímpico de luta até um renomado escritor; desde um veterano de todas as batalhas até uma jovem delegada de circunscrição.

Contamos com um parlamento que tem a excepcionalidade de recolher diretamente o sentir das pessoas do bairro, do homem e da mulher do povo. Quase metade dos eleitos são delegados de circunscrição – são chamados de conselheiros (membros de conselho) na América Latina (espécie de vereador,no Brasil, N. do T.) -; são cubanos que lidam todos os dias com as preocupações, as dificuldades e as proposições dos moradores de seus bairros. São representantes populares que nascem da base e de maneira alheia à proposta que fazem tradicionalmente os partidos políticos em outros lugares.

Temos um novo legislativo con rosto majoritariamente feminino, com presença de jovens e de representantes da geração histórica que fez a Revolução e a trouxe até aqui; um parlamento com 49 anos de idade média e mais de 330 novos deputados.

Hoje toma posse essa renovada Assembleia Nacional, com a enorme responsabilidade de eleger a nova direção do Estado e do Governo do país e de enfrentar cinco anos decisivos para a consolidação do processo dialético de mudança e continuidade de nosso socialismo.

Chegamos a este momento histórico com a força da unidade revolucionária, esculpida com clareza martiana por Fidel e preservada pela geração histórica; que amanhã entregará a direção do Estado a gerações mais jovens, forjadas no devir da própria Revolução; em um processo pensado, lógico, natural, sem sobressaltos.

Garantia dessa unidade e de nosso projeto social é o Partido, força dirigente superior da sociedade cubana, conjunção de vontades de vanguarda, salvaguarda dos interesses dos humildes pelos quais há 57 anos se proclamou o Socialismo pela primeira vez na América. Sua força é a força da própria Revolução.

Podemos sentir-nos orgulhosos de nossa democracia e da participação popular alcançada; mas os novos tempos apresentam novas exigências para fortalecer nosso sistema político e seus pilares. Mais adiante será necessário pensar em como aperfeiçoar nosso sistema eleitoral, a participação popular na gestão estatal; como alcançar maior autonomia dos órgãos locais do Poder, em particular nos municípios, e uma mais eficaz inter-relação com a cidadania nessa instância, como fortalecer os mecanismos jurídicos e institucionais que assegurem o cumprimento da Constituição, que será renovada, e sua supremacia. Esses são alguns dos desafios que nos estão colocados, para tornar nosso socialismo mais participativo, democrático, próspero e sustentável.
Os valores que defendemos são muito sagrados, são muito elevados, são muito poderosos, são os valores da pátria, são os valores da Revolução, são os valores do socialismo, são os valores da justiça, são os valores da igualdade, são os valores da dignidade e da honra do homem. Esses valores têm um peso tremendo.
, disse-nos Fidel em fevereiro de 1993, quando o caminho parecia mais difícil. E aqui estamos. Enfrentemos os novos tempos com as profundas convicções e a enorme fé na vitória que ele nos ensinou. E triunfemos!

(*) Randy Alonso Falcón - Jornalista cubano, diretor do portal Cubadebate [www.cubadebate.cu] e do programa da Televisão Cubana "Mesa Redonda". É doutorando em Ciências Políticas da Universidade de Havana.

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CHINA DIZ ESTAR PRONTA PARA QUALQUER EFEITO NEGATIVO DE GUERRA COMERCIAL COM EUA

Mensagem por Rsilva » 20 Abr 2018, 11:28

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China está bem preparada para lidar com qualquer efeito negativo de sua disputa comercial com os EUA, disse o porta-voz do Ministério do Comércio, GaoFeng, acrescentando que as altas tarifárias de Pequim sobre as importações dos EUA não terão um grande impacto em suas indústrias nacionais; "Somos capazes de resolver os desafios criados pelos atritos comerciais entre China e EUA", disse; "Vamos reagir incansavelmente", completou.

A China está bem preparada para lidar com qualquer efeito negativo de sua disputa comercial com os Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira o Ministério do Comércio, acrescentando que as altas tarifárias de Pequim sobre as importações dos EUA não terão um grande impacto em suas indústrias nacionais.

Seria um erro de cálculo dos EUA se sua intenção for conter a ascensão da China, afirmou o porta-voz do ministério, GaoFeng.
Se os EUA tentarem usar políticas comerciais protecionistas para conter o desenvolvimento da China e forçar a China a fazer concessões mesmo ao custo dos interesses das empresas, tomou uma medida mal calculada.
, disse Gao.

No mais recente agravamento do embate comercial, os EUA disseram esta semana que proibiram empresas norte-americanas de vender peças à fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE por sete anos, enquanto na terça-feira a China anunciou fortes tarifas antidumping sobre as importações de sorgo dos EUA e medidas sobre as importações de borracha sintética dos EUA, União Europeia e Cingapura na quinta-feira.
Somos capazes de resolver os desafios criados pelos atritos comerciais entre China e EUA.
, disse Gao.

Respondendo a uma pergunta da Reuters, Gao afirmou que Pequim espera que Washington não subestime a determinação da China de reagir.
Vamos reagir incansavelmente.
, disse ele, acrescentando que a China adotará qualquer medida necessária a qualquer momento em resposta à medida dos EUA contra a ZTE.

A maioria dos analistas acredita que os dois lados acabarão chegando a um acordo e evitarão uma guerra comercial. Mas até agora, a China e os EUA não realizaram negociações formais, disse Gao.

https://br.reuters.com/article/topNews/ ... Q1A4-OBRTP



Sócios e inimigos: o pano de fundo da guerra comercial entre EUA e China

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As tarifas anunciadas pelo gigante norte-americano e o asiático têm pouco peso no volume total do intercâmbio bilateral, mas atacam onde fazem mais dano comercial ou político.

https://elpais.com/elpais/2018/04/06/me ... 26827.html

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‘PUTIN E TRUMP NUNCA PERMITIRÃO UM CONFLITO ARMADO ENTRE RÚSSIA E EUA’

Mensagem por Rsilva » 20 Abr 2018, 16:39

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Quem diz é o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov; "Falando sobre os riscos de uma confrontação militar, posso afirmar com toda a certeza que os militares não vão permitir isso, bem como o presidente Putin ou o presidente Trump".

O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo norte-americano, Donald Trump, nunca permitirão que as tensões entre os seus países se transformem em um conflito armado, declarou na entrevista à Sputnik o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Falando sobre os riscos de uma confrontação militar, posso afirmar com toda a certeza que os militares não vão permitir isso, bem como o presidente Putin ou o presidente Trump. São líderes, além do mais, eleitos pelo seu povo e responsáveis pela paz.
, disse o chanceler russo.

Sergei Lavrov também acrescentou estar certo de que o secretário da Defesa dos EUA, James Mattis, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Joseph Dunford, entendem que quaisquer ações que possam provocar um confronto militar entre os dois países são inaceitáveis.

No entanto, o chanceler russo sublinhou que Moscou procura defender os seus interesses não em forma de ultimatos, mas buscando um equilíbrio nesses interesses, para se chegar a acordo.

Para além das questões relativas a um conflito militar com os EUA, Sergei Lavrov falou com a Sputnik sobre a situação ao redor da falsificação do ataque químico na Síria, os ataques dos EUA contra o país árabe, o caso Skripal e a futura cúpula entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

https://br.sputniknews.com/russia/20180 ... do-lavrov/



Chanceler russo: EUA não cruzaram 'linhas vermelhas' na Síria

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A Rússia informou com antecedência os EUA sobre as áreas que não devem ser atacadas na Síria e Washington não cruzou essas "linhas vermelhas", afirmou o chefe da Chancelaria russa, Sergei Lavrov.

Na madrugada de 14 de abril, aviões e navios das Forças Armadas dos EUA, junto com as forças aéreas do Reino Unido e da França, efetuaram um ataque de mísseis contra infraestruturas militares e civis sírias.

Um pouco antes dos ataques, os comandos militares russo e norte-americano efetuaram contatos. Moscou avisou Washington de que, se os EUA atacassem determinadas áreas na Síria, cruzariam as "linhas vermelhas".

Ainda antes de se concretizaram os planos de ataques" do Ocidente, "o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, esclareceu que, se os EUA causassem danos aos militares russos, nós iríamos responder de forma dura e clara.
, declarou Sergei Lavrov à Sputnik.

https://br.sputniknews.com/oriente_medi ... as-lavrov/



Lavrov: EUA, França e Reino Unido bombardearam negociações de Genebra ao atacar Síria

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Lavrov e Mistura se preocupam com escalada de violência na Síria, na iminência de possível avanço das negociações sírias em Genebra.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que Moscou e ONU estão preocupadas com o apelo da Coalizão Nacional Síria, que faz oposição ao Damasco, para que os Estados Unidos, o Reino Unido e a França "continuem suas agressivas ações militares e ampliem a operação" para todo o território da Síria.

O ministro classificou este apelo de inadmissível, durante uma coletiva de imprensa conjunta com o enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, realizada em Moscou.

O ministro acrescentou que, após a realização do Congresso do diálogo nacional sírio em Sochi e a cúpula dos presidentes da Rússia, Turquia e Irã em Ancara, no dia 4 de abril, um "verdadeiro diálogo sírio, principalmente sobre a reforma constitucional" está muito próximo de acontecer em Genebra.

Portanto, os três países mencionados bombardearam não apenas as instalações químicas fictícias na Síria, mas também bombardearam as negociações em Genebra.
, concluiu Lavrov.

https://br.sputniknews.com/oriente_medi ... ra-lavrov/

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IRÃ ESTÁ PRONTO A VOLTAR AO PROGRAMA NUCLEAR CASO EUA ABANDONEM ACORDO

Mensagem por Rsilva » 22 Abr 2018, 12:15

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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que, caso os EUA abandonem o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), ou seja, o acordo internacional acerca do programa nuclear de Teerã, e voltem a introduzir sanções contra o país, o Irã pode retomar o seu programa nuclear.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que, caso os EUA abandonem o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), ou seja, o acordo internacional acerca do programa nuclear de Teerã, e voltem a introduzir sanções contra o país, o Irã pode retomar o seu programa nuclear.
Temos várias opções, e todas essas opções estão prontas. Entre elas estão as que incluem o reinício da nossa atividade nuclear com uma maior velocidade.
, assinalou Zarif em entrevista ao canal CBS.



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Reunião final do Plano de Ação Conjunto Global, em Viena, Julho de 2015. Da esquerda para a direita: Wang Yi (China), Laurent Fabius (França), Frank-Walter Steinmeier (Alemanha), Federica Mogherini (União Europeia), Mohammad Javad Zarif (Irã), Philip Hammond (Reino Unido) e John Kerry (Estados Unidos).

http://www.consilium.europa.eu/pt/polic ... -measures/

Além disso, o ministro frisou que, se os Estados Unidos abandonarem o acordo, o Irã implementará essas medidas imediatamente.
Essas opções estão prontas para ser realizadas, e nós tomaremos a decisão necessária quando acharmos que é necessário.
, acrescentou.

Em janeiro, os EUA, Reino Unido, França e Alemanha criaram um grupo de trabalho para elaborar um acordo abrangente adicional ao JCPOA. O trabalho se iniciou na sequência da postura do presidente norte-americano, Donald Trump, que repetidamente expressou descontentamento com o acordo fechado em 2015 e ameaçou o abandonar caso o documento não fosse "corrigido".

Em 14 de julho de 2015, o Irã por um lado, e a Rússia, EUA, Reino Unido, China, França e Alemanha por outro, chegaram a um acordo histórico no que diz respeito à regulamentação do problema nuclear iraniano: os países assinaram o JCPOA, o que resultou no cancelamento das sanções econômicas impostas a Teerã por parte do Conselho de Segurança da ONU, EUA e a União Europeia.

https://br.sputniknews.com/oriente_medi ... ear-zarif/

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Lágrimas judias por Gaza

Mensagem por Rsilva » 25 Abr 2018, 12:12

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Depois de retornar a Israel tendo vivido 32 anos fora do país, posso sentir o enorme avanço econômico e social que o país resultou. O número de prédios em construção e a vida que pulsa no dia a dia, me enchem de orgulho como israelense.

Por outro lado, é incrível como a situação da ocupação permanece insolúvel e ao que parece assim continuará por muito tempo. O israelense está feliz em geral com a vida que tem e poucos são aqueles que se importam com os palestinos. Eles se parecem como as moscas, estão em todo lugar, são irritantes e vão continuar ali.

Mesmo assim, existem dezenas de organizações israelenses que lutam diariamente contra a ocupação e buscam denunciar os abusos cometidos contra a população palestina. São milhares de pessoas fazendo um trabalho voluntário magnífico em prol de um Estado Palestino e, principalmente, em favor da convivência pacífica.

Todo dia eu procuro ler os jornais. Todo o dia eu procuro por notícias de organizações árabes que tenham o mesmo objetivo das congêneres israelenses e não encontro.

Como é possível que em todo o mundo árabe não se encontre organizações humanitárias e de direitos humanos denunciando os abusos ali cometidos, como denunciam as ONGs israelenses? Vejo inúmeros israelenses esbravejando nos noticiários das TVs contra a política do governo, contra as ações do exército, contra o incitamento racial e como eles realmente se importam. Onde estão nossos irmãos árabes?

A situação em Gaza é de um desastre humanitário em andamento. Ele está acontecendo diariamente e cobrando vidas inocentes. O mundo parece ter se esquecido daquele lugar, mas os países árabes definitivamente o apagaram de seus mapas.

Que grande ironia que sejam somente as lágrimas de judeus a derramarem por Gaza. Que sejamos nós os únicos a lutar pelo envio de ajuda humanitária. A nos solidarizarmos com os manifestantes pacíficos na fronteira, mesmo que isto signifique contrariar a política do atual governo.

Gaza está sendo sufocada diariamente. O governo do Hamas parece estar se beneficiando desta situação do quanto pior, melhor. A população sobrevive sabe-se lá como, sem trabalho, sem perspectiva alguma, sem futuro nenhum pela frente.

Todo dia eu derramo uma lágrima por Gaza.


Mauro Nadvorny é membro do Juprog (Judeus Progressistas) e da J-Amlat (movimento em construção de judeus latinoamericanos de esquerda). Atualmente vive em Israel.







Por que Israel está atacando a Faixa de Gaza

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A histórica tensão entre Israel e o mundo árabe, especialmente a Palestina, ganhou um novo episódio na virada de março para abril de 2018.

https://www.nexojornal.com.br/expresso/ ... xa-de-Gaza

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por mariobvn » 26 Abr 2018, 00:37

Falando em robôs...

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OPAQ CONFIRMA AUSÊNCIA DE ARMAS QUÍMICAS EM LABORATÓRIO SÍRIO, DIZ RÚSSIA

Mensagem por Rsilva » 26 Abr 2018, 12:51

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OPAC confirmou a ausência de armas químicas no Centro de Estudos Barza, em Damasco, onde, de acordo com dados de Washington, produziram substâncias tóxicas, afirmou Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas; além disso, Rudskoy assinalou que, após os ataques da coalizão dos EUA a supostos alvos com substâncias tóxicas na Síria, milhares de pessoas visitaram o local sem quaisquer meios de proteção, e ninguém foi envenenado.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAC) confirmou a ausência de armas químicas no Centro de Estudos Barza, em Damasco, onde, de acordo com dados de Washington, produziram substâncias tóxicas, afirmou a jornalistas durante briefing Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas.

De acordo com Rudskoy, até o ano de 2013, o centro Barza, sendo este um dos alvos dos ataques da coalizão internacional, realmente organizou estudos na área de proteção de armas químicas, envolvendo várias substâncias tóxicas, permitidas pela Convenção sobre as Armas Químicas.
Em 2017, a OPAQ inspecionou os laboratórios do mesmo centro. De acordo com os resultados, foi confirmada a ausência de qualquer atividade relacionada à produção e ao desenvolvimento de substâncias tóxicas.
, assinalou o chefe da Direção-Geral Operacional.

Além disso, Sergei Rudskoy assinalou que, após os ataques da coalizão dos EUA a supostos alvos com substâncias tóxicas na Síria, milhares de pessoas visitaram o local sem quaisquer meios de proteção, e ninguém foi envenenado.
Logo após os ataques, muitas pessoas visitaram as instalações destruídas sem quaisquer meios de proteção. Nenhum deles foi envenenado com substâncias tóxicas.
, disse.

O chefe da Direção-Geral Operacional enfatizou também que, para definir o nível da provável contaminação do local no resultado do ataque com mísseis e ameaça aos civis, especialistas russos recolheram todas as amostras necessárias no laboratório Barza.
A análise deles não revelou presença de substâncias químicas na instalação destruída, o que é confirmado pela conclusão correspondente. Isso evidencia que a atividade realizada no Centro de Estudos não envolvia substâncias tóxicas.
, assinalou.

Além do mais, Rudskoy apontou ser muito estranha a decisão dos EUA, do Reino Unido e da França de realizar ataque a supostas instalações químicas.
Se, para eles, nas instalações houvesse realmente estoque de substâncias tóxicas, então, após os ataques com mísseis de cruzeiro, poderiam ter surgido grandes focos de contaminação do local. E em Damasco, sem dúvidas, teriam morrido dezenas de milhares de pessoas.
, enfatizou.

Sergei Rudskoy ressaltou que, em qualquer país, instalações que se dedicam ao estudo do desenvolvimento de armas químicas e ao armazenamento de munições são muito bem protegidas devido à grande ameaça para as pessoas.
Contudo, nada foi constatado nas três instalações citadas, pois eram apenas prédios a hangares simples.
, concluiu.

https://br.sputniknews.com/oriente_medi ... -ausencia/

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Senado confirma Mike Pompeo como secretário de Estado dos EUA

Mensagem por Rsilva » 27 Abr 2018, 11:10

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O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira Mike Pompeo como secretário de Estado do presidente Donald Trump, colocando o ex-diretor da CIA em uma função fundamental para lidar com desafios de políticas externas dos EUA, como a Coreia do Norte e o Irã; Pompeo, um ex-oficial do Exército que foi um congressista republicano, é considerado uma figura leal a Trump com visões de mundo mais propensas a soluções com uso de força ao invés de diálogo.

O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira Mike Pompeo como secretário de Estado do presidente Donald Trump, colocando o ex-diretor da CIA em uma função fundamental para lidar com desafios de políticas externas dos EUA, como a Coreia do Norte e o Irã.

Pompeo, um ex-oficial do Exército que foi um congressista republicano, é considerado uma figura leal a Trump com visões de mundo mais propensas a soluções com uso de força ao invés de diálogo.

Ele já está profundamente envolvido em diplomacia. Trump enviou Pompeo à Coreia do Norte há três semanas para encontro com o líder do país, Kim Jong Un, antes de uma cúpula com o presidente dos EUA para abordar o programa nuclear de Pyongyang.

Senadores votaram por 57 a 42 a favor de Pompeo, que havia enfrentado dura resistência de democratas preocupados com sua reputação por uso de força e por suas duras declarações no passado sobre homossexualidade e Islã.

Pompeo será forçado rapidamente a lidar com uma ampla variedade de outros desafios internacionais, incluindo longos conflitos na Síria, Iraque e Afeganistão, expansionismo chinês na Ásia e assertividade russa.

Washington também está trabalhando com aliados europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para decidir se irá endurecer ou não um acordo nuclear internacional com o Irã.

Pompeo evitou por pouco uma desaprovação histórica do Comitê de Relações Exteriores do Senado.

Pompeo, que se tornou um dos conselheiros mais próximos de Trump durante seus 15 meses na CIA, enfrentou oposição dura de democratas, que temiam que ele pudesse estar muito alinhado com o presidente.

Enquanto estava no Congresso, Pompeo era um adversário ao acordo nuclear do Irã.

Mas ele disse durante sua audiência de confirmação que está aberto a consertar, ao invés de encerrar, o pacto, que o Ocidente acredita ser a chave para evitar que o Irã tenha uma bomba nuclear.

Adversários também expressaram preocupações de que Pompeo é muito propenso ao uso de força, e disseram que suas declarações passadas sobre homossexuais e o Islã o tornam incompatível para representar os EUA no cenário mundial.

https://br.reuters.com/article/worldNew ... X317-OBRWD

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Coreias prometem trabalhar por desnuclearização completa em reunião histórica

Mensagem por Rsilva » 27 Abr 2018, 19:41

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Líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, se abraçaram depois de prometerem trabalhar pela "desnuclearização completa da península coreana", pontuando um dia de sorrisos e apertos de mão durante a primeira cúpula intercoreana em mais de uma década; declaração incluiu promessas de buscar uma redução gradual de armas militares, cessar atos hostis, transformar sua fronteira fortificada em uma zona pacífica e realizar conversas multilaterais com outros países, incluindo os EUA.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, se abraçaram nesta sexta-feira depois de prometerem trabalhar pela "desnuclearização completa da península coreana", pontuando um dia de sorrisos e apertos de mão durante a primeira cúpula intercoreana em mais de uma década.

As duas Coreias anunciaram que trabalharão juntamente com os Estados Unidos e a China neste ano para declarar um fim oficial para a Guerra da Coreia (1950-53) e buscar um acordo para estabelecer uma paz "permanente" e "sólida" em seu lugar.

A declaração incluiu promessas de buscar uma redução gradual de armas militares, cessar atos hostis, transformar sua fronteira fortificada em uma zona pacífica e realizar conversas multilaterais com outros países, incluindo os EUA.
Os dois líderes declaram diante de nosso povo de 80 milhões e do mundo inteiro que não haverá mais guerra na península coreana e que uma nova era de paz começou.
, disse a declaração conjunta.

Mais cedo, Kim se tornou o primeiro líder norte-coreano desde a Guerra da Coreia a pisar na Coreia do Sul depois de apertar a mão do presidente sul-coreano sobre um meio-fio de concreto que assinala a divisa na zona desmilitarizada altamente fortificada entre os dois países.

As cenas de Moon e Kim brincando e caminhando juntos contrastaram de forma acentuada com a sequência de testes de mísseis da Coreia do Norte e do maior teste nuclear de sua história realizados no ano passado, que desencadearam amplas sanções internacionais e criaram temores de um novo conflito na península coreana.

O encontro bilateral ocorreu semanas antes de uma reunião prevista entre Kim e o presidente norte-americano, Donald Trump, que representaria o primeiro encontro de líderes dos dois países no exercício da função.

Moon concordou em visitar Pyongyang mais tarde neste ano, de acordo com a declaração conjunta.

Como parte dos esforços para reduzir as tensões, os dois lados concordaram em abrir um escritório de ligação, suspender as transmissões de propaganda política e os lançamentos de panfletos ao longo da fronteira e permitir que famílias coreanas separadas pela divisa se reúnam.

Poucos dias antes da cúpula, Kim disse que a Coreia do Norte suspenderá os testes nucleares e de mísseis de longo alcance e desmontará sua única instalação conhecida de testes nucleares.

Mas muitos ainda duvidam que Kim esteja disposto a abdicar do arsenal atômico que seu país defendeu e desenvolveu durante décadas por se tratar do que Pyongyang diz ser um meio de dissuasão necessário contra uma invasão dos EUA.

Não é a primeira vez que líderes das duas Coreias expressam sua esperança na paz, e duas cúpulas anteriores realizadas em Pyongyang em 2000 e 2007 não levaram os norte-coreanos a interromperem seus programas de armas nem melhoraram as relações de forma duradoura.
Faremos esforços para criar bons resultados nos comunicando com frequência, de maneira a fazer com que nosso acordo, assinado hoje diante do mundo inteiro, não termine somente como um início, como acordos anteriores ao de hoje.
, disse Kim após a assinatura do pacto.

Mais cedo, Moon cumprimentou Kim na linha de demarcação militar, onde os dois sorriram e apertaram as mãos.

Kim surpreendeu convidando Moon a cruzar rapidamente para o lado norte-coreano, e em seguida os dois líderes voltaram à Coreia do Sul de mãos dadas.
Fiquei entusiasmado de nos encontrarmos neste local histórico, e é realmente comovente que você tenha vindo até a linha de demarcação para me receber em pessoa.
, disse Kim, vestindo seu tradicional terno preto à la Mao Tsé-Tung.
Uma nova história começa agora. Uma era de paz, do ponto inicial da história.
, escreveu Kim em coreano em um livro de visitas na Casa da Paz sul-coreana antes do início das conversas.

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Kim Jong-un indica condições para Pyongyang desistir das armas nucleares

Mensagem por Rsilva » 29 Abr 2018, 12:53

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O líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou durante seu encontro com o presidente sul-coreano Moon Jae-in, que não fará sentido ter armas nucleares caso a guerra com os EUA termine oficialmente, segundo comunicou um representante da presidência sul-coreana.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou durante seu encontro com o presidente sul-coreano Moon Jae-in, que não fará sentido ter armas nucleares caso a guerra com os EUA termine oficialmente, segundo comunicou um representante da presidência sul-coreana.

De acordo o comunicado da administração presidencial sul-coreana, Kim Jong-un está pronto a desistir das armas nucleares se o país conseguir chegar a um acordo de paz com os EUA.
Se os nossos encontros com os Estados Unidos forem frequentes e no futuro for alcançada confiança e um acordo sobre não interferência e fim da guerra, para quê ter armas nucleares e viver em condições duras?
, cita o representante sul-coreano as palavras de Kim Jong-un.

De acordo com o representante da presidência sul-coreana, Kim Jong-un sublinhou que "apesar de sempre se ter manifestado contra os EUA, o povo vai entender que não é uma pessoa que lançasse armas nucleares contra os EUA, Coreia do Sul ou países do Pacífico".

Também de acordo com o funcionário sul-coreano, Kim Jong-un prometeu fechar em maio o lugar de testes nucleares de Punggye-ri e até se mostrou pronto a convidar especialistas e jornalistas.

O líder norte-coreano também apelou para que não seja repetido o derramamento de sangue na Coreia no futuro e prometeu não usar a força.

Na sexta-feira passada (27), decorreu a primeira cúpula entre as duas Coreias dos últimos 10 anos. Kim Jong-un se tornou o primeiro líder norte-coreano a atravessar a linha de demarcação militar entre os dois países na parte sul-coreana.

A cúpula resultou na elaboração de uma declaração conjunta em que os dois países expressaram a prontidão para conseguir a desnuclearização completa da península coreana, melhorar as relações, fazendo todo o possível para prosperidade mútua.

https://br.sputniknews.com/asia_oceania ... nucleares/

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por morgado » 29 Abr 2018, 20:09

O que esta acontecendo com o Kim Jong Un. O cara era o mair brabo do mundo e agora é amigo de todos?
Nunca vão entender esse amor!
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EUA: Para reverter sanções, Coreia do Norte deverá destruir todas suas armas nucleares

Mensagem por Rsilva » 30 Abr 2018, 11:54

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Antes de rever as sanções impostas contra a Coreia do Norte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende que Pyongyang destrua todos os seus mísseis balísticos e nucleares; a informação foi confirmada pelo assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton.

Antes de rever as sanções impostas contra a Coreia do Norte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende que Pyongyang destrua todos os seus mísseis balísticos e nucleares. A informação foi confirmada pelo assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, neste domingo (29).

Em entrevista à Fox News, Bolton foi perguntado se Trump irá fazer concessões à Coreia do Norte apenas após o país asiático destruir suas armas e respondeu:
Sim, eu acho que é isso que significa desnuclearização. Temos muito em mente o modelo da Líbia [de completa eliminação de armas] de 2003, 2004 [quando o país aderiu à convenção da ONU sobre a eliminação de armas químicas]… O programa foi muito menor, mas foi basicamente o acordo que fizemos.
Na semana passada, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, disse que seu país pararia os testes nucleares e o lançamento mísseis balísticos intercontinentais, além de encerrar um local de testes nucleares. Trump saudou o anúncio chamando-o de um "grande progresso".

Na sexta-feira, Trump disse que faria uma reunião com o líder norte-coreano nas "próximas semanas" e que o local da reunião havia sido reduzido a dois ou três locais.

https://br.sputniknews.com/americas/201 ... s-nuclear/



Por que o brutal Kim Jong-un baixou a guarda? A precária economia norte-coreana explica

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“É a economia, estúpido”. O lema não oficial com o qual Bill Clinton ganhou a presidência norte-americana em 1992 bem poderia ser pronunciado agora por Kim Jong-un. O líder supremo norte-coreano está fazendo história ao sentar à mesa de negociação com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, em chão sulcoreano nesta sexta-feira, a terceira ocasião em que líderes de ambas Coreais se veem cara a cara. A cúpula sela um giro de 180 graus, tão rápido como surpreendente, à posição beligerante de Kim de só cinco meses atrás. Um giro motivado, entre uma de suas grandes razões, pelo desejo de desenvolver a economia norte-coreana.

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 96344.html

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Após escândalo com imigrantes, ministra do Interior do Reino Unido renuncia

Mensagem por Rsilva » 03 Mai 2018, 16:09

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A ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, renunciou após um escândalo envolvendo o tratamento de imigrantes que ficou conhecido como Windrush; ela negou em depoimento no Parlamento britânico a existência de alvos para deportações. Mas a imprensa local acabou descobrindo um memorando mencionando pessoas que são visadas para "remoções forçadas".

A ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, renunciou neste domingo (29) após um escândalo envolvendo o tratamento de imigrantes que ficou conhecido como Windrush.

Os imigrantes da chamada geração Windrush vieram para a Europa de países do Caribe (sobretudo da Jamaica e de Trindade e Tobago) para ajudar o Reino Unido em sua reconstrução após a Segunda Guerra Mundial com a promessa de receberem a cidadania britânica e indenizações.

Segundo o Observatório de Migração da Universidade de Oxford, o Reino Unido é lar de aproximadamente 500 mil imigrantes Windrush.

Eles têm sofrido com pressão do Governo britânico que tem pedido provas de cidadania deste grupo e negado atendimento médico. Há, ainda, relatos de ameaças de deportação.

Após a divulgação do caso, a oposição passou a pedir a renúncia de Rudd, que no início afirmou que ficaria no cargo para garantir uma política "humana" de imigração.

A situação da ex-ministra, todavia, piorou muito após ela negar em depoimento no Parlamento britânico a existência de alvos para deportações. Mas a imprensa local acabou descobrindo um memorando mencionando pessoas que são visadas para "remoções forçadas".

Rudd negou ter conhecimento do documento. Ainda assim, ela renunciou neste domingo.

https://br.sputniknews.com/europa/20180 ... mber-rudd/

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Re: IRÃ ESTÁ PRONTO A VOLTAR AO PROGRAMA NUCLEAR CASO EUA ABANDONEM ACORDO

Mensagem por Diego » 07 Mai 2018, 21:14

Rsilva escreveu:
22 Abr 2018, 12:15
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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que, caso os EUA abandonem o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), ou seja, o acordo internacional acerca do programa nuclear de Teerã, e voltem a introduzir sanções contra o país, o Irã pode retomar o seu programa nuclear.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, afirmou que, caso os EUA abandonem o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), ou seja, o acordo internacional acerca do programa nuclear de Teerã, e voltem a introduzir sanções contra o país, o Irã pode retomar o seu programa nuclear.
Temos várias opções, e todas essas opções estão prontas. Entre elas estão as que incluem o reinício da nossa atividade nuclear com uma maior velocidade.
, assinalou Zarif em entrevista ao canal CBS.



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Reunião final do Plano de Ação Conjunto Global, em Viena, Julho de 2015. Da esquerda para a direita: Wang Yi (China), Laurent Fabius (França), Frank-Walter Steinmeier (Alemanha), Federica Mogherini (União Europeia), Mohammad Javad Zarif (Irã), Philip Hammond (Reino Unido) e John Kerry (Estados Unidos).

http://www.consilium.europa.eu/pt/polic ... -measures/

Além disso, o ministro frisou que, se os Estados Unidos abandonarem o acordo, o Irã implementará essas medidas imediatamente.
Essas opções estão prontas para ser realizadas, e nós tomaremos a decisão necessária quando acharmos que é necessário.
, acrescentou.

Em janeiro, os EUA, Reino Unido, França e Alemanha criaram um grupo de trabalho para elaborar um acordo abrangente adicional ao JCPOA. O trabalho se iniciou na sequência da postura do presidente norte-americano, Donald Trump, que repetidamente expressou descontentamento com o acordo fechado em 2015 e ameaçou o abandonar caso o documento não fosse "corrigido".

Em 14 de julho de 2015, o Irã por um lado, e a Rússia, EUA, Reino Unido, China, França e Alemanha por outro, chegaram a um acordo histórico no que diz respeito à regulamentação do problema nuclear iraniano: os países assinaram o JCPOA, o que resultou no cancelamento das sanções econômicas impostas a Teerã por parte do Conselho de Segurança da ONU, EUA e a União Europeia.

https://br.sputniknews.com/oriente_medi ... ear-zarif/
Bombardeia essa merda.
Editado pela última vez por Diego em 07 Mai 2018, 21:21, em um total de 1 vez.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 07 Mai 2018, 21:20

Para quem quiser, acabou de sair em português.

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https://www.amazon.com.br/Regras-Para-V ... ref=sr_1_1

Esse cara é um herói, tomara que ele venha ao Brasil, não passa um dia que a internacional jornalistica de extrema esquerda (CNN, NY Times, Washington Post, NBC, ABC, CBS, MSNBC, BBC, The Guardian, The Independent e afins) não ataquem ele.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Diego » 07 Mai 2018, 21:28

morgado escreveu:
29 Abr 2018, 20:09
O que esta acontecendo com o Kim Jong Un. O cara era o mair brabo do mundo e agora é amigo de todos?
Quem tem cu tem medo, enquanto a secretário de estado americano do Obama (John Kerry) dizia que o mundo teria que se acostumar com a Coreia do Norte com armas nucleares, Trump avisou que se não se desarmar o bicho vai pegar e o gordinho da Coreia do Norte entendeu o recado, o apelido do secretário de defesa americano é Cachorro Louco. Quando ele tomou posse um reporter da NBC perguntou que assuntos deixavam ele a noite sem dormir ele disse que dorme muito bem os adversários do EUA é que vão perder o sono de agora em diante.

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por morgado » 08 Mai 2018, 07:57

Diego escreveu:
07 Mai 2018, 21:28
morgado escreveu:
29 Abr 2018, 20:09
O que esta acontecendo com o Kim Jong Un. O cara era o mair brabo do mundo e agora é amigo de todos?
Quem tem cu tem medo, enquanto a secretário de estado americano do Obama (John Kerry) dizia que o mundo teria que se acostumar com a Coreia do Norte com armas nucleares, Trump avisou que se não se desarmar o bicho vai pegar e o gordinho da Coreia do Norte entendeu o recado, o apelido do secretário de defesa americano é Cachorro Louco. Quando ele tomou posse um reporter da NBC perguntou que assuntos deixavam ele a noite sem dormir ele disse que dorme muito bem os adversários do EUA é que vão perder o sono de agora em diante.
É verdade o gordinho, que era brabo pra caramba, agora ficou mansinho.
Kkkkkkkk
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Trump abandona acordo nuclear com Irã e amplia tensão internacional

Mensagem por Rsilva » 08 Mai 2018, 17:52

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O presidente dos Estados Unidos acaba de anunciar que rompeu o acordo nuclear com o Irã, assinado por seu antecessor Barack Obama. Além disso, afirmou que irá impor sanções máximas ao país, ampliando as tensões internacionais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao presidente francês, Emmanuel Macron, na terça-feira que os EUA vão se retirar do acordo nuclear internacional com o Irã, informou o New York Times, citando uma pessoa que recebeu informações sobre a conversa telefônica.

https://www.nytimes.com/2018/05/08/worl ... -deal.html

A fonte disse que os Estados Unidos estão se preparando para restabelecer todas as sanções que tinha sido suspensas como parte do acordo e impor penalidades econômicas adicionais, informou o jornal.



Por que Trump se opõe ao acordo?

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O presidente americano Donald Trump se refere ao acordo nuclear iraniano, firmado por algumas potências mundiais em 2015, como o "pior acordo do mundo". O acordo, negociado pelo antecessor de Trump, Barack Obama, fez o Irã se comprometer a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio nas sanções internacionais.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-44035312

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Marx no século XXI

Mensagem por Rsilva » 08 Mai 2018, 22:39

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As advertências do pensador a respeito das contradições da globalização continuam atuais e reconhecidas mesmo pelos mais ferrenhos “turbocapitalistas”.

Até mesmo fervorosos defensores do “turbocapitalismo” como John Micklethwait, diretor da agência Bloomberg, e Adrian Wooldridge, editor da revista The Economist, apesar de avaliarem que, como profeta do socialismo, "Marx está derrotado”, reconhecem a pertinência de sua advertência sobre a globalização. Quanto mais bem-sucedida esta se torna, mais parece estimular a própria reação a ela, devido às contradições que carrega em sua estrutura.

https://books.google.com.br/books?id=c_ ... rx&f=false

Assim, apesar dos erros nas previsões e das profecias não cumpridas, os ideólogos do capitalismo ainda levam muito a sério os escritos marxistas, pois revelam uma análise acurada sobre a expansão internacional do capital e os impactos nas transformações nas relações sociais de produção, por um lado, e sua tendência a exacerbar a desigualdade social e as turbulências, por outro.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_ ... _Karl_Marx

Os ideólogos do capitalismo sabem que a dialética de Marx fez com que se percebesse o caráter contraditório do desenvolvimento capitalista, que, à medida de sua expansão, gera, em seu próprio seio, uma negação permanente da mesma sociedade que a gerou.

https://www.ifch.unicamp.br/criticamarx ... Art1.2.pdf

Vejamos os próprios dados do “insuspeito” Federal Reserve. O 1% mais rico dos estadunidenses controlava 38,6% da riqueza do país em 2016. Ou seja, quase o dobro dos 90%, que detêm agora apenas 22,8% da riqueza, contra cerca de 33% em 1989. Por volta de 7 milhões de indivíduos que integram o grupo do 1% mais rico do mundo concentra 82% de toda a riqueza global gerada em 2017. No Brasil, cinco bilionários brasileiros possuem a mesma riqueza da metade mais pobre.

Trata-se da configuração daquilo que se convencionou denominar, posteriormente, de uma situação revolucionária, em sua essência internacional. As revoluções aspiraram à transformação interna das sociedades, mas à medida que as sociedades nacionais e seus respectivos Estados estão intimamente conectados, acaba por repercutir nos próprios modos, nos quais Estados e povos interagem.

Em 1854, quando a política mundial era dominada pelas cinco grandes potências (Rússia, Prússia, Áustria, Grã-Bretanha e França), Marx alertava para a sexta grande potência que, em momentos de crise internacional, os faz tremer:
De Manchester a Roma, de Paris a Varsóvia e Budapeste, a Revolução é onipresente, levantando a cabeça e despertando de seu sono. Múltiplos são os sintomas de sua vida de retorno, em toda parte visível na agitação e inquietação que tomaram a classe proletária.
Portanto, se a revolução aparecia como elemento fundamental do sistema internacional a partir da Revolução Francesa, o mesmo poderia ser dito a respeito do movimento que tentava impedir, conter ou reverter as revoluções. De certa forma, a contrarrevolução é irmã siamesa da revolução, fazendo uso de suas ideias, objetivos, estilos e métodos.

Não se iludam a imaginar que a contrarrevolução fica à espreita para reagir mecanicamente a qualquer momento quando ocorrer a revolução. Ela também se refere, fundamentalmente, aos “esforços preventivos” que tentam impedir a simples emergência daquilo que consideram uma situação de conturbação social. Seja por invasão militar, sanções comerciais, sabotagem diplomática, golpes civis-militares ou “legais, intimidações econômicas; a estratégia contrarrevolucionária está permanentemente em ação internacional.

Parafraseando Marx pode-se dizer que Um fantasma ronda o mundo, o fantasma da contrarrevolução.

Nesses 200 anos de nascimento de Marx, podemos dizer como o filosofo Marshall Berman que, enquanto durar o capitalismo, valerá a pena ler seus escritos.



Reginaldo Nasser é Professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP, integrante do Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e PUC-SP) e pesquisador do INEU ( Instituto de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os EUA)

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Os EUA e seu novo pacote de bomba nuclear

Mensagem por Rsilva » 09 Mai 2018, 14:59

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Ao contrário do conceito normalmente aceito, os novos aviões de combate multi-funções dos EUA, os F-35, foram concebidos como elementos da estratégia nuclear do Pentágono. Poderão transportar e lançar as novas bombas atômicas B61-12. Conscientes ou não deste fato, os proprietários destes aviões estão preparando-se para a guerra nuclear.

A nova bomba nuclear B61-12 – que os EUA se preparam para enviar à Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda e provavelmente a outros países da Europa - está em fase final de produção.



https://nukewatch.org/B61.html

Foi o que anunciou o general Jack Weinstein, vice-chefe do Estado Maior da U.S. Air Force, responsável pelas operações nucleares, ao intervir no dia 1 de Maio em um simpósio da Air Force Association em Washington para um seleto auditório de altos oficiais e representantes da indústria bélica. "O programa está caminhando extremamente bem", sublinhou com satisfação o general, especificando que "já efetuamos 26 testes de engenharia, desenvolvimento e voo guiado da B61-12".

O programa prevê a produção, a começar em 2020, de cerca de 500 B61-12, com uma despesa de cerca de 10 bilhões de dólares (cada bomba vem a custar o dobro do que custaria se fosse inteiramente construída em ouro).

Os muitos componentes da B61-12 são projetados nos laboratórios nacionais Sandia de Los Álamos, Albuquerque e Livermore (no Novo México e na Califórnia), e produzidos em uma série de usinas em Missouri, Texas, Carolina do Sul e Tennessee. A bomba é testada (sem carga nuclear) no Tonopah Test Range no Nevada.

A B61-12 tem "qualidades" inteiramente novas em relação à atual B61 instalada na Itália e em outros países europeus: uma ogiva nuclear com quatro opções de potência selecionáveis; um sistema de direção que a guia com precisão para o alvo; a capacidade de penetrar no subsolo, mesmo através do concreto armado, explodindo em profundidade.

A maior precisão e a capacidade de penetração fazem com que a bomba seja adaptada para atacar os bunkers dos centros de comando, de maneira a "decapitar" o país inimigo. Uma B61-12 de 50 Kt (o equivalente a 50 mil toneladas de TNT) que explode sob a terra tem o mesmo potencial de destruição de uma bomba nuclear de mais de um megaton (um milhão de toneladas de TNT) que explode na superfície.

A B61-12 pode ser lançada de aviões de caça estadunidenses F-16C/D que estão estacionados em Aviano (Itália), e dos aviões Tornado italianos PA-200 que se encontram em Ghedi. Mas, para usar todas as capacidades da B61-12 (em particular a direção de precisão), são necessários os novos caças F-35A. Isto comporta a solução de outros problemas técnicos, que se adicionam a numerosos outros verificados no programa F-35, do qual a Itália participa como parceiro de segundo nível.



https://www.f35.com/

O complexo de software do caça, que até agora foi modificado mais de 30 vezes, requer ulteriores atualizações. Para modificar o 12 F-35 a Itália deverá despender cerca de 400 milhões de euros, que se agregam à despesa ainda não quantificada (estimada em 13 a 16 bilhões de euros) para a aquisição de 90 caças e a sua contínua modernização. Esses recursos saem do cofre do Estado (ou seja, do nosso bolso), enquanto aqueles derivados de contratos para a produção do F-35 entram nos cofres das indústrias militares.

Portanto, a bomba nuclear B61-12 e o caça F-35, que a Itália recebe dos EUA, fazem parte de um único "pacote de bombas" que explodirá em nossas mãos. A Itália será exposta a ulteriores perigos como base avançada da estratégia nuclear dos Estados Unidos contra a Rússia e outros países.

Só há uma maneira de evitar isso: pedir aos EUA, com base no Tratado de não-proliferação de armas nucleares, que removam quaisquer armas nucleares do território italiano; recusar-se a fornecer ao Pentágono, no quadro da Otan, pilotos e aviões para o ataque nuclear; sair do Grupo de planificação nuclear da Otan; aderir ao Tratado da ONU sobre a proibição de armas nucleares.

Há alguém no mundo político disposto a não fazer a política do avestruz?



https://ilmanifesto.it/pacco-bomba-nucleare-dagli-usa/


Manlio Dinucci - Jornalista e geógrafo italiano; artigo publicado em Il Manifesto; traduzido por José Reinaldo Carvalho

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por Aluizio_Junior » 09 Mai 2018, 15:07

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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por jmauricio1000 » 09 Mai 2018, 15:23

Ferro na boneca, começou a pedir ajuda do FMI já era, dívidas e mais dividas!

Argentina pede ajuda ao FMI

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BUENOS AIRES - Após a elevação dos juros em 40% na semana passada, a Argentina volta a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Em pronunciamento de três minutos nesta terça-feira, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou que começou negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a liberação de um empréstimo. O país, que desde 2006 não tinha financiamentos com o Fundo, está em meio à uma turbulência financeira que provocou uma forte desvalorização da moeda .

Macri afirmou que tinha conversado com a diretora-geral do FMI, a francesa Christine Lagarde, mas não revelou o montante de recursos pedido pelo país. O jornal "Clarín" e a agência de notícias "Bloomberg" afirmam que o volume é de pelo menos US$ 30 bilhões.

— Há minutos conversei com Christine Lagarde, diretora do FMI, que nos confirmou que vamos começar hoje mesmo a trabalhar em um acordo. Isso vai nos permitir avançar neste plano de crescimento e desenvolvimento, para nos dar respaldo para enfrentar esse cenário global e evitar a crise que estamos tendo — disse.

— Esse política depende muito do financiamento externo. Durante os primeiros anos contamos com um contexto mundial muito favorável, mas isso hoje está mudando — explicou o presidente.

Dependência de financiamento externo

Macri destacou que "as condições mundiais estão cada dia mais complexas", por fatores como alta de taxa de juros, preço do petróleo, desvalorização da moeda.

— O problema é que somos dos países do mundo que mais dependem de financiamento externo, resultado do enorme gasto público que herdamos - disse o presidente, fazendo referência aos governos anteriores.

Corrida ao dólar derruba peso

A Argentina tem vivido nos últimos dias uma corrida ao dólar que derrubou o peso argentino: a desvalorização chega a quase 15% desde o início do ano. O mercado financeiro, que vinha aplaudindo o mandato de Macri, agora tem dúvidas sobre a capacidade da economia argentina, ainda altamente dependente de financiamento externo.

A tensão da moeda aumentou na semana passada, a partir da alta das taxas de bônus do Tesouro nos Estados Unidos - que provocou a desvalorização das moedas da região.


'Desenvolvimento positivo'

Em relatório a clientes, o economista do Goldman Sachs Alberto Ramos, responsável pela análise da América Latina, classificou o anúncio de uma negociaçao com o FMI como "um desenvolvimento positivo", por aumentar o poder do Banco Central de intervir no mercado e conter a desvalorização do peso argentino. Ele apontou que o montante de US$ 30 bilhões - citado como o valor do empréstimo - é razoável, mas pode ser considerado limitado pelo mercado dependendo da natureza e da intensidade da pressão do câmbio.

Na Argentina, os analistas não foram surpreendidos com a decisão de Macri, como Aldo Abram, diretor da Fundação Liberdade e Progresso, que há vários meses vinha alertando sobre as falências do Banco Central da República Argentina (BCRA) e, principalmente, a vulnerabilidade do país em casos de choques externos.

O fato de a Argentina ter altas necessidades de financiamento, opinou Abram, colocava o país em situação delicada, caso os mercados se tornassem mais adversos para o país. E foi exatamente o que aconteceu:

- Não tínhamos outra opção a não ser pedir ajuda ao Fundo. O país não precisa de recursos de forma imediata, o que precisa é acalmar os mercados.

As turbulências dos últimos dias, assegurou o economista, “despertaram muitas dúvidas sobre o futuro”.

- Não podemos descartar que o mundo fique mais complicado, muitos tememos que isso possa acontecer. E nesse cenário a Argentina precisa de uma garantia para continuar sendo um país confiável _ explicou Abram.

Até o segundo semestre do ano passado, a Argentina parecia viver num mundo cor de rosa. A economista Marina Dal Poggetto disse que, “para o mercado éramos a Dineylândia e Macri tinha sua reeleição garantida em 2019".

- Não fazia sentido, já que os desequilíbrios que tínhamos são os mesmos que temos hoje. Mudou o humor do mercado - afirmou, destacando a falta de coordenação na equipe econômica.


Para ela, é difícil imaginar cenários a partir de agora, mas está claro que o segundo e terceiro trimestres serão negativos. Pensar numa taxa de crescimento de 3% para 2018 virou utopia.

- Com este choque cambial e aumento de juros, nem pensar. Poderemos crescer em torno de 1% - admitiu Marina.

O FMI, disse a economista, “ajudará em termos de liquidez nesse mundo e nesse mercado, mas internamente continuamos tendo problemas que afetam a governabilidade”, entre eles, a pressão do peronismo no Congresso para anular medidas já adotadas.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/argen ... z5F1vqCysy
stest
" :band: Vergonhoso não é cair. Vergonhoso seria se possuíssemos passado racista"

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Neoliberalismo, uma bomba armada para os países em desenvolvimento

Mensagem por Rsilva » 10 Mai 2018, 11:24

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Financeira, militar, ecológica e social, as bombas produzidas pelos países desenvolvidos estão prontas para estourar.

Discípulo fervoroso do neoliberalismo extremado, em especial a partir de 2016, o Brasil está vulnerável às piores consequências da crise cada vez mais grave do modelo instalado pelo Consenso de Washington na década de 1990.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington

Um número crescente de analistas alerta para o esgotamento da fórmula composta de regras de estabilização macroeconômica, abertura comercial e financeira, expansão das forças do mercado e privatização, um dia considerada indispensável ao bem-estar do mundo, até porque não haveria alternativa segundo a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/ ... mia_mdb_cq

Em que pese os avanços do PIB e do comércio mundiais em 2018, vários especialistas de reputação mundial não veem a médio e a longo prazo perspectivas de consolidação de um crescimento sustentável com demanda e investimento firmes e redução da desigualdade.

O Brasil, com mercado interno aberto sem restrições às importações e aos investimentos estrangeiros, em meio ao avanço mundial do protecionismo, base produtiva e de recursos minerais e energéticos em processo de desnacionalização, economia reprimarizada e endividamento privado elevado, oferece hoje liberdade e oportunidades sem paralelo para produtos e capital estrangeiros, enquanto rifa em simultâneo o seu próprio futuro. As consequências, sabe-se, recairão com grande intensidade sobre a parcela mais frágil da população desempregada, subempregada, ou nem isso.

Na raiz do ceticismo quanto à possibilidade de uma retomada consistente da economia mundial está um endividamento público e privado colossal, segundo o Fundo Monetário Internacional, que na quarta-feira, 18 de abril, alertou:
A dívida global atingiu recorde histórico e os governos devem começar a reduzi-la já.
Em 2016 o FMI contabilizou 164 trilhões de dólares e a situação das economias avançadas em termos de nível de endividamento em comparação ao PIB é pior que a dos países de baixa renda. O valor corresponde a 225% do PIB mundial, segundo informou a publicação Fiscal Monitor da instituição na edição de abril, um acréscimo de 12 pontos porcentuais em relação ao recorde anterior de 2009 logo após a eclosão da crise financeira mundial.
Essas constatações e o ciclo de negócios significam que os governos deveriam construir ‘amortecedores’ e cortar a dívida pública para enfrentar desafios que virão inevitavelmente no futuro.
, alertou Vitor Gaspar, diretor do departamento de assuntos fiscais do FMI. A superação do impasse é mais complexa e arriscada, entretanto, do que sugere a recomendação do Fundo, asseguram vários economistas.

https://www.imf.org/external/lang/portu ... 41818p.pdf

O aviso do FMI foi precedido da realização de um painel na sexta-feira, 13 de abril, sobre o mesmo tema e várias das suas implicações no South Centre, organização intergovernamental com sede em Genebra, na Suíça, integrada por 54 países em desenvolvimento, Brasil incluído, e que os ajuda a combinar esforços e conhecimentos para promover interesses em comum no plano internacional.

https://www.southcentre.int/wp-content/ ... quired.pdf

As principais economias desenvolvidas lideradas pelos Estados Unidos “caminham como sonâmbulos em direção à guerra” com sua insistência em políticas fiscais e monetárias insustentáveis desde a crise financeira de 2008 e de consequências destrutivas para as nações em desenvolvimento, advertiram Hervé Hannoun, ex-gerente-geral adjunto do Bank for International Settlements, ou Banco de Compensações Internacionais, considerado uma espécie de banco central dos bancos centrais, e Peter Dittus, ex-secretário-geral da instituição.

No debate “Uma Revolução É Necessária. A bomba-relógio do modelo do G-7”, os economistas, autores de livro com o mesmo título, argumentaram que
as políticas monetária, fiscal, macroeconômica, de defesa e contra o superaquecimento global têm uma característica em comum: são negligentes, imprudentes e irresponsáveis.

Aprendizes de feiticeiro construíram um esquema de crescimento impulsionado pela dívida que está levando diretamente para o próximo crash financeiro. Essas políticas são apresentadas como sendo de interesse público. Não surpreende que a confiança nos formuladores de políticas e instituições públicas esteja se desgastando. As pessoas sentem que algo está errado com o modo como as elites do G-7 estão se desincumbindo das suas responsabilidades.

A trajetória atual das suas políticas econômicas está levando a uma crise sistêmica que colocará em questão muitas das crenças nas quais o sistema capitalista é construído.
G-7 é o nome do grupo formado em 1977 por Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Japão, França, Reino Unido e Itália.

https://www.amazon.com/Revolution-Requi ... B074VR7TJG

Hannoun e Dittus propõem uma mudança radical rumo a um modelo sustentável que use pouco carbono, detenha a escalada militar, coloque o interesse comum à frente dos interesses de poucos e distribua os frutos econômicos de um modo mais equitativo.

Nessa revolução,
o Estado e as políticas públicas devem desempenhar um papel crucial e maior do que servir aos interesses principalmente financeiros, como aconteceu nas últimas décadas.
, argumentaram.

Uma grande mudança é um imperativo, disse, para o mundo evitar as piores crises em várias frentes simultaneamente.
As políticas monetárias extremas seguidas pelos sete países mais ricos desde 2012 minaram os alicerces da economia de mercado. A ‘bomba de tudo’ financeira, militar, ecológica e social construída pelo G-7 está pronta para estourar na sequência de uma quantidade sem precedentes de bolhas de preços de ativos infladas nos últimos sete anos de taxas de juros próximas de zero ou negativas.
, disparou Dittus.

Uma bolha forma-se quando as cotações de títulos públicos, ações ou imóveis, entre outros ativos, se desviam em muito da sua média histórica, criando oportunidades para especulação e outras distorções. São exemplos do fenômeno os colapsos do setor de poupança e empréstimos nos anos 1980, das empresas de internet e tecnologia nos anos 2000 e das hipotecas de má qualidade em 2008, todas nos Estados Unidos e com consequências mundiais.

A ‘bomba de tudo’, explicaram os ex-dirigentes do BIS, seria a junção de quatro bombas-relógio que, no seu entendimento, mais cedo ou mais tarde levarão a uma crise do modelo G-7: a dívida colossal nos mercados financeiros inundados pela liquidez dos bancos centrais dos países do grupo; o risco de um confronto militar entre o Ocidente (Organização do Tratado do Atlântico Norte, Estados Unidos e União Europeia) e o Oriente (Rússia e China); as elevadas emissões de carbono que aumentam o aquecimento global e ameaçam o planeta; e o perigo de subemprego agudo associado a um crescimento econômico menor e à revolução digital.

Após a crise de 2008, que foi um desdobramento das políticas monetárias e fiscais insustentáveis seguidas pelo Fed dos Estados Unidos e outros bancos centrais nos principais países industrializados, disse Hannoun, os integrantes do G-7 à exceção da Alemanha continuaram a implementar políticas fiscais frouxas e assim aumentaram as dívidas dos governos.

Em consequência, a dívida do governo sobre o PIB no ano passado atingiu 221% no Japão, 157% na Itália, 124% na França, 121% no Reino Unido, 105% nos Estados Unidos, 97% no Canadá e 72% na Alemanha.
A situação remete a 1971, quando o presidente Richard Nixon suspendeu unilateralmente a conversibilidade do dólar americano em ouro, início do exorbitante privilégio estadunidense de imprimir sua moeda e com ela pagar mercadorias e serviços importados.

Foi assim que os Estados Unidos se tornaram o epicentro das políticas monetárias insustentáveis sem qualquer preocupação com o crescimento dos déficits gêmeos, o fiscal e o de conta corrente. Os EUA exportaram seu modelo ao restante do G-7, que o seguiu religiosamente, à exceção da Alemanha.
, sublinhou o economista.

Os EUA elevaram os gastos novos e as reduções de impostos em trilhões de dólares sem outra sustentação a não ser mais dívida, inclusive aquela gerada por isenções fiscais no valor de 1,5 trilhão de dólares para as grandes corporações empresariais, 1,5 trilhão destinado ao plano de infraestrutura e um aumento colossal do orçamento do Pentágono em 700 bilhões. A festa prosseguiu, disse Hannoun, a despeito do comportamento imprudente dos Estados Unidos. O déficit fiscal projetado para 2019 oscila em torno de 1 trilhão de dólares e não se chegaria a essa situação sem a política monetária permissiva conduzida pelo Federal Reserve desde 2009.
O silêncio, ou a complacência, das três grandes agências de classificação de risco com sede nos Estados Unidos, a Standard & Poor’s, a Moody’s e a Fitch, com a bênção do Fundo Monetário Internacional, expõe a hipocrisia dos responsáveis pela regulação do sistema financeiro.
, destacou Dittus. Os bancos centrais do G-7 tornaram-se facilitadores irrestritos da acumulação de dívida.
Os aprendizes de feiticeiro distribuem incentivos para acumulação de dívida sem limites, a exemplo das taxas de juro nominais próximas de zero ou negativas. Os maiores beneficiários dessa situação são corporações não bancárias que recompram suas próprias ações, aumentando assim a alavancagem ou a multiplicação das chances de ganho por meio do endividamento contraído essencialmente para agradar aos seus acionistas.
A dívida total dos sete principais países desenvolvidos foi estimada em torno de 100 trilhões de dólares no terceiro trimestre do ano passado. Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Japão e a Zona do Euro representam 64% da dívida total mundial.
As políticas monetárias fundamentalistas extremas seguidas pelo grupo desde 2012 solaparam os alicerces da economia de mercado.
, diagnosticou Hannoun.

Além disso, disse, a distorção dos preços de todos os ativos por causa da intervenção dos bancos centrais nos últimos seis anos introduziu um significativo elemento de comando das economias do G-7, que se moveram rumo a um regime de mercados financeiros centralmente planejados.
A consequência é que o modelo do G-7 não segue mais o livro-texto da economia de mercado, na medida em que as taxas de juro de longo prazo são manipuladas e falham ao não espelhar os chamados fundamentos. As políticas monetárias do G-7 são o elemento comum à maior parte dos excessos especulativos observados nas negociações de títulos do governo, ações e imóveis.
O Fed lidou com o estouro de cada bolha de ativos nos últimos 20 anos criando outras bolhas ainda maiores. Pior, a inflação de preços de ativos criada pelos bancos centrais é um fator-chave para o aumento da desigualdade, chamaram atenção os autores do livro.
A mais assustadora bolha de preços de ativos é a de títulos do governo de Japão, Alemanha e França, com rendimentos nominais de títulos de 10 anos entre zero e 1 por cento.
, afirmaram os economistas.
Ao abusarem do quantitative easing (política de abarrotar o mercado com dinheiro mediante a compra continuada de títulos públicos no mercado), os bancos centrais do G-7 correm o risco de enveredar pela ladeira escorregadia que ultimamente conduz à monetização da dívida do governo.
, receiam os autores do livro.

A monetização consiste no financiamento de operações do governo pelo Banco Central. As políticas monetária e fiscal seguidas pelos sete principais países desenvolvidos resultaram na “captura” da primeira pelos mercados e na “captura regulatória” das instituições de supervisão e controle pelos grandes bancos. Nesse processo, governos e agências reguladoras fizeram-se reféns do setor financeiro e seu trabalho foi assim anulado.

Durante a discussão em Genebra o ex-presidente do Banco Central da Índia Yaga Venugopal Reddy ressaltou a necessidade de
rebalanceamento em várias frentes entre as economias nacional e global, o Estado e o mercado, a finança e o mundo real. Tampouco é aceitável a adoção de um único modelo para todos os países.

A crise financeira atual tornou-se um colapso econômico transformado em flagelo social com desdobramentos políticos que nós ainda não somos capazes de entender plenamente. O ataque ao multilateralismo é, na verdade, um ataque da crise das finanças globais e suas consequências.
Sobre a abrangência do poder das instituições bancárias e similares, Reddy citou o exemplo de como ele próprio foi dissuadido por altas autoridades de Nova Délhi e Washington de mencionar em um discurso a possibilidade de adoção da Taxa Tobin, um imposto sobre todas as transações financeiras internacionais proposto pelo Prêmio Nobel James Tobin.

O economista-chefe do South Centre, Yılmaz Akyüz, chamou atenção para
a impunidade com que os Estados Unidos puderam adotar políticas monetária e fiscal tão perigosas, dado o privilégio exorbitante proporcionado pelo fato de o dólar ser a âncora do sistema monetário internacional.
A política monetária estadunidense, disse, tornou-se progressivamente frouxa desde os anos 1980 na busca do crescimento.

Uma das principais razões disso é a desigualdade na distribuição de renda, que cria um problema de demanda efetiva.
Quando essa situação ocorre, o investimento torna-se muito pequeno. Assim, os salários permanecem defasados em relação ao crescimento da produtividade e isso permite também a expansão monetária sem receio de aumentar a inflação, já que esse processo ocorre geralmente a partir de um empurrão salarial. Desse modo o Fed tem trazido para baixo a taxa de juro real e, na medida em que isso acontece, a dívida do G-7 sobe e a do Terceiro Mundo também. E todo boom acaba em uma explosão.
, alertou Akyüz.

Cada ciclo de booms e explosões torna a situação pior, disse, por meio da distorção da distribuição de renda e da alocação de recursos e, assim sendo, requer bolhas ainda maiores. Depois da crise das instituições de poupança e empréstimo dos anos 1980, os Estados Unidos baixaram a taxa de juros para quase zero e, no início dos anos 1990, fizeram o mesmo. Após a bolha “pontocom” das empresas de internet e tecnologia, cortaram novamente a taxa de juros, criando a bolha das hipotecas subprime. E agora estão em um percurso de mão única de modo que, após cada estouro de bolha, há a necessidade de outra ainda maior para manter o ritmo, explicou Akyüz.

O mundo está viciado em dinheiro barato e acumulou um montante massivo de dívida nos países ricos ao Norte e nas nações mais pobres ao Sul, resume o economista:
No Sul, há endividamento principalmente das empresas e das famílias. No Norte, há mais dívida fiscal, dívida pública. E, na discussão das fontes de recursos do setor público e do financiamento para o desenvolvimento, deve-se começar a partir do Norte, porque eles têm uma dívida muito maior e suas políticas fiscais têm consequências muito mais importantes para a economia global.
Como foi que o Terceiro Mundo entrou na canoa furada da acumulação de dívida iniciada nos Estados Unidos? Há uma série de motivos, explica o economista-chefe do South Centre, e um deles é a dificuldade em resistir às ondas econômicas.
Em primeiro lugar, se um país se abre para o comércio e o investimento estrangeiros, não pode facilmente fechar o lado financeiro. Em segundo lugar, quando o dinheiro ingressa em grande quantidade, há um encorajamento à liberalização das restrições, porque assim parte dele pode sair do país.
O controvertido ex-presidente francês François Hollande estava, portanto, coberto de razão quando denunciou os excessos do sistema financeiro global em 2012:
O meu inimigo é a finança.
O desabafo custou-lhe críticas duras e ridicularizações, mas
é inegável que um monstro foi criado e ainda não está sob controle.
, analisa Hannoun.

Cada vez mais, diz, parece que a Grande Crise de 2008 pode ter sido apenas um ensaio geral para algo ainda pior, que virá como resultado do uso excessivo da emissão de dinheiro, do acúmulo de bolhas de preços de ativos e de dívidas encorajadas por taxas de juros baixas ou negativas. Das duas causas profundas do colapso, apenas a microeconômica foi parcialmente resolvida através de uma reforma regulatória que visava incrementar os ‘amortecedores’ de capital dos bancos e o gerenciamento e os incentivos ao risco.

Segundo Dittus,
as causas da política macroeconômica, as falhas do modelo de crescimento impulsionado pela dívida e a combinação de políticas frouxas que levaram à debacle permanecem em vigor.

Carlos Drummond - Editor de CartaCapital.

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Para Merkel,Trump abandonou a Europa

Mensagem por Rsilva » 10 Mai 2018, 22:02

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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel afirmou que a Europa já não pode contar com os Estados Unidos para a sua proteção; "Já não podemos esperar que os EUA simplesmente nos protejam, a Europa tem de agarrar o seu destino com as próprias mãos", disse ela, na cerimônia de entrega do prêmio Carlos Magno ao presidente francês, Emmanuel Macron, em Aachen, oeste da Alemanha.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel afirmou nesta quinta-feira (10) que a Europa já não pode contar com os Estados Unidos para a sua proteção.
Já não podemos esperar que os EUA simplesmente nos protejam, a Europa tem de agarrar o seu destino com as próprias mãos.
, disse ela, na cerimônia de entrega do prêmio Carlos Magno ao presidente francês, Emmanuel Macron, em Aachen, oeste da Alemanha, "pela sua visão de uma nova Europa" e a sua "atitude firme" contra o nacionalismo e o isolacionismo.
O tempo em que podíamos contar simplesmente com os Estados Unidos para nos proteger acabou.
, acrescentou.

Ao comentar a situação no Oriente Médio, Angela foi taxativa:
é verdadeiramente de guerra ou de paz. A escalada das últimas horas mostra-nos que é verdadeiramente de guerra ou de paz.
, disse.

A tensão no Médio Oriente aumentou nas últimas horas, com Israel bombardeando dezenas de alvos iranianos na Síria, em represália por um ataque atribuído ao Irã contra forças israelitas nos Montes Golã, território sírio que Israel invadiu em 1967 e anexou em 1981.

A escalada da tensão ocorre num contexto de incerteza em relação ao programa nuclear iraniano, depois de os Estados Unidos terem decidido abandonar o acordo nuclear entre o Irã e o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - EUA, Rússia, China, França e Reino Unido - e a Alemanha).

O acordo, concluído em 2015, permitiu o levantamento de parte das sanções internacionais em troca do compromisso de Teerã de limitar o seu programa nuclear a fins civis.



Merkel: “Os europeus precisam tomar o destino em suas mãos”

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Berlim 29 MAI 2017
A Europa não pode mais contar com os Estados Unidos nem com o Reino Unido, pelo menos não como antes. Em outras palavras, a União Europeia não é o que era antes do Brexit e a aliança transatlântica não é nem sombra do que foi na era pré-Trump. Essa é a imagem que se refletiu no espelho das cúpulas da OTAN em Bruxelas e do G7 em Taormina (Itália), onde se cristalizou uma realidade em gestação há vários meses. “Os europeus precisam tomar o destino em suas mãos”, alertou a chanceler alemã Angela Merkel no domingo em Munique depois de Trump retornar aos EUA.


https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 11089.html

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O “Golpe de Mestre” dos Estados Unidos contra a Venezuela

Mensagem por Rsilva » 14 Mai 2018, 12:41

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Stella Calloni revela o plano secreto do SouthCom para derrubar a República Bolivariana da Venezuela. Este documento que publicamos contradiz os compromissos do presidente Trump de acabar com as intervenções sobre mudanças de regime que caracterizavam a política internacional dos Estados Unidos. Ele prova que a imagem internacional de caos da Venezuela é inteiramente fabricada.

Os Estados Unidos e seus aliados preparam em silêncio um plano brutal para "acabar com a ditadura" na Venezuela. Este "golpe de Mestre" ("Masterstroke"), já em andamento, teria uma primeira etapa posta em prática antes das próximas eleições e se eles não conseguirem expulsar o presidente Nicolás Maduro durante sua nova ofensiva, acompanhada de todo o aparelho de propaganda e de mídia, além de ações violentas "para a defesa da democracia", o plano B está pronto e ele engajará vários países para impor uma "força multilateral" de intervenção militar.

O Panamá, a Colômbia, o Brasil e a Guiana possuem um papel chave neste plano, com o apoio da Argentina e de outros "amigos" sob o controle do Pentágono. Desde as bases a serem ocupadas, passando pelos países de fronteira que fornecerão um apoio direto, inclusive com seus hospitais e reservas de víveres para os soldados, tudo está pronto.

Tudo isto está especificado em um documento de 11 páginas, ainda não divulgado, que leva a assinatura do Almirante Kurt Walter Tidd, atual Comandante em chefe do SouthCom dos Estados Unidos.

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http://www.voltairenet.org/article201100.html

O documento analisa a situação atual e legitima uma guerra de contrainsurreição contra a Venezuela, assim como o sistema perverso da guerra psicológica que permite compreender a persecução, o acossamento, o aviltamento e a mentira usados para acabar não somente com os dirigentes populares, mas também com os povos enquanto tais.

O relatório afirma que a "ditadura chavista" na Venezuela está prestes a cair em função dos seus problemas internos; a grave penúria de alimentos, o esgotamento completo das rendas externas e a corrupção desenfreada que teria ganhado o apoio internacional graças aos petrodólares, sem contar que o poder aquisitivo da moeda nacional está em queda livre.

Esta situação, eles admitem tê-la forjado artificialmente, com uma impunidade chocante, e consideram que ela não mudará. Eles justificam suas ações afirmando que o governo da Venezuela tomará novas medidas "populistas" para manter-se no poder.

O tratamento reservado à oposição manipulada, aconselhada e paga pelos Estados Unidos não deixa de surpreender, pois lê-se no documento que "o governo corrupto de Maduro partirá em derrocada, mas, infelizmente, as forças de oposição que defendem a democracia e o nível de vida da população não têm a capacidade requerida para pôr um fim ao pesadelo venezuelano" em razão de suas disputas internas e de "uma corrupção semelhante àquela dos seus rivais; ambos compartilham a mesma ausência de raízes" e isso não lhes "permite tirar o melhor partido desta situação e de tomar as decisões necessárias para exagerar o estado de penúria e de precariedade na qual o grupo de pressão que exerce a ditadura de esquerda mergulhou o país."

Eles consideram ter de enfrentar "uma ação criminosa sem precedentes na América Latina" e isso apesar de o governo da Venezuela não ter jamais agido contra os seus vizinhos, manifestando sempre, pelo contrário, uma intensa solidariedade regional e mundial. O plano dos Estados Unidos sustenta a tese de que "a democracia se difunde na América, continente onde o populismo radical parecia fadado a tomar seu controle". A Argentina, o Equador e o Brasil seriam exemplos desta tese. "Este renascimento da democracia se fundamenta em opções corajosas e as condições regionais são favoráveis. Chegou o momento para os Estados Unidos de mostrar que estão engajados neste processo e a queda da ditadura venezuelana será um marco em escala continental."

Além disso, com a justificativa de que "é a primeira ocasião para a administração Trump de aplicar sua visão da democracia e da segurança e de que é chegado o momento de agir" eles pressionam o presidente americano Donald Trump a entrar em ação convencendo-o de que esta ação é crucial para o continente e para o mundo inteiro.

Isto pressupõe não somente a eliminação definitiva do chavismo e a expulsão de seu representante, como também trabalhar para "intensificar a insatisfação popular, favorecendo mais instabilidade e penúria, a fim de tornar irreversível o repúdio ao ditador atual".

Se quisermos penetrar a arte da perversão contrainsurrecional é suficiente ler a parte deste documento que recomenda "assediar sem descanso o presidente Maduro, ridicularizá-lo, apresentando-o como um exemplo de inabilidade e de incompetência, um fantoche às ordens de Cuba".

É igualmente sugerido exacerbar as divisões entre membros do grupo no poder ressaltando as diferenças de nível de vida entre eles e seus dirigentes e cuidar para que as divergências se acentuem.

A ideia consiste em fazer operações relâmpago, no estilo de Mauricio Macri na Argentina e de Michel Temer no Brasil, ao tomar medidas da precisão de um tiro de míssel, em algumas horas, para a destruição dos Estados nacionais. Por sinal, esses dois mordomos às ordens de Washington são personalidades corruptas, mas que se tornaram "vanguardas da transparência" pela graça Imperial.

Este documento assinado pelo chefe do SouthCom exige que o governo de Maduro torne-se insustentável, forçando-o assim a vacilar, negociar ou fugir. Este plano que dentro em breve deveria eliminar a suposta ditadura na Venezuela, insta para que "a instabilidade interna seja trazida a níveis críticos, por meio da descapitalização do país, da fuga de capitais estrangeiros e da desvalorização brutal da moeda nacional pela aplicação de novas medidas inflacionárias."

Outro objetivo: "Fazer obstrução a todas as importações e ao mesmo tempo desmotivar os eventuais investidores estrangeiros", para contribuir "a tornar a situação ainda mais crítica para a população".

Encontra-se também neste plano apresentado em 11 páginas "o chamado a aliados internos e a outras pessoas bem inseridas no panorama nacional com o objetivo de que possam engendrar manifestações, distúrbios e insegurança, saques, roubos e atentados assim como apreensões de navios e outros meios de transporte para perturbar a segurança nacional nos países limítrofes". Convém também, diz o documento, que "haja vítimas" para poder assim acusar os governantes "aumentando as dimensões da crise humanitária aos olhos do mundo inteiro"; é necessário para isso manipular a mentira e falar de corrupção generalizada dentre os dirigentes e "associar o governo ao narcotráfico para atingir sua imagem tanto no plano interno como junto da opinião internacional"; isto "sem esquecer de exaurir os membros do Partido Socialista Unificado (PSUV), difundir a discórdia entre eles a fim de que eles rompam com grande estardalhaço suas ligações com o governo, recusando-se a aplicar as medidas e restrições que pesam não só sobre eles como sobre toda a população; (....) a oposição é tão fraca que é necessário criar fricções entre o PSUV e Somos Venezuela."

Não é só isso, é preciso "estruturar um plano para obter a deserção dos quadros mais capacitados de forma a privar o país de todos os seus profissionais altamente qualificados; isso agravará ainda mais a situação interna e a responsabilidade será imputada ao governo".

Ingerência militar

Como em um romance de suspense, o documento convida a "usar oficiais do exército como alternativa para uma solução definitiva" e a "tornar ainda mais duras as condições no seio das Forças Armadas a fim de preparar um golpe de estado antes do final de 2018, caso esta crise não seja suficiente para provocar a derrocada da ditadura ou se o ditador vier a se recusar a deixar seu lugar a outros."

Considerando que tudo o que está exposto anteriormente pode eventualmente não render frutos, com um desprezo gritante pela oposição venezuelana, o plano preconiza "alimentar continuamente a tensão na fronteira com a Colômbia, incitar o tráfico de combustível e outros bens, promover iniciativas dos paramilitares, com incursões armadas e tráfico de drogas, para provocar incidentes armados com as forças de segurança da fronteira", sem contar, "o recrutamento de paramilitares principalmente nos campos de refugiados de Cucutá, de La Guajira e do norte da Província de Santander, vastas zonas ocupadas por cidadãos colombianos que haviam emigrado à Venezuela e que agora retornam ao país, fugindo de um regime que aumentou a instabilidade nas fronteiras e aproveitando-se do espaço vazio deixado pelas FARC, pela ELN - sempre beligerante - e das atividades [paramilitares] na região do Cartel do Golfo". (1)

Finalmente, eis aqui a estruturação do golpe final que será proferido: "Favorecer a entrada em ação das forças aliadas para apoiar os oficiais rebeldes do exército ou para controlar a crise interna em caso da iniciativa ser retardada (.....), impedir o ditador, no curto prazo, de continuar a ampliar sua base para controlar o tabuleiro interno. Se necessário, agir antes das eleições previstas para o próximo mês de abril".

Na verdade essas eleições ocorrerão em maio e os Estados Unidos assim como os seus comparsas se recusam de antemão a reconhecer seu resultado. O nó da questão é "obter o apoio e a cooperação das autoridades aliadas de países amigos (Brasil, Argentina, Colômbia, Panamá e Guiana). Organizar a partir do Panamá, o fornecimento das tropas, o apoio logístico e médico. Fazer bom uso de tudo aquilo que proporciona a vigilância eletrônica e os sinais inteligentes, dos hospitais e dos Fundos enviados ao Darién (na floresta do Panamá); aproveitar-se do equipamento disponível em drones do Plano Colômbia, assim como das áreas das antigas bases militares de Howard ou Albrook (Panamá) e mesmo daquelas que pertencem ao Rio Hato. Lançar mão também do Centro regional humanitário das Nações Unidas, concebido para situações de catástrofe e de urgência humanitária e que contém uma pista de aterrissagem e suas próprias lojas".

Estamos diante da organização de uma intervenção que inclui "estacionamento de aviões de combate e helicópteros, de veículos blindados, de unidades de Informação e de unidades militares especiais para logística (policiais, responsáveis militares e prisões)" (...) será necessário "realizar a operação militar sob uma bandeira internacional com o aval da Conferência dos Exércitos Latino-Americanos sob a proteção da OEA e a supervisão no contexto legal e mediático do secretário-geral da dita Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro". Convém "declarar a necessidade para o Comando Continental de reforçar a ação servindo-se das ferramentas da democracia interamericana com o objetivo de evitar a ruptura democrática". Sobretudo, trata-se de "reunir Brasil, Argentina, Colômbia e Panamá para que eles contribuam com o reforço das tropas e façam uso de sua proximidade geográfica e da sua experiência em matéria de operações em regiões densas e de floresta fechada. O âmbito Internacional será reforçado pela presença de unidades de combate dos Estados Unidos e das nações mencionadas, o todo sob o comando geral do Estado-Maior conjunto, dirigido pelos Estados Unidos".

É chocante observar a impunidade dentro da qual tudo isto se trama, pelas costas dos povos, em uma ilegalidade absoluta; por outro lado tornam-se enfim compreensíveis as recentes manobras militares dos Estados Unidos na fronteira entre o Brasil e a Venezuela (Brasil, Peru, Colômbia), no Atlântico Sul (Estados Unidos, Chile, Inglaterra, Argentina); no caso da Argentina isso se faz sem a menor autorização do Congresso Nacional desde outubro-novembro de 2017.

"Utilizar as facilidades do território do Panamá para a retaguarda e as capacidades da Argentina para garantir a segurança dos portos e as posições marítimas (...),
- propor ao Brasil e à Guiana de colocar ao nosso dispor sua situação migratória sobre a qual nós temos a intenção de agir, na fronteira da Guiana;

- coordenar o apoio à Colômbia, ao Brasil, à Guiana, à Aruba, à Curaçao, a Trinidad e Tobago e a outros Estados frente ao afluxo de imigrantes da Venezuela provocado pelos avanços da crise".

Prevê-se também "favorecer a participação internacional a este esforço como parte da operação multilateral com a contribuição de Estados, organismos não governamentais e de instituições internacionais e fornecer o que será necessário em matéria de logística e de informação; será necessário antecipar os acontecimentos particularmente sobre os pontos escolhidos em Aruba, Puerto Carreño, Inirida, Maicao, Barranquilla e Sincelejo na Colômbia assim como em Roraima, Manaus e Boavista no Brasil". Eis como se desenha o mapa de uma guerra de intervenção anunciada.

Informação estratégica

Quanto à perspectiva estratégica, será necessário "sufocar a simbólica chavista juntamente com sua representatividade e seu apoio popular" mantendo simultaneamente o assédio ao ditador "como único responsável da crise na qual ele mergulhou a nação", assim como aos seus mais próximos executantes, aos quais se imputará a crise e a impossibilidade de sair dela.

Em outro parágrafo, faz-se um apelo para "intensificar o descontentamento contra o regime de Maduro, (...) assinalar a incompetência dos mecanismos de integração instalados pelos regimes de Cuba e da Venezuela e mais particularmente da Alba (Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América) e Petrocaribe".

No que tange à mídia, o plano desenhado pelos Estados Unidos exige que seja aumentada a difusão interna no país das mídias locais e estrangeiras, de mensagens montadas e baseadas sobre testemunhos e publicações feitas no próprio país, lançando mão de todas as capacidades de disseminação - o que inclui as redes sociais - de mensagens "veiculando sobre todas as mídias a necessidade de pôr fim à situação porque ela é, na essência, insustentável".

Em um dos últimos parágrafos do documento, para obter o apoio internacional, fala-se em assegurar ou mostrar o uso de meios violentos por parte da ditadura, colocando em prática todas as capacidades da guerra psicológica do exército dos Estados Unidos".

Em outras palavras, trata-se de montar os mesmos cenários a base de mentiras, de falsas montagens de notícias, de fotos e vídeos truncados, tudo que foi posto em prática durante as guerras coloniais do século 16.

Outro aspecto: "Os Estados Unidos deverão apoiar os Estados americanos que os apoiam no plano interno", melhorar sua imagem e "a ordem multilateral de instituições do sistema interamericano, como instrumentos indispensáveis para a solução dos problemas regionais; enfim, promover a ideia do envio indispensável de uma força militar da ONU para impor a paz, uma vez que a ditadura corrupta de Nicolás Maduro terá sido varrida".

(1) Cartel de drogas mexicano

http://www.voltairenet.org/article201130.html


Stella Calloni - Jornalista e escritora argentina; publicado orignalmente na Rede Voltaire; tradução de Sylvie Giraud.

GuerreiroAlmirante92
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Re: POLÍTICA INTERNACIONAL

Mensagem por GuerreiroAlmirante92 » 14 Mai 2018, 12:54

Resumo

O governo super democrático de Maduro sofre um boicote do imperialismo malvadão dos Estados Unidos?

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