TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Rodrigopaz » 28 Fev 2016, 14:03

HEROICO PORTUGUÊS escreveu:o imperador era lateral esquerdo na base
O toró, atacante

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fernando.31
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por fernando.31 » 28 Fev 2016, 14:08

Fora isso, o Gallo é completo pela esquerda e possui muito mais recursos de mobilidade e passe que o Júlio, e foi impecável naquele time zoneado que jogou contra o Friburguense.

Pra mim, é titular absoluto, pq faz a transição com muito segurança e é bem mais intenso.

Já pela direita, confiar só em Júlio seria arriscado pela lentidão e mobilidade comprometida (fora que não se sai bem nos passes quando pressionado).

O ideal, pra mim, é Mattos, pela intensidade, liberando mais Gallo e Andrezinho pro jogo.

Julio é um jogador ESTRITAMENTE tático. Gallo tem isso e mais.

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Gabrielleao
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Re: RE: Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Gabrielleao » 28 Fev 2016, 15:18

fernando.31 escreveu:
Gabrielleao escreveu:
Esse esquema do 3-5-2 caiu em desuso pois defensivamente, a ultima linha fica muito espaçada com 3 jogadores tendo que cobrir 50~~60 metros.

As vezes quando se fala em teorica parece que o esquema de um time de futebol é estático, mas na verdade, durante o jogo o esquema aparece mais na parte defensiva do que ofensiva :

Defensivamente, a maioria dos times joga no 4-4-2 ou no 4-1-4-1.

Por exemplo, o Time do vasco quando faz 4-2-3-1, no momento defensivo os meias abertos voltam para fechar a linha de 4 e o Nenê fica quase que como um atacante :

------------------------------Martin Silva------------------------------
--Madson----------Luan-----------------Rodrigo---------------jc---
--Pikachu-----------Julio-----------------Andrezinho---------JH---
--------------------------Nenê e Thales-------------------------------

No 4-1-4-1 que o Corinthians usa por exemplo, ele desloca um dos jogadores que ficaria mais solto no ataque e coloca entre as linhas de quatro com o papel de interceptar a bola, o problema é que nesse esquema é necessário uma consciência tática e uma ocupação de espaço maior dos jogadores.

Me lembro de uma entrevista com o Jadson, aonde ele fala que o Titi só pedia, para que sem a bola ele ocupasse o espaço da direita, com a bola ele podia movimentar por todo o meio, mas sem a bola tinha que ficar ocupar o espaço direito que com isso o time tiraria espaço do adversário e roubaria mais bolas e segundo o jadson o Tite depois dos jogos mostrava para ele em video a importância que tinha ele ocupar esse espaço.

O Jorginho no primeiro jogo tentou fazer um esquema parecido no primeiro jogo :

------------------------------Martin Silva------------------------------
--Madson----------Luan-----------------Rodrigo---------------jc---
---------------------------------JDS-------------------------------------
-------Riasco---------Vital----------------Andrezinho------JH-------
-------------------------------Nenê--------------------------------------

Pode parecer estranho, mas coloquei o Riasco na direita, pois no momento defensivo ele que volta para deixa o Nenê mais livre, essa é um dos fatores do Riasco continuar titular no vasco, a capacidade fisica de marcar pelo nenê.

Voltando ao esquema, o problema que deu no primeiro jogo é que o Vital, por ser um jogador muito participativo, varias vezes ia para a meia-esquerda tenta criar jogadas, deixando um buraco na direita e como o JDS de primeiro volante não tem velocidade, o time adversário criou vários contra-ataques nesse buraco, obrigando o Jorginho a tirar o vital no segundo-tempo.

Agora, com o Marcelo Mattos de primeiro volante e o JDS na meia-direita, o vasco ficou MUITO mais solido defensivamente, pois o Julio sabe cobrir bem os espaços e o Marcelo Mattos tem maior velocidade para concerta buracos na marcação, sem contar que o JH, faz o papel perfeito defensivamente pela esquerda.

É por isso que o Jorginho prefere o JH ao Eder luiz ou o Julio dos Santos ao Pikachu, pois mesmo ambos tendo NÍTIDAS falhas técnicas, para o coletivo do time eles são muito importantes e o Jorginho desdo ano passado deixou claro assim como é o titi no corinthians, que privilegia o coletivo ao individual.
Justo.

Defensivamente, é isso mesmo. Privilegia a solidez. Isso facilita que o time adquira um padrão tático.

Os problemas da pouca fluidez no esquema são: a falta de criatividade com a bola; a previsibilidade pra marcação do adversário; e a distância em ter a posse de bola longe do gol.

É válido lembrar que o Corinthians fez, de vários jogadores criativos e de qualidade, jogadores táticos.

O Vasco abre mão do poder de fogo em prol do padrão tático.

É possível equilibrar isso e ter um time tático e com mais poder de fogo.

Se Eder entra no lugar de JH, perdemos em recomposição do meio; ganhamos em prender a linha de defesa do outro time mais perto da zaga (e, consequentemente, longe da linha de volantes).

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Claro que da para montar um time tatico com jogadores tecnicos, mas isso leva tempo e precisa de jogadores com capacidade para isso.

No Corinthians de 2015, Jadson, Renato Augusto e Elias eram jogador com passagem em seleções e com carreiras internacionais, totalmente fora da realidade do vasco jogando a serie B.

Se formos lembra do Corinthians campeão brasileiro de 2011 e da libertadores de 2012 com o titi, como não tinha esses jogadores excepcionais um dos titulares era o Jorge Henrique, fazendo EXATAMENTE a mesma função que faz no vasco hoje.

O Eder luiz não tem capacidade física para manter o nível durante todo um jogo ( no final do ultimo estava morto) e não tem capacidade técnica para se pagar ofensivamente.

Isso não acontece só no vasco não, no São Paulo que tem o Bauza como tecnico ( campeão da libertadores pela LDU e San Lorenzo) os torcedores o Criticam por manter o Centurion no lugar do Rogério, mas o Bauza já deixou claro que mesmo o Rogério sendo muito mais efetivo ofensivamente o centurion será titular pois defensivamente ele consegui fazer o time mais solido.

A realidade é que Hoje em dia é muito mais importante ter um time organizado e com um padrão tático solido do que jogadores mais tecnicos mas sem compromisso tático.

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por ORESTES » 28 Fev 2016, 18:53

Gabrielleao escreveu:Esse esquema do 3-5-2 caiu em desuso pois defensivamente, a ultima linha fica muito espaçada com 3 jogadores tendo que cobrir 50~~60 metros.

As vezes quando se fala em teorica parece que o esquema de um time de futebol é estático, mas na verdade, durante o jogo o esquema aparece mais na parte defensiva do que ofensiva :

Defensivamente, a maioria dos times joga no 4-4-2 ou no 4-1-4-1.

Por exemplo, o Time do vasco quando faz 4-2-3-1, no momento defensivo os meias abertos voltam para fechar a linha de 4 e o Nenê fica quase que como um atacante :

------------------------------Martin Silva------------------------------
--Madson----------Luan-----------------Rodrigo---------------jc---
--Pikachu-----------Julio-----------------Andrezinho---------JH---
--------------------------Nenê e Thales-------------------------------

No 4-1-4-1 que o Corinthians usa por exemplo, ele desloca um dos jogadores que ficaria mais solto no ataque e coloca entre as linhas de quatro com o papel de interceptar a bola, o problema é que nesse esquema é necessário uma consciência tática e uma ocupação de espaço maior dos jogadores.

Me lembro de uma entrevista com o Jadson, aonde ele fala que o Titi só pedia, para que sem a bola ele ocupasse o espaço da direita, com a bola ele podia movimentar por todo o meio, mas sem a bola tinha que ficar ocupar o espaço direito que com isso o time tiraria espaço do adversário e roubaria mais bolas e segundo o jadson o Tite depois dos jogos mostrava para ele em video a importância que tinha ele ocupar esse espaço.

O Jorginho no primeiro jogo tentou fazer um esquema parecido no primeiro jogo :

------------------------------Martin Silva------------------------------
--Madson----------Luan-----------------Rodrigo---------------jc---
---------------------------------JDS-------------------------------------
-------Riasco---------Vital----------------Andrezinho------JH-------
-------------------------------Nenê--------------------------------------

Pode parecer estranho, mas coloquei o Riasco na direita, pois no momento defensivo ele que volta para deixa o Nenê mais livre, essa é um dos fatores do Riasco continuar titular no vasco, a capacidade fisica de marcar pelo nenê.

Voltando ao esquema, o problema que deu no primeiro jogo é que o Vital, por ser um jogador muito participativo, varias vezes ia para a meia-esquerda tenta criar jogadas, deixando um buraco na direita e como o JDS de primeiro volante não tem velocidade, o time adversário criou vários contra-ataques nesse buraco, obrigando o Jorginho a tirar o vital no segundo-tempo.

Agora, com o Marcelo Mattos de primeiro volante e o JDS na meia-direita, o vasco ficou MUITO mais solido defensivamente, pois o Julio sabe cobrir bem os espaços e o Marcelo Mattos tem maior velocidade para concerta buracos na marcação, sem contar que o JH, faz o papel perfeito defensivamente pela esquerda.

É por isso que o Jorginho prefere o JH ao Eder luiz ou o Julio dos Santos ao Pikachu, pois mesmo ambos tendo NÍTIDAS falhas técnicas, para o coletivo do time eles são muito importantes e o Jorginho desdo ano passado deixou claro assim como é o titi no corinthians, que privilegia o coletivo ao individual.
Merece um prêmio só por ter achado uma explicação para que o Júlio e Jorge Henrique sejam escalados.
Merece até tese de mestrado. KKK
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por marcinhohn » 29 Fev 2016, 10:04

adrianiinfb escreveu:Testa contra alguma baba do campeonato. Se rolar rolou se não dispensa pois é fraco como zagueiro.

Enviado do meu possante Cadilac via Tapatalk
Foda que não da pra ter uma noção 100% testando contra um time ruim.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Lord Humongous » 29 Fev 2016, 18:12

marcinhohn escreveu:
adrianiinfb escreveu:Testa contra alguma baba do campeonato. Se rolar rolou se não dispensa pois é fraco como zagueiro.

Enviado do meu possante Cadilac via Tapatalk
Foda que não da pra ter uma noção 100% testando contra um time ruim.
É... isso vale para o time todo!

Mas qualquer 50% de noção já serve para ver se vai ter algum futuro ou se não tem nenhuma chance!

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por adrianiinfb » 29 Fev 2016, 18:39

Como o Lord Humongous falou, precisamos ter uma noção pq já tá mais que na cara que o cara não sabe ser zagueiro e suas principais características são ofensivas.

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Tarcísio » 29 Fev 2016, 19:54

faz muitos anos que o Vaz jogo de zagueiro, até ele pegar o "cacuete" de outra posição vai um tempo... se chegar testando de cara obvio que não vai dar certo.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Tarcísio » 29 Fev 2016, 19:59

os Juniores jogam no mesmo esquema dos profissionais? estou suspeitando pela escalação...

http://www.netvasco.com.br/n/175152/jun ... o-botafogo

tomara que sim pq se o jovem for chamado e for escalado no profissional ele ja saberá oq fazer, ja tem o esquema treinado...
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Tarcísio » 06 Mar 2016, 22:50

________________Caio__________________Thalles________________
__________________________Nenê_____________________________
________Andrezim_________________________Julio_______________
_________________________Mattos_____________________________
__J Cesar___________________________________________Madson__
_________________Luan____________Rodrigo____________________
_________________________Martin_____________________________


Para o próximo jogo eu iria assim.
No banco:
Jordi, Henrique, Jomar, Gallo, Índio, Riascos, Éder.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por crvg_emmanuel » 06 Mar 2016, 23:32

Se eu fosse técnico eu seria mt inovador, tenho muitas ideias loucas sobre táticas, costumo testar no Fm e no Fifa :lol:

Eu acho que seria válido um 2-7-1, que é quase um 4-5-1, ficaríamos bem ofensivos mas não temos as peças pra esse esquema.

Vou usar o Vasco como exemplo, mas acho que não temos as peças necessárias pra dar certo
Martin
Rodrigo e Jomar como zagueiros que não subiriam, apenas nos últimos minutos se estivermos perdendo
Mattos e Diguinho como volantes de marcação e que praticamente não avançariam
Vaz (por ter um bom passe e um bom chute) como um box-to-box
Pikachu improvisado na meia esquerda (como disse faltam peças) e Madson na meia direita) com prioridades ofensivas e que voltariam apenas em contra ataques contra nós
Nenê e Andrezinho quase como atacantes, fazendo a ligação, municiando o centroavante e tendo liberdade exclusiva pra atacar sem voltar.
Thalles como centroavante
Já pra série b, com o elenco que temos, eu usaria um time ofensivo, mas não tanto quanto o anterior.

Enfrentaremos times retrancados, esperando a chance de contra atacar.

Iria de um 4-1-3-2 com um volante apenas de marcação e dois meias abertos pelas pontas, nenê centralizado sem obrigação de voltar
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Julio Brant é o presidente eleito, Eurico Miranda é o dono do Vasco!
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por AlmiranteCRVG » 25 Mar 2016, 18:07

Botafogo de Ricardo Gomes: coletivo forte que potencializa o individual

O momento delicado e incerto do Botafogo de volta à elite pede paciência. Quase utopia esperar isso do torcedor passional e exagerado - ainda mais quando o rival Fluminense joga mal e empata o jogo no último minuto. Mas necessário para não repetir a década de erros que culminou com um novo rebaixamento.

18 jogadores saíram, 7 entraram e 6 da base subiram. Economizar nunca foi tão necessário - mas isso não significa deixar de competir. O ponto de virada é o trabalho de Ricardo Gomes: time arrumadinho, coletivo forte que faz o individual brilhar mais do que colocado no papel.

Em 7 vitórias e 2 empates em 2016, o Bota atuou preferencialmente com 2 linhas de 4 e Luís Ricardo ou Salgueiro um pouco atrás de Ribamar, participando da articulação das jogadas. Propõe o jogo com movimentação ofensiva, participação dos volantes e intensidade na defesa para evitar dar espaços.

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Com Lindoso, as jogadas começam pelo chão, sem apressar tanto o jogo. Os laterais não afunilam: ficam pelo lado e quem se movimenta por dentro é o quarteto ofensivo, que "gira" sempre para dar opções. Com o time mais próximo e jogadores livres, o trabalho de passar fica mais simples e não exige tanto apuro técnico.
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Até Airton, conhecido por ser o famoso volante brucutu, participa da construção das jogadas arriscando passes e chutes de fora da área. Não existe "o" camisa 10 no Bota, mas sim um trabalho coletivo de criação, preparo e finalização das jogadas ofensivas. Perceba o movimento de Airton e Ribamar nas imagens abaixo: o time está acima do individual.
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Sem a bola, o Botafogo monta 2 linhas de 4, com muita pressão na bola: Gegê, Airton, Lindoso e Bruno Silva forma uma linha perto dos 4 da defesa e sobem rapidamente o combate nos adversários. Nesse lance abaixo, Gegê "encaixou" no lateral do Flu e acompanhou ele até "matar" a jogada. Assim os zagueiros não saem do lugar, desmontando a defesa.
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Não dá pra saber até onde o Botafogo vai chegar no Estadual. Nem se fará boa campanha ou se vai sofrer no Brasileiro. Esqueça as certezas, fique com o concreto: o Botafogo tem um coletivo forte, tem talento e precisa de tempo para que isso se transforme num time competitvo, que lute por títulos como o de 2007 e 2013 lutou.

Fonte: Globoesporte

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Dargor_CRVG » 25 Mar 2016, 19:52

Bostafogo e mulambos são times de correria, nada além disso! Eu sou fã do 4-4-2 clássico e acho que esse deveria ser nosso esquema! E Julio dos Sonos no meu time não seria nem gandula porque ía atrasar o jogo indo pegar a bola a 30cm dele!
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Lord Humongous » 27 Mar 2016, 00:46

Quem acompanha o futebol europeu ou mesmo o sul-americano, tem visto algum esquema incomum sendo posto em prática?

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Biácomo » 27 Mar 2016, 00:50

Lord Humongous escreveu:Quem acompanha o futebol europeu ou mesmo o sul-americano, tem visto algum esquema incomum sendo posto em prática?
Esse já até é antigo, mas o Chile do Sampaoli jogava num 3-7-0 com seus 3 anõezinhos na zaga e um meio campo carrosel de extrema qualidade técnica.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por HEROICO PORTUGUÊS » 27 Mar 2016, 00:53

Lord Humongous escreveu:Quem acompanha o futebol europeu ou mesmo o sul-americano, tem visto algum esquema incomum sendo posto em prática?

tem nada novo...cismaram com esse 433 e ta todo mundo jogando assim,hj o volta ficou com um rombo no meio campo, a cara botou bruno,marcelo e vinicius q nao marca ninguem...os pontas voltando tambem pouco marcam...ai fode tudo.

o proprio urubu ta fazendo isso é ta se fudendo.

eu sou fã do 352...eu tenho espirito esportivo americano rs gosto primeiro de destruir,atençao na defesa...ataque é um detalhe...kkk

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Biácomo » 27 Mar 2016, 00:55

Gozado que o problema da altura dos zagueiros acabou sendo a solução, pois esses anõezinhos (Medel, Jara, Albornoz) eram mais rápidos que a maioria dos zagueiros em geral, o que dirimia o que o Gabriel falou do grande espaço que os zagueiros tinham que cobrir no 3-5-2.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Tarcísio » 27 Mar 2016, 02:19

ja temos 2 esquemas bem arrumados, gostaria que o jorginho treinasse um terceiro esquema com 3 zagueiros pra uma possível eventualidade ou até mesmo pra surpreender o adversário, acredito que temos zagueiros e alas pra fazer isso. Rafael Vaz e Pika teriam mais oportunidades por exemplo.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por AlmiranteCRVG » 27 Mar 2016, 09:51

eu sempre pedia tbm para que o Doriva fizesse um teste com 3 Zagueiros, até pq é o que temos de mais forte ainda é a Defesa

tbm acho que o Jorginho poderia fazer o mesmo..

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Lord Humongous » 27 Mar 2016, 09:55

Biácomo escreveu:
Lord Humongous escreveu:Quem acompanha o futebol europeu ou mesmo o sul-americano, tem visto algum esquema incomum sendo posto em prática?
Esse já até é antigo, mas o Chile do Sampaoli jogava num 3-7-0 com seus 3 anõezinhos na zaga e um meio campo carrosel de extrema qualidade técnica.
Esquema com zagueiros baixos é bem ousado. Aposto que isso foi algo desenvolvido para aproveitar as qualidades do que ele tinha na mão. O que vemos, geralmente, vai na mão inversa. O esquema vem antes e os jogadores que se encaixem nele.

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Lord Humongous » 27 Mar 2016, 09:58

HEROICO PORTUGUÊS escreveu:
Lord Humongous escreveu:Quem acompanha o futebol europeu ou mesmo o sul-americano, tem visto algum esquema incomum sendo posto em prática?

tem nada novo...cismaram com esse 433 e ta todo mundo jogando assim,hj o volta ficou com um rombo no meio campo, a cara botou bruno,marcelo e vinicius q nao marca ninguem...os pontas voltando tambem pouco marcam...ai fode tudo.

o proprio urubu ta fazendo isso é ta se fudendo.

eu sou fã do 352...eu tenho espirito esportivo americano rs gosto primeiro de destruir,atençao na defesa...ataque é um detalhe...kkk
Tem 3-5-2 dando certo em alguma parte?

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por fernando.31 » 28 Mar 2016, 17:49

Passamos aperto contra o Botafogo. Perdemos o meio-campo. Não fomos seguros na saída, apesar de só jogarmos com 1 volante. Não fomos combativos no meio pelo mesmo motivo.

Questiono o já questionável Julio dos Santos.

Na "defesa":
- bom no jogo aéreo
- lento no combate
- lento na recomposição

No "ataque":
- bons passes e lançamentos pro Madson (que nunca resultaram em nada)
- dificuldade em tocar rápido a bola ou virar o jogo
- não se responsabiliza por buscar a bola quando o time ta pressionado
- se resume a ficar na direita esperando a bola pra tocar pro Madson
- se não for possível, vai atrasar pro goleiro.

-

Contra o Botafogo, Andrezinho vinha buscar o jogo entre os zagueiros, mas como o poder ofensivo de Julio é nulo, ficávamos só com Nenê, Jorge e Thalles após o meio-campo.

Me pergunto: se já jogamos com Julio de 1° e Andrezinho de 2° volantes, por que não podemos jogar com Marcelo Mattos e Andrezinho?

Andrezinho corre mais, desarma mais, passaria igual ou melhor as bolas pro Madson, protege melhor a bola, melhoraria 200% a saída de bola...

É questão de eficiência. E a realidade é que Julio tá sendo um peso morto.

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Douglas » 28 Mar 2016, 18:42

O Botafogo táticamente é ótimo.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Klaus » 28 Mar 2016, 19:28

Lord Humongous escreveu:
Biácomo escreveu:
Lord Humongous escreveu:Quem acompanha o futebol europeu ou mesmo o sul-americano, tem visto algum esquema incomum sendo posto em prática?
Esse já até é antigo, mas o Chile do Sampaoli jogava num 3-7-0 com seus 3 anõezinhos na zaga e um meio campo carrosel de extrema qualidade técnica.
Esquema com zagueiros baixos é bem ousado. Aposto que isso foi algo desenvolvido para aproveitar as qualidades do que ele tinha na mão. O que vemos, geralmente, vai na mão inversa. O esquema vem antes e os jogadores que se encaixem nele.
Sim. Tanto que um monte de treinador tem um esquema só e repete em tudo quanto é time que passa.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Gabrielleao » 28 Mar 2016, 21:05

Biácomo escreveu:Gozado que o problema da altura dos zagueiros acabou sendo a solução, pois esses anõezinhos (Medel, Jara, Albornoz) eram mais rápidos que a maioria dos zagueiros em geral, o que dirimia o que o Gabriel falou do grande espaço que os zagueiros tinham que cobrir no 3-5-2.
Para tu ver como grandes tecnicos sabem utilizar suas desvantagens a seu favor.

Mas esse esquema do Chile com 3 zagueiro baixos vem desdo Bielsa, que alem de usar 3 zagueiro baixo ainda utilizava o Valdivia de Falso centro-avante, coisa que a alguns ano ficou tão famoso mas que na verdade o Bielsa já usava a um tempo.

O Guardiola, no melhor barcelona que eu vi, usava o Abidal de terceiro zagueiro, liberando o Daniel alvez para jogar como meia/ala pela direita (e ja havia utilizado esse esquema antes, quando o Henry tava no time).

Tanto o Sampaoli ( que foi assistente ) quando o Guardiola ( que em seu livro, disse que antes de virar tecnico foi estudar com o Bielsa) tem como professor o Bielsa.

A Nova escola Argentina tem o Bielsa como mentor e por isso, nessas eliminatórias tem 5 entre os 10 times com técnicos argentinos.

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Anderson Cruz » 29 Mar 2016, 14:11

Leo Araujo escreveu:
Gabrielleao escreveu:Esse esquema do 3-5-2 caiu em desuso pois defensivamente, a ultima linha fica muito espaçada com 3 jogadores tendo que cobrir 50~~60 metros.

As vezes quando se fala em teorica parece que o esquema de um time de futebol é estático, mas na verdade, durante o jogo o esquema aparece mais na parte defensiva do que ofensiva :

Defensivamente, a maioria dos times joga no 4-4-2 ou no 4-1-4-1.

Por exemplo, o Time do vasco quando faz 4-2-3-1, no momento defensivo os meias abertos voltam para fechar a linha de 4 e o Nenê fica quase que como um atacante :

------------------------------Martin Silva------------------------------
--Madson----------Luan-----------------Rodrigo---------------jc---
--Pikachu-----------Julio-----------------Andrezinho---------JH---
--------------------------Nenê e Thales-------------------------------

No 4-1-4-1 que o Corinthians usa por exemplo, ele desloca um dos jogadores que ficaria mais solto no ataque e coloca entre as linhas de quatro com o papel de interceptar a bola, o problema é que nesse esquema é necessário uma consciência tática e uma ocupação de espaço maior dos jogadores.

Me lembro de uma entrevista com o Jadson, aonde ele fala que o Titi só pedia, para que sem a bola ele ocupasse o espaço da direita, com a bola ele podia movimentar por todo o meio, mas sem a bola tinha que ficar ocupar o espaço direito que com isso o time tiraria espaço do adversário e roubaria mais bolas e segundo o jadson o Tite depois dos jogos mostrava para ele em video a importância que tinha ele ocupar esse espaço.

O Jorginho no primeiro jogo tentou fazer um esquema parecido no primeiro jogo :

------------------------------Martin Silva------------------------------
--Madson----------Luan-----------------Rodrigo---------------jc---
---------------------------------JDS-------------------------------------
-------Riasco---------Vital----------------Andrezinho------JH-------
-------------------------------Nenê--------------------------------------

Pode parecer estranho, mas coloquei o Riasco na direita, pois no momento defensivo ele que volta para deixa o Nenê mais livre, essa é um dos fatores do Riasco continuar titular no vasco, a capacidade fisica de marcar pelo nenê.

Voltando ao esquema, o problema que deu no primeiro jogo é que o Vital, por ser um jogador muito participativo, varias vezes ia para a meia-esquerda tenta criar jogadas, deixando um buraco na direita e como o JDS de primeiro volante não tem velocidade, o time adversário criou vários contra-ataques nesse buraco, obrigando o Jorginho a tirar o vital no segundo-tempo.

Agora, com o Marcelo Mattos de primeiro volante e o JDS na meia-direita, o vasco ficou MUITO mais solido defensivamente, pois o Julio sabe cobrir bem os espaços e o Marcelo Mattos tem maior velocidade para concerta buracos na marcação, sem contar que o JH, faz o papel perfeito defensivamente pela esquerda.

É por isso que o Jorginho prefere o JH ao Eder luiz ou o Julio dos Santos ao Pikachu, pois mesmo ambos tendo NÍTIDAS falhas técnicas, para o coletivo do time eles são muito importantes e o Jorginho desdo ano passado deixou claro assim como é o titi no corinthians, que privilegia o coletivo ao individual.
:band: :ed2:
:ed2:
PArabens Pela Aula AMigo!

Agora hoje o 4-1-4-1 defensiva e ofensivamente ficaria mais viavel, tendo em vista o advento do Caio Monteiro e a volta do riascos, e eu ainda acrescentaria a possibilidade de testar o Andrey no lugar do JDS, enquanto o Vital não toma conciencia tática, eu colocaria assim o time:

------------------M. Silva-----------------

Madson------luan----rodrigo------J. Cesar

------------------Mattos-------------------

Nene---Andrey---Andrezinho----Caio
(Riascos) (JH)
-------------------Thales------------------
(Riascos)


Sempre com uma conscienta tatica de redução de espaços entre os setores, ou seja, o time funcionando como um organismo!
linhas sempre compactas com toque de bola rapido e refinado!

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Lord Humongous » 14 Abr 2016, 11:26

Me incomoda essa história de que time se arma de trás pra frente!

Gostaria de ver times armados para o ataque e depois que se virem para a recomposição! Não dizem que é mais fácil ensinar quem sabe jogar a marcar do que ensinar quem sabe marcar a jogar?! A premissa é a mesma!

Talvez bastasse dois zagueiros e um voltante que marcassem melhor do que jogam, porque o resto...

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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Raymond Reddington » 26 Abr 2016, 14:36

Lord Humongous escreveu:Me incomoda essa história de que time se arma de trás pra frente!

Gostaria de ver times armados para o ataque e depois que se virem para a recomposição! Não dizem que é mais fácil ensinar quem sabe jogar a marcar do que ensinar quem sabe marcar a jogar?! A premissa é a mesma!

Talvez bastasse dois zagueiros e um voltante que marcassem melhor do que jogam, porque o resto...
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por Tarcísio » 27 Abr 2016, 02:24

vendo aqui como o audaz joga... bem compacto, quando um jogador pega a bola sempre tem que ter pelo menos duas opções de passe. E eles são bem disciplinados com isso. Quando estao sem a bola a compactacao continua, preenchem os espaços e as vezes pressionam a saída de bola em conjunto.
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Re: TÁTICA: ANÁLISE, ESQUEMAS ETC.

Mensagem por AlmiranteCRVG » 20 Jul 2017, 21:25

O futebol de ataques rápidos e transições: por que a dificuldade em se propor o jogo só cresce no Brasil?

Lá se foram três anos do 7 a 1 e alguns paradigmas, aos poucos, vão sendo quebrados no futebol brasileiro. É possível ver, mesmo que ainda sem a velocidade ideal, alguma evolução no esporte por aqui. E existe um movimento de ruptura neste momento que fomenta determinadas discussões sobre o futebol no Brasil. Uma delas, e que começa a ganhar corpo nos últimos meses, é sobre a crescente dificuldade de se propor o jogo. E o nosso parâmetro, como não poderia ser diferente, é o Campeonato Brasileiro de 2017.

Então vamos lá. Primeiro é bom ressaltar que essa reflexão fica ainda mais importante ao olharmos sob o ângulo do que é a cultura do futebol no Brasil. O jogar bem para nós está diretamente ligado ao fato de ter a bola, de se construir através do refinamento técnico de nossos jogadores. Toques rápidos, tabelas, dribles... Propor o jogo é o futebol ideal e chega a ser "obrigação" para qualquer brasileiro, principalmente quando se trata de equipes de maior expressão ou poderio financeiro.

Por conta disso somos predispostos a torcer o nariz para equipes "defensivas". Vemos na retranca algo a ser combatido. Sinceramente, não vejo nenhum problema em acreditar e executar tal estratégia. Simplesmente por que jogar bem, ao meu ver, está ligado à execução da proposta e das ideias, desde que elas existam. E sabemos que é rotineiro ver equipes que nem um plano parecem ter. Nestes casos o buraco é muito mais embaixo.

É possível jogar bem e ter o controle de um jogo sem a bola. Neste caso, equipes apostam em uma postura mais reativa, que nada mais é que não tomar as rédeas do jogo, mas sim responder às ações do oponente. Tento sempre enxergar o futebol de uma forma mais democrática, entendendo que existe espaço para todos e diferentes formas de se ganhar uma partida ou campeonato. No entanto, precisamos nos preocupar quando já não enxergamos com tanta clareza estas diferentes ideias de jogo. Já que elas são tão normais. A situação fica alarmante quando caminhamos (TODOS!) para a mesma direção.

Vivemos sim um período de grande dificuldade em ter a bola. São cada vez mais raras as equipes que conseguem atuar de forma propositiva em solo brasileiro. Vemos, progressivamente, os gols sendo construídos por meio de contra-ataques. Não podemos confundi-los com ataques rápidos, que são uma situação diferente. Neste caso, temos um exemplo que tem acontecido muito: induz o adversário a defender uma zona do campo, tira essa bola da pressão e ataca com velocidade no lado oposto, já com o adversário desequilibrado. Apesar de ser uma construção mais trabalhada, ainda se trata da velocidade a qualquer custo. Os dois gols na partida entre Cruzeiro e Flamengo, no último domingo, são grandes exemplos do quanto falta espaço e repertório para se criar através de uma posse mais trabalhada (veja a análise abaixo).

Ideias semelhantes na marcação e pressão; DataESPN analisa jogo entre Cruzeiro e Flamengo

O Grêmio talvez seja a equipe que melhor lida com a posse por aqui. Com um jogo de passes envolventes, seguidos movimentos de apoio, mobilidade e muita infiltração, o time de Renato Gaúcho é quem mais se aproxima do Jogo de Posição, conceito turbinado por Pep Guardiola desde os tempos de Barcelona. Usa vários fragmentos da ideia geral, talvez até mais próximo do conceito de Ataque Posicional (que é um braço do Jogo de Posição), mas como ponto principal do seu modelo a necessidade de ter a bola.

Líder do Brasileirão, o Corinthians ainda vive um momento de implantação de ideias. Iniciou o ano de uma maneira mais pragmática, preocupado primeiro em se defender bem. Temos também que levar em consideração que isso se deu muito pela necessidade de resultados imediatos, já que Fábio Carille, antes de tudo, precisava de segurança para ao menos pensar em construir alguma coisa no cargo. Atualmente, os alvinegros desenvolvem melhor essa construção ofensiva. Se baseia nas triangulações e ataque aos espaços para superar as defesas rivais. Por conta de partidas como contra Palmeiras e Grêmio, ambas fora de casa e quando optou estrategicamente por dar a bola ao adversário, ainda sofre com o rótulo de retranca, coisa que já se distanciou a bastante tempo.

O exemplo do Corinthians já nos traz um primeiro ponto importante sobre esta discussão. Sempre pressionados a entregar vitórias (e para ontem!), independentemente de como elas venham, nossos treinadores buscam os atalhos. Dançam conforme a música e se preocupam primeiro em se defender bem, já que ao menos o empate está garantido nesta ótica. Mesmo que sem desempenho, os resultados podem aparecer e dar sustentação para caminhos mais longos à frente dos clubes. Quando não aparecem, rua! Ou seja, a nossa cultura imediatista, de alguma forma, interfere diretamente na qualidade do nosso jogo.

Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras, os maiores investimentos do país, ainda buscam suas identidades e oscilam justamente por não terem dominado totalmente essa fluidez ofensiva quando estão com a posse. No caso dos paulistas, temos que levar em conta a ruptura de um trabalho no meio do percurso. Trocar Eduardo Baptista por Cuca foi como substituir água por vinho. O mérito nem é sobre um ser melhor que outro, mas sim da imensidão de diferenças de as ideias entre eles. Então, temos um segundo ponto que entra nessa reflexão sobre propor melhor o jogo em território nacional. Os clubes, a cada contratação e demissão, comprovam que não sabem nem o tipo de futebol que querem praticar. Sem modelo, sem norte...

Agora vamos aos pontos mais técnicos do assunto, que não estão diretamente ligados à má gestão e a cultura do nosso futebol. Está cada vez mais evidente que o futebol é algo cíclico. Novas ideias surgem, novos antídotos são criados. Se cria uma posse de bola mortal, aparecem organizações capazes de dizimá-las. Retrancas ganham, são furadas e depois perdem. Se joga com linhas defensivas de três, quatro e agora até cinco... Tudo dentro de se criar e resolver problemas, que é o que explica bem a lógica do futebol em si. E ainda com o "agravante" de que a velocidade e os números de ações por minuto só crescem na modalidade. É óbvio que, com o futebol mais veloz, as jogadas de gols tendem a ser mais rápidas. Mas existe alguns pontos a serem discutidos ainda.

Eis que sempre surge a velha expressão: "Destruir é bem mais fácil do que construir!". Não vejo deste modo. Encaro apenas como coisas distintas e que, sem conhecimento e conteúdo, nenhum treinador consegue desenvolver. Ambas são difíceis de fazer com máxima eficácia, mas são bem diferentes de serem trabalhadas. Defender, no futebol praticado atualmente, está muito atrelado ao conceito de se controlar espaços. Naturalmente acabam por ser movimentos mais mecânicos e combinados. Flutuação do bloco defensivo, linhas de coberturas, maneiras de induzir os adversários a atacar de uma certa forma ou lado... Todas ideias que, bem estimuladas e repetidas, costumam surtir efeitos mais imediatos. É mais racional e menos emocional.

Preocupados com seus empregos e em ter mais "tranquilidade" para atacar, os treinadores brasileiros absorveram mais rapidamente estas "fórmulas" para proteger suas metas. Hoje, definitivamente, defendemos muito melhor e de uma forma muito mais organizada se olharmos para cinco temporadas atrás. Tite, atual treinador da Seleção Brasileira e que sempre buscou na escola italiana os exercícios e comportamentos defensivos, talvez seja uma das maiores referências e inspirações no que se refere ao trabalho de linha defensiva no país. Junto de Mano Menezes, que também domina estes conceitos da linha de quatro, praticamente criou uma identidade para o Corinthians, que atualmente colhe seus frutos. De certa forma, isso virou uma influência por conta de todos os resultados atingidos. O problema é que, em várias situações, as influências são mal compreendidas.

Vemos por todos os cantos ideias, seguidores e execuções de maneiras totalmente diferentes. Afinal, as referências no futebol podem ser as mesmas, mas a forma como você as trabalha são sempre distintas. Temos sempre que levar em conta vários fatores do futebol, tanto internos quanto externos. Para quebrar qualquer argumento de que existe uma "cartilha da vitória", temos logo de cara o fato de que os atletas nunca são os mesmos. Nós, como indivíduos, não somos. Então não adianta copiar nada. Você pode sempre ter uma referência e trabalhar dentro dela, mas os resultados serão sempre heterogêneos.

Atualmente Tite é um treinador mais completo. Já se colocou, mais uma vez, à frente do tempo por aqui. Agora compreende melhor os nuances da construção ofensiva. Seu trabalho à frente da Seleção e no Corinthians de 2015, já nos mostra um maior equilíbrio entre as diferentes fases do jogo. Um caminho que, mais cedo ou tarde, os outros treinadores vão começar a desbravar, já que atacar nos remete a outros conceitos e particularidades. Nem mais fácil nem mais difícil.

A palavra criar, por si só, nos explica muita coisa. Atacar, gerar espaços, achar o improvável dentro de todo um sistema organizado, exige muito do senso imaginário dos jogadores. Do aleatório, da sua capacidade de improvisação para diferentes situações que terá pela frente. Serão frações de segundo para escolher uma decisão dentro de centenas possíveis. E isso sempre dentro de um contexto coletivo, com a necessidade de escolher a mesma coisa que o companheiro e, principalmente, que pegue seu oponente desprevenido. Trata-se de um conceito bastante complexo e que tive contato faz pouco tempo, chamado de Comunicação no Futebol. É uma ideia teorizada e aplicada na Periodização do Futebol, do holandês Raymond Verheijen.

Comunicar os atletas dentro de campo, em diferentes setores, exige tempo e muita repetição. Qualquer que seja o treinamento escolhido, trabalhar essa conexão é imprescindível. Principalmente por se tratar de uma comunicação não-verbal. Os movimentos, os sinais corporais, as reações dentro de um momento do jogo... Tudo isso pode e deve ser estimulado no dia a dia. Mas é praticamente impossível adquirir tamanha sintonia já que raramente é possível trabalhar com um só elenco durante toda uma temporada. Por aqui se constrói e se desfaz um plantel a cada seis meses. E sem falar na realidade do nosso calendário onde vivemos no ritmo do joga, recupera, joga, recupera...

Todos estes argumentos usados até aqui, apesar de relevantes, também não podem servir como muletas para treinadores que não buscam esse algo a mais. Sabemos que alguns profissionais que vivem sentados nos nomes e nas conquistas passadas. Claro que cada caso é um caso, mas ter todo esse cenário difícil pela frente não pode ser uma desculpa definitiva para os problemas no dia a dia. Cabe a cobrança e o questionamento sobre o que tem sido desenvolvido em seus respectivos clubes. Para isso, é necessário um melhor entendimento do jogo de todos que o cercam: imprensa, gestores, dirigentes, torcedores, jogadores...

Consegue perceber o quão complexo é toda essa discussão? O número de fatores que implica na qualidade do jogo que praticamos no Brasil? De como é impossível apontar um só vilão dentro de todo um universo caótico como este? Cabe a nós, cada vez mais, pensar melhor o futebol e tirar nossas próprias conclusões. Afinal, você está contente com a qualidade que assiste de quarta e domingo? Eu não.


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