HISTÓRIA DO VASCO

Informações Históricas sobre o Club de Regastas Vasco da Gama em todos os tempos.
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Gabriel97
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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Gabriel97 » 15 Dez 2019, 22:40

O que acharam? Seria a hora de pensar em mais uma modernização do escudo?
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Postagem original: https://twitter.com/luacomacento/status ... 0020570113

Julio CRVG
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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Julio CRVG » 15 Dez 2019, 22:52

Gabriel97 escreveu:
15 Dez 2019, 22:40
O que acharam? Seria a hora de pensar em mais uma modernização do escudo?
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Postagem original: https://twitter.com/luacomacento/status ... 0020570113
Nao , obrigado !!
C.R. VASCO DA GAMA - TUA HISTÓRIA É TUA GLÓRIA !

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Paz /+/
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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Paz /+/ » 15 Dez 2019, 23:46

Gabriel97 escreveu:
15 Dez 2019, 22:40
O que acharam? Seria a hora de pensar em mais uma modernização do escudo?
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Postagem original: https://twitter.com/luacomacento/status ... 0020570113
Eu achei bonito, mas não há necessidade de mudar o escudo mais bonito do Brasil
O Vasco que eu torço é o que não foge das lutas sociais e que não usa discursos excludentes e preconceituosos.

Graça e Paz.

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HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Trem Bala da Colina » 19 Dez 2019, 13:31

Cara, o teu trabalho ficou bacana, mas eu prefiro o escudo tradicional. O que precisa mudar, imediatamente, é a gestão esportiva do nosso VASCO. Importante, também, seria dar o direito ao voto para o sócio torcedor escolher o Presidente em 2020.
NADA, nenhum titulo é mais importante do que a torcida do Vasco! A melhor e mais apaixonada do mundo!

Dedé Vital

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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Sardinha » 19 Dez 2019, 13:43

Gabriel97 escreveu:
15 Dez 2019, 22:40
O que acharam? Seria a hora de pensar em mais uma modernização do escudo?
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Postagem original: https://twitter.com/luacomacento/status ... 0020570113
Não ficou ruim, acho que seria questão de tempo para se acostumar a esse tipo de mudança, que felizmente não foi radical.

Tanto que quando vejo versões anteriores do nosso escudo, prefiro sempre o atual. rs

Além do escudo e da cruz de malta como estampados nos mais diversos meios, gostaria que revitalizassem o primeirão que é o único que me agrada.
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Recentemente fizeram isso nas redes sociais.
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Gabriel97
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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Gabriel97 » 20 Dez 2019, 17:06

Sardinha escreveu:
19 Dez 2019, 13:43
Gabriel97 escreveu:
15 Dez 2019, 22:40
O que acharam? Seria a hora de pensar em mais uma modernização do escudo?
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Postagem original: https://twitter.com/luacomacento/status ... 0020570113
Não ficou ruim, acho que seria questão de tempo para se acostumar a esse tipo de mudança, que felizmente não foi radical.

Tanto que quando vejo versões anteriores do nosso escudo, prefiro sempre o atual. rs

Além do escudo e da cruz de malta como estampados nos mais diversos meios, gostaria que revitalizassem o primeirão que é o único que me agrada.
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Recentemente fizeram isso nas redes sociais.
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Esse é muito brabo mesmo. O escudo redondo é muito top!

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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Conde de Vidigueira » 20 Dez 2019, 18:12

Sou a favor de mudar. Acho a caravela meio mal desenhada.

Mas tem que ser daquelas mudanças que com o tempo a gente nem vai notar que mudou, vai pensar "mas sempre foi assim".

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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Ronan » 22 Dez 2019, 07:16

Se a gente pegar uma comparação do escudo do Vasco dos anos 80 pro atual, o de hoje tá muito melhor..
Mas eu concordo que deveria mudar alguma coisa mesmo, não uma mudança muito radical, mas alguns detalhes, tipo a questão das estrelas que representam os títulos, alí deveria bolar algo pra enaltecer as conquistas do clube, como os intercontinentais, o sul-americano de 48, reconhecidamente como percursora da libertadores.., seria até uma boa alguém que manja aí dos pintirest dá aquela moral aí hehehe kkkk
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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por MAHATMA G CANTALICE » 29 Dez 2019, 22:12

Gostaria de homenagear o nosso inesquecível Geovani.


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MAHATMA G CANTALICE
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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por MAHATMA G CANTALICE » 29 Dez 2019, 22:19

edwardlinkeman escreveu:
24 Dez 2015, 09:27
Um clube com a cara do povo

No século 19, os jovens cariocas só pensavam em remo. E foi dentro d`água que surgiu o Vasco da Gama. Mas o futebol não tardou em ganhar importância, e na década de 20 o clube começou a desbancar os adversários recrutando jovens de baixa renda, negros e mulatos. Era um time que tinha a cara do povo brasileiro.

O Vasco também inovou adotando, antes dos adversários, o profissionalismo no futebol. Mas o clube da chamada Cruz de Malta não era apenas inovador, era também vencedor. O Vasco deixou marcado o seu nome nas mais importantes conquistas do Rio de Janeiro e, mais tarde, do país.

O torcedor vascaíno pode dizer com a boca cheia que seu time já foi campeão carioca, brasileiro e sul-americano, entre tantos outros títulos. E nomes como Barbosa, Roberto Dinamite e Romário estarão guardados para sempre na história do futebol brasileiro graças ao clube de São Januário. Tudo isso é motivo de sobra para o vascaíno ter orgulho do seu time do coração.






1898 - 1916 — Do remo ao "football"
1917 - 1923 — Ascensão meteórica
1924 - 1928 — Tapa com luva de pelica
1929 - 1936 — Tempos de profissionalismo
1937 - 1952 — As façanhas do "Expresso da Vitória"
1953 - 1970 — Supersuper é o destaque
1971 - 1986 — De Roberto Dinamite a Romário
1987 - 1994 — Prestígio no exterior e o primeiro tri no Rio
1995 - 2000 — Enfim, a Libertadores!






1898 - 1916 — Do remo ao "football"

No finzinho do século XIX, o remo era o esporte predileto dos cariocas. Rapazes de pelo menos nove clubes (Cajuense, Boqueirão do Passeio, Natação e Regatas, Internacional, Guanabara, Gragoatá, Icaraí, Botafogo e Flamengo, todos fundados até 1897) brigavam pelo privilégio de aparecer diante das moças com o irresistível charme dos vencedores. Embora o remo fosse um esporte praticado basicamente por jovens de famílias ricas, também era acessível aos menos afortunados. E os comerciários Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José D'Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Souza Júnior também acabaram "mordidos" pelo modismo das regatas.

Logo passaram a buscar a adesão de outros jovens que quisessem criar um clube capaz de agregar representantes da sua classe. No dia 21 de agosto de 1898, 58 interessados pela nobre causa reuniram-se em um velho prédio da Sociedade Dramática Filhos de Talma, no bairro Santo Cristo, zona portuária, para assinar a ata de fundação do caçula dos clubes de remo do Rio.

A primeira diretoria foi composta por Francisco Gonçalves do Couto Júnior (presidente), Fenrique Ferreira Monteiro (vice), Luís Antônio Rodrigues (1º secretário), João Beliene Salgado (2º), Antônio Martins Ribeiro (1º tesoureiro), Henrique Lagden (2º), João Cândido de Freiras (diretor de regatas), além de Alberto Pinto de Almeida, José Alexandre D'Avelar, José de Souza Rosas, Luís de Carvalho e Manuel Teixeira de Souza (conselheiros). Quando os 12 diretores foram empossados, o nome, o símbolo e as cores do novo clube estavam definidos. Comemorava-se, naquele 1898, o quarto centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama. E o navegador, o "heróico português" que está em um dos hinos do clube, acabou sendo o homenageado.

Por sugestão do sócio José Lopes de Freitas, ficou decidido que a sociedade adotaria o preto, "dos mares ignotos singrados" pelo almirante, e o branco, da faixa diagonal capaz de ilustrar a rota vencida por sua esquadra. O símbolo vermelho, segundo o Históriador Nélson Antunes Coimbra, representa a "Cruz de Cristo", que se outorgava aos navegantes lusos, como Vasco da Gama, em reconhecimento às suas façanhas.

O Vasco instalou-se inicialmente em um velho sobrado da Rua da Saúde. Logo, entretanto, fez-se necessário uma sede maior. Afinal, uma "vaquinha" realizada entre os sócios havia facilitado a compra dos três primeiros barcos do clube, Zoca, Vaidosa e Volúvel, providência que possibilitava a filiação à União de Regatas Fluminese, que congregava os esportes náuticos no Rio. Depois de alguma procura, e por obra de "fiador idôneo", cujo nome os fundadores omitiram no registro dos primeiros anos de vida social, o Vasco passou a funcionar na Travessa do Maia, número 13, próximo ao Passeio Público.

Foi graças aos triunfos e aos títulos obtidos nas regatas, em suas duas primeiras décadas de vida, que o Vasco começou a formar a sua torcida e o seu patrimônio. No ano de sua fundação, aliás, o clube não competiu. A primeira vitória só veio em 4 de junho de 1899, no páreo intitulado "Vasco da Gama", em evento promovido pela União de Regatas Fluminense. A guarnição Volúvel era composta pelo patrão Adriano Vieira e pelos remadores José de Freitas, José Pereira Breda de Melo, Joaquim de Oliveira Campos, Antônio Frazão Salgueiro e Carlos Batista Rodrigues.

Em 1900, o Vasco começou a alimentar a rivalidade hoje secular com o Flamengo, ao ganhar a taça "Club de Regatas do Flamengo", equivalente ao terceiro páreo do duelo promovido a 12 de agosto pelo Conselho Superior de Regatas. Alberto de Castro (patrão), Carlos Souraggi, Francisco Alberto Silva, José Lopes de Freitas e Leonel Campos Borda impediram que o rubro-negro (então azul e ouro) ganhasse a primeira prova de toda a história dos esportes no Brasil que homenageava a sua existência.

Até 1914, o Vasco seguiria obtendo conquistas importantes no remo, como os campeonatos cariocas de 1905, 1912, 1913 e 1914. Com o sucesso no mar, chegara enfim o momento de pôr a bandeira do clube no topo de outras modalidades esportivas. Foi durante a excursão de um combinado português ao Rio, em junho de 1913, que o Vasco despertou enfim para a popularidade cada vez mais crescente do futebol. O fracasso do combinado _ que jogou quatro partidas e só ganhou uma, do Botafogo, por 1 x 0 _ não foi suficiente para aplacar o entusiasmo dos "patrícios" pelo novo esporte.

Logo surgiram na colônia três novos clubes destinados à prática do "football": o Lusitânia, o Lusitano e o Centro Esportivo Português. Os dois primeiros tiveram existência efêmera. Mas o Lusitânia permaneceu e desdenhou da fusão proposta pelo Vasco. A resistência foi enfim quebrada em 26 de novembro de 1915, graças a um imigrante, Adão Antônio Brandão, sócio do Lusitânia e do Vasco, que funcionou como elo de ligação entre ambos.

A 3 de maio de 1916, o Vasco disputou a primeira partida de futebol de sua história. A estréia não foi muito animadora: perdeu de 10 x 1 para o Paladino. O primeiro gol foi do ídolo pioneiro do futebol: Adão Antônio Brandão. A primeira vitória do Vasco aconteceu em 29 de outubro de 1916, no campo do São Cristóvão: 2 a 1 sobre a Associação Atlética River São Bento, pela Terceira Divisão da Liga Metrepolitana de Sports Athléticos (LMSA). O time jogou com Ari Correia, Jaime Guedes e Augusto Pereira de Azevedo; Vitorino Rezende da Silva, João Lamego e Manuel Batista; Adão Antônio Brandão, Cândido Almeida, Bernardino Rodrigues, Joaquim de Oliveira e Alberto Costa Júnior. Os gols foram de Cândido Almeida e Alberto Costa Júnior.











1917 - 1923 — Ascensão meteórica

O futebol do Vasco teve ascensão mais rápida do que o previsto: ganhou o campeonato da Terceira Divisão em 1916 e o da Segunda Divisão em 1920. Foi promovido à Série B da Primeira Divisão em 1921 e conquistou a categoria em 1922, ao golear o Carioca por 8 a 3, ganhando a Taça Constantino e o direito de figurar entre os grandes no ano seguinte.

Mas o torcedor só passou a prestar atenção no Vasco durante o Campeonato Carioca de 1923, quando o time, formado por mulatos e negros, começou a derrubar todos os seus adversários. O Vasco arrebanhava seus jogadores em terrenos baldios de subúrbio, entregando-os aos cuidados do técnico uruguaio Ramon Platero, que os submetia a um ritmo alucinante de treinamentos. Eles corriam diariamente do pequeno campo do clube, à Rua Moraes e Silva, na Quinta da Boa Vista, à Praça Barão de Drummond, em Vila Isabel.

A técnica do time era praticamente infalível: levava o primeiro tempo em ritmo lento e, graças ao invejável preparo físico, voltava arrasador para a etapa final. As 11 vitórias obtidas no Carioca de 1923 foram todas alcançadas nos períodos derradeiros. A primeira equipe campeã da história do Vasco formava com Nélson, Leitão e Mingote; Nicolino, Claudionor e Artur; Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito. Nélson, Claudionor, Torterolli e Cecy foram os primeiros negros da história a conquistarem o título carioca.











1924 - 1928 — Tapa com luva de pelica

O sucesso do Vasco não tardou a causar inveja. Os adversários resolveram submeter os jogadores do clube a investigações. Como o profissionalismo ainda não era oficial, os craques foram todos registrados como funcionários dos estabelecimentos dos portugueses. Assim, burlavam as leis ditadas pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

Quando os membros de sindicância da entidade _ Armando de Paula Freitas (América), Diócesano Ferreira Gomes, o "Dão" (Flamengo e "Correio da Manhã") e Reis Carneiro (Fluminense) chegavam às firmas lusitanas para constatar a veracidade das informações prestadas pelo Vasco, os gerentes alegavam que os empregados estavam realizando "serviços externos".

Na realidade, embora não se admitisse abertamente, muitos dos atletas dos principais clubes já recebiam para jogar. O procedimento do Vasco, assim, não era distinto do de seus adversários. Uma forma de burlar a regra era o pagamento não em dinheiro, mas com animais, o que deu origem ao tradicional "bicho", que jogadores recebem até hoje. A verdade era que por trás daquele debate estava a indignação dos outros clubes diante dos bons resultados dos jogadores vascaínos. Os adversários do Vasco, que reclamavam dos pagamentos, de fato não suportavam ver aquele time formado por negros e mulatos posando de vencedor.

Desesperados, os adversários abandonaram a LMDT e criaram outra entidade, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA). O Vasco tentou filiar-se, mas foi rechaçado, sob o argumento de que o clube alinhava "atletas de profissão duvidosa" e que não tinha um campo em boas condições. O Vasco não se deu por vencido. Permaneceu na LMDT, ao lado de outros 21 clubes pequenos, e ganhou o campeonato da entidade. O Fluminense ganhou o campeonato da AMEA.

Em 1925, graças à interferência de Carlito Rocha, dirigente do Botafogo, o Vasco acabou sendo admitido na AMEA. Carlito teve a habilidade de mostrar aos membros da entidade que não era mais possível, àquela altura, ignorar a importância do clube fundado pelos portugueses. A AMEA só impôs uma condição: o Vasco não poderia mandar suas partidas no estadinho da Rua Moraes e Silva. O Vasco acatou a determinação, passou a jogar no campo do Andarahy, à Rua Barão de São Francisco _ onde está hoje o Shopping Iguatemi _, e passou a guardar sob sete chaves uma surpresa para os adversários.

O segredo não durou muito. No começo de 1926 o clube iniciou a "Campanha dos Dez Mil", que arrecadou 685 contos e 895 mil réis, além de 6.600 barris de cimento e 252 toneladas de ferro. No dia 6 de junho, o prefeito do Rio, Alaor Prata, lançava a pedra fundamental de São Januário. No dia 27 de abril de 1927, dez meses após o início das obras, o Vasco inaugurava o seu estádio, então o maior do Brasil, para 45 mil torcedores. Um autêntico "tapa com luva de pelica" em todos os que duvidaram de sua capacidade.











1929 - 1936 — Tempos de profissionalismo

São Januário fez do Vasco um clube definitivamente vencedor no futebol. Já em 1929, a equipe conquistava outro Estadual, com apenas uma derrota em 23 jogos e uma goleada de 5 x 0 sobre o América, na terceira partida da melhor-de-quatro que decidiu o campeonato. O time? Até hoje qualquer cruzmaltino que se preza sabe de cabeça: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Oitenta e quatro, Russinho, Mário Mattos e Santana. O técnico era o inglês Harry Welfare, ex-centroavante do Fluminense nas décadas de 10 e de 20.

O que o Vasco antecipara no começo da década anterior tornou-se realidade no dia 23 de janeiro de 1933, quando dirigentes de quatro clubes do Rio reuniram-se na sede do Fluminense, nas Laranjeiras, para oficializar o profissionalismo. Além do tricolor, formavam o grupo o América, o Bangu e, é claro, o Vasco.

A adoção do regime remunerado contrariou interesses, e o futebol carioca viu-se dividido em duas federações. O Flamengo acabou aderindo à dos pioneiros, chamada Liga Carioca de Football. O Botafogo liderou a liga amadora, a AMEA, que permaneceu sendo a representante do Rio junto à Confederação Brasileira de Desportos (hoje CBF). Assim, entre 1933 e 1936, foram disputados sempre dois campeonatos distintos na cidade.

O Vasco ganhou a LCF em 1934. Mitos do futebol brasileiro, como Domingos da Guia, Fausto dos Santos e Leônidas da Silva foram destaques. Em 1935, o Vasco desentendeu-se com os dirigentes da LCF e passou para a recém-criada Federação Metropolitana de Desportos (FMD), que reunia os membros da antiga AMEA. O amadorismo morreu naquele ano, quando a FMD adotou o regime profissional. Em 1936, o Vasco, com craques como o goleiro Rey, os meias Oscarino e Zarzur, e o atacante Feitiço, voltou a levantar a taça.











1937 - 1952 — As façanhas do "Expresso da Vitória"

Reza a lenda que quando o Vasco derrotou o Andarahy por 12 x 0, no Carioca de 1937, o ponta Arubinha enterrou um sapo no gramado de São Januário, rogando praga para o time local ficar 12 anos sem ganhar campeonatos. A maldição de Arubinha chegou a assustar. Mas só resistiu até 1945, quando o Vasco montou o fabuloso "Expresso da Vitória", conquistando cinco títulos do Rio e um Sul-Americano em um período de oito anos. Três desses títulos (os cariocas de 1945, 1947 e 1949) foram ganhos sem derrota.

Na realidade, a história do "Expresso da Vitória" começa em 1942, quando Cyro Aranha, comerciante da Rua do Acre, assumiu a presidência do Vasco. Entre 1942 e 1943, Cyro contratou o renomado treinador uruguaio Ondino Vieira e abriu os cofres do clube e de firmas de ilustres torcedores. O dinheiro serviu para contratar um punhado de craques, como o goleiro Barbosa, o zagueiro Rafanelli, os médios Eli e Berascochea e os atacantes Lelé, Isaías, Jair da Rosa Pinto, Ademir Menezes e Chico.

O time demorou três anos para acertar o passo. Em 1942, foi o sétimo colocado; em 1943, o quarto; em 1944, vice, e em 1945, campeão. A campanha não deixava dúvida quanto ao futuro: 13 vitórias, cinco empates, 58 gols pró (média de 3,2 gols por partida) e apenas 15 gols contra. O time-base era formado por Rodrigues (Barbosa, ainda novato, só jogou uma vez), Augusto e Rafanelli; Berascochea, Eli e Argemiro; Djalma, Ademir Menezes, Lelé, Isaías (Jair da Rosa Pinto) e Chico.

Ondino saiu, Ernesto Santos assumiu, e o time, excessivamente confiante, deixou-se surpreender em 1946, ficando apenas em quinto lugar no Carioca, embora tenha conquistado os torneios Relâmpago e Municipal. O Vasco só recuperou seu terreno em 1947, quando Cyro, numa jogada de mestre, levou Flávio Costa (campeão em 1939, 1942, 1943 e 1944 pelo Flamengo) para São Januário. O novo treinador trocou algumas peças da engrenagem _efetivou o grande goleiro Barbosa, Danilo, Jorge e Maneca_ e terminou o Carioca com sete pontos de vantagem sobre o Botafogo.

Em 1948, o Vasco viveu uma grande alegria e uma grande tristeza. A festa ficou por conta da conquista do Torneio Sul-Americano de Clubes Campeões, disputado no Chile, primeiro título do futebol brasileiro, incluindo competições da Seleção, no exterior. A decepção veio no fim do ano, na derrota de 3 x 1 para o Botafogo, na decisão do Carioca, em General Severiano. Há quem garanta, passados mais de 50 anos, que gente ligada ao alvinegro adicionou alguma droga no café que os jogadores cruzmaltinos tomaram no intervalo. Mas nunca houve quem comprovasse tal história.

Em 1949 e 1950, o Vasco retomou a hegemonia do futebol do Rio. O time de 1949 é apontado como o melhor do "Expresso": Barbosa, Augusto e Sampaio (Wilson); Eli, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca (Ipojucan), Heleno de Freitas, Ademir Menezes e Chico. Obteve 18 vitórias e dois empates em 20 partidas. Uma covardia. A equipe de 1950, base da Seleção que perdeu a Copa do Mundo em pleno Maracanã para o Uruguai, chegou a ser três vezes derrotada no primeiro turno, mas acabou mostrando enfim sua superioridade no final do Carioca.

Em 1951, o "Expresso" começou a perder o fôlego. Sofreu sete derrotas no Carioca e chegou em apenas quinto lugar, a nove pontos do campeão, o Fluminense. Em 1952, reformulado, respirou pela última vez. Gentil Cardoso substituiu Flávio Costa, aproveitando novatos como Bellini, Sabará e Vavá, e o time acabou obtendo uma boa vantagem sobre o vice, o Flamengo. Após o último jogo do Carioca de 1952 (1 x 0 no Olaria, em 21/1/1953), o técnico Gentil Cardoso deu a volta olímpica e foi aplaudidíssimo pelo público. Gentil sabia que os dirigentes pretendiam trocá-lo por Flávio Costa. E disse, orgulhoso: "Estou com as massas. E quem está com as massas não cai. A voz do povo é a voz de Deus". Três dias depois, Flávio assinou com o Vasco.











1953 - 1970 — Supersuper é o destaque

Entre 1953 e 1955 o Vasco só obteve posições secundárias. Mas o título de 1958 veio coroar a brilhante trajetória iniciada com a conquista do Carioca de 1956 e de títulos internacionais de expressão, como a Pequena Copa do Mundo, em Caracas, em 1956, e a Taça Teresa Herrera, em 1957.

O Carioca de 1958 é considerado até hoje por muitos como o mais disputado da história do Maracanã. Vasco, Flamengo e Botafogo terminaram a competição empatados e jogaram um triangular para definir o campeão. Houve novo tríplice empate, que forçou um supersupercampeonato. O Vasco venceu o Botafogo (2 x 1) e empatou (1 x 1) com o Flamengo, terminando com vantagem de um ponto sobre o clube da Gávea e de dois sobre os botafoguenses.

Na década de 60, o Vasco, mais preocupado com a ampliação de seu patrimônio, viveu um período de "vacas magras" no futebol. Vale destacar os torneios pentagonais no Chile e no México, a Taça Guanabara de 1965 _ a primeira da história _, o Rio-São Paulo de 1966 e os vices no Carioca e no Roberto Gomes Pedrosa, embrião do Campeonato Brasileiro, em 1968. Em 1969, mesmo numa derrota, o Vasco marcou mais um ponto na história. O goleiro vascaíno Andrada teve a "honra" de tomar o milésimo gol de Pelé, de pênalti, no Maracanã, numa derrota por 2 x 1 para o Santos. A imagem de Andrada deitado, com o rosto sobre a grama, depois de quase defender a cobrança, é uma das mais conhecidas da história do futebol brasileiro. Em 1970, o Vasco voltou a ganhar o título carioca. O veterano treinador Tim fez valer a sua fama de estrategista, deu um nó tático nos adversários e levou um time sem muitos destaques _ sobressaíam-se apenas o goleiro argentino Andrada, o hoje auxiliar-técnico Alcir Portela e o atacante Silva, o "Batuta" _ a superar o favorito Fluminense.











1971 - 1986 — De Roberto Dinamite a Romário

O feito mais importante do Vasco na primeira metade da década de 70 foi a conquista do Brasileiro de 1974, o primeiro de um clube carioca. O título apagou a decepção com a passagem de Tostão, que ficou um ano no clube (de 1972 a 1973), deixando o futebol por causa de problemas de sáude.

O título de 1974 também começou a consagrar o atacante que hoje disputa com Ademir Menezes o título de maior jogador da história do Vasco: Roberto Dinamite. Ele foi o artilheiro do time e do campeonato, com 16 gols, em evidente prenúncio de que todas as futuras conquistas cruzmaltinas teriam a sua marca.

Em 1977, o Vasco montou um supertime e ganhou o título do Rio, agora chamado Estadual, com apenas uma derrota em 25 partidas. E sem sofrer um único gol nos seus últimos 18 jogos. O técnico era o "titio" Orlando Fantoni, e a equipe, que já contava com novos ídolos, era a seguinte: Mazaroppi, Orlando, Abel (o treinador vascaíno no início de 2000), Geraldo e Marco Antônio; Zé Mário, Zanata (Helinho) e Dirceu; Wilsinho, Roberto Dinamite e Ramon.

Em 1979, o Vasco foi vice-campeão brasileiro, perdendo a final para o Internacional de Falcão. E em 1982 voltou a ganhar o Estadual, contra o Flamengo, com um gol de Marco Antônio Rodrigues. Antes do triangular decisivo, contra rubro-negros e o América, ambos derrotados por 1 x 0, o técnico Antônio Lopes trocou cinco jogadores: Mazaroppi, Rosemiro, Nei, Geovani e Elói por, respectivamente, Acácio, Galvão, Ivan, Ernâni e Jérson (com jota mesmo). Na opinião geral, as substituições foram fundamentais para o time chegar ao título. Em 1985, surge no time principal uma grata revelação dos juniores: o baixinho e abusado Romário. E no ano seguinte, entra em cena um novo homem-forte no futebol do Vasco: Eurico Miranda. Ele já exercera cargos de direção em São Januário, mas ainda não revelara sua capacidade de brigar apaixonadamente pelo clube. Odiado pelos adversários e contestado até por alguns cruzmaltinos, Eurico ganhou mais do que perdeu à frente do clube.











1987 - 1994 — Prestígio no exterior e o primeiro tri no Rio

No período 1987-1989, o Vasco conquistou dois títulos estaduais e recuperou o prestígio amealhado no exterior durante as décadas de 40 e 50. Foi tricampeão do badalado Troféu Ramon de Carranza, na Espanha, em 1987, 1988 e 1989; levantou a Copa de Ouro disputada nos EUA, contra América (México), Benfica (PO) e Roma (ITA), em 1987; e levantou o Torneio de Metz, na França, com uma vitória de 3 x 0 sobre o Estrela Vermelha (IUG), em 1989.

Os campeonatos obtidos no Rio tiveram sabor especial. Afinal, vieram em decisões contra o Flamengo. Em 1987, 1 x 0, gol de Tita; em 1988, outro 1 x 0, com o inesquecível e saboroso gol de Cocada. O lateral entrou em campo substituindo Vivinho, aos 45 minutos do segundo tempo. Recebeu um passe, pôs a bola na rede e tirou a camisa para comemorar, sendo expulso logo em seguida. Um feito e tanto. O time-base do bicampeonato alinhava Acácio, Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Henrique (Tita) e Geovani; Vivinho, Roberto Dinamite e Romário.

Em 1989, já sem Romário, que foi para o PSV (HOL), o Vasco ganhou seu segundo Brasileiro, com nove vitórias, oito empates e apenas duas derrotas. Nélson Rosa Martins, o Nelsinho, dirigiu o time que derrotou o São Paulo por 1 x 0 na decisão, em 16 de dezembro, em pleno Morumbi. Ocorreram mudanças em relação aos anos anteriores. Roberto Dinamite saiu à procura de novos ares e foi substituído por Bebeto. Luiz Carlos Winck e Marco Antônio Boiadeiro também chegaram para reforçar a equipe, mas foram dois ex-juniores que tiveram importância fundamental na conquista do título: Bismarck, artilheiro do time _ marcou oito vezes _ e Sorato, que fez o gol da vitória sobre o tricolor paulista.

Resultados de pouca expressão em 1990 e 1991 levaram o Vasco a reformular o time no ano seguinte, promovendo um punhado de juniores, como Carlos Germano, Pimentel, Tinho, Cássio, Sídnei, Leandro Ávila, Valdir, Jardel, Hernande e Edmundo. Com eles, e contando com a experiência de Roberto Dinamite, de volta, o clube ganhou o Carioca de 1992. Edmundo, a maior revelação cruzmaltina desde Romário, foi vendido para o Palmeiras. Mas a força do conjunto manteve o Vasco sempre acima dos adversários, o bastante para levá-lo ao seu primeiro tricampeonato estadual em 1994, um feito que nem o "Expresso da Vitória" alcançara. Nesse mesmo ano, o time contou com os mágicos dribles de Dener, que viria a morrer em seguida em um acidente.











1995 - 2000 — Enfim, a Libertadores!

Em outubro de 1996, o técnico Antônio Lopes foi contratado e recebeu carta branca. Nessa sua quarta passagem por São Januário _ esteve por lá de 1981 a 1983, de 1985 a 1986 e em 1991 _, promoveu juniores como Felipe e Pedrinho. Logo depois, ganhou Mauro Galvão, Juninho, Ramon e Edmundo, que voltava ao clube, após temporadas frustradas no Flamengo e no Corinthians.

O trabalho de Lopes começou a dar frutos no Brasileiro de 1997, quando o Vasco realizou grande campanha e foi campeão. Isso fora o gostinho especial de ter eliminado o Flamengo nas semifinais, com uma inesquecível vitória de 4 x 1. Edmundo arrasou: fez 29 gols, tornando-se o maior artilheiro em um só Brasileiro, superando a marca de 28 gols de Reinaldo (Atlético-MG), em 1977. Ele ainda estabeleceu outro recorde, ao marcar seis tentos em uma só partida _ nos 6 x 0 sobre o União São João _, marca que jamais havia sido alcançada no campeonato.

Em 1998, o Vasco comemorou seu 100º aniversário celebrando contrato de parceria com o norte-americano Nations Bank, representado no Brasil pelo Banco Liberal. Para que o dinheiro das duas instituições financeiras fosse investido no clube, foi montada a empresa Vasco Licenciamentos S. A., que tem a função de administrar a marca Vasco e de escolher patrocinadores. O acordo foi assinado em 10 de abril. Com o título brasileiro de 1997, o Vasco foi à Libertadores em 1998 e conquistou a maior glória internacional de sua história. Na final, tornou-se campeão diante do equatoriano Barcelona. Para um time que comemorava o seu centenário, o título foi um presente inesquecível para os vascaínos. Faltava ainda ser reconhecido como o melhor time do mundo, sonho que a torcida alimentava a cada dia.

Ainda em 1998, o Vasco voltou a recuperar o Estadual. Em 1999, ganhou o Torneio Rio-São Paulo, derrotando duas vezes o Santos, por 3 x 1 e 2 x 1. Na semifinal, havia eliminado o São Paulo num jogo emocionante em pleno Morumbi (vitória do Vasco por 3 x 1).

Mas o que faltou mesmo para o time de Antônio Lopes foi o título mundial. O clube teve duas oportunidades: a primeira diante do Real Madrid, em Tóquio, em dezembro de 1998. Apesar da boa atuação do time e de um belo gol do jovem Juninho, o astro espanhol Raúl estragou a festa fazendo 2 x 1.

No Mundial da Fifa, em janeiro de 2000, o time de Antônio Lopes teve outra oportunidade de chegar ao topo. Detonou o tão badalado Manchester United, da Inglaterra, (3 x 1), inclusive com um maravilhoso gol de Edmundo, que deixou a defesa inglesa completamente tonta. Mas na final, contra o Corinthians, no Maracanã, as coisas não saíram como o previsto. Depois de um tenso 0 x 0, o título teve de ser disputado nos pênaltis. O Corinthians acabou vitorioso, e a imagem do Vasco naquela noite foi a do choro de Edmundo depois de perder a sua cobrança. O ano 2000 viu o clube com Abel no lugar de Antônio Lopes e a volta do ídolo Romário, depois de sua briga com a diretoria do Flamengo. A perspectiva de ele dividir o ataque com Edmundo, além da presença de Viola no banco, só poderia deixar a torcida animada. O time continuou forte, mas os dois maiores ídolos retomaram as suas brigas. Implacáveis dentro de campo, fora dele começaram a trocar farpas, deixando o clima tenso em São Januário. Numa provocação, Edmundo disse que o diretor Eurico Miranda era o rei do clube e que Romário era o príncipe. Romário deu o troco dizendo que na corte vascaína Edmundo era então o bobo. Eurico acabou com a polêmica proibindo os jogadores de falar e a imprensa de perguntar sobre o assunto. De qualquer maneira, os dois atacantes continuaram fazendo um gol atrás do outro, o que é o mais importante para qualquer time. O domínio do futebol mundial foi adiado. A galera continua sonhando com o título de campeão do mundo, mas mesmo sem ele sabe que os 102 anos de vida do Vasco compõem a história de um clube vitorioso.
Em relação ao trecho abaixo extraído do maravilhoso texto inicial da lavra de Edward Linkeman:

“(...) E em 1982 voltou a ganhar o Estadual, contra o Flamengo, com um gol de Marco Antônio Rodrigues. Antes do triangular decisivo, contra rubro-negros e o América, ambos derrotados por 1 x 0, o técnico Antônio Lopes trocou cinco jogadores: Mazaroppi, Rosemiro, Nei, Geovani e Elói por, respectivamente, Acácio, Galvão, Ivan, Ernâni e Jérson (com jota mesmo). Na opinião geral, as substituições foram fundamentais para o time chegar ao título (...)”

O ótimo meia Elói não foi jogar no Vasco somente no ano seguinte, ou seja, em 1983!?

É a dúvida que eu queria tirar.

SV.
Abraço fraterno.

Verseucht
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Re: HISTÓRIA DO VASCO

Mensagem por Verseucht » 04 Jan 2020, 21:52

Um vídeo interessante e ao mesmo tempo deprimente, que mostra o somatório de pontos dos clubes desde o início do campeonato brasileiro (o de 71 e não aquelas taças vagabundas que vieram antes): https://twitter.com/michaelserra/status ... 4235199488

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