LIGA DOS CAMPEÕES DA UEFA (CHAMPIONS LEAGUE) 2015/2016

Área Histórica e de História do Fórum NETVASCO, destinada a arquivar os Tópicos antigos da área \'Futebol Internacional\' , postadas um dia em nosso Fórum, que tem como um dos principais diferenciais, manter intacta toda a sua História de 2015 até os dias atuais.
Jedi_Vascaíno
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Re: LIGA DOS CAMPEÕES DA UEFA (CHAMPIONS LEAGUE) 2015/2016

Mensagem por Jedi_Vascaíno » 31 Mai 2016, 14:40

masv escreveu:
masv escreveu:
Jedi_Vascaíno escreveu: Dá uma lida que vc vai enteder: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultim ... igante.htm
Di Stéfano era pra ser do Barça, engraçado, não?! Fora todas as outras coisas aí.
Nem precisa, conheço muito da história desse time do Real Madrid e toda essa mística ai.

A questão é a seguinte: na épica o futebol argentino passou por uma grande crise, uma greve de jogadores, e com isso todos os seus grandes nomes (Di Stéfano, Moreno, Pedernera e outros mais) foram para a liga colombiana, que era como um novo el dourado do futebol (graças ao dinheiro do tráfico e tals). Com isso, Di Stéfano foi jogar nos Millionarios e então foi fazer uma excursão na Espanha, onde destruiu o Madrid em pleno Bernabéu e despertou interesse do time de Madrid e do time Catalão.

O Madrid negociou com os colombianos e os catalães com o River.... Havia um impasse, então decidiram que ele jogaria alternadamente pelos times. Ninguém mandou os catelões abrirem mão do maior jogador do mundo.

Quanto ao ponto ai de arbitragem: Franco era ditador da Espanha e nem força política tinha para influenciar no cenário europeu. Ademais, na busca pelo hexa seguido da UCL, o time de Madrid teve três gols legais anulados contra o Barcelona no Camp Nou, o que é interessante já que o Franco deveria ter comprado tudo..... Dias depois o Madrid fez 5 a 1 no Barcelona em pleno Camp Nou (La Liga).

Enfim, não vou nem falar sobre o Barcelona ter sido o maior vencedor do campeonato espanhol na época mais ferrenha da ditadura Franquista, o que seria incoerente segundo as teorias dos conspiradores em questão.

Só uma ressalva, não estou dizendo que o Madrid não teve qualquer tipo de ajuda, a questão do estádio mesmo teve dinheiro público sim, mas não é como se o Barcelona não tivesse ajuda do governo catalão para coisas similares.
Cara, na época do Franquismo, Barcelona tem 8 títulos e o Real 15... não tem lógica o que você falou.
Tem lógica um jogador jogar uma temporada por cada clube? Claro que o Franco influenciou a federação a tomar essa decisão.
E outra, Real criou a Champions... nada mais estranho do que ele ganhar as 5 primeiras logo né?
E sobre Di Stéfano:
O Barça deixou as negociações a cargo de Ramón Trias Fargas. Ele precisava entrar em acordo com o Millonarios, onde o argentino jogava, com o River Plate, que tinha os direitos do craque, e o próprio Di Stéfano.

A negociação não envolvia simplesmente dois clubes. Havia uma intervenção do governo. Isso fica claro ao lermos uma carta enviada por Ramón a seu pai. A carta estava codificada, e nela ele explica que não telefonou porque seu telefone estava grampeado pelo governo, que alegava estar defendendo a integridade do estado Espanhol. Nessa carta, Ramón foi claro: o Barça havia chegado a um acordo com Di Stéfano e o River Plate.

Para negociar com o clube colombiano em que Di Stéfano jogava, o Millonarios, o Barça envolveu o ex-jogador Pepe Samitier, que por sua vez convocou seu amigo colombiano Joan Busquets, diretor do Santa Fe, outro grande clube da Colômbia, para ajudar nas negociações.

O envolvimento de Joan Busquets não foi bem visto na época, já que ele era diretor do maior rival do Millonarios e poderia estar agindo em benefício de seu próprio clube, o Santa Fe.

Busquets deu um ultimato ao Millonarios: ou aceitava a oferta do Barça, ou o clube levaria Di Stéfano para a Catalunha de qualquer forma, e com o consentimento do jogador.

O clube colombiano não aceitou a oferta, e durante uma excursão do Millonarios na Venezuela, Di Stéfano anunciou que não voltaria para a Colômbia. Em 17 de maio de 1953, Di Stefano e sua família chegaram à Barcelona, e a imprensa já tratava a negociação como encerrada.

Mas ainda faltava o acerto com o Millonarios. A estratégia do Barça, desde a escolha de um diretor de um clube rival, Busquets, até a fuga de Di Stéfano, prejudicou a negociação. E vendo os problemas que o Barça estava enfrentando, o Real Madrid entrou na briga pelo jogador, e contava com um aliado para isso.

A intervenção do governo

Na época, o Barcelona já contava com um grande jogador, o lendário húngaro Ladislao Kubala. A parceria entre ele e Di Stéfano era vista como letal, e transformaria o Barça em uma potência imbatível no futebol. Isso não era visto com bons olhos pelo governo espanhol, que preferia ver a dupla jogando pelo time da capital, o Real Madrid.

A Espanha vivia um regime fascista comandado pelo General Franco. A cultura da Catalunha era reprimida pelo governo, e a maior forma de expressão do povo catalão era o Barcelona. São contadas muitas histórias de favorecimento de outros clubes quando enfrentavam o Barça. Algumas delas eram verídicas. Outras, não passavam de conspiração.

Quando Barcelona e Real Madrid estavam negociando com o Millonarios, a Federação Espanhola de Futebol decretou uma lei banindo a contratação de jogadores estrangeiros.

Se a criação da lei por si só não deixavam claro os interesses do governo, a proposta da Federação não deixava dúvidas. Di Stéfano seria uma exceção à lei, contanto que o Barcelona não lutasse mais pela contratação do jogador, e dividisse ele com o Real Madrid.

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masv
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Re: LIGA DOS CAMPEÕES DA UEFA (CHAMPIONS LEAGUE) 2015/2016

Mensagem por masv » 01 Jun 2016, 00:02

Jedi_Vascaíno escreveu:
masv escreveu:
masv escreveu: Nem precisa, conheço muito da história desse time do Real Madrid e toda essa mística ai.

A questão é a seguinte: na épica o futebol argentino passou por uma grande crise, uma greve de jogadores, e com isso todos os seus grandes nomes (Di Stéfano, Moreno, Pedernera e outros mais) foram para a liga colombiana, que era como um novo el dourado do futebol (graças ao dinheiro do tráfico e tals). Com isso, Di Stéfano foi jogar nos Millionarios e então foi fazer uma excursão na Espanha, onde destruiu o Madrid em pleno Bernabéu e despertou interesse do time de Madrid e do time Catalão.

O Madrid negociou com os colombianos e os catalães com o River.... Havia um impasse, então decidiram que ele jogaria alternadamente pelos times. Ninguém mandou os catelões abrirem mão do maior jogador do mundo.

Quanto ao ponto ai de arbitragem: Franco era ditador da Espanha e nem força política tinha para influenciar no cenário europeu. Ademais, na busca pelo hexa seguido da UCL, o time de Madrid teve três gols legais anulados contra o Barcelona no Camp Nou, o que é interessante já que o Franco deveria ter comprado tudo..... Dias depois o Madrid fez 5 a 1 no Barcelona em pleno Camp Nou (La Liga).

Enfim, não vou nem falar sobre o Barcelona ter sido o maior vencedor do campeonato espanhol na época mais ferrenha da ditadura Franquista, o que seria incoerente segundo as teorias dos conspiradores em questão.

Só uma ressalva, não estou dizendo que o Madrid não teve qualquer tipo de ajuda, a questão do estádio mesmo teve dinheiro público sim, mas não é como se o Barcelona não tivesse ajuda do governo catalão para coisas similares.
Cara, na época do Franquismo, Barcelona tem 8 títulos e o Real 15... não tem lógica o que você falou.
Tem lógica um jogador jogar uma temporada por cada clube? Claro que o Franco influenciou a federação a tomar essa decisão.
E outra, Real criou a Champions... nada mais estranho do que ele ganhar as 5 primeiras logo né?
E sobre Di Stéfano:
O Barça deixou as negociações a cargo de Ramón Trias Fargas. Ele precisava entrar em acordo com o Millonarios, onde o argentino jogava, com o River Plate, que tinha os direitos do craque, e o próprio Di Stéfano.

A negociação não envolvia simplesmente dois clubes. Havia uma intervenção do governo. Isso fica claro ao lermos uma carta enviada por Ramón a seu pai. A carta estava codificada, e nela ele explica que não telefonou porque seu telefone estava grampeado pelo governo, que alegava estar defendendo a integridade do estado Espanhol. Nessa carta, Ramón foi claro: o Barça havia chegado a um acordo com Di Stéfano e o River Plate.

Para negociar com o clube colombiano em que Di Stéfano jogava, o Millonarios, o Barça envolveu o ex-jogador Pepe Samitier, que por sua vez convocou seu amigo colombiano Joan Busquets, diretor do Santa Fe, outro grande clube da Colômbia, para ajudar nas negociações.

O envolvimento de Joan Busquets não foi bem visto na época, já que ele era diretor do maior rival do Millonarios e poderia estar agindo em benefício de seu próprio clube, o Santa Fe.

Busquets deu um ultimato ao Millonarios: ou aceitava a oferta do Barça, ou o clube levaria Di Stéfano para a Catalunha de qualquer forma, e com o consentimento do jogador.

O clube colombiano não aceitou a oferta, e durante uma excursão do Millonarios na Venezuela, Di Stéfano anunciou que não voltaria para a Colômbia. Em 17 de maio de 1953, Di Stefano e sua família chegaram à Barcelona, e a imprensa já tratava a negociação como encerrada.

Mas ainda faltava o acerto com o Millonarios. A estratégia do Barça, desde a escolha de um diretor de um clube rival, Busquets, até a fuga de Di Stéfano, prejudicou a negociação. E vendo os problemas que o Barça estava enfrentando, o Real Madrid entrou na briga pelo jogador, e contava com um aliado para isso.

A intervenção do governo

Na época, o Barcelona já contava com um grande jogador, o lendário húngaro Ladislao Kubala. A parceria entre ele e Di Stéfano era vista como letal, e transformaria o Barça em uma potência imbatível no futebol. Isso não era visto com bons olhos pelo governo espanhol, que preferia ver a dupla jogando pelo time da capital, o Real Madrid.

A Espanha vivia um regime fascista comandado pelo General Franco. A cultura da Catalunha era reprimida pelo governo, e a maior forma de expressão do povo catalão era o Barcelona. São contadas muitas histórias de favorecimento de outros clubes quando enfrentavam o Barça. Algumas delas eram verídicas. Outras, não passavam de conspiração.

Quando Barcelona e Real Madrid estavam negociando com o Millonarios, a Federação Espanhola de Futebol decretou uma lei banindo a contratação de jogadores estrangeiros.

Se a criação da lei por si só não deixavam claro os interesses do governo, a proposta da Federação não deixava dúvidas. Di Stéfano seria uma exceção à lei, contanto que o Barcelona não lutasse mais pela contratação do jogador, e dividisse ele com o Real Madrid.
Você não entendeu direito, talvez eu não tenha me feito entender.
O que eu disse é que no tempo mais ferrenho do franquismo o Barcelona foi o maior vencedor do campeonato espanhol, o que cai por terra a questão de só querer ferrar com o Barcelona em prol do Madrid e etc. É verdade que no fim o Madrid se tornou o maior vencedor, mas isso pelo efeito Di Stéfano.

2 - O Real não criou nda. O que aconteceu é que o Santiago Bernabéu apoiou a ideia do L'Equipe em criar uma competição continental. O mesmo Bernabéu apoiou a criação do Mundial, o futebol europeu tem muito a agradecer a ele.
Sobre os cinco títulos: nada mais natural do que o melhor time da história do futebol vencer praticamente tudo o que disputar. Ainda relatei que a primeira eliminação se deu pq o time foi roubado no Camp Nou e não era de interesse da UEFA que ele conquistasse um novo título. Não que ele fosse vencer o grande Benfica do Eusébio, mas não cairia naquela fase.

3 - Enfim, não sei se vc manja de espanhol, mas vai um link que conta a história e trás os "documentos" do fato:
http://futbol.as.com/futbol/2014/07/07/ ... 18211.html
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Jedi_Vascaíno
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Re: LIGA DOS CAMPEÕES DA UEFA (CHAMPIONS LEAGUE) 2015/2016

Mensagem por Jedi_Vascaíno » 01 Jun 2016, 01:00

masv escreveu:
Jedi_Vascaíno escreveu:
masv escreveu:
Cara, na época do Franquismo, Barcelona tem 8 títulos e o Real 15... não tem lógica o que você falou.
Tem lógica um jogador jogar uma temporada por cada clube? Claro que o Franco influenciou a federação a tomar essa decisão.
E outra, Real criou a Champions... nada mais estranho do que ele ganhar as 5 primeiras logo né?
E sobre Di Stéfano:
O Barça deixou as negociações a cargo de Ramón Trias Fargas. Ele precisava entrar em acordo com o Millonarios, onde o argentino jogava, com o River Plate, que tinha os direitos do craque, e o próprio Di Stéfano.

A negociação não envolvia simplesmente dois clubes. Havia uma intervenção do governo. Isso fica claro ao lermos uma carta enviada por Ramón a seu pai. A carta estava codificada, e nela ele explica que não telefonou porque seu telefone estava grampeado pelo governo, que alegava estar defendendo a integridade do estado Espanhol. Nessa carta, Ramón foi claro: o Barça havia chegado a um acordo com Di Stéfano e o River Plate.

Para negociar com o clube colombiano em que Di Stéfano jogava, o Millonarios, o Barça envolveu o ex-jogador Pepe Samitier, que por sua vez convocou seu amigo colombiano Joan Busquets, diretor do Santa Fe, outro grande clube da Colômbia, para ajudar nas negociações.

O envolvimento de Joan Busquets não foi bem visto na época, já que ele era diretor do maior rival do Millonarios e poderia estar agindo em benefício de seu próprio clube, o Santa Fe.

Busquets deu um ultimato ao Millonarios: ou aceitava a oferta do Barça, ou o clube levaria Di Stéfano para a Catalunha de qualquer forma, e com o consentimento do jogador.

O clube colombiano não aceitou a oferta, e durante uma excursão do Millonarios na Venezuela, Di Stéfano anunciou que não voltaria para a Colômbia. Em 17 de maio de 1953, Di Stefano e sua família chegaram à Barcelona, e a imprensa já tratava a negociação como encerrada.

Mas ainda faltava o acerto com o Millonarios. A estratégia do Barça, desde a escolha de um diretor de um clube rival, Busquets, até a fuga de Di Stéfano, prejudicou a negociação. E vendo os problemas que o Barça estava enfrentando, o Real Madrid entrou na briga pelo jogador, e contava com um aliado para isso.

A intervenção do governo

Na época, o Barcelona já contava com um grande jogador, o lendário húngaro Ladislao Kubala. A parceria entre ele e Di Stéfano era vista como letal, e transformaria o Barça em uma potência imbatível no futebol. Isso não era visto com bons olhos pelo governo espanhol, que preferia ver a dupla jogando pelo time da capital, o Real Madrid.

A Espanha vivia um regime fascista comandado pelo General Franco. A cultura da Catalunha era reprimida pelo governo, e a maior forma de expressão do povo catalão era o Barcelona. São contadas muitas histórias de favorecimento de outros clubes quando enfrentavam o Barça. Algumas delas eram verídicas. Outras, não passavam de conspiração.

Quando Barcelona e Real Madrid estavam negociando com o Millonarios, a Federação Espanhola de Futebol decretou uma lei banindo a contratação de jogadores estrangeiros.

Se a criação da lei por si só não deixavam claro os interesses do governo, a proposta da Federação não deixava dúvidas. Di Stéfano seria uma exceção à lei, contanto que o Barcelona não lutasse mais pela contratação do jogador, e dividisse ele com o Real Madrid.
Você não entendeu direito, talvez eu não tenha me feito entender.
O que eu disse é que no tempo mais ferrenho do franquismo o Barcelona foi o maior vencedor do campeonato espanhol, o que cai por terra a questão de só querer ferrar com o Barcelona em prol do Madrid e etc. É verdade que no fim o Madrid se tornou o maior vencedor, mas isso pelo efeito Di Stéfano.

2 - O Real não criou nda. O que aconteceu é que o Santiago Bernabéu apoiou a ideia do L'Equipe em criar uma competição continental. O mesmo Bernabéu apoiou a criação do Mundial, o futebol europeu tem muito a agradecer a ele.
Sobre os cinco títulos: nada mais natural do que o melhor time da história do futebol vencer praticamente tudo o que disputar. Ainda relatei que a primeira eliminação se deu pq o time foi roubado no Camp Nou e não era de interesse da UEFA que ele conquistasse um novo título. Não que ele fosse vencer o grande Benfica do Eusébio, mas não cairia naquela fase.

3 - Enfim, não sei se vc manja de espanhol, mas vai um link que conta a história e trás os "documentos" do fato:
http://futbol.as.com/futbol/2014/07/07/ ... 18211.html
Amigo, o problema dessas matérias de jornais espanhóis é q ou eles defendem o Barcelona ou o Real. Posso estar enganado, mas pelo que sei o AS defende o Real cegamente.
Bom, isso não vai levar a gente a nada, você vai continuar acreditando na sua versão e eu na minha, e talvez nem eu e nem vc estejamos certos. Talvez tenha uma terceira história que seja a correta.
Fora isso, Abraços e SV!

Trancado

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